{"id":122708,"date":"2026-09-03T07:25:00","date_gmt":"2026-09-03T10:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=122708"},"modified":"2026-09-02T13:28:03","modified_gmt":"2026-09-02T16:28:03","slug":"o-que-sustenta-a-hanseniase-no-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/o-que-sustenta-a-hanseniase-no-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"O que sustenta a hansen\u00edase no s\u00e9culo XXI?"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Artigo | Mestre em Recursos H\u00eddricos e Saneamento, Thomas Kappaun lembra que o Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds com mais casos no mundo e explora ind\u00edcios de que a din\u00e2mica da doen\u00e7a esteja ligada ao d\u00e9ficit em saneamento b\u00e1sico<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Ilustra\u00e7\u00e3o:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/gabriel.the.ferreira\/\">Gabriel Ferreira<\/a>\/\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/histpraticart\/\">Programa de Extens\u00e3o Hist\u00f3rias e Pr\u00e1ticas Art\u00edsticas<\/a>, DAV-IA\/UFRGS<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando pensamos em hansen\u00edase, a imagem que nos vem \u00e0 mente \u00e9 quase sempre a mesma: o estigma milenar e o isolamento for\u00e7ado. Conhecida historicamente como lepra, a doen\u00e7a teve sua nomenclatura oficial alterada no Brasil em 1995 para homenagear o m\u00e9dico noruegu\u00eas <a href=\"https:\/\/aplm.kglmeridian.com\/view\/journals\/arpa\/124\/4\/article-p496.xml\">Gerhard Hansen<\/a>, que identificou o bacilo causador em 1873, mas, sobretudo, para combater o peso pejorativo e a profunda rejei\u00e7\u00e3o social que o termo antigo sempre carregou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Velho Testamento, o <a href=\"https:\/\/www.bibliaon.com\/levitico_13\/\">Livro de Lev\u00edtico 13:46<\/a> ordenava que o doente fosse considerado imundo e habitasse \u201cfora do acampamento\u201d. No entanto, a hist\u00f3ria da medicina esconde contradi\u00e7\u00f5es fascinantes. No Imp\u00e9rio Bizantino, os lepros\u00e1rios, conhecidos como <a href=\"https:\/\/hekint.org\/2024\/03\/28\/byzantine-emperor-john-tzimisces-murder-charity-leprosy\/\">Zotikos, ou lepros\u00e1rios de S\u00e3o Bas\u00edlio<\/a>, eram locais luxuosos que ofereciam moradia, alimenta\u00e7\u00e3o e cuidados m\u00e9dicos gratuitos. S\u00e9culos depois, a doen\u00e7a deixou de ser um passaporte para o cuidado estatal e tornou-se um espelho da neglig\u00eancia estrutural e da mis\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O medo do cont\u00e1gio gerou pol\u00edticas de segrega\u00e7\u00e3o dr\u00e1sticas. No s\u00e9culo XIX, o governo havaiano criou um dos maiores lepros\u00e1rios do mundo na remota pen\u00ednsula de <strong>Kalaupapa<\/strong>, aprisionando os doentes em uma faixa de terra in\u00f3spita cercada por rochas vulc\u00e2nicas cortantes e um penhasco quase vertical de dois mil p\u00e9s de altura. Essa pol\u00edtica representou o <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/The_Colony.html?id=7SXEMMraz0kC&amp;redir_esc=y\">mais longo e letal caso de segrega\u00e7\u00e3o m\u00e9dica da hist\u00f3ria americana<\/a>. A taxa de mortalidade entre os pacientes nos primeiros cinco anos de ex\u00edlio chegou a impressionantes 46%, ou cerca de 8.000 mortes.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1316\" height=\"804\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-1-Kalaupapa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-129671\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-1-Kalaupapa.jpg 1316w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-1-Kalaupapa-300x183.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-1-Kalaupapa-175x107.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-1-Kalaupapa-768x469.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-1-Kalaupapa-465x284.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-1-Kalaupapa-695x425.