{"id":127118,"date":"2026-07-23T08:00:00","date_gmt":"2026-07-23T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=127118"},"modified":"2026-07-23T08:52:53","modified_gmt":"2026-07-23T11:52:53","slug":"as-vozes-que-podem-adiar-o-fim-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/as-vozes-que-podem-adiar-o-fim-do-mundo\/","title":{"rendered":"As vozes que podem adiar o fim do mundo a partir de Ailton Krenak"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-color has-background has-link-color wp-elements-1 is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\" style=\"color:#844f48;background-color:#85504930;padding-top:var(--wp--preset--spacing--40);padding-right:var(--wp--preset--spacing--30);padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--40);padding-left:var(--wp--preset--spacing--30)\">\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-2 wp-block-paragraph\" style=\"color:#844f48\">\u201cPor que nos causa desconforto a sensa\u00e7\u00e3o de estar caindo? A gente n\u00e3o fez outra coisa nos \u00faltimos tempos sen\u00e3o despencar. Cair, cair, cair. Ent\u00e3o por que estamos grilados agora com a queda? Vamos aproveitar toda a nossa capacidade cr\u00edtica e criativa para construir paraquedas coloridos. [&#8230;] H\u00e1 centenas de narrativas de povos que est\u00e3o vivos, contam hist\u00f3rias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que aprendemos nessa humanidade. N\u00f3s n\u00e3o somos as \u00fanicas pessoas interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um pouco da vaidade dessa humanidade que n\u00f3s pensamos ser\u201d<\/p>\n<cite>Trecho de &#8220;Ideias para Adiar o fim do mundo&#8221;<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao tomar posse na Academia Brasileira de Letras (ABL) em abril de 2024, Ailton Krenak brincou ao fazer refer\u00eancia ao poema &#8220;<a href=\"https:\/\/www.citador.pt\/poemas\/eu-sou-trezentos-mario-de-andrade\">Eu sou trezentos<\/a>&#8220;, de M\u00e1rio de Andrade. \u201cN\u00e3o sou 300\u201d, disse o escritor e l\u00edder ind\u00edgena, ao afirmar que n\u00e3o seria t\u00e3o pretensioso quanto o modernista. Mas completou que, embora fosse apenas um, era capaz de invocar 305 povos ind\u00edgenas. Na <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=a4-sXz3_ZWI\">ocasi\u00e3o<\/a>, sua fala sintetizou o significado de sua chegada \u00e0 institui\u00e7\u00e3o: eleito em 2023, Krenak tornou-se o primeiro ind\u00edgena a integrar a ABL em 127 anos de hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por onde passa, Krenak leva consigo muito mais do que a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria. Em suas palestras, entrevistas e livros, est\u00e3o junto dele vozes, imagin\u00e1rios e l\u00ednguas que nos relembram que o Brasil n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds monol\u00edngue. N\u00e3o por acaso, a oralidade ocupa um lugar central em sua produ\u00e7\u00e3o intelectual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das marcas de sua obra \u00e9 justamente a forma como ela nasce, a partir de falas p\u00fablicas posteriormente transformadas em texto. \u201cIsso j\u00e1 mostra que \u00e9 um pensamento que vem da oralidade\u201d, afirma Ana Tettamanzy, professora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras da UFRGS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao descrever como surgiu o t\u00edtulo de <em>Ideias para adiar o fim do mundo<\/em>, obra que integra a lista de leituras obrigat\u00f3rias do vestibular de 2027, Krenak conta \u2013 no pr\u00f3prio livro \u2013 que estava ocupado com suas atividades no quintal quando lhe trouxeram o telefone com um convite para uma palestra. Em meio \u00e0 distra\u00e7\u00e3o com as plantas, ao ser questionado sobre qual seria o tema da sua fala, a frase surgiu no improviso. No dia do evento, chovia forte, e ele achou que n\u00e3o viria ningu\u00e9m: \u201cPara minha surpresa, o audit\u00f3rio estava lotado. Perguntei: \u2018Mas todo esse pessoal est\u00e1 no mestrado?