{"id":114166,"date":"2025-06-05T07:51:00","date_gmt":"2025-06-05T10:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=114166"},"modified":"2025-06-18T07:49:58","modified_gmt":"2025-06-18T10:49:58","slug":"como-funciona-a-previsao-do-tempo-e-por-que-as-vezes-ela-erra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/como-funciona-a-previsao-do-tempo-e-por-que-as-vezes-ela-erra\/","title":{"rendered":"Como funciona a previs\u00e3o do tempo e por que \u00e0s vezes ela erra?"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas | Eventos extremos mais frequentes exigem formas acess\u00edveis de comunica\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o sobre os desafios e as complexidades da meteorologia <\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Foto: Pietro Scopel\/JU<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era fim de tarde no munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP) quando o f\u00edsico e professor Osvaldo Moraes sa\u00eda do trabalho e pegava a Rodovia Presidente Dutra em dire\u00e7\u00e3o a sua casa. O c\u00e9u estava nublado, mas no trecho em que dirigia o asfalto permanecia seco. Nada de chuva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi ent\u00e3o que ele percebeu algo curioso: do outro lado da pista, a \u00e1gua ca\u00eda firme. A chuva era vis\u00edvel numa diferen\u00e7a de poucos metros. \u201cSe voc\u00ea colocasse um pluvi\u00f4metro [instrumento utilizado para medir a quantidade de chuva] do lado em que eu estava, no dia seguinte ele marcaria zero. Se colocasse do outro lado, ele teria registrado uma boa quantidade de chuva. E os dois estariam certos\u201d, conta Osvaldo, atualmente professor titular no departamento de F\u00edsica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa hist\u00f3ria ilustra com precis\u00e3o um dos maiores desafios da meteorologia: a variabilidade do tempo em pequenas escalas. Quando se fala em previs\u00e3o do tempo, muitos esperam uma resposta exata: chove ou n\u00e3o chove? Essa resposta pode at\u00e9 ser dada \u2013 e a previs\u00e3o costuma acertar \u2013, mas n\u00e3o necessariamente no local exato em que a pessoa est\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA meteorologia j\u00e1 consegue dizer com 99% de certeza se vai chover ou n\u00e3o no dia seguinte\u201d, afirma Moraes. \u201cO que ela n\u00e3o consegue, e talvez nunca conseguir\u00e1, \u00e9 prever com precis\u00e3o milim\u00e9trica a quantidade de chuva em pontos espec\u00edficos &#8211; no Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o ou no Parque da Reden\u00e7\u00e3o, por exemplo.\u201d Como explica o professor, esses limites n\u00e3o s\u00e3o falhas, mas, sim, desafios cient\u00edficos e t\u00e9cnicos da natureza da pr\u00f3pria atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inicialmente, a meteorologia, como conhecemos hoje, era utilizada principalmente para prever safras agr\u00edcolas. \u201cEra uma meteorologia feita basicamente por profissionais das ci\u00eancias agr\u00e1rias\u201d, explica o professor. Foi apenas na d\u00e9cada de 1960 que o pa\u00eds come\u00e7ou a formar meteorologistas no \u00e2mbito acad\u00eamico com a cria\u00e7\u00e3o de um curso de gradua\u00e7\u00e3o espec\u00edfico na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A ci\u00eancia meteorol\u00f3gica se fortaleceu nos anos 1970 quando houve o retorno de pesquisadores formados no exterior. Atualmente, com a \u00e1rea j\u00e1 bem consolidada, a previs\u00e3o do tempo tornou-se parte do cotidiano de milh\u00f5es de brasileiros, mas nem sempre \u00e9 compreendida em sua complexidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" data-id=\"114253\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4649.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-114253\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4649.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4649-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4649-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4649-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4649-391x260.jpg 391w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4649-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4649-695x463.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" data-id=\"114256\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4681.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-114256\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4681.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4681-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4681-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4681-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4681-391x260.jpg 391w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4681-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4681-695x463.