{"id":123763,"date":"2026-01-29T07:50:00","date_gmt":"2026-01-29T10:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=123763"},"modified":"2026-01-29T11:42:01","modified_gmt":"2026-01-29T14:42:01","slug":"o-amor-nao-esta-mais-no-tinder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/o-amor-nao-esta-mais-no-tinder\/","title":{"rendered":"O amor n\u00e3o est\u00e1 mais no Tinder?"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Sociedade | Com mais de 630 milh\u00f5es de downloads e 100 bilh\u00f5es de matches, Tinder continua presente na vida amorosa das pessoas, mas algumas apontam que se vive uma crise silenciosa dos encontros digitais<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Foto: Pietro Scopel\/JU<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era abril de 2021 quando Bibiana Bratti, ent\u00e3o com 18 anos, decidiu instalar o aplicativo de relacionamentos <a href=\"https:\/\/tinder.com\/pt\">Tinder<\/a> pela primeira vez, instigada pelos relatos de amigas. Para completar seu perfil no aplicativo, Bibiana precisava de uma foto. Em casa, se maquiou, se arrumou e preparou sua melhor pose. Editou a foto e colocou o melhor filtro antes de postar. Pela primeira vez, seu rosto se tornou parte da galeria de milhares de pessoas no mundo que procuravam o amor no meio da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Naquele momento, o Tinder tinha a fun\u00e7\u00e3o passaporte. Os usu\u00e1rios podiam colocar sua localiza\u00e7\u00e3o em qualquer pa\u00eds. Bibiana decidiu viver um amor franc\u00eas, mesmo que n\u00e3o falasse a l\u00edngua. Com um n\u00edvel b\u00e1sico de ingl\u00eas, deu <em>match<\/em> com v\u00e1rios homens. Sentia-se desejada por eles. As notifica\u00e7\u00f5es de novas mensagens chegavam. Manteve diferentes conversas durante algumas horas. Unicamente um chamou sua aten\u00e7\u00e3o. \u201cTinha cara de franc\u00eas\u201d, lembra. N\u00e3o s\u00f3 achava que ele era bonito, mas conseguiam se entender, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bibiana avalia essa primeira experi\u00eancia no Tinder como divertida. Durante os quatro anos seguintes, manteve-se \u00e0 procura de algu\u00e9m nesse e em outros aplicativos, como o <a href=\"https:\/\/bumble.com\/pt\/\">Bumble<\/a>. Utilizava uma descri\u00e7\u00e3o simples, mas que sempre gerava uma conversa: \u201cSou jornalista, mas n\u00e3o sei escrever <em>bio <\/em>de Tinder\u201d. Acessava o aplicativo no momento de ir \u00e0 faculdade, durante a noite ou quando tinha um tempo livre. Quando a vida ficava muito ca\u00f3tica, decidia desinstalar. Isso aconteceu umas seis vezes, menciona.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rotina era conhecida. Dava <em>match<\/em> com 20 pessoas, conversava por mensagens com 10 e s\u00f3 cinco passavam \u00e0 fase eliminat\u00f3ria seguinte: seguir no Instagram. As conversas continuavam nessa rede social, mas nem todas iam adiante. O contato que sobrevivia, finalmente, virava um <em>date<\/em>. Nesse momento, os dois corpos virtuais iriam se materializar para descobrir se seriam o amor sonhado, uma rela\u00e7\u00e3o passageira ou uma grande desilus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Bibiana-Bratti_3261_Pietro-Scopel.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-125380\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Bibiana-Bratti_3261_Pietro-Scopel.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Bibiana-Bratti_3261_Pietro-Scopel-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Bibiana-Bratti_3261_Pietro-Scopel-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Bibiana-Bratti_3261_Pietro-Scopel-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Bibiana-Bratti_3261_Pietro-Scopel-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Bibiana-Bratti_3261_Pietro-Scopel-695x463.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bibiana Bratti, jornalista e criadora do \u201cA cidade flerta\u201d, um blog e uma p\u00e1gina de Instagram na qual reflete sobre as viv\u00eancias rom\u00e2nticas da sua gera\u00e7\u00e3o (Pietro Scopel\/JU)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">\u201cMulher de fases\u201d<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 Leticia Rodrigues teve uma experi\u00eancia diferente nos aplicativos de namoro. Em cidades menores, decidir marcar um encontro se torna de conhecimento p\u00fablico automaticamente. Por isso, sua primeira experi\u00eancia nos aplicativos aconteceu quando morava em Sant\u2019Ana do Livramento. Era 2017 e suas amigas recomendaram baixar o <a href=\"https:\/\/badoo.com\/pt\/\">Badoo<\/a>, um aplicativo de namoro.