\u2019. Meus amigos disseram: \u2018Que nada, alunos do campus todo est\u00e3o aqui querendo saber essa hist\u00f3ria de adiar o fim do mundo\u2019. Eu respondi: \u2018Eu tamb\u00e9m\u2019\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele brinca com o leitor. \u201cIsso \u00e9 uma ast\u00facia de escritor, mas, no caso dele, mais do que uma ast\u00facia liter\u00e1ria, \u00e9 uma pr\u00e1tica de um sujeito comunit\u00e1rio\u201d, afirma Tettamanzy. Segundo ela, a obra tamb\u00e9m carrega a marca de uma autoria que valoriza a palavra dos mais velhos e reconhece o saber ancestral como sua principal refer\u00eancia. Isso faz com que a obra ultrapasse o campo da literatura. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUm livro como este entra em um debate urgent\u00edssimo sobre a viabilidade da nossa perman\u00eancia nesta casa comum que \u00e9 a Terra.\u201d<\/p>\n<cite>Ana Tettamanzy<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">O que Ailton nos ensina?<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a professora Izabela Leal, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA), a atua\u00e7\u00e3o de Ailton Krenak como ambientalista \u00e9 uma de suas facetas mais marcantes. Segundo ela, o escritor tem se colocado de maneira incisiva ao chamar a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de repensarmos o tipo de rela\u00e7\u00e3o que estabelecemos com os demais seres que habitam o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora observa que, at\u00e9 mesmo na ci\u00eancia, consolidou-se por muito tempo a ideia de domina\u00e7\u00e3o da natureza \u2013 a no\u00e7\u00e3o de que ela poderia ser decodificada e, a partir disso, controlada para servir aos interesses humanos. \u201c\u00c9 o que a gente v\u00ea nos grandes projetos, nas constru\u00e7\u00f5es de hidrel\u00e9tricas, como Belo Monte, por exemplo, na utiliza\u00e7\u00e3o dos rios\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sua avalia\u00e7\u00e3o, <em>Ideias para adiar o fim do mundo<\/em> funciona como uma esp\u00e9cie de tradu\u00e7\u00e3o voltada aos n\u00e3o ind\u00edgenas. \u201cIsso que ele vem falando para a gente ele n\u00e3o precisa dizer para o seu pr\u00f3prio povo.\u201d O autor incita a questionarmos determinadas l\u00f3gicas nas quais a natureza \u00e9 vista apenas a partir de sua utilidade, convidando o leitor a compreender o mundo por outras perspectivas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao se comunicar com o p\u00fablico, Krenak utiliza termos em ingl\u00eas, como <em>delivery<\/em> e <em>photoshop<\/em>, al\u00e9m de fazer alus\u00f5es a personagens populares, como o heroi de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e aventura espacial Flash Gordon. Para a professora Ana, essa combina\u00e7\u00e3o evidencia que, al\u00e9m de literatura ind\u00edgena, a obra de Krenak \u00e9 tamb\u00e9m literatura contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEle continua mantendo tradi\u00e7\u00f5es milenares, continua respeitando seus mais velhos, busca manter sua forma de viver, mas isso n\u00e3o significa que ele n\u00e3o possa dialogar com a contemporaneidade\u201d<\/p>\n<cite>Ana Tettamanzy<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 porque, para o pr\u00f3prio Ailton, essas dimens\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o opostas, mas complementares \u2013 uma ideia que aparece, inclusive, em sua obra <em>Futuro ancestral<\/em>, publicada em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atualidade lingu\u00edstica, conforme explica Ana, aparece ao longo de todo o texto, em que o autor estabelece di\u00e1logos com o leitor por meio de compara\u00e7\u00f5es e sentimentos que s\u00e3o familiares ao seu p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o livro tenha sido publicado antes da pandemia ou enchentes, Krenak j\u00e1 refletia sobre o que se tornaria ainda mais presente nos anos seguintes, como a sensa\u00e7\u00e3o sucessiva de que vivenciamos m\u00faltiplos \u201cfins do mundo\u201d. Diante desse cen\u00e1rio, ele sugere, \u00e0 sua maneira, outras possibilidades de exist\u00eancia: &#8220;Vamos aproveitar toda a nossa capacidade cr\u00edtica e criativa para construir paraquedas coloridos&#8221;, prop\u00f5e no livro. