{"id":130257,"date":"2026-09-17T07:20:00","date_gmt":"2026-09-17T10:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=130257"},"modified":"2026-09-18T17:01:20","modified_gmt":"2026-09-18T20:01:20","slug":"luiz-carlos-felizardo-e-as-marcas-da-paisagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/luiz-carlos-felizardo-e-as-marcas-da-paisagem\/","title":{"rendered":"Luiz Carlos Felizardo e as marcas da paisagem"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Pinacoteca<mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color\"> | Em fotografia pertencente \u00e0 Pinacoteca Bar\u00e3o de Santo \u00c2ngelo, o artista explora as marcas deixadas pela hist\u00f3ria nas ru\u00ednas de S\u00e3o Miguel das Miss\u00f5es<\/mark><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o s\u00f3 no corpo vivem as mem\u00f3rias. O espa\u00e7o que nos cerca, assim como nossa mente, \u00e9 marcado por lembran\u00e7as. Nas superf\u00edcies que formam a paisagem, o tempo deixa suas marcas. No trabalho de <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/acervopbsa\/autor_\/felizardo-luiz-carlos\/?view_mode=masonry&amp;perpage=12&amp;order=ASC&amp;orderby=date&amp;fetch_only_meta=&amp;paged=1&amp;fetch_only=thumbnail%2Ccreation_date%2Ctitle%2Cdescription\">Luiz Carlos Felizardo<\/a> (Porto Alegre\/RS, 1949 \u2013 2025), o esmero e o rigor t\u00e9cnico d\u00e3o base a uma profunda explora\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias que se encontram marcadas nas texturas do mundo. Em <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/acervopbsa\/acervo-do-instituto-de-artes-ufrgs\/como-cenario-de-um-crime-n-8\/?perpage=12&amp;order=ASC&amp;orderby=date&amp;pos=3&amp;source_list=term&amp;source_entity_id=742&amp;ref=%2Facervopbsa%2Fautor_%2Ffelizardo-luiz-carlos%2F%3Fview_mode%3Dmasonry%26perpage%3D12%26order%3DASC%26orderby%3Ddate%26fetch_only_meta%3D%26paged%3D1%26fetch_only%3Dthumbnail%252Ccreation_date%252Ctitle%252Cdescription\"><em>Como cen\u00e1rio de um crime n. 8<\/em><\/a>, pertencente ao acervo da <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/acervopbsa\/\">Pinacoteca Bar\u00e3o de Santo \u00c2ngelo<\/a>, Felizardo, em conson\u00e2ncia com as sete outras obras da s\u00e9rie, traz \u00e0 tona mem\u00f3rias tricenten\u00e1rias, reativando quest\u00f5es caras \u00e0 fotografia moderna.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1297\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-1_crime-8-2-1297x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-130260\" style=\"width:550px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-1_crime-8-2-1297x1024.jpg 1297w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-1_crime-8-2-300x237.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-1_crime-8-2-148x117.jpg 148w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-1_crime-8-2-768x606.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-1_crime-8-2-465x367.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-1_crime-8-2-633x500.jpg 633w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-1_crime-8-2.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1297px) 100vw, 1297px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Luiz Carlos Felizardo (Porto Alegre\/RS, 1949 \u2013 2025), Como o cen\u00e1rio de um crime n. 8, 1987. <br>Fotografia, negativo preto e branco 8 x 10 pol, 33 cm x 40 cm. Pinacoteca Bar\u00e3o de Santo \u00c2ngelo. Reprodu\u00e7\u00e3o: Acervo Luiz Carlos Felizardo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Produzida em 1987, a s\u00e9rie <em>Como cen\u00e1rio de um crime<\/em> foi concebida pelo porto-alegrense no contexto da exposi\u00e7\u00e3o <em>Miss\u00f5es 300 Anos \u2014 A Vis\u00e3o do Artista<\/em>. Curada pelo cr\u00edtico de arte mineiro Frederico Morais, a mostra passou por Bras\u00edlia, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Porto Alegre, e foi pensada a partir do programa <em>Miss\u00f5es 300 Anos<\/em>, iniciativa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e do Minist\u00e9rio da Cultura que visou comemorar os trezentos anos desde a funda\u00e7\u00e3o das Miss\u00f5es Jesu\u00edtico-Guarani.