UFRGS 85 anos | Conheça pesquisas que impactaram o Brasil e o mundo

*Publicado na Edição 228 do JU

Pesquisa da UFRGS mudou o teste do pezinho no país (Foto: Flávio Dutra/JU)

No momento em que comemora 85 anos, a UFRGS é uma das quatro instituições brasileiras que integram o ranking das 200 melhores universidades do mundo publicado neste ano pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia da Universidade de Leiden, Holanda. Entre os motivos para o destaque internacional estão o volume e a relevância das pesquisas produzidas. Muitas delas, como as que integram a linha do tempo abaixo, representaram descobertas que mudaram os rumos do Brasil e do mundo.

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Conforme a Pró-reitoria de Pesquisa (Propesq), cerca de 10% da produção científica mais bem ranqueada do país nasce na instituição. “Assim como as maiores universidades do mundo, a UFRGS não se limita a transmitir conhecimento, ela forma conhecimento. A qualidade das nossas pesquisas tem relação com os nossos professores, que são muito qualificados. Dos cerca de 3 mil docentes, aproximadamente 700 são bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), uma métrica de qualidade”, afirma o pró-reitor de Pesquisa, Rafael Roesler.

Outro indicador que tem relação tanto com o volume como com a relevância das pesquisas produzidas na Universidade é o número de patentes registradas pela instituição. De acordo com o pró-reitor, a Universidade é a oitava maior produtora de patentes do país. “Segundo o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), das dez instituições brasileiras que mais fazem patente, incluindo públicas e privadas, como empresas, nove são universidades e oito são universidades públicas, incluindo a UFRGS. Só tem uma empresa na lista”, completa Roesler.

O índice do INPI também reforça o papel das universidades públicas na criação de novos produtos e tecnologias, embora as federais estejam sofrendo cortes orçamentários e nas bolsas de pesquisa. Segundo o pró-reitor, as instituições de ensino públicas são essenciais para as fases iniciais de pesquisa, nas quais nasce a inovação.

“Trabalhamos com uma procura mais livre do conhecimento, por isso fazemos descobertas. Pesquisamos o novo sem ter certeza de para onde vai nos levar aquela inovação, algo que as empresas não podem fazer pelo alto risco econômico”

Rafael Roesler

Dentre os atuais 82 programas de pós-graduação da UFRGS, 46% são considerados de excelência pela Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (Capes). Entre eles está o Programa de Pós-graduação em Computação (PPGC), que tem maior número de bolsas da Capes na UFRGS, além de ser o terceiro maior PPG do país na área. Com mais de 130 prêmios nacionais e internacionais, o programa também se destaca pelas empresas formadas pelos egressos. “A Computação tem uma incubadora fantástica e vários egressos acabam formando startups. É muito importante enxergar esse lado da pesquisa, o quanto a gente está conseguindo transformar isso em projetos concretos”, completa o pró-reitor de Pesquisa.


Fernanda da Costa

Repórter