{"id":124380,"date":"2026-02-05T07:45:00","date_gmt":"2026-02-05T10:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=124380"},"modified":"2026-02-05T08:05:41","modified_gmt":"2026-02-05T11:05:41","slug":"pesquisa-revela-como-a-vegetacao-reagiu-a-mudancas-climaticas-extremas-ha-300-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/pesquisa-revela-como-a-vegetacao-reagiu-a-mudancas-climaticas-extremas-ha-300-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Pesquisa revela como a vegeta\u00e7\u00e3o reagiu a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas extremas h\u00e1 300 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Exatas e da Terra | Artigos analisam gr\u00e3os de p\u00f3len, esporos e algas preservados em rochas da Bacia do Paran\u00e1 e reconstroem a transi\u00e7\u00e3o do fim da Era Glacial do Paleozoico<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Foto: Ge\u00f3logo e palin\u00f3logo Rafael Reis Bender fazendo leitura de uma l\u00e2mina no microsc\u00f3pio Olympus no Instituto de Geoci\u00eancias da UFRGS (Foto Pietro Scopel\/JU)<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito antes da presen\u00e7a humana no planeta, a Terra j\u00e1 enfrentava profundas transforma\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, com impactos diretos sobre os ecossistemas e a vegeta\u00e7\u00e3o. Entre cerca de 310 e 290 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, o supercontinente Gondwana passou por uma transi\u00e7\u00e3o decisiva: o fim de uma longa era glacial e o in\u00edcio de condi\u00e7\u00f5es progressivamente mais quentes e secas. \u00c9 esse intervalo-chave da hist\u00f3ria do planeta que est\u00e1 no centro da tese de doutorado do ge\u00f3logo e palin\u00f3logo Rafael Reis Bender, defendida em agosto no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Geoci\u00eancias da UFRGS, e que resultou na publica\u00e7\u00e3o de tr\u00eas artigos em revistas cient\u00edficas internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar sucess\u00f5es de microf\u00f3sseis preservados nas rochas da Bacia do Paran\u00e1, como gr\u00e3os de p\u00f3len, esporos e algas microsc\u00f3picas, o pesquisador reconstruiu, com alto n\u00edvel de detalhe, as mudan\u00e7as na vegeta\u00e7\u00e3o, nos ambientes sedimentares e no clima durante o Paleozoico Superior. \u201cDescrevendo essas associa\u00e7\u00f5es de microf\u00f3sseis, conseguimos n\u00e3o apenas datar os estratos rochosos com mais precis\u00e3o, mas tamb\u00e9m obter informa\u00e7\u00f5es sobre os ambientes sedimentares, os ecossistemas associados e at\u00e9 mesmo sobre as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas da \u00e9poca\u201d, explica Rafael.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O interesse pela<strong> <\/strong><span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"547aaf1ae7e8b12410ab526bbda9222e\" class=\"better-links\"><strong>palinologia<\/strong><\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"547aaf1ae7e8b12410ab526bbda9222e\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">\u00c9 o estudo cient\u00edfico de gr\u00e3os de p\u00f3len, esporos e outros microf\u00f3sseis.<\/span><\/span><\/span>  da Bacia do Paran\u00e1 acompanha o pesquisador desde a gradua\u00e7\u00e3o e o mestrado, o que tornou o doutorado um aprofundamento natural dessa trajet\u00f3ria. Al\u00e9m disso, a disponibilidade de  <span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"7ba3f843d13660d6b33b81a0e8257039\" class=\"better-links\"><strong>testemunhos de sondagem<\/strong><\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"7ba3f843d13660d6b33b81a0e8257039\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">Amostra cil\u00edndrica cont\u00ednua de solo ou rocha retirada do subsolo por perfura\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/span>  bem preservados, cobrindo um <span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"f15e45a990ae31027fc2e25a5415f9f2\" class=\"better-links\"><strong>intervalo estratigr\u00e1fico<\/strong><\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"f15e45a990ae31027fc2e25a5415f9f2\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">Segmento espec\u00edfico de camadas de rochas (estratos) que possui caracter\u00edsticas distintas ou representa um per\u00edodo de tempo geol\u00f3gico definido, usado para correlacionar eventos, ambientes e idades, permitindo entender a hist\u00f3ria da Terra atrav\u00e9s da an\u00e1lise de suas sequ\u00eancias de dep\u00f3sitos sedimentares.<\/span><\/span><\/span>  de grande relev\u00e2ncia cient\u00edfica, foi decisiva para a escolha do tema. \u201cAs rochas funcionam como uma esp\u00e9cie de janela para esse per\u00edodo da hist\u00f3ria do planeta\u201d, resume.