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como explicado no <a href=\"https:\/\/www.memorialage.com.br\/frederico-morais\/missoes-300-anos-a-visao-do-artista-2\/\">cat\u00e1logo da mostra<\/a>, Morais se interessava pela vis\u00e3o de cada artista acerca do lugar ocupado pelas Miss\u00f5es no imagin\u00e1rio brasileiro. Buscando \u201carrancar os artistas do isolamento de seus ateli\u00eas\u201d, o curador convida a uma esp\u00e9cie de resid\u00eancia art\u00edstica no S\u00edtio Arqueol\u00f3gico S\u00e3o Miguel Arcanjo, na cidade de S\u00e3o Miguel das Miss\u00f5es (RS), Vera Chaves Barcellos, Daniel Senise, Ester Grinspum, Maur\u00edcio Bentes, Moys\u00e9s Baumstein, Rafael Fran\u00e7a, Jacques Bedel, L\u00edvio Abramo, Rubem Grilo, Cildo Meireles e Luiz Carlos Felizardo. No caso de Felizardo, as ru\u00ednas missioneiras ocupavam um lugar muito \u00edntimo dentro de seu imagin\u00e1rio, j\u00e1 que seu pai, Alfredo Felizardo, trabalhou no Departamento de Terras e Coloniza\u00e7\u00e3o do Estado nos anos de 1920, momento no qual o \u00f3rg\u00e3o fez as primeiras interven\u00e7\u00f5es no local ap\u00f3s sua \u201credescoberta\u201d; fato vivenciado pelo filho em seu trabalho fotogr\u00e1fico do local.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao olhar aquelas ru\u00ednas, Felizardo tamb\u00e9m olha para o passado \u2013 seja ele individual ou hist\u00f3rico. Da tessitura composta por suas mem\u00f3rias afetivas e da imers\u00e3o provocada por Frederico Morais, o artista produziu fotografias em que a luz vis\u00edvel se mescla com o tempo hist\u00f3rico, revelando camadas de sentido que superam o que foi captado pelas lentes de sua c\u00e2mera.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"798\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-2_-crime-3-798x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-130262\" style=\"width:550px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-2_-crime-3-798x1024.jpg 798w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-2_-crime-3-234x300.jpg 234w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-2_-crime-3-91x117.jpg 91w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-2_-crime-3-768x985.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-2_-crime-3-429x550.jpg 429w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-2_-crime-3-390x500.jpg 390w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/FIGURA-2_-crime-3.jpg 1169w\" sizes=\"(max-width: 798px) 100vw, 798px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Luiz Carlos Felizardo (Porto Alegre\/RS, 1949 \u2013 2025), Como o cen\u00e1rio de um crime n. 3, 1987. <br>Fotografia, negativo preto e branco 4 x 5 pol, 33 cm x 40 cm. Acervo Luiz Carlos Felizardo. Reprodu\u00e7\u00e3o: Acervo Luiz Carlos Felizardo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ler o t\u00edtulo da s\u00e9rie, podemos deduzir que a reflex\u00e3o aqui proposta diz respeito \u00e0s viol\u00eancias sofridas pelos povos Guarani naquele espa\u00e7o. Seja ela cultural ou f\u00edsica, sabe-se que os assentamentos Jesu\u00edtas das Miss\u00f5es foram instaurados por meio da viol\u00eancia. Indicando que essa foto nos revela \u201ccomo o cen\u00e1rio de um crime\u201d, o artista escava as mem\u00f3rias daquele espa\u00e7o e as apresenta diante dos espectadores. Compreendendo o fot\u00f3grafo como uma esp\u00e9cie de detetive, a reflex\u00e3o de Felizardo acaba relacionando-se diretamente com o ensaio <em>Pequena Hist\u00f3ria da Fotografia<\/em>, publicado em 1931 pelo fil\u00f3sofo alem\u00e3o Walter Benjamin (1892 \u2013 1940).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Explorando as \u00edntimas rela\u00e7\u00f5es entre a vida do cidad\u00e3o moderno e a produ\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica, Benjamin reflete acerca da maneira como o espa\u00e7o \u2013 em especial o urbano \u2013 \u00e9 remodelado pelas lentes das c\u00e2meras. Destaco, em especial, sua fascinante an\u00e1lise da obra do franc\u00eas Eug\u00e8ne Atget (1857 \u2013 1927). Para o fil\u00f3sofo, <a href=\"https:\/\/dasartes.com.br\/colunas\/alto-falante\/uma-protese-do-olhar-a-arte-de-eugene-atget\/\">suas fotos da Paris do in\u00edcio do s\u00e9culo XX<\/a> s\u00e3o revestidas de uma intensa aura de mist\u00e9rio, de modo que parecem ser \u201ctomadas do local de um crime\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem figura\u00e7\u00e3o ou qualquer tipo de representa\u00e7\u00e3o humana, as fotos do franc\u00eas colocam a nudez da cidade no centro. Retratando apenas pr\u00e9dios obscuros e decr\u00e9pitos, ruas sem sa\u00edda, parques vazios e esculturas p\u00fablicas envoltas em n\u00e9voa, o fot\u00f3grafo exp\u00f5e o tecido que subjaz na vida cotidiana do cidad\u00e3o urbano. Dessa reflex\u00e3o, Benjamin prop\u00f5e: \u201cexiste em nossas cidades um s\u00f3 recanto que n\u00e3o seja o local de um crime? [&#8230;] N\u00e3o deve o fot\u00f3grafo, [&#8230;] descobrir a culpa em suas imagens e denunciar o culpado?