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" data-id=\"114251\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4619.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-114251\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4619.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4619-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4619-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4619-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4619-391x260.jpg 391w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4619-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-tempo_Flavio-Dutra-4619-695x463.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">Fotos: Fl\u00e1vio Dutra\/JU<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Afinal, como s\u00e3o feitas as previs\u00f5es?<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de mais nada, \u00e9 necess\u00e1rio fazer a distin\u00e7\u00e3o entre previs\u00e3o do tempo e previs\u00e3o do clima: a primeira lida com o que vai acontecer nas pr\u00f3ximas horas ou dias, como a forma\u00e7\u00e3o de chuvas, frentes frias e ventos. J\u00e1 a segunda trata de tend\u00eancias mais amplas, avaliando m\u00e9dias sazonais. \u201c\u00c9 tentar entender se o pr\u00f3ximo inverno ser\u00e1 mais quente do que o normal, por exemplo\u201d, sintetiza Osvaldo. Em resumo, a previs\u00e3o do tempo \u00e9 feita em uma escala di\u00e1ria, enquanto a previs\u00e3o do clima abrange, geralmente, uma m\u00e9dia de tr\u00eas meses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m dos aplicativos de celular e dos boletins de TV, existe um amplo sistema que sustenta essas informa\u00e7\u00f5es. O primeiro indicativo \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o da atmosfera, etapa essencial para qualquer previs\u00e3o meteorol\u00f3gica. Al\u00e9m dos sat\u00e9lites e radares mencionados por Osvaldo, um exemplo desse trabalho de observa\u00e7\u00e3o \u00e9 realizado no <a href=\"https:\/\/videos.ufrgs.br\/ufrgstv\/conhecendo-a-ufrgs\/lmqa-laboratorio-de-meteorologia-e-qualidade-do-ar-ttttt\/view\">Laborat\u00f3rio de Meteorologia e Qualidade do Ar (LMQA)<\/a> da UFRGS sob a coordena\u00e7\u00e3o da professora do departamento de Geod\u00e9sia Rita de C\u00e1ssia Alves.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No laborat\u00f3rio, diversos equipamentos s\u00e3o utilizados para a coleta e opera\u00e7\u00e3o de dados meteorol\u00f3gicos. Entre eles, os sensores autom\u00e1ticos que monitoram a qualidade do ar e a presen\u00e7a de poluentes, como material particulado, mon\u00f3xido de carbono (CO) e di\u00f3xido de enxofre (SO\u2082), instalados em campo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m s\u00e3o utilizados instrumentos meteorol\u00f3gicos para medir vari\u00e1veis cl\u00e1ssicas, como temperatura, umidade e press\u00e3o atmosf\u00e9rica \u2013 aquelas normalmente consultadas nas previs\u00f5es do tempo. O laborat\u00f3rio emprega ainda equipamentos de radiossondagem, compostos por bal\u00f5es cheios de hidrog\u00eanio ou h\u00e9lio, com sensores acoplados, que sobem na atmosfera registrando o perfil vertical de vari\u00e1veis como temperatura, umidade, press\u00e3o e vento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Gabriel M\u00fcnchow, meteorologista do <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/cepsrm\/\">Centro Estadual de Pesquisa em Sensoriamento Remoto e Meteorologia da UFRGS<\/a>, que abrange o LMQA, \u201cos dados obtidos por meio desses equipamentos [que comp\u00f5em essa etapa de observa\u00e7\u00e3o] tamb\u00e9m s\u00e3o utilizados em pesquisas voltadas ao aperfei\u00e7oamento de modelos e ferramentas que tornem poss\u00edveis as previs\u00f5es\u201d. Basicamente, tudo que \u00e9 observado por esses equipamentos \u2013 que ficam tanto em superf\u00edcie como em altitude \u2013 forma uma grande base de dados; e quanto mais densas e completas forem as informa\u00e7\u00f5es obtidas, mais precisas ser\u00e3o as previs\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s os dados serem obtidos, um elemento importante s\u00e3o os supercomputadores.&nbsp;Gra\u00e7as a eles, \u00e9 poss\u00edvel realizar previs\u00f5es do tempo, que dependem da resolu\u00e7\u00e3o de equa\u00e7\u00f5es complexas capazes de descrever o comportamento da atmosfera. \u201cQuanto mais potente for o computador, maior a capacidade de fazer c\u00e1lculos, assimilar dados e aumentar a resolu\u00e7\u00e3o espacial e temporal das previs\u00f5es\u201d, diz Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses computadores interpretam a atmosfera por meio de modelos meteorol\u00f3gicos. \u201cS\u00e3o programas que simulam o comportamento da atmosfera com base em equa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas. Eles recebem os dados observados e processam previs\u00f5es para as pr\u00f3ximas horas ou dias\u201d, explica M\u00fcnchow.