{"id":123944,"date":"2026-01-29T07:51:00","date_gmt":"2026-01-29T10:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=123944"},"modified":"2026-02-04T18:05:12","modified_gmt":"2026-02-04T21:05:12","slug":"lapidando-a-ciencia-brasileira-reprodutibilidade-a-torna-mais-confiavel-e-transparente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/lapidando-a-ciencia-brasileira-reprodutibilidade-a-torna-mais-confiavel-e-transparente\/","title":{"rendered":"Lapidando a ci\u00eancia brasileira: reprodutibilidade torna a pesquisa mais confi\u00e1vel e transparente"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancia | Especialistas desvendam o conceito da palavra que visa replicar pesquisas j\u00e1 publicadas em busca de gargalos que v\u00e3o de falhas metodol\u00f3gicas a problemas estruturais<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Foto: No Instituto de Ci\u00eancias B\u00e1sicas da Sa\u00fade, o MultiBioMol &#8211; Laborat\u00f3rio Multiusu\u00e1rio de Biologia Molecular realiza an\u00e1lises moleculares e presta servi\u00e7os e assessoria t\u00e9cnica na \u00e1rea da biologia molecular<\/em> (<em>Cr\u00e9dito<\/em>: <em>Fl\u00e1vio Dutra\/JU<\/em>)<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na obra Frankenstein, publicada pela primeira vez em 1818 por Mary Shelley, Victor usa os seus conhecimentos de filosofia natural e qu\u00edmica para construir uma criatura a partir de restos humanos. Nessa obra \u00e9pica, conhecimentos cient\u00edficos que resultam no \u2018monstro\u2019 n\u00e3o aparecem de maneira expl\u00edcita, mas, sim, \u201cs\u00e3o expostos como pano de fundo para a trama que se desenvolve\u201d, dizem D\u00e9bora Regina da Rocha Batista, Maur\u00edcio Cesar Menon e Michel Corci Batista, da Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1, no artigo \u2018<a href=\"https:\/\/periodicos.uem.br\/ojs\/index.php\/arqmudi\/article\/view\/49060\">Literatura e ci\u00eancia: o livro Frankenstein de Mary Shelley como possibilidade para a educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/a>\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro evidencia a capacidade humana de buscar a verdade por meio do uso da ci\u00eancia, entretanto a autora tamb\u00e9m oferece um exemplo liter\u00e1rio que mostra a aus\u00eancia do rigor cient\u00edfico: em poucos par\u00e1grafos, Victor menciona como construiu a criatura, mas n\u00e3o deixa claro o registro de m\u00e9todos, n\u00e3o compartilha dados, nem permite que outro cientista possa analisar, criticar ou reproduzir a sua experi\u00eancia. O resultado de Frankenstein torna not\u00f3rio o que n\u00e3o \u00e9 ci\u00eancia: uma interven\u00e7\u00e3o solit\u00e1ria, irreplic\u00e1vel e, por isso, eticamente duvidosa e cientificamente insustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Shelley traz a met\u00e1fora de um experimento sem transpar\u00eancia e antecipa, de forma liter\u00e1ria, a import\u00e2ncia do controle, da documenta\u00e7\u00e3o e da responsabiliza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Frankenstein nos faz lembrar que descobertas sem reprodutibilidade n\u00e3o ampliam o conhecimento humano; ao contr\u00e1rio, amea\u00e7am a pr\u00f3pria integridade da ci\u00eancia e de seus criadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse contexto, a reprodutibilidade surge como um dos pilares do rigor cient\u00edfico: s\u00f3 h\u00e1 ci\u00eancia quando um resultado pode ser repetido por outros pesquisadores, em outros contextos, seguindo m\u00e9todos claros. A ideia de validar descobertas por meio da repeti\u00e7\u00e3o (elemento essencial do m\u00e9todo cient\u00edfico) \u00e9 justamente o que separa a experimenta\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel de tentativas obscuras, improvisadas ou mal documentadas. Para Fabiano Couto Corr\u00eaa da Silva, professor do Departamento de Ci\u00eancias da Informa\u00e7\u00e3o da UFRGS, a reprodutibilidade na ci\u00eancia \u00e9 a capacidade de reproduzir resultados cient\u00edficos com base em dados, protocolos e documenta\u00e7\u00e3o adequados. \u201cIsso envolve rastreabilidade dos dados; consist\u00eancia e replicabilidade dos resultados; e confiabilidade nos processos cient\u00edficos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De olho no rigor da ci\u00eancia, <a href=\"https:\/\/www.biorxiv.org\/content\/10.1101\/2025.04.02.645026v1\">um estudo in\u00e9dito<\/a> avaliou o n\u00edvel de replicabilidade de artigos cient\u00edficos brasileiros na \u00e1rea da biomedicina e ci\u00eancia b\u00e1sica. Liderado pela <a href=\"https:\/\/serrapilheira.org\/projetos\/iniciativa-brasileira-de-reprodutibilidade\/\">Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade<\/a>, a investiga\u00e7\u00e3o durou sete anos e envolveu 56 laborat\u00f3rios em todo o pa\u00eds, entre eles o Laborat\u00f3rio de Neurobiologia e Psicofarmacologia Experimental (<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/psycholab\/\">PsychoLab<\/a>), o Centro de Estudos em Estresse Oxidativo (Departamento de Bioqu\u00edmica) e o Laborat\u00f3rio de Neurogen\u00e9tica Translacional, todos vinculados \u00e0 UFRGS. Cada local teve a miss\u00e3o de reproduzir um experimento real, utilizando apenas as informa\u00e7\u00f5es descritas na metodologia original.