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEra uma cidade-ovo, pequenininha, a gente marcava os <em>dates<\/em> para tomar sorvete. Era uma sorveteria da cidade em que todo mundo ia s\u00f3 para encontros, e todo mundo sabia que era para isso. No dia, olhava a pessoa de longe. Se n\u00e3o gostava, sa\u00eda correndo. Era bem engra\u00e7ado\u201d<\/p>\n<cite>Leticia Rodrigues<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua experi\u00eancia mudou quando chegou a Porto Alegre para cursar a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Atualizou sua descri\u00e7\u00e3o no Tinder para \u201cmulher de fases\u201d. Na capital, as pessoas mantinham um trato mais direto e marcavam rapidamente encontros em bares, restaurantes ou nas suas casas. Pela primeira vez, Leticia ficou sabendo do verdadeiro significado de convidar algu\u00e9m para assistir a um filme em casa: \u201cNa capital descobri muitos mundos. Tinha gente que nem queria conversar. Tipo, vem aqui na minha casa \u2013 o famoso: \u2018Vamos ver Netflix\u2019\u201d, conta, referindo-se a encontros unicamente destinados a sexo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por ser uma mulher negra, por\u00e9m, Leticia tamb\u00e9m viveu momentos de temor e constrangimento nos encontros, o que relata no romance <em>Amor e \u00f3dio \u2013 entre os muros da raz\u00e3o<\/em>. Como explica Leticia, existe um fetichismo que aparece a partir das conversas nos aplicativos: \u201cPara a mulher negra \u00e9 muito dif\u00edcil um relacionamento. Tem um fator da coloniza\u00e7\u00e3o: um homem negro tem muito mais dificuldade de se relacionar com uma mulher negra do que com uma mulher branca no Brasil. E do homem branco querendo pegar uma mulher negra. O Instagram \u00e9 fetichismo total \u00e0s vezes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o tempo, procurando se manter mais segura e buscando conhecer realmente o amor, Leticia tentou outros aplicativos. No M\u00e9xico, num interc\u00e2mbio acad\u00eamico, descobriu o <a href=\"https:\/\/www.muslima.com\/pt\/landing\/home\">Muslima<\/a>, um site e aplicativo de namoro para pessoas que procuram se relacionar com homens mu\u00e7ulmanos. Viu que tamb\u00e9m estava dispon\u00edvel no Brasil e reativou sua conta. Foi nesse aplicativo, em 2018, que conheceu seu esposo: um homem mu\u00e7ulmano natural da \u00c1frica que cursava um mestrado na UFRGS. O amor se estendeu, gerou uma filha, mas tempos depois o relacionamento acabou.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">O amor atrav\u00e9s das m\u00eddias e das telas<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o <a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/224247\">doutorado em Comunica\u00e7\u00e3o na UFRGS<\/a>, o pesquisador Ricardo Barbosa Fernandes analisou a participa\u00e7\u00e3o da m\u00eddia digital na configura\u00e7\u00e3o do amor em Porto Alegre. Ele explica que o amor contempor\u00e2neo, visto como ato devocional, deriva da vis\u00e3o religiosa antiga. Nesse sentido, desde a Gr\u00e9cia at\u00e9 o amor burgu\u00eas, o amor rom\u00e2ntico devocional se coloca no centro do processo e diferencia-se do amor que as pessoas sentem pelos animais, familiares ou amigos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO amante \u00e9 o parceiro com qual voc\u00ea divide pr\u00e1ticas sexuais e que, ao longo da hist\u00f3ria, al\u00e9m da pr\u00e1tica sexual, teve troca de afetos e sentimentos. Ele deixa de estar \u00e0 sombra e passa a estar \u00e0 luz. Isso vem muito do discurso de Hollywood, do discurso das m\u00eddias. A gente lida com isso na sociedade de hoje, com o individualismo superinflado, em que a valoriza\u00e7\u00e3o do eu \u00e9 muito mais importante que um relacionamento\u201d<\/p>\n<cite>Ricardo Barbosa Fernandes<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o surgimento de novas formas