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7570_Pietro-Scopel.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-114281\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7570_Pietro-Scopel.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7570_Pietro-Scopel-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7570_Pietro-Scopel-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7570_Pietro-Scopel-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7570_Pietro-Scopel-391x260.jpg 391w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7570_Pietro-Scopel-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7570_Pietro-Scopel-695x463.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Para medir a temperatura, a press\u00e3o, a umidade e os dados do vento, um bal\u00e3o \u00e9 libertado do solo e sobe para 10-30 km. Na imagem, Bianca Dutra e Gabriel M\u00fcnchow fazem uma simula\u00e7\u00e3o. A radiosonda, que \u00e9 acoplada ao bal\u00e3o, permite o registro das medi\u00e7\u00f5es (Foto: Pietro Scopel\/JU)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7561_Pietro-Scopel.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-114280\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7561_Pietro-Scopel.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7561_Pietro-Scopel-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7561_Pietro-Scopel-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7561_Pietro-Scopel-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7561_Pietro-Scopel-391x260.jpg 391w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7561_Pietro-Scopel-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Previsao-do-Tempo_7561_Pietro-Scopel-695x463.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O software de sondagem Vaisala MW41 processa, analisa, arquiva e retransmiste dados de r\u00e1dio para o sistema DigiCORA (Foto: Pietro Scopel\/JU)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem diferentes modelos para diferentes escalas espacias, como os globais, executados em grandes centros nacionais de meteorologia ao redor do mundo, e os regionais, como o utilizado no laborat\u00f3rio, que simula as condi\u00e7\u00f5es do tempo no Rio Grande do Sul e Porto Alegre. As previs\u00f5es produzidas no laborat\u00f3rio s\u00e3o geradas automaticamente todos os dias e <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/labmqa\/meteograma_poa.html\">disponibilizadas online<\/a>, com mapas e gr\u00e1ficos por regi\u00e3o e bairro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto no site do laborat\u00f3rio como no site do INMET (<a href=\"https:\/\/portal.inmet.gov.br\/\">Instituto Nacional de Meteorologia<\/a>), quando as previs\u00f5es apresentam hor\u00e1rios, estes est\u00e3o sinalizados em UTC (em portugu\u00eas, Tempo Universal Coordenado), que \u00e9 o padr\u00e3o de tempo usado como refer\u00eancia em todo o mundo. Para convert\u00ea-lo ao hor\u00e1rio local \u00e9 necess\u00e1rio aplicar a diferen\u00e7a de fuso hor\u00e1rio. Por exemplo, no hor\u00e1rio de Bras\u00edlia (BRT), que corresponde a UTC-3, deve-se subtrair 3 horas do hor\u00e1rio UTC informado para obter a previs\u00e3o em hor\u00e1rio local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como os modelos funcionam?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Imagine que eles cobrem a atmosfera com uma grande rede invis\u00edvel. Assim como um tabuleiro de xadrez, ela \u00e9 quadriculada e vai do ch\u00e3o at\u00e9 bem alto no c\u00e9u, em torno de 15km de altura. O computador calcula o que est\u00e1 acontecendo com o tempo em cada \u201cquadradinho\u201d dessa rede: se est\u00e1 esquentando, esfriando, se o vento est\u00e1 mudando, e a partir disso vai criando probabilidades de previs\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tamanho dos quadradinhos \u00e9 importante porque possibilita que diferentes an\u00e1lises sejam feitas em ambientes com condi\u00e7\u00f5es distintas que, por vezes, ficam pr\u00f3ximas. Que condi\u00e7\u00f5es distintas seriam essas? In\u00fameras: al\u00e9m das quest\u00f5es meteorol\u00f3gicas (como umidade, vento, temperatura), outros fatores (como a mudan\u00e7a de uma vegeta\u00e7\u00e3o para outra, diferentes n\u00edveis de relevo, temperatura do solo), influenciam a previs\u00e3o do tempo naquela localidade em espec\u00edfico. Um exemplo disso \u00e9 que, numa mesma cidade, nem todo bairro ter\u00e1 a mesma temperatura, porque alguns ficam em \u00e1reas mais altas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas esses quadradinhos, pensados para fazer essa diferencia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguem dar conta de toda a diversidade de vari\u00e1veis que existem na atmosfera. Ent\u00e3o acontecem processos importantes, menores que esses quadradinhos, que por vezes o computador n\u00e3o consegue capturar. Esses s\u00e3o os chamados processos de microescala, e diante da possibilidade de mudan\u00e7as r\u00e1pidas de calor, vento, umidade, etc., nesses locais, os cientistas precisam usar o conhecimento que j\u00e1 t\u00eam para \u201cestimar\u201d o que est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o pequenos detalhes, sinaliza Osvaldo, que fazem muita diferen\u00e7a na hora de prever o tempo com mais precis\u00e3o. Essas microescalas deixam passar, por exemplo, uma chuva que pode vir a acontecer em apenas um lado de uma rodovia.