{"id":119753,"date":"2025-10-16T07:45:00","date_gmt":"2025-10-16T10:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=119753"},"modified":"2025-10-16T12:37:32","modified_gmt":"2025-10-16T15:37:32","slug":"diferenca-entre-galaxias-reliquias-e-galaxias-compactas-massivas-esta-em-suas-dinamicas-internas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/diferenca-entre-galaxias-reliquias-e-galaxias-compactas-massivas-esta-em-suas-dinamicas-internas\/","title":{"rendered":"Diferen\u00e7a entre gal\u00e1xias rel\u00edquias e gal\u00e1xias compactas massivas est\u00e1 em suas din\u00e2micas internas"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Exatas e da Terra | Pesquisa do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica identifica um novo crit\u00e9rio para distinguir as duas estruturas: o movimento das estrelas no halo interno<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Em destaque, a gal\u00e1xia rel\u00edquia NGC 1277, em imagem capturada pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble (Imagem:<em>National Aeronautics and Space Administratio<\/em><\/em>n<em>\/NASA). <\/em> <\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje em dia, comprovar que um sistema estelar \u00e9 uma gal\u00e1xia rel\u00edquia n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples, muito menos irrefut\u00e1vel. Essas estruturas celestes, que s\u00e3o consideradas \u201cf\u00f3sseis do universo\u201d, se formaram h\u00e1 mais de 10 bilh\u00f5es de anos e n\u00e3o passaram por nenhum processo que alterasse seu conte\u00fado desde ent\u00e3o. Por\u00e9m, ainda n\u00e3o existe um consenso sobre quantas gal\u00e1xias rel\u00edquias existem, uma vez que elas s\u00e3o visualmente parecidas e compartilham algumas semelhan\u00e7as com outros tipos de gal\u00e1xias, como as massivas do tipo <em>early-type<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como as rel\u00edquias, as gal\u00e1xias compactas do tipo <em>early-type <\/em>t\u00eam massa maior do que 10\u00b9\u2070 massas solares (isto \u00e9, mais do que 10 bilh\u00f5es de vezes maior que a massa do Sol) e s\u00e3o objetos muito antigos, que se formaram nos primeiros 1,5 bilh\u00e3o de anos do universo. Tamb\u00e9m, as duas estruturas t\u00eam baixa ou nenhuma forma\u00e7\u00e3o estelar ativa, ou seja, est\u00e3o adormecidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando voc\u00ea encontra essas gal\u00e1xias, elas t\u00eam o mesmo formato, mesma cor, mesmas propriedades, mas as gal\u00e1xias rel\u00edquias s\u00e3o uma classe mais espec\u00edfica de gal\u00e1xias compactas. E para diferenciar as duas \u00e9 necess\u00e1ria uma s\u00e9rie de trabalhos\u201d, explica a astrof\u00edsica Micheli Moura, autora de tese de doutorado no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica da UFRGS sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que se sabe sobre as gal\u00e1xias compactas \u00e9 que, em algum momento, elas absorvem mat\u00e9ria de outras gal\u00e1xias, modificando seu conte\u00fado original atrav\u00e9s de fus\u00f5es. Por isso, elas abrigam v\u00e1rios grupos de estrelas que n\u00e3o se formaram originalmente naquele sistema, mas que entraram nele a partir das intera\u00e7\u00f5es com outros sistemas estelares. Esses grupos de estrelas s\u00e3o chamados de aglomerados globulares <em>ex-situ<\/em> e s\u00e3o uma particularidade que se leva em conta na identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a pesquisa de Micheli, \u00e9 poss\u00edvel encontrar os \u201cf\u00f3sseis do universo\u201d por um m\u00e9todo diferente de identifica\u00e7\u00e3o, pois existe outro fator que pode distinguir essas gal\u00e1xias: a din\u00e2mica das estrelas que ficam no  <span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"93ee72f3c20f62aac84b12a979e3c473\" class=\"better-links\"><strong>halo interno<\/strong><\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"93ee72f3c20f62aac84b12a979e3c473\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">O termo espec\u00edfico na F\u00edsica, que n\u00e3o tem tradu\u00e7\u00e3o, \u00e9 hot inner stellar halo, que pode ser entendido como \u201chalo interno quente da estrela\u201d<\/span><\/span><\/span>  delas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"350\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/componentes-morfologicos-da-galaxia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-120947\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/componentes-morfologicos-da-galaxia.jpg 700w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/componentes-morfologicos-da-galaxia-300x150.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/componentes-morfologicos-da-galaxia-175x88.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/componentes-morfologicos-da-galaxia-465x233.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/componentes-morfologicos-da-galaxia-695x348.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O halo \u00e9 um dos componentes morfol\u00f3gicos das gal\u00e1xias, assim como o n\u00facleo (ou bojo) e o disco. Este exemplo mostra os componentes da Via L\u00e1ctea, uma gal\u00e1xia espiral (Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\/Pesquisa)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa constatou que h\u00e1 uma <span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"c4b76da9f93964ccd022360af3e8d822\" class=\"better-links\">sobredensidade estelar<\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"c4b76da9f93964ccd022360af3e8d822\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">A sobredensidade estelar acontece quando h\u00e1 mais estrelas em uma regi\u00e3o espec\u00edfica do que o esperado (neste caso, no hot inner stellar halo)<\/span><\/span><\/span>  no caso das gal\u00e1xias compactas massivas, indicando que h\u00e1 uma diferen\u00e7a no movimento das estrelas que comp\u00f5em esse sistema. Como a gal\u00e1xia dessa categoria sofreu fus\u00f5es<em> <\/em>(ou <em>mergers<\/em>) h\u00e1 cerca de 5 bilh\u00f5es de anos, a \u00f3rbita das estrelas que fica no halo estelar se modifica com o tempo, desorganizando-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNas gal\u00e1xias rel\u00edquias, a din\u00e2mica de estrelas no <em>inner halo <\/em>era &#8216;comportada&#8217;, e isso permaneceu at\u00e9 hoje. Ou seja, a estrela era jovem, intermedi\u00e1ria e velha e, ainda assim, a&nbsp;din\u00e2mica das estrelas nessa regi\u00e3o \u00e9 a mesma nos tr\u00eas momentos\u201d, complementa Micheli.