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1316px) 100vw, 1316px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Antiga col\u00f4nia de Kalaupapa, no Hava\u00ed, onde milhares de pacientes foram submetidos ao isolamento compuls\u00f3rio a partir do s\u00e9culo XIX (Cr\u00e9dito: KGPA Ltd \/ Alamy \u2013 Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse cen\u00e1rio de exclus\u00e3o tamb\u00e9m deixou marcas arquitet\u00f4nicas e sociais em escala regional. No Estado do Rio Grande do Sul, o <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/hcsm\/a\/w9jCtBBM84QqfhFrydmS4SB\/?lang=pt\">Hospital Col\u00f4nia Itapu\u00e3<\/a> foi inaugurado em 1940 no munic\u00edpio de Viam\u00e3o. Funcionando como uma <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/ultimas-noticias-geral-areazero-2\/2018\/01\/com-78-anos-de-historia-ultimo-leprosario-do-brasil-vira-destino-de-pacientes-do-hospital-sao-pedro\/\">cidade isolada em uma \u00e1rea de 1.253 hectares<\/a>, com prefeitura, igrejas, cinema, guarda e at\u00e9 moeda pr\u00f3pria, o lepros\u00e1rio separava compulsoriamente os pacientes de suas fam\u00edlias e da sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pol\u00edtica de Estado dividia o espa\u00e7o entre a &#8220;zona limpa&#8221; para os funcion\u00e1rios saud\u00e1veis e a &#8220;zona suja&#8221; para os doentes, separados por um muro e um p\u00f3rtico. Os filhos que nasciam na col\u00f4nia eram <a href=\"http:\/\/www.acidadeinventada.com.br\/static\/files\/administration-office\/dissertacao-de-mestrado.pdf\">arrancados das m\u00e3es ap\u00f3s o parto e enviados para o prevent\u00f3rio Amparo Santa Cruz<\/a>, a dezenas de quil\u00f4metros dali. E aqueles que tentavam fugir, ao serem capturados, acabavam cumprindo pena de 10 dias em celas de confinamento dentro da pr\u00f3pria col\u00f4nia.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"799\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-2-Hospital-Colonia-Itapua.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-129672\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-2-Hospital-Colonia-Itapua.jpg 1200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-2-Hospital-Colonia-Itapua-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-2-Hospital-Colonia-Itapua-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-2-Hospital-Colonia-Itapua-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-2-Hospital-Colonia-Itapua-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Figura-2-Hospital-Colonia-Itapua-695x463.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00f3rtico de entrada do Hospital Col\u00f4nia Itapu\u00e3, em Viam\u00e3o (Foto: Guilherme Santos\/Sul21)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o avan\u00e7o da ci\u00eancia e a viabilidade da cura, o isolamento compuls\u00f3rio caiu na d\u00e9cada de 1960. A segrega\u00e7\u00e3o, no entanto, deixou sequelas irrepar\u00e1veis, e a institui\u00e7\u00e3o continuou operando por d\u00e9cadas. Nas eras seguintes, o hospital passou a abrigar tamb\u00e9m pacientes psiqui\u00e1tricos do Hospital S\u00e3o Pedro, unindo em uma esp\u00e9cie de cidade fantasma duas popula\u00e7\u00f5es historicamente marginalizadas pelo Estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas muito recentemente o governo estadual iniciou o processo de <a href=\"https:\/\/www.diariodeviamao.com.br\/bonatto-e-leite-assinam-termo-que-acaba-com-modelo-atual-do-hospital-colonia-itapua-com-a-camara-com-tudo\/\">desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o do local<\/a>. Em 2024, os \u00faltimos moradores remanescentes, que passaram grande parte da vida confinados, deixaram as antigas estruturas e foram transferidos para resid\u00eancias terap\u00eauticas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 em 2026, enquanto o destino da vasta \u00e1rea verde de Viam\u00e3o \u00e9 debatido por secretarias estaduais entre o risco de deteriora\u00e7\u00e3o e a preserva\u00e7\u00e3o do memorial hist\u00f3rico, o encerramento definitivo das atividades do \u00faltimo lepros\u00e1rio do pa\u00eds sela o fim de um modelo de exclus\u00e3o que insistiu em sobreviver no s\u00e9culo XXI.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fechamento dos port\u00f5es de Itapu\u00e3, contudo, n\u00e3o decreta o fim da doen\u00e7a. <a href=\"https:\/\/iris.who.int\/server\/api\/core\/bitstreams\/b4ad088c-c66a-46b9-ac80-30576097b57b\/content\">O Brasil ocupa a posi\u00e7\u00e3o de segundo pa\u00eds com o maior n\u00famero de novos casos no mundo<\/a>, atr\u00e1s apenas da \u00cdndia. Se 95% da popula\u00e7\u00e3o mundial tem imunidade natural \u00e0 doen\u00e7a, e o cont\u00e1gio humano exige anos de conviv\u00eancia \u00edntima, como o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/boletins\/epidemiologicos\/especiais\/2026\/boletim-epidemiologico-de-hanseniase-numero-especial-jan-2026.pdf\">nosso pa\u00eds ainda registra mais de 22.000 casos por ano<\/a>? A resposta exige que olhemos para al\u00e9m da cl\u00ednica