{"id":113728,"date":"2025-05-29T07:50:00","date_gmt":"2025-05-29T10:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=113728"},"modified":"2025-05-28T13:54:10","modified_gmt":"2025-05-28T16:54:10","slug":"com-obras-em-espacos-perifericos-bienal-do-mercosul-busca-se-aproximar-de-comunidades-historicamente-apartadas-do-circuito-da-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/com-obras-em-espacos-perifericos-bienal-do-mercosul-busca-se-aproximar-de-comunidades-historicamente-apartadas-do-circuito-da-arte\/","title":{"rendered":"Com obras em espa\u00e7os perif\u00e9ricos, Bienal do Mercosul busca se aproximar de comunidades historicamente apartadas do circuito da arte"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Artes Visuais | Moradores da Lomba do Pinheiro e da Restinga interagem com obras realizadas a partir do conv\u00edvio nos espa\u00e7os em que seus trabalhos est\u00e3o expostos<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Foto: Eliane Teixeira frequenta as oficinas de artesanato e de teatro na Esta\u00e7\u00e3o Cidadania Lomba do Pinheiro onde, ao fundo da imagem, v\u00ea-se parte do mural intitulado &#8220;Campo de Ondas&#8221;, realizado pelo artista mexicano Urmeer para a 14a. Bienal do Mercosul, com colabora\u00e7\u00e3o da comunidade local (Foto: Fl\u00e1vio Dutra\/JU)<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma tarde de s\u00e1bado, Alana Machado, de 34 anos, decidiu levar seu filho, Ca\u00edque, de 8, para passear pelo bairro onde moram em Porto Alegre, a Lomba do Pinheiro. Munidos de uma cuia de chimarr\u00e3o e uma garrafa t\u00e9rmica, aproveitaram o fim de semana para conhecer o novo mural da Esta\u00e7\u00e3o Cidadania, espa\u00e7o que concentra atividades de lazer, servi\u00e7os assistenciais e forma\u00e7\u00e3o profissional para a popula\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 um dos 18 locais de visita\u00e7\u00e3o gratuita na 14.\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Bienal do Mercosul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste ano, pela primeira vez a Bienal expande seus limites para fora da regi\u00e3o central de Porto Alegre. Al\u00e9m dos espa\u00e7os j\u00e1 tradicionais, como a Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo e o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), desta vez, o evento conta com exposi\u00e7\u00f5es nas unidades da Esta\u00e7\u00e3o Cidadania da Restinga, na Zona Sul de Porto Alegre, e da Lomba do Pinheiro, na Zona Leste, al\u00e9m da Funda\u00e7\u00e3o Vera Chaves Barcellos, em Viam\u00e3o, na Regi\u00e3o Metropolitana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Comissionado pela Bienal e criado pelo artista mexicano Urmeer, o mural <em>Campo de Ondas<\/em> teve origem a partir do contato direto com a comunidade da Lomba do Pinheiro. Atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de metodologias, o artista realizou uma oficina com os frequentadores regulares da Esta\u00e7\u00e3o Cidadania a fim de criar uma narrativa coletiva que inspirou a obra final, hoje estampada na fachada do pr\u00e9dio. No mural, cores vibrantes assumem o papel de narradoras metaf\u00f3ricas das emo\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es surgidas no processo de cria\u00e7\u00e3o conjunta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com seus mais de 58 mil habitantes distribu\u00eddos por quase tr\u00eas mil hectares, a Lomba do Pinheiro ainda tem o acesso a atividades e espa\u00e7os culturais precarizado. Realizada na fachada da Esta\u00e7\u00e3o Cidadania \u2013 local de conviv\u00eancia comunit\u00e1ria e acesso livre gerido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Porto Alegre \u2013, a obra se integra ao cotidiano do bairro e de seus moradores. Sem precisar pagar ingresso e, muitas vezes, por acaso, os frequentadores do espa\u00e7o t\u00eam a chance de entrar em contato com o trabalho de um artista de proje\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Alana, que n\u00e3o costuma frequentar museus e outros espa\u00e7os culturais por conta da escassez deles no bairro em que quase toda sua fam\u00edlia vive, estuda e trabalha, a presen\u00e7a da Bienal a poucas quadras de casa foi uma grata surpresa. \u201cViemos a p\u00e9, \u00e9 pertinho\u201d, conta enquanto Ca\u00edque brinca no parquinho da Esta\u00e7\u00e3o Cidadania. \u201cEu ouvi falar quando conversei com uma vizinha e decidi vir visitar. Ficou muito legal, deu mais vida pra esse lugar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 bem colorido. Eu nunca tinha visto um desenho desse tamanho\u201d<\/p>\n<cite>Ca\u00edque Machado<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4143.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-113641\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4143.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4143-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4143-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4143-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4143-391x260.jpg 391w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4143-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4143-695x463.