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"844\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-120950\" style=\"width:750px\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-2.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-2-175x98.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-2-465x262.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-2-695x391.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"844\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-120949\" style=\"width:750px\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-1.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-1-175x98.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-1-465x262.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-sobredensidade-1-695x391.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas simula\u00e7\u00f5es realizadas, as estrelas dos dois objetos tinham a mesma din\u00e2mica apenas em uma fase, correspondente a 10 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s. As outras duas fases analisadas j\u00e1 apresentavam diferen\u00e7as na din\u00e2mica estelar.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTudo isso vai contribuir em termos de a gente desvendar um pouco mais sobre esses objetos, j\u00e1 que s\u00e3o objetos recentes e que ningu\u00e9m sabe muita coisa sobre, n\u00e3o se tem muitos [dados] no universo local\u201d<\/p>\n<cite>Micheli Moura<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Popula\u00e7\u00f5es de estrelas em gal\u00e1xias compactas<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa tamb\u00e9m identificou a composi\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o dos aglomerados globulares, popula\u00e7\u00f5es de estrelas existentes nas gal\u00e1xias (inclusive na Via L\u00e1ctea). Assim como a din\u00e2mica interna, os aglomerados globulares podem servir como um crit\u00e9rio para diferenciar os diversos tipos de estruturas compactas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma gal\u00e1xia pode ser compacta por diversos motivos: porque ela n\u00e3o sofreu fus\u00f5es e se manteve intacta (como \u00e9 o caso das rel\u00edquias); porque ela agregou material de outras gal\u00e1xias (como \u00e9 o caso das compactas massivas); ou porque ela, um dia, perdeu parte do seu conte\u00fado em um processo chamado <em>tidal<\/em> <em>stripping<\/em> (em que uma gal\u00e1xia &#8220;rouba&#8221; conte\u00fado da outra).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Analisando os grupos de estrelas <em>ex-situ <\/em>(ou seja, que se formaram fora daquela gal\u00e1xia), a pesquisadora notou uma diferen\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o espacial nesses sistemas celestes: quanto maior o <em>stripping<\/em>, mais pr\u00f3ximas as estrelas <em>ex-situ <\/em>ficam do centro da gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 esperado que esse tipo de aglomerado globular geralmente ocupe raios maiores, refletindo antigas intera\u00e7\u00f5es. No entanto, a pesquisa constatou que, nesses casos, as popula\u00e7\u00f5es se redistribuem para regi\u00f5es internas, sobrepondo-se \u00e0 popula\u00e7\u00e3o <em>in-situ<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse detalhe \u00e9 crucial para identificar rel\u00edquias com confian\u00e7a. Se essas popula\u00e7\u00f5es<em> ex-situ <\/em>se tornaram centrais, isso pode indicar que essas gal\u00e1xias n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o \u201cinalteradas\u201d quanto pareciam.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"702\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-distribuicao-espacial.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-120948\" style=\"width:750px\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-distribuicao-espacial.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-distribuicao-espacial-300x140.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-distribuicao-espacial-175x82.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/resumo-distribuicao-espacial-768x359.jpg 768w, 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Santiago Santos&nbsp;<\/a><br><strong>Coorientadora:<\/strong> <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3915155543447189\">Cristina Furlanetto<\/a><br><strong>Programa\/Unidade: <\/strong>Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica &#8211; Instituto de F\u00edsica<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons alignwide is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline animated fadeInDown slow is-style-outline--1\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-color has-link-color has-text-align-center has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/category\/divulgacao-cientifica\/\" style=\"border-radius:16px;color:#135e96;font-size:15px\">Veja mais conte\u00fados da editoria <strong>Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exatas e da Terra | Pesquisa do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica identifica um novo crit\u00e9rio para distinguir as duas estruturas: o movimento das estrelas no halo interno<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/diferenca-entre-galaxias-reliquias-e-galaxias-compactas-massivas-esta-em-suas-dinamicas-internas\/\">Leia 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