{"id":117914,"date":"2025-08-14T07:25:00","date_gmt":"2025-08-14T10:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=117914"},"modified":"2025-08-15T19:46:51","modified_gmt":"2025-08-15T22:46:51","slug":"nelton-pellenz-e-o-convivio-com-a-instabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/nelton-pellenz-e-o-convivio-com-a-instabilidade\/","title":{"rendered":"Nelton Pellenz e o conv\u00edvio com a instabilidade"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pinacoteca |<em> <\/em>Em <em>Azul Profundo<\/em>, Nelton Pellenz prop\u00f5e uma nova maneira de observar o desconhecido por meio do v\u00eddeo<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Imagem: NELTON PELLENZ (S\u00e3o Paulo das Miss\u00f5es\/RS, 1967), Azul Profundo, 2011.<br>V\u00eddeo, 05&#8217;30&#8221;. Pinacoteca Bar\u00e3o de Santo \u00c2ngelo \u2013 Acervo Art\u00edstico<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o sabemos conviver com a incerteza. Habituados a constantemente organizar e sistematizar o nosso entorno, tendemos a ignorar tudo aquilo que escapa \u00e0 norma da objetividade. Seja em \u00e2mbito acad\u00eamico, laboral ou mesmo emocional, a seguran\u00e7a, a clareza e o equil\u00edbrio s\u00e3o sempre finalidades desejadas. Na busca por organizar o desordenado, o cotidiano acabou se tornando um jogo constante de a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o \u2013 quando quebrado, conserta-se; quando inst\u00e1vel, estabiliza-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir desse h\u00e1bito, nosso olhar sobre o mundo reconfigurou-se, de maneira que desenvolvemos um olhar mais indexador do que propriamente observador \u2013 uma vis\u00e3o intrinsecamente ligada \u00e0 palavra. Em lugar de <em>ver <\/em>o mundo, tornamos a buscar apenas o que reafirma aquilo que j\u00e1 conhecemos. Disso, tudo o que se encontra fora da <em>certeza <\/em>acaba sendo ignorado. Como explica Michel Foucault na introdu\u00e7\u00e3o de seu seminal ensaio<em> As Palavras e as Coisas<\/em>: \u201cpor mais que se diga o que se v\u00ea, o que se v\u00ea n\u00e3o se aloja jamais no que se diz, e por mais que se fa\u00e7a ver o que se est\u00e1 dizendo por imagens, met\u00e1foras, compara\u00e7\u00f5es, o lugar onde estas resplandecem n\u00e3o \u00e9 aquele que os olhos descortinam, mas aquele que as sucess\u00f5es da sintaxe definem\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"780\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-118051\" style=\"width:800px\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-5.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-5-300x156.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-5-175x91.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-5-768x399.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-5-465x242.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-5-695x361.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nas imagens acima e a seguir, frames do v\u00eddeo <em>Azul Profundo<\/em> (Nelton Pellenz, 2011)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 quem diga que tal atitude \u00e9 instintiva, org\u00e2nica \u2013 o que \u00e9 a sele\u00e7\u00e3o natural se n\u00e3o a necessidade de responder instintivamente a um est\u00edmulo externo? Ou quem sabe \u00e9 uma quest\u00e3o ideol\u00f3gica \u2013 ser\u00e1 esse um reflexo do racionalismo da ideologia burguesa? Independentemente da origem desse h\u00e1bito, a estabilidade acaba sendo almejada nas mais diferentes esferas da vida de um indiv\u00edduo. Ainda assim, o caminho at\u00e9 a clareza e o equil\u00edbrio \u00e9 muitas vezes longo, sinuoso e incerto. Desse contexto, nasce <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/acervopbsa\/acervo-do-instituto-de-artes-ufrgs\/azul-profundo\/?perpage=12&amp;order=ASC&amp;orderby=date&amp;pos=0&amp;source_list=term&amp;source_entity_id=754&amp;ref=%2Facervopbsa%2Fautor_%2Fpellenz-nelton%2F%3Fperpage%3D12%26view_mode%3Dmasonry%26paged%3D1%26order%3DASC%26orderby%3Ddate%26fetch_only%3Dthumbnail%252Ccreation_date%252Ctitle%252Cdescription%26fetch_only_meta%3D\"><em>Azul Profundo<\/em><\/a>, v\u00eddeo pertencente ao acervo da <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/acervopbsa\/\">Pinacoteca Bar\u00e3o de Santo \u00c2ngelo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Realizado por <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/acervopbsa\/autor_\/pellenz-nelton\/?perpage=12&amp;view_mode=masonry&amp;order=ASC&amp;orderby=date&amp;fetch_only_meta=&amp;paged=1&amp;fetch_only=thumbnail%2Ccreation_date%2Ctitle%2Cdescriptionhttps:\/\/www.ufrgs.br\/acervopbsa\/autor_\/pellenz-nelton\/?perpage=12&amp;view_mode=masonry&amp;order=ASC&amp;orderby=date&amp;fetch_only_meta=&amp;paged=1&amp;fetch_only=thumbnail%2Ccreation_date%2Ctitle%2Cdescription\">Nelton Pellenz<\/a>, cineasta e artista visual porto-alegrense, o curta-metragem de 2011 explora as incertezas que cercam nossa percep\u00e7\u00e3o do mundo. Atrav\u00e9s de elementos pr\u00f3prios do v\u00eddeo, como o zoom, a textura pixelada e baixa resolu\u00e7\u00e3o, Pellenz modifica uma paisagem mar\u00edtima ao ponto de descaracteriz\u00e1-la. Perdido na instabilidade do mar agitado, o espectador n\u00e3o tem onde se ancorar \u2013 nada ali \u00e9 objetivo, \u00fatil, claro.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Azul Profundo<\/em>, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para o equil\u00edbrio; na inconst\u00e2ncia ca\u00f3tica do oceano, s\u00f3 boia a d\u00favida.