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proposta dessa a\u00e7\u00e3o foi clara: sem acesso aos resultados originais ou adapta\u00e7\u00f5es, cada equipe deveria interpretar o que estava escrito e realizar o experimento com base nisso. Os resultados revelaram que somente entre 15% e 45% dos experimentos da \u00e1rea puderam ser reproduzidos com sucesso por outros laborat\u00f3rios. Essa \u00e9 a primeira pesquisa de abrang\u00eancia nacional que visa reproduzir experimentos de maneira sistem\u00e1tica para verificar seus resultados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Luiza Behrens, cientista biom\u00e9dica e doutoranda do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Biologia Celular e Molecular (PPGBCM\/UFRGS), participou dessa pesquisa e compreende que a reprodutibilidade busca verificar se experimentos podem ser repetidos com os mesmos resultados por outros grupos, em diferentes locais e condi\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA import\u00e2ncia disso est\u00e1 em alguns fatores, tais como validar resultados cient\u00edficos, promover a aplicabilidade real da ci\u00eancia e entender interfer\u00eancias, tais como condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas, reagentes, ambiente do laborat\u00f3rio\u201d<\/p>\n<cite>Luiza Behrens<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A acad\u00eamica explica ainda que replicar uma pesquisa ajuda a entender qu\u00e3o confi\u00e1veis s\u00e3o os dados cient\u00edficos daquele experimento, como tamb\u00e9m permite identificar falhas, pontos cr\u00edticos e vieses. \u201cNessa participa\u00e7\u00e3o pudemos colaborar com a melhoria dos crit\u00e9rios e protocolos cient\u00edficos. N\u00e3o se espera 100% de&nbsp;reprodutibilidade, mas \u00e9 fundamental saber onde e por que ela falha\u201d, diz Luiza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, a maior parte da ci\u00eancia \u00e9 produzida dentro das universidades p\u00fablicas, que s\u00e3o financiadas com recursos p\u00fablicos. A incapacidade de reproduzir resultados dessas pesquisas deixa de ser um detalhe t\u00e9cnico \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de responsabilidade social, \u00e9tica e econ\u00f4mica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"998\" data-id=\"125565\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8816.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-125565\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8816.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8816-300x200.jpg 300w, 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class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"998\" data-id=\"125563\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8812.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-125563\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8812.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8812-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8812-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8812-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8812-465x309.jpg 465w, 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Parece algo simples, mas \u00e9 um dos pilares do que se chama \u201crigor cient\u00edfico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O l\u00edder da Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade e respons\u00e1vel pela condu\u00e7\u00e3o desse estudo, Olavo Bohrer Amaral, diz que a ci\u00eancia precisa de auditorias internas, como forma de controle de qualidade, uma vez que a revis\u00e3o por pares (<em>peer review<\/em>) n\u00e3o substitui a reprodu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dos resultados. \u201cO resultado da nossa investiga\u00e7\u00e3o foi impactante e revela uma fragilidade estrutural. Os efeitos observados nas repeti\u00e7\u00f5es s\u00e3o, em geral, menores do que os originais e, em v\u00e1rios casos, simplesmente desaparecem\u201d, aponta Olavo, que \u00e9 m\u00e9dico e doutor em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela UFRGS e pesquisador na Universidade Federal do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse diagn\u00f3stico aponta problemas de infraestrutura (laborat\u00f3rios, instrumentos, pessoal qualificado, etc.) e na cultura acad\u00eamica. Isso porque a ci\u00eancia brasileira tem mecanismos fr\u00e1geis de controle.