&nbsp;Esses muitos processos, cheios de detalhes, s\u00e3o complementares e demonstram a complexidade dessa opera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Osvaldo aponta que o atual desafio da previs\u00e3o do tempo \u00e9 diminuir o chamado desvio padr\u00e3o, isto \u00e9, a incerteza na previs\u00e3o. A incerteza n\u00e3o pode ser zerada, mas ao diminu\u00ed-la, a ci\u00eancia meteorol\u00f3gica avan\u00e7a e \u00e9 poss\u00edvel chegar em intervalos maiores de tempo. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A previs\u00e3o de tempo num cen\u00e1rio de 24, 48 at\u00e9 72 horas j\u00e1 \u00e9 quase 100%. E quando voc\u00ea encontrar em uma previs\u00e3o de tempo que vai chover daqui a tr\u00eas dias no Rio Grande do Sul, certamente isso vai acontecer. A gente n\u00e3o \u00e9 capaz de dizer se vai chover aqui ou se vai chover ali. Mas essa previsibilidade j\u00e1 se tornou certeira com a diminui\u00e7\u00e3o da janela de tempo\u201d<\/p>\n<cite>Osvaldo Moraes<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A temperatura, segundo M\u00fcnchow, \u00e9 uma das vari\u00e1veis mais confi\u00e1veis nos modelos meteorol\u00f3gicos atuais, pois \u00e9 f\u00e1cil de ser prevista em termos de modelagem \u2013 os modelos j\u00e1 est\u00e3o bem estabelecidos nesse aspecto. A umidade e o vento cotidiano tamb\u00e9m apresentam previsibilidade relativamente alta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cJ\u00e1 no caso da chuva, a incerteza \u00e9 consideravelmente maior. Apesar de haver capacidade de previs\u00e3o, os modelos ainda enfrentam dificuldades, especialmente em eventos intensos ou irregulares, sendo mais suscet\u00edveis a erros\u201d<\/p>\n<cite>Gabriel M\u00fcnchow<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">O linguajar clim\u00e1tico<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imprevisibilidades nesse ramo, por\u00e9m, s\u00e3o mais abrangentes. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Brasil j\u00e1 s\u00e3o uma realidade observ\u00e1vel e documentada por \u00f3rg\u00e3os oficiais como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com a meteorologista do Instituto Danielle Ferreira, um levantamento realizado pelo Inmet evidencia uma mudan\u00e7a no comportamento clim\u00e1tico ao longo dos \u00faltimos 60 anos. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;De maneira geral, observou-se uma redu\u00e7\u00e3o nos volumes de chuva e um aumento m\u00e9dio de 1,5\u202f\u00b0C nas temperaturas em todo o pa\u00eds\u201d<\/p>\n<cite>Danielle Ferreira<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ondas de calor mais persistentes, chuvas torrenciais em curtos per\u00edodos, secas prolongadas e enchentes severas s\u00e3o algumas das manifesta\u00e7\u00f5es dessa nova realidade. Danielle apresenta exemplos pr\u00e1ticos: as chuvas excessivas que v\u00eam aumentando desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990 na cidade de S\u00e3o Paulo; a seca severa que atingiu, no final de 2023 e in\u00edcio de 2024, o Rio Negro, em Manaus; o pantanal que enfrentou sua pior seca em 70 anos. Al\u00e9m, claro, das inunda\u00e7\u00f5es severas enfrentadas pelo RS em 2024. &#8220;Nessa ocasi\u00e3o, Santa Maria (RS) registrou 213,6 mm de chuva em apenas um dia (1.\u00ba de maio) e um total de 470,7 mm em tr\u00eas dias. E o Lago Gua\u00edba atingiu seu maior n\u00edvel desde o in\u00edcio dos registros, em 1941\u201d, relembra a meteorologista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s eventos extremos como esses, acompanhar as previs\u00f5es do tempo torna-se um ato de autopreserva\u00e7\u00e3o. Um exemplo claro disso pode ser visto no <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/defesacivilrs\/\">Instagram da Defesa Civil<\/a> do Rio Grande do Sul: praticamente todas as postagens do \u00faltimo ano est\u00e3o repletas de coment\u00e1rios, muitos deles demonstrando uma tentativa desesperada de compreender os alertas e previs\u00f5es divulgados. