{"id":128509,"date":"2026-08-06T12:30:00","date_gmt":"2026-08-06T15:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=128509"},"modified":"2026-08-06T16:09:20","modified_gmt":"2026-08-06T19:09:20","slug":"felipe-cordeiro-a-receptividade-a-musica-paraense-e-cada-vez-melhor-e-tem-a-ver-com-o-papel-de-nossos-artistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/felipe-cordeiro-a-receptividade-a-musica-paraense-e-cada-vez-melhor-e-tem-a-ver-com-o-papel-de-nossos-artistas\/","title":{"rendered":"Felipe Cordeiro: \u201cA receptividade \u00e0 m\u00fasica paraense \u00e9 cada vez melhor e tem a ver com o papel de nossos artistas\u201d"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Entrevista | Cantor, guitarrista e produtor musical paraense apresenta aula-show nesta quinta-feira no Centro Cultural da UFRGS, integrando a programa\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie Entreluzeiros, do Unim\u00fasica<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Foto: Isabella Carneiro<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Historicamente ligada \u00e0s origens do rock e do blues, a guitarra el\u00e9trica encontrou na Amaz\u00f4nia urbana um destino original: nas m\u00e3os de mestres paraenses, o instrumento incorporou o balan\u00e7o do carimb\u00f3 e dos ritmos caribenhos e ganhou vida. \u00c9 essa linhagem pulsante que o cantor, compositor e produtor musical <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ofelipecordeiro?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==\">Felipe Cordeiro<\/a> traz \u00e0 Porto Alegre nesta quinta-feira, 6 de agosto. Filho de um dos pilares da guitarra paraense, Manoel Cordeiro, Felipe construiu uma carreira singular ao costurar a tradi\u00e7\u00e3o de raiz com a vanguarda e o pop tropical, acumulando parcerias de peso e reconhecimento da cr\u00edtica nacional e internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s 19h, ele ministra no Centro Cultural da UFRGS uma aula-show aberta sobre a Guitarrada Paraense, acompanhado pelo instrumentista convidado DJ Matheus Padoca. Em um formato que mistura performance ao vivo e reflex\u00e3o, a proposta \u00e9 aproximar o p\u00fablico ga\u00facho das ra\u00edzes e dos desdobramentos de um dos ritmos mais emblem\u00e1ticos do Norte do Brasil. O evento integra a programa\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/unimusica-45-anos-serie-entreluzeiros\/\">Entreluzeiros<\/a>, s\u00e9rie do projeto <em>Unim\u00fasica<\/em> da UFRGS voltada a iluminar encontros culturais, saberes tradicionais e a diversidade de express\u00f5es art\u00edsticas que formam o patrim\u00f4nio imaterial brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A Guitarrada nasceu nos anos 1970 da genialidade de Mestre Vieira, que fundiu o Carimb\u00f3 e o Siri\u00e1 com ritmos caribenhos e a Jovem Guarda. Como herdeiro e renovador desse g\u00eanero, como \u00e9 para voc\u00ea equilibrar o respeito a essa raiz hist\u00f3rica com a necessidade de manter o som contempor\u00e2neo?