{"id":131624,"date":"2026-10-15T07:52:00","date_gmt":"2026-10-15T10:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=131624"},"modified":"2026-10-21T16:32:29","modified_gmt":"2026-10-21T19:32:29","slug":"https-www-ufrgs-br-jornal-do-cerebro-ao-cosmos-os-nobel-de-medicina-e-fisica-e-suas-conexoes-com-a-universidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/https-www-ufrgs-br-jornal-do-cerebro-ao-cosmos-os-nobel-de-medicina-e-fisica-e-suas-conexoes-com-a-universidade\/","title":{"rendered":"Do c\u00e9rebro ao cosmos: os laureados com o Nobel de Medicina e F\u00edsica e suas conex\u00f5es com a Universidade"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancia | Pesquisadores da UFRGS comentam os avan\u00e7os cient\u00edficos por tr\u00e1s das descobertas premiadas e suas perspectivas para a sa\u00fade e a compreens\u00e3o do Universo<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Ilustra\u00e7\u00e3o: Mattias Karl\u00e9n\/The Nobel Committee for Physiology or Medicine<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background wp-block-paragraph\">Diante dos an\u00fancios dos <a href=\"https:\/\/www.nobelprize.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pr\u00eamios Nobel<\/a> de Medicina\/Fisiologia e F\u00edsica realizados, respectivamente, nos dias 5 e 6 de outubro, o JU aborda em s\u00e9rie especial as pesquisas realizadas na Universidade envolvendo as tem\u00e1ticas premiadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos os anos, tradicionalmente, o <a href=\"https:\/\/www.nobelprize.org\/prizes\/medicine\/2026\/summary\/\">Pr\u00eamio Nobel de Fisiologia ou Medicina<\/a> \u00e9 o primeiro a ser anunciado pela Assembleia Nobel do Instituto Karolinska (Estocolmo, Su\u00e9cia). Este ano, os cientistas Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel foram premiados pelas descobertas sobre canais i\u00f4nicos ativados pela luz e pela optogen\u00e9tica, t\u00e9cnica que permite ligar ou desligar a atividade de neur\u00f4nios individuais em um c\u00e9rebro vivo. O an\u00fancio foi feito em 5 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia seguinte, 6 de outubro, a Real Academia Sueca de Ci\u00eancias (Estocolmo, Su\u00e9cia) anunciava o nome de Francis Halzen para o <a href=\"https:\/\/www.nobelprize.org\/prizes\/physics\/2026\/summary\/\">Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica 2026<\/a>. A motiva\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio se deu pelas suas &#8220;contribui\u00e7\u00f5es decisivas ao Observat\u00f3rio de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrof\u00edsica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O JU conversou com pesquisadores da UFRGS sobre o impacto dessas descobertas e como elas est\u00e3o representadas na ci\u00eancia produzida na Universidade.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">O que a optogen\u00e9tica promete para a sa\u00fade?<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O neurocientista Carlos Alexandre Netto, professor do Departamento de Bioqu\u00edmica da UFRGS, explica o princ\u00edpio da t\u00e9cnica: &#8220;A optogen\u00e9tica torna poss\u00edvel ativar neur\u00f4nios espec\u00edficos sem perturbar as c\u00e9lulas vizinhas, pois os genes que codificam canais i\u00f4nicos sens\u00edveis \u00e0 luz (identificados e isolados em um tipo de algas verdes) s\u00e3o inseridos nos neur\u00f4nios que o cientista quer estimular&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O destaque est\u00e1 na combina\u00e7\u00e3o de duas caracter\u00edsticas. &#8220;Eu diria que o grande diferencial da optogen\u00e9tica \u00e9 ter permitido combinar especificidade celular com uma espetacular precis\u00e3o temporal&#8221;, afirma Carmem Gottfried, tamb\u00e9m professora do Departamento de Bioqu\u00edmica. Segundo ela, isso muda o tipo de pergunta que a neuroci\u00eancia consegue fazer: &#8220;A optogen\u00e9tica permitiu avan\u00e7ar da observa\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00f5es para experimentos capazes de testar rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito em circuitos neurais com uma precis\u00e3o que antes n\u00e3o era poss\u00edvel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lisiane de Oliveira Porci\u00fancula, professora do Departamento de Bioqu\u00edmica do ICBS, acompanhou esse momento de perto. Ela assistiu, em 2012, a uma apresenta\u00e7\u00e3o de Deisseroth no congresso da FENS (Federation of European Neuroscience Societies), em Barcelona, e lembra que a t\u00e9cnica j\u00e1 n\u00e3o era vista com ceticismo. Antes dela, conta, a neuroci\u00eancia observava o c\u00e9rebro &#8220;acender&#8221; em exames de imagem e deduzia o que ele fazia.