\u201d. Mais de cinquenta anos depois, Luiz Carlos Felizardo transforma esse questionamento em imagem ao produzir as oito fotografias da s\u00e9rie <em>Como cen\u00e1rio de um crime<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do ch\u00e3o de terra aos tijolos envelhecidos, a serenidade mistura-se \u00e0 imperman\u00eancia. A catedral, antes monumental e intranspon\u00edvel, \u00e9 agora corro\u00edda e desfigurada pelo tempo e suas intemp\u00e9ries. Felizardo, ao destacar tais materiais, desmascara a robustez que um dia tomou conta do monumento, expondo as mem\u00f3rias impregnadas nos elementos que formam aquela paisagem. Tal qual Atget explorando o tecido urbano parisiense, Felizardo busca investigar o que as ru\u00ednas escondem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que simplesmente produzir uma homenagem ao tricenten\u00e1rio missioneiro, Felizardo questiona a pr\u00f3pria maneira de observar a catedral de S\u00e3o Miguel. Consciente de que muitos j\u00e1 puseram seus olhos sobre aquele local, e que, no futuro, tantos outros h\u00e3o de fazer o mesmo, o fot\u00f3grafo reconhece a transitoriedade daquele espa\u00e7o e retrata de maneira direta e realista toda a mat\u00e9ria que ali se encontra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como descobrir um crime sen\u00e3o atrav\u00e9s de pistas? Como observar o tempo sen\u00e3o atrav\u00e9s de suas marcas? Em <em>Como cen\u00e1rio de um crime<\/em>, a nitidez n\u00e3o se traduz em clareza. Pelo contr\u00e1rio, tal qual o monumento ali representado, as fotos de Felizardo s\u00e3o tomadas de mist\u00e9rio. Como se, ao fotografar o invis\u00edvel, o fot\u00f3grafo pudesse desenterrar uma dura verdade: tanto na cultura quanto na viol\u00eancia, o que sobra s\u00e3o ru\u00ednas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8601442751246846\">Jo\u00e3o Vitor Lizardo dos Santos<\/a> \u00e9 graduando em Hist\u00f3ria da Arte pela UFRGS, assistente no Centro de Documenta\u00e7\u00e3o e Pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Vera Chaves Barcellos, e integra o projeto de pesquisa \u201cArte e deslocamento: transversalidades no espa\u00e7o e no tempo\u201d.<br><br>Quinzenalmente, estudantes e pesquisadores apresentam obras da Pinacoteca Bar\u00e3o de Santo \u00c2ngelo a partir de diferentes aspectos. A se\u00e7\u00e3o tem curadoria de <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8891217210991077\">Camila Monteiro Schenkel<\/a> e <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5190056584291355\">Gabriela Motta<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group alignwide\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons alignwide is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-50 is-style-outline animated fadeInDown slow is-style-outline--1\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-color has-link-color has-text-align-center has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/category\/pinacoteca\/\" style=\"border-radius:16px;color:#135e96;font-size:15px\">Veja mais conte\u00fados da coluna <strong>Pinacoteca<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em fotografia pertencente \u00e0 Pinacoteca Bar\u00e3o de Santo \u00c2ngelo, o artista explora as marcas deixadas pela hist\u00f3ria nas ru\u00ednas de S\u00e3o Miguel das Miss\u00f5es<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/luiz-carlos-felizardo-e-as-marcas-da-paisagem\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":238,"featured_media":130261,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[5482],"tags":[6250,539,1811,8239,6253,8238,3470,8241,8240],"ppma_author":[6820],"class_list":["entry","author-pinacoteca","has-excerpt","post-130257","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-pinacoteca","tag-arte-no-rio-grande-do-sul","tag-fotografia","tag-fotografia-documental","tag-frederico-morais","tag-luiz-carlos-felizardo","tag-missoes-jesuiticas","tag-pinacoteca-barao-de-santo-angelo","tag-vestigios","tag-violencia-colonial"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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