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o intervalo estudado, a configura\u00e7\u00e3o dos continentes era radicalmente diferente da atual. No hemisf\u00e9rio sul, Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica, \u00cdndia, Austr\u00e1lia, Ant\u00e1rtida e partes do Oriente M\u00e9dio formavam o supercontinente Gondwana. Por milh\u00f5es de anos, sua por\u00e7\u00e3o meridional esteve posicionada sobre o polo sul, sob influ\u00eancia da chamada Era Glacial do Paleozoico Superior. A partir do fim do Carbon\u00edfero e in\u00edcio do Permiano, esse cen\u00e1rio come\u00e7ou a mudar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO Gondwana migrou gradualmente para latitudes mais baixas, e o clima global come\u00e7ou a aquecer\u201d, explica Rafael. Essa transi\u00e7\u00e3o, marcada pelo recuo das geleiras e pela instala\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es p\u00f3s-glaciais, est\u00e1 excepcionalmente bem registrada nas rochas da Bacia do Paran\u00e1, tornando a regi\u00e3o um laborat\u00f3rio natural para investigar como o clima e a biosfera respondem a mudan\u00e7as de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A chave para essa reconstru\u00e7\u00e3o est\u00e1 nos palinomorfos, microf\u00f3sseis de parede org\u00e2nica que incluem gr\u00e3os de p\u00f3len, esporos e diferentes tipos de algas. Extremamente resistentes, essas estruturas permanecem preservadas por centenas de milh\u00f5es de anos e carregam informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre os ambientes em que se formaram.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCada organismo reflete as caracter\u00edsticas do ambiente em que viveu. Ao analisar as associa\u00e7\u00f5es de p\u00f3len e esporos, conseguimos reconstruir comunidades vegetais do passado e inferir condi\u00e7\u00f5es como temperatura, umidade e at\u00e9 o grau de influ\u00eancia marinha ou continental de um ambiente\u201d<\/p>\n<cite>Rafael Reis Bender<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Laborat\u00f3rio de Palinologia Marleni Marques-Toigo, da UFRGS, onde a pesquisa foi desenvolvida, tamb\u00e9m s\u00e3o estudados fungos, algas marinhas e de \u00e1gua doce e at\u00e9 estruturas f\u00f3sseis de anel\u00eddeos, animais invertebrados com corpo mole, de apar\u00eancia semelhante a minhocas. Ainda assim, as plantas t\u00eam papel central, especialmente na reconstru\u00e7\u00e3o dos ambientes continentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro artigo da tese apresenta uma an\u00e1lise palinol\u00f3gica de alta resolu\u00e7\u00e3o da por\u00e7\u00e3o superior do Grupo Itarar\u00e9, no leste da Bacia do Paran\u00e1. Nesse contexto, \u201calta resolu\u00e7\u00e3o\u201d significa um espa\u00e7amento reduzido entre as amostras ao longo dos testemunhos de sondagem, permitindo acompanhar mudan\u00e7as graduais ao longo do tempo geol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cFoi poss\u00edvel descrever a evolu\u00e7\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es de gr\u00e3os de p\u00f3len e esporos com muito mais detalhe\u201d, explica Rafael. Esse n\u00edvel de refinamento permitiu identificar com precis\u00e3o a transi\u00e7\u00e3o entre zonas palinol\u00f3gicas associadas a fases glaciais e glaciais terminais, mostrando que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica n\u00e3o ocorreu de forma abrupta, mas sim lenta e progressiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo artigo amplia o olhar para os microrganismos aqu\u00e1ticos, como algas e acritarcos, que ajudam a caracterizar ambientes marinhos, costeiros e de \u00e1gua doce. A presen\u00e7a ou aus\u00eancia desses organismos indica fatores como salinidade, profundidade, influ\u00eancia glacial e flutua\u00e7\u00f5es do n\u00edvel do mar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cIdentificamos, por exemplo, que certos grupos de algas s\u00e3o muito mais frequentes em ambientes glaciais\u201d, diz o pesquisador. Um desses grupos, as prasinof\u00edceas, pode ter prefer\u00eancia por \u00e1guas frias, levantando a possibilidade de seu uso futuro como indicador de temperatura em estudos paleoclim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o terceiro artigo integra dados palinol\u00f3gicos e sedimentol\u00f3gicos para entender como mudan\u00e7as no n\u00edvel de base, avan\u00e7o e recuo de geleiras e varia\u00e7\u00f5es na vegeta\u00e7\u00e3o est\u00e3o interligadas. Ao comparar as associa\u00e7\u00f5es de microf\u00f3sseis com as caracter\u00edsticas sedimentares descritas em estudos anteriores, o trabalho mostra que superf\u00edcies estratigr\u00e1ficas importantes costumam coincidir com mudan\u00e7as abruptas nas assembleias de p\u00f3len e esporos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAmbientes sedimentares distintos t\u00eam assinaturas palinoflor\u00edsticas pr\u00f3prias\u201d, explica. Mesmo considerando fatores como transporte e preserva\u00e7\u00e3o dos f\u00f3sseis, os dados indicam que ciclos glaciais sucessivos deixaram marcas claras tanto nas rochas quanto na vegeta\u00e7\u00e3o