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMuitas vezes, a gest\u00e3o de dados \u00e9 prec\u00e1ria, falta padroniza\u00e7\u00e3o, h\u00e1 dificuldades de infraestrutura e at\u00e9 problemas b\u00e1sicos, como laborat\u00f3rios que n\u00e3o conseguem comprar reagentes porque a Anvisa n\u00e3o os libera\u201d<\/p>\n<cite>Olavo Bohrer Amaral<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto \u00e9 o obst\u00e1culo cultural, pois a academia evita falar sobre erros. \u201cParece que voc\u00ea est\u00e1 atacando colegas quando fala em problema. Mas n\u00e3o \u00e9 isso, \u00e9 sobre melhorar\u201d, explica ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 frente da Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade, Amaral busca reproduzir estudos cient\u00edficos brasileiros de biomedicina para testar a viabilidade dessas pesquisas. Essa iniciativa nasceu, justamente, para ocupar um espa\u00e7o cr\u00edtico e institucional. Isso porque a reprodutibilidade tamb\u00e9m \u00e9 pol\u00edtica p\u00fablica e informa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fabiano afirma que o debate t\u00e9cnico precisa vir acompanhado de pol\u00edticas claras. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cReprodutibilidade n\u00e3o deveria ser um diferencial, mas o cerne da ci\u00eancia. O problema n\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnico: \u00e9 pol\u00edtico e cultural\u201d<\/p>\n<cite>Fabiano Couto Corr\u00eaa da Silva<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, tr\u00eas frentes s\u00e3o essenciais:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Planos de Gest\u00e3o de Dados (PGDs)<\/strong>: documentos que dizem como os dados ser\u00e3o coletados, armazenados e compartilhados antes de a pesquisa come\u00e7ar;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Infraestrutura de reposit\u00f3rios p\u00fablicos<\/strong>: apesar de iniciativas como o Lume da UFRGS, ainda falta uma pol\u00edtica nacional que centralize dados cient\u00edficos;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ado\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios FAIR e CARE<\/strong>: que garantem n\u00e3o s\u00f3 a localiza\u00e7\u00e3o e reutiliza\u00e7\u00e3o dos dados (FAIR), mas tamb\u00e9m respeito \u00e9tico e cultural, especialmente para dados de povos e comunidades tradicionais (CARE).<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fabiano critica a falta de retorno dos dados \u00e0 sociedade. \u201cA gente paga tr\u00eas vezes: para pesquisar, para publicar e para assinar a revista. E os dados continuam inacess\u00edveis\u201d, lamenta ele. Luiza aponta que h\u00e1 uma relev\u00e2ncia pr\u00e1tica e pol\u00edtica na reprodutibilidade: na vis\u00e3o dela, o mais importante n\u00e3o \u00e9 apenas o protocolo, mas identificar os gargalos nos laborat\u00f3rios. \u201cEsses dados podem informar pol\u00edticas p\u00fablicas e decis\u00f5es de investimento na ci\u00eancia. Por exemplo: se muitos laborat\u00f3rios falham em reproduzir um <span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"de8cebd5691ef6ff3598e20f3dccffa9\" class=\"better-links\"><strong>PCR<\/strong><\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"de8cebd5691ef6ff3598e20f3dccffa9\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">Rea\u00e7\u00e3o em cadeia da polimerase, um m\u00e9todo comum na pesquisa biom\u00e9dica<\/span><\/span><\/span>  simples, que hoje \u00e9 um procedimento bem comum, houve uma falha em protocolos validados naquele experimento. A pesquisa tamb\u00e9m quis mostrar isso: qual o rigor e qual a acessibilidade com que a nossa ci\u00eancia \u00e9 feita&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reprodutibilidade n\u00e3o \u00e9 um problema somente do Brasil: pa\u00edses como Estados Unidos e membros da Uni\u00e3o Europeia j\u00e1 realizam estudos semelhantes para entender os gargalos da ci\u00eancia local. O Brasil, a partir desse estudo pioneiro, tamb\u00e9m come\u00e7a a medir e compreender a robustez de sua produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, algo essencial para garantir que o que se publica possa ser aplicado, replicado e confi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente a <a href=\"https:\/\/data.gov.au\/\">Austr\u00e1lia<\/a> \u00e9 uma refer\u00eancia nesse assunto, pontua Fabiano. Nenhum projeto financiado pelo governo \u00e9 iniciado sem um PGD e sem o compromisso de disponibilizar os dados. \u201cEm pouco tempo, a Austr\u00e1lia subiu em todos os rankings de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Por qu\u00ea? Porque os dados estavam dispon\u00edveis internamente, n\u00e3o s\u00f3 nos artigos\u201d, explica o professor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, apenas a Fapesp tem exig\u00eancia consolidada de PGDs. J\u00e1 o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) tentou