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os paraquedas coloridos s\u00e3o a expans\u00e3o das subjetividades. Ele prop\u00f5e que se continue contando hist\u00f3rias para n\u00e3o se render \u00e0 utilidade das coisas, que continuemos nos relacionando com o que \u00e9 vivo como interlocutores, agentes de rela\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o como objetos a serem comprados, depredados ou esgotados&#8221;<\/p>\n<cite>Ana Tettamanzy<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Um novo c\u00e2none liter\u00e1rio<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vemos a presen\u00e7a ind\u00edgena muito rarefeita na hist\u00f3ria do pa\u00eds e na hist\u00f3ria liter\u00e1ria \u2013 no c\u00e2none, que consolida obras ou autores considerados cl\u00e1ssicos e importantes numa cultura. Inclusive no primeiro documento que \u00e9 indicado como o in\u00edcio da literatura brasileira: <a href=\"https:\/\/objdigital.bn.br\/objdigital2\/Acervo_Digital\/livros_eletronicos\/bndigital0009\/bndigital0009.pdf\">a carta<\/a> de Pero Vaz Caminha, \u201cos ind\u00edgenas est\u00e3o l\u00e1 como uma exterioridade, a gente percebe ali uma incompreens\u00e3o daquele sujeito\u201d, explica a professora Ana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa vis\u00e3o se manifesta na literatura indianista, em que o ind\u00edgena \u00e9 retratado a partir de um olhar m\u00edtico, associado \u00e0 natureza e \u00e0 figura do \u201cbom selvagem\u201d. Como exemplo, a professora cita as obras <em>Iracema<\/em> e <em>O Guarani<\/em>, do escritor cearense Jos\u00e9 de Alencar. Segundo ela, em grande parte dessas narrativas, o ind\u00edgena aparece sem perspectivas de continuidade ou sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir do s\u00e9culo XX, a literatura de tem\u00e1tica ind\u00edgena ganha novo f\u00f4lego com a literatura indigenista. \u00c9 o caso de <em>Macuna\u00edma<\/em>, de M\u00e1rio de Andrade. Inspirado por uma viagem \u00e0 Amaz\u00f4nia, o autor demonstra maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura ind\u00edgena, incorporando elementos de seus costumes e de sua linguagem. Essa abordagem tamb\u00e9m foi adotada por autores como Oswald de Andrade e pelo antrop\u00f3logo Darcy Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que chamamos de literatura ind\u00edgena, a professora Ana prefere chamar no plural: literaturas ind\u00edgenas \u2013 \u201cporque temos v\u00e1rios povos\u201d, explica ela. Essa literatura surgiu como uma forma de afirma\u00e7\u00e3o coletiva, \u00e0 semelhan\u00e7a do movimento negro, consolidando-se nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980. Conforme a professora, seu surgimento est\u00e1 ligado \u00e0s chamadas escolas da floresta, iniciativas que reuniram antrop\u00f3logos, educadores e pesquisadores universit\u00e1rios na produ\u00e7\u00e3o dos primeiros registros escritos de l\u00ednguas ind\u00edgenas. \u201cEm meados dos anos 1980, algumas autorias coletivas e outras individuais j\u00e1 come\u00e7am a surgir. \u00c9 quando nascem as literaturas ind\u00edgenas\u201d, contextualiza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a inclus\u00e3o da obra de Krenak, a UFRGS passa a ter, pela segunda vez, um autor ind\u00edgena em sua lista de leituras obrigat\u00f3rias. A primeira foi <em>A Terra dos Mil Povos<\/em>, de Kak\u00e1 Wer\u00e1 Jecup\u00e9. Na avalia\u00e7\u00e3o da professora Ana, a presen\u00e7a desses autores contribui para ampliar o entendimento sobre o que constitui a literatura no s\u00e9culo XXI. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA literatura \u00e9, como o mundo neste s\u00e9culo, complexa e plural. Sujeitos e coletivos que antes n\u00e3o faziam parte dos c\u00e2nones, n\u00e3o eram estudados nas escolas nem nas universidades agora ocupam esses espa\u00e7os\u201d<\/p>\n<cite>Ana Tettamanzy<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora Izabela Leal tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia da presen\u00e7a de autores ind\u00edgenas em espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o intelectual e constru\u00e7\u00e3o de pensamento dos quais esses povos historicamente foram exclu\u00eddos. Mas mais do que isso, visualiza na inclus\u00e3o dessas obras em concursos vestibulares um papel pedag\u00f3gico. \u201cDe certa maneira, pensamos numa gera\u00e7\u00e3o anterior como uma gera\u00e7\u00e3o j\u00e1 muito contaminada por formas mais r\u00edgidas de pensar. A gente espera que essa nova gera\u00e7\u00e3o ingresse na universidade com uma cabe\u00e7a um pouco diferente\u201d, tendo as leituras um papel importante na condu\u00e7\u00e3o desse processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1408\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Leituras-Obrigatorias_Krenak_Flavio-Dutra-9166-Autoria-Suzana-Takua-1500x1000-1-1408x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-128040\" style=\"width:550px\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Leituras-Obrigatorias_Krenak_Flavio-Dutra-9166-Autoria-Suzana-Takua-1500x1000-1-1408x1024.jpg 1408w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Leituras-Obrigatorias_Krenak_Flavio-Dutra-9166-Autoria-Suzana-Takua-1500x1000-1-300x218.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Leituras-Obrigatorias_Krenak_Flavio-Dutra-9166-Autoria-Suzana-Takua-1500x1000-1-161x117.jpg 161w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Leituras-Obrigatorias_Krenak_Flavio-Dutra-9166-Autoria-Suzana-Takua-1500x1000-1-768x558.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Leituras-Obrigatorias_Krenak_Flavio-Dutra-9166-Autoria-Suzana-Takua-1500x1000-1-465x338.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Leituras-Obrigatorias_Krenak_Flavio-Dutra-9166-Autoria-Suzana-Takua-1500x1000-1-688x500.jpg 688w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Leituras-Obrigatorias_Krenak_Flavio-Dutra-9166-Autoria-Suzana-Takua-1500x1000-1.jpg 1499w\" sizes=\"(max-width: 1408px) 100vw, 1408px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Suzana Takua (Rio de Janeiro, 29\/11\/2003). Petyngua Rexa, 2026, guache sobre papel, 48 cm X 65 cm<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group has-accent-background-color has-background\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h5 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color has-link-color wp-elements-3\" style=\"color:#003f63;font-style:normal;font-weight:800\"><strong>Especial Leituras Obrigat\u00f3rias<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\" style=\"font-size:13px\">Com o objetivo de ampliar as experi\u00eancias de leitura, o JU produz, desde 2018, uma s\u00e9rie de reportagens em que especialistas destacam aspectos e fazem an\u00e1lises interpretativas das obras indicadas pela Universidade. Acompanha cada texto a cria\u00e7\u00e3o de artistas convidados que dialoga com a obra e a biografia de autoras e autores. Veja todas as reportagens&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/leituras-obrigatorias\/\">aqui<\/a>.<br><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Combinando literatura ind\u00edgena e literatura contempor\u00e2nea, autor incita que repensemos nossa rela\u00e7\u00e3o com o planeta<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/as-vozes-que-podem-adiar-o-fim-do-mundo\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":227,"featured_media":127590,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[182],"tags":[1682,1683,88,6322,8134,1229,162],"ppma_author":[6383],"class_list":["entry","author-amandaverissimo","has-excerpt","post-127118","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-leituras-vestibular","tag-ailton-krenak","tag-ideias-para-adiar-o-fim-do-mundo","tag-leituras-obrigatorias","tag-literatura-brasileira","tag-literaturas-indigenas","tag-oralidade","tag-vestibular"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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