registrada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em conjunto, os tr\u00eas trabalhos revelam como clima, vegeta\u00e7\u00e3o e ambientes sedimentares evolu\u00edram de forma integrada ao longo do Paleozoico Superior. O per\u00edodo marca a transi\u00e7\u00e3o de floras dominadas por esporos, t\u00edpicas de plantas que dependem de ambientes \u00famidos, para associa\u00e7\u00f5es cada vez mais ricas em gr\u00e3os de p\u00f3len de gimnospermas, adaptadas a condi\u00e7\u00f5es mais secas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse processo culminou no surgimento de ecossistemas mais complexos e exuberantes, respons\u00e1veis, por exemplo, pela forma\u00e7\u00e3o de camadas de carv\u00e3o na regi\u00e3o sul do Brasil. \u201cUm recurso energ\u00e9tico importante hoje \u00e9 diretamente derivado dessas mudan\u00e7as ecol\u00f3gicas ocorridas h\u00e1 centenas de milh\u00f5es de anos\u201d, destaca o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora cauteloso ao tra\u00e7ar paralelos com o presente, Rafael ressalta uma constata\u00e7\u00e3o fundamental: \u201cO planeta funciona como um sistema. Quando o clima muda, toda a biosfera sente as consequ\u00eancias\u201d. Para ele, tornar esse tipo de conhecimento acess\u00edvel \u00e9 essencial, especialmente em um contexto de desinforma\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 importante que as pessoas entendam n\u00e3o apenas o que sabemos sobre o planeta, mas como sabemos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao revelar, em detalhes microsc\u00f3picos, a hist\u00f3ria de grandes transforma\u00e7\u00f5es globais, a pesquisa reafirma o papel da universidade p\u00fablica na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico capaz de conectar passado profundo, presente e futuro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\" data-id=\"125899\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Divulgacao-Cientifica-Artigo-Bacia-do-Parana_Pietro-Scopel-4078.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-125899\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Divulgacao-Cientifica-Artigo-Bacia-do-Parana_Pietro-Scopel-4078.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Divulgacao-Cientifica-Artigo-Bacia-do-Parana_Pietro-Scopel-4078-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Divulgacao-Cientifica-Artigo-Bacia-do-Parana_Pietro-Scopel-4078-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Divulgacao-Cientifica-Artigo-Bacia-do-Parana_Pietro-Scopel-4078-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Divulgacao-Cientifica-Artigo-Bacia-do-Parana_Pietro-Scopel-4078-465x310.jpg 465w, 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Scopel\/JU)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>Artigos:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S089598112500464X?via%3Dihub\">Efeitos da mudan\u00e7a do n\u00edvel de base, controles paleoambientais e faciol\u00f3gicos sobre as associa\u00e7\u00f5es palinol\u00f3gicas dos est\u00e1gios finais do LPIA no sudoeste de Gondwana<\/a>; <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0034666725001770?via%3Dihub\">Resposta ecol\u00f3gica de associa\u00e7\u00f5es de micropl\u00e2ncton com paredes org\u00e2nicas aos est\u00e1gios finais da Era Glacial do Paleozoico Superior (LPIA) na Bacia do Paran\u00e1, sudoeste de Gondwana<\/a>; e <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S1342937X25003466?via%3Dihub\">Sucess\u00e3o palinol\u00f3gica de alta resolu\u00e7\u00e3o do Pensilvaniano e Permiano da Bacia do Paran\u00e1: palinostratigrafia, implica\u00e7\u00f5es paleoclim\u00e1ticas e correla\u00e7\u00e3o em toda a Gondwana<\/a><br><strong>Autor: <\/strong><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2448576208067089\">Rafael Reis Bender<\/a><br><strong>Orientador: <\/strong><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9796270259559427\">Paulo Alves de Souza<\/a><br><strong>Programa:<\/strong> Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Geoci\u00eancias \/ Instituto de Geoci\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons alignwide is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline animated fadeInDown slow is-style-outline--2\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-color has-link-color has-text-align-center has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/category\/divulgacao-cientifica\/\" style=\"border-radius:16px;color:#135e96;font-size:15px\">Veja mais conte\u00fados da editoria <strong>Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exatas e da Terra | Artigos analisam gr\u00e3os de p\u00f3len, esporos e algas preservados em rochas da Bacia do Paran\u00e1 e reconstroem a transi\u00e7\u00e3o do fim da Era Glacial do Paleozoico<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/pesquisa-revela-como-a-vegetacao-reagiu-a-mudancas-climaticas-extremas-ha-300-milhoes-de-anos\/\">Leia 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