implementar, mas recuou ap\u00f3s resist\u00eancia da comunidade cient\u00edfica. Amaral reconhece isso. \u201cFala-se em \u2018soberania nacional\u2019 para n\u00e3o abrir dados, mas esses dados est\u00e3o no caderno do estudante, na gaveta, podendo se perder no \u00f4nibus. N\u00e3o \u00e9 sobre isso, \u00e9 sobre auditoria e transpar\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Luiza, a experi\u00eancia de participar dessa verifica\u00e7\u00e3o e replica\u00e7\u00e3o de dados mudou a sua forma de ler ci\u00eancia. Antes ela lia um artigo e aceitava as informa\u00e7\u00f5es. \u201cAgora analiso o m\u00e9todo, penso nos detalhes, vejo onde h\u00e1 margem para falhas\u201d, revela. A acad\u00eamica comenta que n\u00e3o se espera 100% de reprodutibilidade dos experimentos, mas \u00e9&nbsp;fundamental saber onde e por que ela falha. Para ela, participar desse estudo contribuiu para o seu desenvolvimento como cientista, mantendo o senso cr\u00edtico em qualquer leitura.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsse tipo de estudo ajuda a lapidar a ci\u00eancia brasileira, tornando-a mais confi\u00e1vel e transparente\u201d<\/p>\n<cite>Luiza Behrens<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa iniciativa mostra um lado da ci\u00eancia que nem sempre vemos: a autorreflex\u00e3o. \u00c9 a ci\u00eancia olhando para si mesma, com senso cr\u00edtico e responsabilidade, buscando se tornar mais forte, mais \u00e9tica e mais relevante. \u201cN\u00e3o d\u00e1 pra dizer que estamos melhores ou piores do que outros pa\u00edses, porque ningu\u00e9m sabe. Mas o fato de estarmos discutindo isso j\u00e1 nos coloca na vanguarda\u201d, afirma Amaral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na UFRGS, grupos como o <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/datalab\/\">DataLab<\/a>, o Centro de Ci\u00eancia Aberta e iniciativas interdisciplinares v\u00eam articulando novas pr\u00e1ticas: reposit\u00f3rios, ferramentas para PGDs e visualiza\u00e7\u00f5es que cruzam pesquisas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS). Fabiano enfatiza que as bases est\u00e3o dispon\u00edveis; faltam pol\u00edtica p\u00fablica e vontade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Amaral concorda de maneira otimista. \u201cSe voc\u00ea acredita que a ci\u00eancia traz benef\u00edcios para a humanidade, ela precisa funcionar. E, para funcionar, ela precisa ser checada.\u201d Ou seja: a ci\u00eancia brasileira est\u00e1 olhando para si mesma, e isso \u00e9 raro. \u201cA gente tamb\u00e9m precisa ter senso cr\u00edtico com a ci\u00eancia. N\u00e3o basta confiar, \u00e9 preciso entender como ela \u00e9 feita e buscar formas de melhor\u00e1-la\u201d, enfatiza Luiza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reprodutibilidade, hoje, se mostra um dos maiores desafios (e oportunidades) para tornar a ci\u00eancia nacional mais s\u00f3lida, eficiente e transparente. \u201cSe voc\u00ea \u00e9 da \u00e1rea cient\u00edfica e est\u00e1 preocupado com esse tema, a Rede Brasileira de Reprodutibilidade \u00e9 um canal aberto. Precisamos de mais pessoas dispostas a olhar criticamente para a ci\u00eancia, n\u00e3o para destru\u00ed-la, mas para fortalec\u00ea-la\u201d, salienta Amaral.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"998\" data-id=\"125561\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8806.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-125561\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8806.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8806-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8806-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8806-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8806-465x309.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8806-695x462.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"998\" data-id=\"125559\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8794.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-125559\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8794.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8794-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8794-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8794-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8794-465x309.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8794-695x462.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"998\" data-id=\"125558\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8771.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-125558\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8771.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8771-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8771-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8771-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8771-465x309.