tradicional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O bacilo <em>Mycobacterium leprae<\/em>, ao contr\u00e1rio de bact\u00e9rias comuns que se multiplicam em minutos, divide-se de forma extraordinariamente lenta. Esse crescimento cadenciado permite que ele invada nosso sistema nervoso e se aproprie das c\u00e9lulas de Schwann, a camada protetora dos nervos, sem disparar os alarmes imediatos do sistema imunol\u00f3gico. Ao comprometer a estrutura das mitoc\u00f4ndrias, provocam a <a href=\"https:\/\/www.cdc.gov\/leprosy\/signs-symptoms\/index.html\">perda gradual de sensibilidade, danos aos nervos perif\u00e9ricos e les\u00f5es cut\u00e2neas<\/a>. Atrav\u00e9s dessa delibera\u00e7\u00e3o silenciosa, o bacilo pode habitar o organismo por anos antes que os primeiros sinais cl\u00ednicos se manifestem, impondo desafios \u00fanicos ao diagn\u00f3stico e ao tratamento m\u00e9dico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 justamente essa din\u00e2mica enigm\u00e1tica que leva a ci\u00eancia a considerar hip\u00f3teses mais amplas. Pesquisas recentes sugerem que o ciclo da doen\u00e7a pode n\u00e3o se restringir ao contato direto entre pessoas. A capacidade de o bacilo permanecer vi\u00e1vel no meio externo levanta a suspeita de que \u00e1guas e solos contaminados possam atuar como <a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/journals\/tropical-diseases\/articles\/10.3389\/fitd.2022.972682\/full\">reservat\u00f3rios ambientais<\/a> silenciosos. Somado a isso, a suspeita de que a bact\u00e9ria encontre abrigo em <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-021-03968-4\">hospedeiros silvestres<\/a> adicionou uma nova camada a esse intrincado ciclo natural. Ao cruzar esses ind\u00edcios biol\u00f3gicos e ecol\u00f3gicos com a realidade de <a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosntds\/article?id=10.1371\/journal.pntd.0009456\">popula\u00e7\u00f5es expostas a \u00e1guas contaminadas e habita\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias<\/a>, abre-se um novo paradigma: a infraestrutura sanit\u00e1ria n\u00e3o seria, tamb\u00e9m, uma pe\u00e7a oculta na manuten\u00e7\u00e3o desse quebra-cabe\u00e7a epidemiol\u00f3gico?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto estrat\u00e9gias internacionais concentram-se no <a href=\"https:\/\/www.who.int\/publications\/i\/item\/9789290228509\">combate cl\u00ednico e no controle da transmiss\u00e3o interpessoal<\/a>, a persist\u00eancia de <a href=\"https:\/\/www.who.int\/data\/gho\/data\/themes\/topics\/topic-details\/GHO\/leprosy\">taxas elevadas em pa\u00edses em desenvolvimento<\/a> levanta um debate necess\u00e1rio. A sobreposi\u00e7\u00e3o entre os focos da doen\u00e7a e o mapa da<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cidades\/pt-br\/acesso-a-informacao\/acoes-e-programas\/saneamento\/sinisa\/resultados-sinisa\/009_RELATORIO_SINISA_ESGOTAMENTO_SANITARIO_2025_defeso.pdf\"> falta de universaliza\u00e7\u00e3o do esgotamento sanit\u00e1rio<\/a> sugerem que o enfrentamento \u00e0 enfermidade talvez exija extrapolar os limites da prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Seria a perman\u00eancia da hansen\u00edase no s\u00e9culo XXI um reflexo indiscreto das nossas prioridades de desenvolvimento?<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1108255626543143\">Thomas Brunetto Kappaun<\/a> \u00e9 Engenheiro Ambiental e Sanitarista e mestre em Recursos H\u00eddricos e Saneamento pelo Instituto de Pesquisas Hidr\u00e1ulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline is-style-outline--1\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-color has-link-color has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/category\/artigo\/\" style=\"border-radius:16px;color:#135e96;font-size:15px\">Veja mais conte\u00fados da coluna <strong>Artigos<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>As opini\u00f5es expressas nos textos assinados s\u00e3o de responsabilidade de seus autores e n\u00e3o refletem o posicionamento editorial do JU ou da UFRGS.<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mestre em Recursos H\u00eddricos e Saneamento, Thomas Kappaun lembra que o Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds com mais casos no mundo e explora ind\u00edcios de que a din\u00e2mica da doen\u00e7a esteja ligada ao d\u00e9ficit em saneamento b\u00e1sico<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/o-que-sustenta-a-hanseniase-no-seculo-xxi\/\">Leia 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