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4127.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-113822\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4127.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4127-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4127-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4127-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4127-391x260.jpg 391w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4127-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4127-695x463.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Excerto da obra &#8220;Campo de Ondas&#8221;, de Urmeer, comissionada pela 14a. Bienal e em exposi\u00e7\u00e3o na Esta\u00e7\u00e3o Cidadania Lomba do Pinheiro<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4117.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-113638\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4117.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4117-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4117-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4117-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4117-391x260.jpg 391w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4117-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-do-Mercosul_Flavio-Dutra-4117-695x463.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Fl\u00e1vio Dutra\/JU<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Obras visam dialogar com o cotidiano<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No bairro Restinga, na Zona Sul de Porto Alegre, a unidade da Esta\u00e7\u00e3o Cidadania tamb\u00e9m ganhou novos contornos para a Bienal do Mercosul.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com \u00e1rea de mais de dois mil hectares e concentrando 60 mil habitantes \u2013 o equivalente a 4,31% da popula\u00e7\u00e3o da capital ga\u00facha \u2013, a Restinga funciona praticamente como uma cidade a parte, com din\u00e2micas e caracter\u00edsticas sociais e culturais marcantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artista Felipe Veeck, natural da Vila Farrapos, na Zona Norte de Porto Alegre, foi o respons\u00e1vel pela transforma\u00e7\u00e3o da fachada do pr\u00e9dio para o evento. Com uma obra voltada \u00e0s suas percep\u00e7\u00f5es do cotidiano no lugar em que mora, Felipe trabalha com narrativas visuais que d\u00e3o protagonismo \u00e0s comunidades perif\u00e9ricas e suas viv\u00eancias. Embora estejam localizadas em pontos diametralmente opostos da cidade, a Vila Farrapos e a Restinga se reconhecem e dialogam pelo t\u00edtulo <em>de periferia<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Raphael Fonseca, curador-chefe da Bienal, a escolha por Felipe se deu justamente por essa caracter\u00edstica do seu trabalho, que lida com a realidade da popula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica. \u201cMeses depois de nos conhecermos, chegamos a essa proposi\u00e7\u00e3o onde uma certa rotina perif\u00e9rica \u00e9 recodificada por meio de pixels, com algo de humor, sil\u00eancio e nostalgia\u201d, reflete. A obra <em>Passe Livre<\/em>, que ocupa 48 metros de largura e cinco de altura, tem um \u00f4nibus como elemento central, abarcando em seus detalhes o cotidiano dos moradores da Restinga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas visitas \u00e0 obra, a reportagem do JU encontrou o mural com partes descascadas e danificadas. Segundo a assessoria de imprensa da Funda\u00e7\u00e3o Bienal do Mercosul, por estar exposto ao ar livre, o trabalho \u2013 que consiste de impress\u00f5es digitais sobre papel colado \u00e0 fachada com mistura de cola pl\u00e1stica e \u00e1gua \u2013 foi danificado por tempestades e j\u00e1 precisou ser restaurado em mais de uma ocasi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o desgaste n\u00e3o pareceu diminuir o interesse dos frequentadores da Esta\u00e7\u00e3o Cidadania. Como se procurasse na arte fragmentos de sua rotina, um grupo de crian\u00e7as e adolescentes observava o mural. Os dedos indicadores apontavam os elementos familiares da cena retratada em cores vibrantes \u2013 o ponto de \u00f4nibus, o jogo de futebol, a dan\u00e7a. Para elas, a obra era quase um espelho em pixels, onde o caminho da escola, a espera pelo transporte e os rostos da vizinhan\u00e7a ganhavam contornos de mem\u00f3ria e inven\u00e7\u00e3o. Entre o l\u00fadico e o real, a arte se tornava parte de algo familiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cParece um jogo de videogame\u201d, observa Luana Carvalho, de 14 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cIsso aqui parece na frente da minha casa\u201d, aponta Denner Rodrigues, de 12.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-Descentralizada_7428_Pietro-Scopel.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-113987\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-Descentralizada_7428_Pietro-Scopel.