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8771-695x462.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"998\" data-id=\"125557\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8746.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-125557\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8746.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8746-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8746-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8746-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8746-465x309.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8746-695x462.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">Sara Hartke, que \u00e9 a t\u00e9cnica respons\u00e1vel pelo MultiBioMol &#8211; Laborat\u00f3rio Multiusu\u00e1rio de Biologia Molecular, no Instituto de Ci\u00eancias B\u00e1sicas da Sa\u00fade da UFRGS (Fotos: Fl\u00e1vio Dutra\/JU)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Rede Brasileira de Reprodutibilidade<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/www.reprodutibilidade.org\/\">Rede de Reprodutibilidade<\/a> surge, tamb\u00e9m, para promover pr\u00e1ticas de pesquisa transparentes e confi\u00e1veis na comunidade cient\u00edfica brasileira. Para isso, re\u00fane grupos, institui\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos ao redor do Brasil que se dedicam a avaliar e aprimorar pr\u00e1ticas em diferentes \u00e1reas da ci\u00eancia e a fomentar o debate sobre reprodutibilidade em pesquisa. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diretora-executiva da Rede Brasileira de Reprodutibilidade, Eduarda Gervini Zampieri Centeno, esteve presente na 7.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum de Estudos em Informa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Sociedade, realizado no final de outubro na Faculdade de Biblioteconomia e Comunica\u00e7\u00e3o (Fabico), e falou sobre o principal objetivo da institui\u00e7\u00e3o: trazer uma ci\u00eancia mais reprodut\u00edvel, transparente e rigorosa pro Brasil. Segundo ela, o trabalho da Rede envolve tanto articula\u00e7\u00f5es com \u00f3rg\u00e3os governamentais quanto a\u00e7\u00f5es de base com pesquisadores, incluindo estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a palestra na Fabico, Eduarda destacou que a ci\u00eancia brasileira ainda enfrenta barreiras estruturais importantes, porque o pa\u00eds tem uma ci\u00eancia focada em nomes de artigos e renomes de revistas, o que gera incentivos distorcidos, como a prioriza\u00e7\u00e3o de resultados positivos e o desest\u00edmulo \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o. Ela cita como exemplo preocupante o baixo \u00edndice de reprodutibilidade observado em diferentes \u00e1reas: \u201cas taxas ainda s\u00e3o em torno de 20%, um valor baixo pensando numa literatura que muitas vezes vira base para desenvolver f\u00e1rmacos ou tratamentos\u201d, avaliou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A crise de confian\u00e7a do p\u00fablico sobre a ci\u00eancia torna o tema reprodutibilidade ainda mais urgente, pois temos vivido uma crise de confian\u00e7a por parte da sociedade civil. \u201cEst\u00e1 na hora de mudar a forma como conversamos com o mundo. Chamo todos para conversar conosco, pois a diversidade brasileira pode se tornar um ponto forte na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover\" style=\"padding-top:var(--wp--preset--spacing--30);padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--30);min-height:120px;aspect-ratio:unset;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"998\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-125558 size-full\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8771.jpg\" data-object-fit=\"cover\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8771.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8771-300x200.jpg 300w, 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replicabilidade:<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns are-vertically-aligned-top is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-top is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-top is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-text-color has-link-color has-fixed-layout\" style=\"color:#004d7a\"><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Reprodutibilidade <\/strong><\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">capacidade de repetir o experimento seguindo os mesmos m\u00e9todos.<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Replicabilidade<\/strong><\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">possibilidade de obter resultados semelhantes, mesmo sem seguir exatamente o mesmo protocolo.