<\/strong> <br>O meu trabalho tem essa pretens\u00e3o exata: equilibrar, afirmar ra\u00edzes e, ao mesmo tempo, apontar caminhos. A t\u00f4nica do meu trabalho como um todo \u00e9 trazer muita ancestralidade e raiz, mas sempre com o compromisso, n\u00e3o de preservar ou retomar exatamente, mas de interpretar uma raiz, assimilar uma tradi\u00e7\u00e3o e coloc\u00e1-la no mundo em que vivo. A Guitarrada, quando nasceu nos anos 70, j\u00e1 trazia esse mesmo prop\u00f3sito. Acho que esse movimento entre tradi\u00e7\u00e3o e futuro \u00e9 o mais interessante, criativo e saud\u00e1vel para a m\u00fasica brasileira. Toda vez que uma tradi\u00e7\u00e3o vira museu, ela perde for\u00e7a. O meu objetivo sempre foi: s\u00f3 pode virar museu depois que n\u00e3o tem mais jeito, n\u00e9? Mas existem tradi\u00e7\u00f5es vivas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Guitarrada \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o viva, e eu tenho orgulho de dar as minhas contribui\u00e7\u00f5es no movimento dessa tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em 2025, a Guitarrada foi oficialmente reconhecida como manifesta\u00e7\u00e3o da cultura nacional pela <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/l15192.htm\">Lei n.\u00ba 15.192<\/a>. Na sua vis\u00e3o, qual \u00e9 o impacto pr\u00e1tico e institucional desse marco para o fomento, a difus\u00e3o e a sobreviv\u00eancia do g\u00eanero?<\/strong><br>Penso que reconhecimentos como esse, de tornar a Guitarrada patrim\u00f4nio material e imaterial, s\u00e3o pontos de refer\u00eancia institucional. Por exemplo, podem fortalecer pol\u00edticas p\u00fablicas, um certo olhar da cr\u00edtica, da m\u00eddia. Enfim, eles institucionalizam algo que o povo j\u00e1 tinha institucionalizado. Mas esse movimento pol\u00edtico de virar um marco, virar um patrim\u00f4nio, \u00e9 importante em v\u00e1rios \u00e2mbitos: para mestres antigos, para novos artistas e para fortalecer uma cultura que vem de um mundo emp\u00edrico. Quando um movimento como esse \u00e9 institucionalizado, voc\u00ea fortalece tudo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Olhando para o cen\u00e1rio atual, quais s\u00e3o os maiores desafios e as principais pot\u00eancias da Guitarrada hoje, considerando o seu papel como g\u00eanero emblem\u00e1tico que continua influenciando estilos como o Brega Pop e a Lambada contempor\u00e2nea?<\/strong><br>Os desafios s\u00e3o grandes porque, por exemplo, acabei de lan\u00e7ar uma Guitarrada. O povo do Par\u00e1 assimila, gosta, pode tocar em aparelhagens e at\u00e9 na televis\u00e3o aberta. Mas plataformas como Spotify, Deezer e iTunes n\u00e3o t\u00eam uma playlist para isso, ao mesmo tempo que a Guitarrada tamb\u00e9m n\u00e3o entra no que se chama de m\u00fasica instrumental brasileira.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, existe um desafio de integrar essa linguagem de m\u00fasica que tem esse vi\u00e9s instrumental, e n\u00e3o s\u00f3 no meu trabalho, que \u00e9 cantado, mas tem a Guitarrada como um elemento, talvez, principal. Tem muita coisa acontecendo nas minhas misturas, no meu conceito.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voc\u00ea tem hoje no Par\u00e1 todo um movimento que, dos anos 2000 para c\u00e1, fez uma retomada do g\u00eanero: <a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/channel\/UC8ug-w6HeRMm8Kesz7tCy2Q?si=dpb7I6x3vPGMgZY6\">Pio Lobato<\/a>, que criou e produziu o projeto musical Mestres da Guitarrada, juntando Vieira, Aldo Sena e Curica. O Vieira foi o primeiro grande mestre da Guitarrada, Aldo Sena talvez o mais popular, e o Curica era m\u00fasico do Mestre Verequete. Tem tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/channel\/UCMISQIfD62XdK3etsEwCYkw?si=CXsG8ANxYu3pYJaU\">F\u00e9lix Robatto<\/a>, da banda <a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/channel\/UCc3-4hTokfEIlpNkUk1tcog?si=4xQx-Zt6xLA7icMA\">La