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como explica Osvaldo, as equa\u00e7\u00f5es que governam a din\u00e2mica da atmosfera s\u00e3o de tal complexidade que nunca ser\u00e1 poss\u00edvel resolv\u00ea-las algebricamente. &#8220;Ou seja, n\u00e3o tem como eu pegar uma folha de papel e, apenas com uma caneta, resolver analiticamente essas equa\u00e7\u00f5es. H\u00e1 um desafio intelectual que \u00e9 trabalhar com uma \u00e1rea de pesquisa n\u00e3o linear e que requer, obviamente, muita percep\u00e7\u00e3o. Ainda assim \u00e9 uma ci\u00eancia que \u00e9 aplicada diretamente no dia a dia das pessoas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como, a partir disso, buscar solu\u00e7\u00f5es para que quest\u00f5es de tempo e clima sejam mais acess\u00edveis sem que se perca a precis\u00e3o t\u00e9cnica? Diferentes institui\u00e7\u00f5es t\u00eam elaborado algumas ferramentas para facilitar essa compreens\u00e3o. Um exemplo \u00e9 a pr\u00f3pria Defesa Civil do Rio Grande do Sul, que <a href=\"https:\/\/estado.rs.gov.br\/defesa-civil-atualiza-protocolos-de-comunicacao-de-alertas-a-populacao\">tem emitido protocolos<\/a> com escala de cores e orienta\u00e7\u00f5es para a popula\u00e7\u00e3o em contexto emergenciais. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas outros trabalhos fora do n\u00facleo governamental tamb\u00e9m t\u00eam sido produzidos em busca de atender a essa demanda de tornar o conhecimento meteorol\u00f3gico mais acess\u00edvel. A percep\u00e7\u00e3o de que grande parte da popula\u00e7\u00e3o enfrenta dificuldades com o tema foi justamente o ponto de partida de Luiz Pasqualin e Vit\u00f3ria Bissigo, que <a href=\"https:\/\/dspace.ifrs.edu.br\/handle\/123456789\/1861\">desenvolveram uma cartilha<\/a> com foco na compreens\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o de pequenos empreendedores frente aos efeitos da crise clim\u00e1tica. Formados em Gest\u00e3o Ambiental e atuando profissionalmente na \u00e1rea, os dois uniram experi\u00eancias acad\u00eamicas e de mercado durante o Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o Empresarial do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O curso, voltado para a capacita\u00e7\u00e3o de gestores e pequenos neg\u00f3cios, exigia o desenvolvimento de um trabalho com aplicabilidade pr\u00e1tica. A dupla viu a\u00ed a oportunidade. O pr\u00e9-projeto foi apresentado no final de 2023, pouco depois das enchentes que atingiram o Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, que colocaram o tema das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no centro do debate p\u00fablico do estado. \u201cAquilo estava muito vivo. A gente sabia que queria criar um produto, algo \u00fatil\u201d, conta Vit\u00f3ria. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cE o desafio era: como falar sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sem parecer que estamos lendo um boletim meteorol\u00f3gico?\u201d<\/p>\n<cite>Vit\u00f3ria Bissigo<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dupla mergulhou em estudos e refer\u00eancias, e o diferencial do material foi o uso metodol\u00f3gico da Norma ABNT NBR ISO 24495-1, que estabelece os princ\u00edpios e as diretrizes para a elabora\u00e7\u00e3o de documentos em linguagem simples. Eles tamb\u00e9m conversaram com lojistas indicados pelo Sindicato dos Lojistas do Com\u00e9rcio de Porto Alegre (Sindilojas) para entender as d\u00favidas mais recorrentes e as informa\u00e7\u00f5es cruciais. \u201cUm dos lojistas contou que, na enchente, n\u00e3o sabia para quem ligar. Ent\u00e3o a contracapa da nossa cartilha traz n\u00fameros de emerg\u00eancia. \u00c9 algo pr\u00e1tico, direto\u201d, destaca Luiz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles frisaram uma percep\u00e7\u00e3o de que a maioria das cartilhas ou postagens dispon\u00edveis para a popula\u00e7\u00e3o t\u00eam lacunas importantes. \u201cAs orienta\u00e7\u00f5es existem, mas s\u00e3o gen\u00e9ricas. \u2018Afaste-se de \u00e1reas alagadas\u2019. Quais \u00e1reas? Onde est\u00e1 essa informa\u00e7\u00e3o?\u201d, questiona Vit\u00f3ria, citando publica\u00e7\u00f5es recentes da prefeitura de Porto Alegre como exemplo de falhas na comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os conte\u00fados abordados pela cartilha est\u00e3o conceitos b\u00e1sicos como o que \u00e9 o efeito estufa, a diferen\u00e7a entre tempo e clima, o que s\u00e3o eventos extremos, al\u00e9m de um checklist com a\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias durante e ap\u00f3s eventos clim\u00e1ticos para o pequeno com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente percebeu que os grandes causadores da crise clim\u00e1tica s\u00e3o as grandes empresas. Mas quem sofre primeiro s\u00e3o os pequenos neg\u00f3cios. Eles s\u00e3o mais vulner\u00e1veis, t\u00eam menos estrutura para reagir\u201d<\/p>\n<cite>Luiz Pasqualin<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proposta agora \u00e9 dar