de relacionamentos contempor\u00e2neos, os aplicativos passaram a ser um espa\u00e7o de viv\u00eancia de um cotidiano sexual e afetivo diferente. Segundo ele, uma primeira separa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 entre monog\u00e2micos e n\u00e3o monog\u00e2micos. No primeiro caso, quando uma rela\u00e7\u00e3o se oficializa, o uso dos \u201caplicativos de paquera\u201d, como ele os categoriza, acaba. Por\u00e9m, no segundo caso, a formalidade da rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o implica que as rotas dos encontros digitais se interrompam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa linha, Joaquin Linne, pesquisador da <a href=\"https:\/\/www.uba.ar\/\">Universidade de Buenos Aires<\/a> (Argentina) e autor do livro <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?hl=en&amp;lr=&amp;id=AJhpEQAAQBAJ&amp;oi=fnd&amp;pg=PT8&amp;dq=info:71Iu7r4koqkJ:scholar.google.com&amp;ots=tPhzMHMKm-&amp;sig=MF9JsAwYQ3y0LpiwjIqEYYdo9R0&amp;redir_esc=y#v=onepage&amp;q&amp;f=false\"><em>La reinvenci\u00f3n del amor: una etnograf\u00eda de c\u00f3mo es enamorarse, tener sexo, amigos y\/o mascotas en tiempos de Tinder<\/em><\/a> (2025), destaca que o amor passou a ser vivido, a partir das redes digitais, em tempo integral: \u201cA vida em sociedade \u00e9 mais o que aparece na internet. Muita gente sente atra\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o pelo que o outro faz, diz, escreve e p\u00f5e na internet\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir disso, como reflete Linne, podem ser vistos dois grandes grupos: os jovens adultos ou <em>millenials<\/em>, entre 30 e 45 anos, que s\u00e3o os que mais utilizam os aplicativos de namoro; e os <em>centennials<\/em> ou sub-30. Para os \u00faltimos, explica, o mais importante \u00e9 a liberdade de decidir e viver a vida, de experimentar as novas op\u00e7\u00f5es existentes: \u201cHoje, como sabemos, h\u00e1 muitas op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, como o poliamor, rela\u00e7\u00f5es abertas, trisais, etc. Muitos experimentam e ficam nessas novas op\u00e7\u00f5es que h\u00e1 hoje dispon\u00edveis. Muitos voam para o plano cl\u00e1ssico, mas, em todo caso, parece haver muito mais tempo para provar, para ensaiar, para viajar por diferentes lugares, sejam pa\u00edses, sejam corpos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como exemplo, Ricardo aponta o caso dos coletivos LGBTQIAPN+, que est\u00e3o procurando ativamente envolvimentos por meio de diversos <em>apps<\/em>, como Tinder ou Grindr. Dessa forma, as novas m\u00eddias se tornam caminhos que favorecem a exist\u00eancia de diferentes formas de relacionamento: \u201cEu posso afirmar que est\u00e1 todo mundo querendo sexo? N\u00e3o. \u00c9 muito mais no lugar do sujeito, do que ele busca para a vida dele, quais s\u00e3o os matizes culturais. Isso vem muito da hist\u00f3ria de cada sujeito. Nas rela\u00e7\u00f5es heterossexuais \u00e9 a mesma coisa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, contrariando as posi\u00e7\u00f5es apocal\u00edpticas, que falam do final dos aplicativos, Ricardo observa que muitas pessoas est\u00e3o se relacionando cotidianamente. O que nunca esteve em debate, por\u00e9m, \u00e9 a import\u00e2ncia da materialidade, dos encontros e do conhecimento do outro, que continua estando presente: \u201cAs m\u00eddias participam das cenas relacionais, mas n\u00e3o substituem a presencialidade. A gente ainda tem necessidades conforme precisa da presencialidade para acontecer, para dar longevidade aos relacionamentos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">O amor como esperan\u00e7a<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cansada de m\u00faltiplos encontros que nunca davam certo, Bibiana decidiu narrar essas experi\u00eancias nos aplicativos. Criou <em>A cidade flerta<\/em>, um <a href=\"https:\/\/bibianabratti.substack.com\/\">blog<\/a> e uma p\u00e1gina de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/acidadeflerta\/\">Instagram<\/a> na qual reflete sobre as viv\u00eancias rom\u00e2nticas e sexuais da sua gera\u00e7\u00e3o. Desde o momento dos <em>matchs<\/em> e as conversas, incluindo as curtidas nos <em>stories<\/em>, at\u00e9 os encontros falidos, as