Pupu\u00f1a<\/a>. Tem, inclusive, uma festa chamada Lambateria, que \u00e9 muito propagadora dessa sonoridade, bem como o <a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/playlist?list=OLAK5uy_lc8K6XVcSB9L_nclHh43whVgeku0y_Lf8&amp;si=R8DgrfY3xrsM4Fc_\">Clube da Guitarrada<\/a>, que \u00e9 um grupo de m\u00fasicos que se re\u00fane para gravar e lan\u00e7ar trabalhos em conjunto. Tem ainda a <a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/channel\/UCB8el2832zr6lpCVeofCdlA?si=gHDCk_XaKjRviVnQ\">Layse<\/a>, que \u00e9 um nome novo, um pouco mais voltado para o Brega, mas com foco na Guitarrada. Anos atr\u00e1s eu produzi dois \u00e1lbuns que foram importantes na linguagem mais contempor\u00e2nea, que s\u00e3o o do Lucas Estrela, <em><a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/playlist?list=OLAK5uy_mAOLhQQ9Qtz37QC1kBr2Syx9Y5NvbQz20&amp;si=JrNPUF43KbmEsW7M\">Farol<\/a><\/em>, e o disco <em><a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/channel\/UC-Ov8MvNHo1rK1_fq-AdNQA?si=CkkOVQmG30lNL0_D\">Guitarra das Manas<\/a><\/em>, primeiro duo de mulheres no g\u00eanero. Posso estar at\u00e9 me esquecendo, mas tem muitos nomes a\u00ed, ent\u00e3o os nomes n\u00e3o param.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, claro, ainda n\u00e3o falei do <a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/channel\/UCN6GUTrYnUbx2AhzJXEur9g?si=yFYTbZufHAw0bZIm\">Mestre Manoel Cordeiro<\/a>, meu pai, que \u00e9 uma refer\u00eancia de muitas coisas, m\u00fasico de est\u00fadio, produziu \u00e1lbuns do Aldo Sena l\u00e1 nos anos 80 e come\u00e7ou a gravar seus discos tardiamente, de 2012 para c\u00e1. A obra de Manoel Cordeiro tamb\u00e9m acabou de ser <a href=\"https:\/\/alepa.pa.gov.br\/Comunicacao\/Noticia\/11182\/obra-musical-de-manoel-cordeiro-e-declarada-patrimonio-cultural-e-imaterial-do-para-na-alepa\">reconhecida como patrim\u00f4nio<\/a> cultural e imaterial do estado do Par\u00e1, e a Guitarrada \u00e9 uma sonoridade, uma cultura, muito forte no trabalho dele.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sua passagem pela UFRGS traz um formato que prop\u00f5e um &#8220;mergulho&#8221;, unindo a fala, a pesquisa e a performance ao vivo junto com o DJ Matheus Padoca. O que o p\u00fablico universit\u00e1rio e a comunidade porto-alegrense podem esperar dessa experi\u00eancia imersiva de &#8220;teoria e som&#8221;?<\/strong><br>Eu confesso que n\u00e3o sou acostumado a fazer esse tipo de apresenta\u00e7\u00e3o, mas acho ela extremamente interessante. Eu sou formado em filosofia, ent\u00e3o vai ser interessante voltar a esse lado meio professoral para o meu show de Lambada e Guitarrada. N\u00e3o sei como \u00e9 que as pessoas v\u00e3o reagir. Ano passado eu fiz alguns workshops junto com meu pai, inclusive em Caxias do Sul. Foi muito interessante, mas a\u00ed era s\u00f3 um workshop, n\u00e3o era uma aula-show. Aqui vai ser uma linguagem mista. Estou bem instigado e imagino que vai ser interessante para as pessoas escutarem e trocarem essas vis\u00f5es do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Com a faixa <a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/watch?v=pY-s5_X-w9o&amp;si=La8XcIwfOTrEpy7-\">Problema Seu<\/a> eleita a melhor do ano em 2013 e parcerias com, entre outros, Arnaldo Antunes, Tulipa Ruiz, Chico C\u00e9sar, voc\u00ea ajudou a reposicionar a m\u00fasica do Par\u00e1. Como voc\u00ea enxerga, hoje, a receptividade \u00e0 m\u00fasica paraense em outras regi\u00f5es do Brasil (e de fora dele)?