continuidade \u00e0 iniciativa. A cartilha f\u00edsica, j\u00e1 finalizada, est\u00e1 em fase de articula\u00e7\u00e3o para uma poss\u00edvel distribui\u00e7\u00e3o em escala maior. A inten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 lan\u00e7ar uma vers\u00e3o digital e, futuramente, adaptar o conte\u00fado para outros p\u00fablicos, sempre com foco na linguagem acess\u00edvel e na a\u00e7\u00e3o concreta diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e ambientais. \u201cA gente descobriu que o que fizemos aqui pode ser um modelo para outros p\u00fablicos. Explicar o b\u00e1sico, sim, mas tamb\u00e9m empoderar as pessoas com informa\u00e7\u00e3o \u00fatil, pr\u00e1tica e compreens\u00edvel. Porque o problema \u00e9 t\u00e9cnico, mas ele afeta todo mundo\u201d, afirma Vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"709\" height=\"1024\" data-id=\"114309\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0001-709x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-114309\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0001-709x1024.jpg 709w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0001-208x300.jpg 208w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0001-81x117.jpg 81w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0001-768x1110.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0001-381x550.jpg 381w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0001-346x500.jpg 346w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0001.jpg 1038w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"709\" height=\"1024\" data-id=\"114310\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0002-709x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-114310\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0002-709x1024.jpg 709w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0002-208x300.jpg 208w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0002-81x117.jpg 81w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0002-768x1110.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0002-381x550.jpg 381w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0002-346x500.jpg 346w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cartilha-Digital-Mudancas-Climaticas-e-Gestao-de-Pequenos-Negocios-1-5_page-0002.jpg 1038w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">Cartilha para compreens\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o de pequenos empreendedores frente aos efeitos da crise clim\u00e1tica (desenvolvida por Luiz Pasqualin e Vit\u00f3ria Bissigo)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">UFRGS lan\u00e7a protocolo para gest\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um esfor\u00e7o semelhante de tornar as a\u00e7\u00f5es em contextos clim\u00e1ticos mais precisas, a UFRGS lan\u00e7a nesta semana um <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/ufrgs-define-protocolo-para-atuacao-em-alertas-meteorologicos\/\">protocolo institucional<\/a> voltado \u00e0 gest\u00e3o de atividades acad\u00eamicas e administrativas em contextos de risco meteorol\u00f3gico. A iniciativa estabelece diretrizes objetivas para a tomada de decis\u00e3o diante de eventos como chuvas intensas, alagamentos, ventos fortes e inunda\u00e7\u00f5es, promovendo mais previsibilidade, seguran\u00e7a e clareza para a comunidade universit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline animated fadeInDown slow is-style-outline--3\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-color has-link-color has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/category\/reportagens\/\" style=\"border-radius:16px;color:#135e96;font-size:15px\">Veja mais conte\u00fados da editoria <strong>Reportagem<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas | Eventos extremos mais frequentes exigem formas acess\u00edveis de comunica\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o sobre os desafios e as complexidades da meteorologia<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/como-funciona-a-previsao-do-tempo-e-por-que-as-vezes-ela-erra\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":227,"featured_media":114282,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[605],"tags":[7161,4545,455,6754,5674,842,7160,366,7157,7159,1714,2220],"ppma_author":[6383],"class_list":["entry","author-amandaverissimo","has-excerpt","post-114166","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-reportagens","tag-atmosfera","tag-chuva","tag-clima","tag-defesa-civil","tag-enchente","tag-geografia","tag-inmet","tag-meio-ambiente","tag-meteorologia","tag-previsao-do-tempo","tag-seca","tag-sensoriamento-remoto"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Como funciona a previs\u00e3o do tempo e por que \u00e0s vezes ela erra? 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