Obras de acervo da UFRGS estarão no Museu Nacional de Belas Artes

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Litografia de 1944 de João Fahrion estará na exposição (Imagem: Reprodução)
Destaque | Exposição de obras da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo integra o ciclo de comemorações aos 85 Anos da UFRGS

No dia 18 de fevereiro, terça-feira, acontece no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, a abertura da exposição Pinacoteca Barão de Santo Ângelo visita Museu Nacional de Belas Artes. Com curadoria dos professores Blanca Brites e Alfredo Nicolaiewsky, a exposição reúne 86 obras sobre papel — desenhos, aquarelas, gravuras e livros de artista — do acervo artístico da UFRGS. As obras selecionadas datam desde o século XIX até a contemporaneidade e foram produzidas por artistas nacionais e internacionais, sendo a maioria das peças produzidas no Rio Grande do Sul. 

Realizada a convite da direção da instituição, a primeira exposição do acervo pertencente a uma universidade no MNBA “é um reconhecimento à importância da coleção da UFRGS”, afirma Blanca, que já foi coordenadora da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo (PBSA). “No momento em que um acervo desses vai para um espaço com tal relevância, a Universidade está cumprindo um papel de divulgação e acesso às obras que guarda. Precisamos valorizar a relação com o público”, completa a curadora. O evento faz parte das comemorações dos 85 Anos da UFRGS.

O acervo da PBSA foi criado em 1908, com a fundação do Instituto Livre de Belas Artes — atual Instituto de Artes da UFRGS. A coleção atualmente é composta de um conjunto de 1930 obras — entre desenhos, gravuras, fotografias, pinturas, cerâmicas, esculturas, objetos, livros de artista e vídeos.

Mostra conta com grafite sobre papel de Justina Kerner, de 1866 (Imagem: Reprodução)

A pinacoteca também é usada como suporte para disciplinas dos alunos de Museologia e História da Arte. “Em lugar de buscar em livros ou na internet, os acadêmicos podem fazer pesquisa diretamente no acervo. A pinacoteca cumpre a função universitária de ser um local de ensino, pesquisa e extensão”, diz Paulo Gomes, coordenador do acervo da PBSA.

Os trabalhos a serem exibidos foram agrupados em quatro módulos, que também contam a trajetória da pinacoteca e do Instituto de Artes.

Tempo de constituição: é formado prioritariamente por academias e desenhos de gessos que vão de 1866 até os anos 1920. Apresenta trabalhos de Justina Kerner (1846–1941), Pedro Weingärtner (1853–1929) e Francisco Bellanca (1895–1974), primeiro aluno a se formar no Instituto Livre de Belas Artes;

Tempo de afirmação: apresenta obras das décadas de 1920 a 1940 com temáticas variadas, como figuras humanas, paisagens e naturezas mortas. Traz, entre outros artistas, José Lutzenberger (1882–1951), Oscar Boeira (1883–1943) e Francis Pelichek (1896–1937);

Tempo de constância:  em um recorte que compreende dos anos 1940 ao final da década de 1970, exibe gravuras de artistas do Clube de Gravura, como Vasco Prado (1914–1998) e Danúbio Gonçalves (1925–2019), e também desenhos de João Fahrion (1898–1970), Alice Soares (1917–2005) e Paulo Peres (1935–2013); e

Tempo de continuidade: avança até o início do século XXI, reunindo propostas diversificadas. Entre elas, as gravuras de Zoravia Bettiol (1935), Anico Herskovits (1948), Maria Lucia Cattani (1958–2015) e Rafael Pagattini (1985) e os desenhos de Carlos Pasquetti (1948) e Mário Röhnelt (1950–2019).

Serigrafia de Rose Lutzenberger, de 1971, também integra a exposição (Imagem: Reprodução)

SERVIÇO
Exposição Pinacoteca Barão de Santo Ângelo visita Museu Nacional de Belas Artes
Curadoria: Blanca Brites e Alfredo Nicolaiewsky
Local: Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, na Galeria Henrique Bernardelli (Avenida Rio Branco, 199, Cinelândia, Rio de Janeiro)
Abertura: 18/02/2020
Encerramento:
12/04/2020