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em meio \u00e0s ondas revoltosas, o tempo corre devagar. Por meio do<em> slow motion<\/em>, o tempo do filme se distorce \u2013 nas \u00e1guas pixeladas, a temporalidade explicita a l\u00f3gica incerta que rege aquele mundo. Tal qual o mar em um dia de vento, Pellenz busca apenas o movimento. Sem narrativa ou qualquer dire\u00e7\u00e3o concreta, o fluxo do oceano \u00e9 o que dita a filmagem. <a href=\"https:\/\/www.neltonpellenz.com\/videos\">Como o pr\u00f3prio artista escreve a respeito da obra:<\/a> \u201co mar, de t\u00e3o intenso, absorveu os incautos surfistas. O que antes era certeza, agora \u00e9 uma melancolia azul-profundo que aos poucos me envolve\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"777\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-14.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-118054\" style=\"width:800px\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-14.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-14-300x155.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-14-175x91.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-14-768x398.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-14-465x241.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-14-695x360.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se distanciando da comunica\u00e7\u00e3o com o espectador, da narratividade e dos meios tradicionais da linguagem cinematogr\u00e1fica, <em>Azul Profundo<\/em> prop\u00f5e uma forma diferente de entendermos a vis\u00e3o. Consciente de que a percep\u00e7\u00e3o sens\u00edvel \u00e9 a ponte que conecta um indiv\u00edduo ao mundo, Pellenz altera visualmente seu entorno. Mais do que filmar um oceano, o artista quer filmar suas cores, seu movimento, suas conversas com a c\u00e2mera e com o olho do espectador. Contrapondo-se a uma vis\u00e3o que sistematiza, organiza e <em>reage<\/em>, Pellenz prop\u00f5e um olhar que <em>v\u00ea <\/em>como um fim em si mesmo. Assim como Stan Brakhage em seu bel\u00edssimo texto <em>Met\u00e1foras da Vis\u00e3o<\/em>, Nelton Pellenz busca imaginar um mundo antes de &#8220;no princ\u00edpio era o verbo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Convidando o espectador a reavaliar sua pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o sens\u00edvel do mundo, o artista reconhece a necessidade de olhar e confrontar-se com a incerteza. Como num passeio de barco em \u00e1guas inquietas, somos levados a seguir o curso que o mundo nos pede. Mais do que o mar, suas correntezas; mais do que as ondas, sua for\u00e7a disruptiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contrariando a tradi\u00e7\u00e3o mim\u00e9tica e realista do cinema, Pellenz produz uma obra que s\u00f3 existe na d\u00favida. Ciente do poder da vis\u00e3o, <em>Azul Profundo<\/em> apresenta um mundo no qual o olhar fala mais alto que o racional. N\u00e3o \u00e9 sobre entregar-se ao desconhecido, mas sobre abra\u00e7ar o processo. Pouco importa o resultado, pouco importa a clareza da \u00e1gua e as consequ\u00eancias do entregar-se ao mar; no fim, a instabilidade \u00e9 a \u00fanica certeza, ent\u00e3o nada mais justo do que seguir o fluxo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"769\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-13.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-118053\" style=\"width:800px\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-13.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-13-300x154.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-13-175x90.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-13-768x394.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-13-465x238.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Coluna-Pinacoteca_Flavio-Dutra-13-695x356.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>*A qualidade das imagens aqui utilizadas s\u00e3o pr\u00f3prias da exibi\u00e7\u00e3o da obra<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8601442751246846\">Jo\u00e3o Vitor Lizardo dos Santos<\/a> \u00e9 graduando em Hist\u00f3ria da Arte pela UFRGS, bolsista de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica junto ao projeto <em>Arte e deslocamento: transversalidades no espa\u00e7o e no tempo <\/em>e membro do Cineclube Luz Vermelha.&nbsp;<br><br>Quinzenalmente, pesquisadores e estudantes apresentam obras da <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/acervopbsa\/\">Pinacoteca Bar\u00e3o de Santo \u00c2ngelo<\/a> a partir de diferentes aspectos. A se\u00e7\u00e3o tem curadoria de <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8891217210991077\">Camila Monteiro Schenkel<\/a> e <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5190056584291355\">Gabriela Motta<\/a>.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group alignwide\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons alignwide is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-50 is-style-outline animated fadeInDown slow is-style-outline--1\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-color has-link-color has-text-align-center has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/category\/pinacoteca\/\" style=\"border-radius:16px;color:#135e96;font-size:15px\">Veja mais conte\u00fados da coluna <strong>Pinacoteca<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Azul Profundo, Nelton Pellenz prop\u00f5e uma nova maneira de observar o desconhecido por meio do v\u00eddeo<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/nelton-pellenz-e-o-convivio-com-a-instabilidade\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":238,"featured_media":118052,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[5482],"tags":[1994,6250,3470],"ppma_author":[6820],"class_list":["entry","author-pinacoteca","has-excerpt","post-117914","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-pinacoteca","tag-arte-contemporanea","tag-arte-no-rio-grande-do-sul","tag-pinacoteca-barao-de-santo-angelo"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.8 - 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