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-Descentralizada_7428_Pietro-Scopel-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-Descentralizada_7428_Pietro-Scopel-175x117.jpg 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Scopel\/JU<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" data-id=\"113988\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-Descentralizada_7434_Pietro-Scopel.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-113988\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-Descentralizada_7434_Pietro-Scopel.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-Descentralizada_7434_Pietro-Scopel-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-Descentralizada_7434_Pietro-Scopel-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Bienal-Descentralizada_7434_Pietro-Scopel-768x512.jpg 768w, 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com cuidado, visando o di\u00e1logo com o dia a dia de cada uma das comunidades. Para ele, a forte presen\u00e7a de pessoas oriundas de regi\u00f5es perif\u00e9ricas na equipe de curadoria da Bienal foi essencial para a escolha sens\u00edvel das obras para cada um desses locais. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSabemos bem que, infelizmente, uma parcela da popula\u00e7\u00e3o desses bairros n\u00e3o ir\u00e1 ao centro de Porto Alegre ver a Bienal. Ent\u00e3o, por que n\u00e3o tentar levar mesmo que um fragmento da Bienal at\u00e9 essas regi\u00f5es?\u201d<\/p>\n<cite>Raphael Fonseca<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos esfor\u00e7os das comunidades e entidades de fomento \u00e0 cultura, o acesso a espa\u00e7os e atividades culturais ainda anda de m\u00e3os dadas com o privil\u00e9gio no Brasil. De acordo com a edi\u00e7\u00e3o de 2024 da <a href=\"https:\/\/www.fundacaoitau.org.br\/noticias\/cultura\/97-dos-brasileiros-realizaram-atividades-culturais-no-ultimo-ano-diz-pesquisa\">pesquisa H\u00e1bitos Culturais<\/a>, realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa em parceria com o Datafolha, fatores como classe social e escolaridade afetam o consumo cultural no pa\u00eds. Enquanto 93% dos brasileiros das classes A e B realizaram algum tipo de atividade cultural de forma presencial no per\u00edodo abarcado pela pesquisa, apenas 70% das pessoas das classes D e E fizeram a mesma afirma\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fator geogr\u00e1fico \u00e9 mais um que influencia o acesso a espa\u00e7os e atividades voltados \u00e0 cultura. Na mesma pesquisa, 72% dos entrevistados afirmaram que participariam de atividades culturais com mais frequ\u00eancia se elas ocorressem mais vezes nas escolas do bairro onde moram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio, para Raphael, \u00e9 importante reconhecer que as obras de arte oferecidas pela Bienal do Mercosul em territ\u00f3rios descentralizados n\u00e3o s\u00e3o capazes, sozinhas, de mudar vidas, mas podem, atrav\u00e9s de um trabalho cont\u00ednuo, influenciar realidades e estimular o interesse das popula\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas pela arte. \u201cSe esses trabalhos despertarem a aten\u00e7\u00e3o de uma pessoa que seja para as artes visuais e para a Bienal do Mercosul, acho que nosso dever de casa estar\u00e1 feito\u201d, reflete.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br>Esta\u00e7\u00e3o Cidadania Lomba do Pinheiro &#8211; <em>Campo de Ondas<\/em> (Urmeer)<br>Estr. Jo\u00e3o de Oliveira Remi\u00e3o, 5250 &#8211; Agronomia, Porto Alegre<br>De segunda a domingo, das 9h \u00e0s 18h<br><br>Esta\u00e7\u00e3o Cidadania Restinga &#8211; <em>Passe Livre<\/em> (Felipe Veeck)<br>R. Dr. Arno Horn, 221 &#8211; Restinga, Porto Alegre<br>De segunda a domingo, das 9h \u00e0s 18h<br><br>Entrada franca<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline animated fadeInDown slow is-style-outline--2\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-color has-link-color has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/category\/reportagens\/\" style=\"border-radius:16px;color:#135e96;font-size:15px\">Veja mais conte\u00fados da editoria <strong>Reportagem<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artes Visuais | Moradores da Lomba do Pinheiro e da Restinga interagem com obras realizadas a partir do conv\u00edvio nos espa\u00e7os em que seus trabalhos est\u00e3o expostos<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/com-obras-em-espacos-perifericos-bienal-do-mercosul-busca-se-aproximar-de-comunidades-historicamente-apartadas-do-circuito-da-arte\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":214,"featured_media":113639,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[605],"tags":[1199,7141,4033,7143,1286,69,7142],"ppma_author":[4737],"class_list":["entry","author-anagonzalez","has-excerpt","post-113728","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-reportagens","tag-artes","tag-artes-plasticas-2","tag-bienal-do-mercosul","tag-felipe-veeck","tag-periferia","tag-porto-alegre","tag-urmeer"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.8 - 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