fantasias reconvertidas em desilus\u00e3o e o <em>ghosting<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como ela afirma, ap\u00f3s os encontros, come\u00e7ava um processo angustiante no qual se interrogava sobre ela mesma: \u201cSer\u00e1 que n\u00e3o foi legal para ele? Ser\u00e1 que eu chamo? Ser\u00e1 que eu posto uma foto para ele curtir e tentar conversar comigo de novo? E isso \u00e9 um processo muito frustrante. Ficava tentando tamb\u00e9m decifrar o que aconteceu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s in\u00fameros encontros, Bibiana percebeu que cada novo <em>match<\/em> a transportava para o mesmo tipo de homem. \u201cEu achava que n\u00e3o existia mais o homem para mim em Porto Alegre, era uma bolha\u201d, afirma. Come\u00e7ou a se afastar do aplicativo, ao mesmo tempo que suas amigas faziam o mesmo. Come\u00e7aram a procurar encontros sociais em espa\u00e7os f\u00edsicos: clubes de leitura, bares ou simplesmente qualquer lugar no qual boas conversas pudessem acontecer. O importante, por\u00e9m, continuava sendo a procura pelo amor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto escrevia esta reportagem, contei a Bibiana que conheci Luisa, minha namorada, no Tinder, e que, \u00e0s vezes, esses encontros de aplicativos nos revelam amores genu\u00ednos. Ela, por sua vez, me confessou estar vivenciando um relacionamento rom\u00e2ntico h\u00e1 algumas semanas. J\u00e1 Let\u00edcia continua na busca por um novo amor. Assim, dentro ou fora das telas dos aplicativos, algumas pessoas, no fim das contas, buscamos sentir que o peso da vida pode ser dividido com aquele a quem queremos chamar de &#8220;meu amor&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reportagem-Tinder_Pietro-Scopel-3717.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-125381\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reportagem-Tinder_Pietro-Scopel-3717.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reportagem-Tinder_Pietro-Scopel-3717-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reportagem-Tinder_Pietro-Scopel-3717-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reportagem-Tinder_Pietro-Scopel-3717-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reportagem-Tinder_Pietro-Scopel-3717-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reportagem-Tinder_Pietro-Scopel-3717-695x463.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Miguel Angulo e Luisa de Castro se conheceram pelo aplicativo Tinder e come\u00e7aram a namorar (Foto: Pietro Scopel\/JU)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline animated fadeInDown slow is-style-outline--1\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-color has-link-color has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/category\/reportagens\/\" style=\"border-radius:16px;color:#135e96;font-size:15px\">Veja mais conte\u00fados da editoria <strong>Reportagem<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>*Corre\u00e7\u00f5es: a legenda da foto de Bibiana Bratti indicava, erroneamente, que ela \u00e9 estudante de jornalismo, mas ela \u00e9 jornalista. Tamb\u00e9m foi corrigida a informa\u00e7\u00e3o sobre a bio do Tinder de Bibiana. [29\/01\/26, 11h40]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sociedade | Com mais de 630 milh\u00f5es de downloads e 100 bilh\u00f5es de matches, Tinder continua presente na vida amorosa das pessoas, mas algumas apontam que se vive uma crise silenciosa dos encontros digitais<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/o-amor-nao-esta-mais-no-tinder\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":248,"featured_media":125383,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[605],"tags":[7862,6116,7948,7863,2380,7864,783,4924,7947,7860],"ppma_author":[7493],"class_list":["entry","author-miguelgiraldo","has-excerpt","post-123763","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-reportagens","tag-amor","tag-casamento","tag-cultura-contemporanea","tag-ghosting","tag-juventude","tag-namoro","tag-redes-sociais","tag-relacionamento-abusivo","tag-sociedade-liquida","tag-tinder"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O amor n\u00e3o est\u00e1 mais no Tinder? 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