<\/strong><br>Eu tenho muito orgulho de ter ajudado a reposicionar a m\u00fasica do Par\u00e1. Esse novo olhar sobre a m\u00fasica brasileira \u00e9 algo que est\u00e1 em curso, mas j\u00e1 percebo que mudou. <em>Problema Seu<\/em> \u00e9 um \u00f3timo exemplo disso. J\u00e1 saiu causando muito impacto, ganhando esse olhar da cr\u00edtica, do povo. Ela se tornou um \u00edcone de muitos carnavais brasileiros, de muitos DJs, muitas pistas no Brasil e no mundo, n\u00e9? Todo dia algu\u00e9m me marca em postagens com essa m\u00fasica tocando em algum lugar do mundo. Ela \u00e9 mais famosa do que eu. \u00c0s vezes eu tenho de falar: &#8220;olha, essa m\u00fasica \u00e9 minha&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E sobre reposicionar a m\u00fasica do Par\u00e1, ajudei junto com outros grandes artistas. Voc\u00ea tem <a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/@donaonete?si=OYzS4VwjVWJyijno\">Dona Onete<\/a>, <a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/@gabyamarantos?si=a5ACsmNweC97c5zd\">Gaby Amarantos<\/a>, voc\u00ea tem meu pai, Mestre Cordeiro, meu irm\u00e3o, Manoel Cordeiro, que tamb\u00e9m entrou nesse ativismo de maneira mais nacionalizada a partir dos anos 2010&#8230; Pessoas que assumiram esse lugar de falar sobre cultura amaz\u00f4nica para um novo tempo, uma nova gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A receptividade \u00e0 m\u00fasica paraense \u00e9 cada vez melhor e tem a ver com o nosso papel de artista: meu, da Gaby, da <a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/@joelmaoficial?si=4IwOBolYWKwz9MBA\">Joelma<\/a> e de v\u00e1rias outras pessoas, porque \u00e9 um contexto amplo. Tem principalmente o papel do povo do Par\u00e1, que \u00e9 um povo que consome sua m\u00fasica, ama sua m\u00fasica, cada vez mais valoriza sua m\u00fasica, seus artistas e acho que isso se espalhou pelo Brasil.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, o Brasil tem esse potencial para todos os territ\u00f3rios olharem para si. N\u00e3o de maneira bairrista. De maneira orgulhosa, sim, afirmando sua identidade, sua cultura, para assim a gente viver nessa utopia chamada Brasil, que seria a reuni\u00e3o desses territ\u00f3rios com muita identidade, com muita cultura pr\u00f3pria, e acho que isso t\u00e1 acontecendo com a m\u00fasica do Par\u00e1 Brasil afora.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>EVENTO<\/strong>: UNIM\u00daSICA S\u00c9RIE ENTRELUZEIROS<br><br><strong>Aula-show com Felipe Cordeiro<\/strong><br>06 de agosto | quinta-feira | 19h<br>Centro Cultural da UFRGS \u2013 C\u00e2mpus Centro<br>Entrada: por ordem de chegada, com distribui\u00e7\u00e3o de senhas a partir das 18h, mediante doa\u00e7\u00e3o de 1kg de alimento n\u00e3o perec\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline animated fadeInDown slow is-style-outline--1\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-color has-link-color has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/category\/entrevistas\/\" style=\"border-radius:16px;color:#135e96;font-size:15px\">Veja mais conte\u00fados da editoria <strong>Entrevistas<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cantor, guitarrista e produtor musical paraense apresenta aula-show nesta quinta-feira no Centro Cultural da UFRGS, integrando a programa\u00e7\u00e3o da 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