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-top is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover\" style=\"padding-top:var(--wp--preset--spacing--30);padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--30);min-height:120px;aspect-ratio:unset;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"998\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-125566 size-full\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8828.jpg\" data-object-fit=\"cover\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8828.jpg 1500w, 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style=\"font-size:17px\"><strong><strong>Reproduzir um experimento exige diversos passos (abaixo), e, quando qualquer um desses elementos falha, o resultado tamb\u00e9m falha:<\/strong><\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\" style=\"padding-right:0;padding-left:0\"><table class=\"has-text-color has-link-color has-fixed-layout\" style=\"color:#004d7a\"><tbody><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">1. M\u00e9todos detalhados;<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">2. Dados acess\u00edveis;<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">3. Boas pr\u00e1ticas de gest\u00e3o;<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">4. Infraestrutura m\u00ednima;<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">5. Cultura de abertura; e<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">6. Forma\u00e7\u00e3o adequada.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover\" style=\"padding-top:var(--wp--preset--spacing--30);padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--30);min-height:120px;aspect-ratio:unset;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"998\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-125565 size-full\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8816.jpg\" data-object-fit=\"cover\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8816.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8816-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8816-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8816-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8816-465x309.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Reprodutibilidade-na-ciencia_Flavio-Dutra-8816-695x462.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><span aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-cover__background has-background-dim-70 has-background-dim\" style=\"background-color:#004e7b\"><\/span><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-constrained wp-block-cover-is-layout-constrained\">\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\" style=\"font-size:17px\"><strong><strong><strong>Alguns dos problemas encontrados nos laborat\u00f3rios brasileiros s\u00e3o:<\/strong><\/strong><\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-text-color has-link-color has-fixed-layout\" style=\"color:#004d7a\"><tbody><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">&#8211; Dificuldade em seguir protocolos \u00e0 risca;<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">&#8211; Falta de insumos;<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">&#8211; Licen\u00e7as e autoriza\u00e7\u00f5es (ex.: Anvisa);<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">&#8211; Problemas com infraestrutura ou comunica\u00e7\u00e3o interna;<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">&#8211; Variedade de tradi\u00e7\u00f5es e linguagens nos laborat\u00f3rios;<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">&#8211; Falta de padroniza\u00e7\u00e3o nos processos experimentais;<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">&#8211; Inconsist\u00eancia na gest\u00e3o de dados (ex.: planilhas com erros, dados desorganizados).<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline animated fadeInDown slow is-style-outline--3\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-color has-link-color has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/category\/reportagens\/\" style=\"border-radius:16px;color:#135e96;font-size:15px\">Veja mais conte\u00fados da editoria <strong>Reportagem<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>*Corre\u00e7\u00e3o: o par\u00e1grafo que cita os laborat\u00f3rios da UFRGS participantes da pesquisa sobre reprodutibilidade foi atualizado para a inclus\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Neurogen\u00e9tica Translacional. [03\/02\/26, 17h59]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ci\u00eancia | Especialistas desvendam o conceito da palavra que visa replicar pesquisas j\u00e1 publicadas em busca de gargalos que v\u00e3o de falhas metodol\u00f3gicas a problemas estruturais<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/lapidando-a-ciencia-brasileira-reprodutibilidade-a-torna-mais-confiavel-e-transparente\/\">Leia 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