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Karl nos apresentou a optogen\u00e9tica como uma ferramenta que faz o inverso: provoca o comportamento controlando o neur\u00f4nio&#8221;<\/p>\n<cite>Lisiane de Oliveira Porciuncula<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Naquela \u00e9poca, lembra Lisiane, chamavam aten\u00e7\u00e3o o fato de um psiquiatra cl\u00ednico manipular uma prote\u00edna de alga verde para decifrar circuitos da ansiedade e da depress\u00e3o, e tamb\u00e9m a generosidade do pesquisador. &#8220;Ele n\u00e3o guardou a tecnologia em segredo&#8221;, diz ela, que conta que, em Barcelona, Deisseroth detalhou como seu laborat\u00f3rio refinou os vetores virais e os sistemas de fibra \u00f3ptica e disponibilizou reagentes a quem quisesse implementar a t\u00e9cnica, o que ajudou a difundi-la nos anos seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de chegar aos pacientes, a t\u00e9cnica j\u00e1 rende conhecimento no laborat\u00f3rio. Carlos Alexandre Netto explica: &#8220;Circuitos nervosos respons\u00e1veis pela vig\u00edlia (acordar), por respostas de medo e mem\u00f3rias espec\u00edficas t\u00eam sido estudados, especialmente em camundongos&#8221;. Os experimentos descritos pelo Comit\u00ea do Nobel seguem esse caminho: em 2007, o grupo de Deisseroth despertou camundongos adormecidos ao ativar um tipo de neur\u00f4nio suspeito de controlar a vig\u00edlia e, em 2012, reativou neur\u00f4nios que guardavam a mem\u00f3ria de um medo. O professor completa: &#8220;Por \u00f3bvio, o sistema nervoso de seres humanos \u00e9 mais complexo do que o de camundongos, mas a estrutura b\u00e1sica e o funcionamento de ambos s\u00e3o semelhantes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da ferramenta de laborat\u00f3rio \u00e0 cl\u00ednica, a aplica\u00e7\u00e3o direta mais avan\u00e7ada est\u00e1 nos olhos. Lisiane Porci\u00fancula afirma: &#8220;O maior sucesso cl\u00ednico atual ocorre na oftalmologia, com testes que conseguiram restaurar parcialmente a vis\u00e3o de pacientes com retinite pigmentosa&#8221;. A retina saiu na frente porque o tecido \u00e9 muito mais acess\u00edvel tanto \u00e0 luz quanto aos vetores gen\u00e9ticos, explica Carmem Gottfried. &#8220;J\u00e1 existem estudos em seres humanos para degenera\u00e7\u00f5es retinianas, o que demonstra que a aplica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica direta deixou de ser apenas uma possibilidade te\u00f3rica&#8221;, diz. Segundo o material do Comit\u00ea do Nobel, um dos marcos foi o de um paciente cego por retinite pigmentosa que recuperou parte da vis\u00e3o em 2021, em estudo dos grupos de Jos\u00e9-Alain Sahel e Botond Roska, e h\u00e1 outros ensaios cl\u00ednicos em andamento. Lisiane Porci\u00fancula acrescenta que tamb\u00e9m h\u00e1 estudos voltados a implantes cocleares \u00f3pticos mais precisos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No c\u00e9rebro, o cen\u00e1rio \u00e9 mais complexo do que na retina. Em doen\u00e7as como Parkinson, epilepsia e depress\u00e3o, segundo Carmem Gottfried, seria preciso introduzir prote\u00ednas sens\u00edveis \u00e0 luz com seguran\u00e7a em popula\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de c\u00e9lulas e levar luz a regi\u00f5es muitas vezes profundas do c\u00e9rebro. O caminho at\u00e9 os tratamentos passa, por isso, pelo conhecimento que a t\u00e9cnica gera. Carlos Alexandre Netto aposta nesse caminho: &#8220;Entendo que a maior contribui\u00e7\u00e3o da optogen\u00e9tica ser\u00e1 indireta, ou seja, todo ac\u00famulo de conhecimento que teremos pela aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica em modelos animais permitir\u00e1 demonstrar, com maior precis\u00e3o, quais disfun\u00e7\u00f5es neurais s\u00e3o respons\u00e1veis por doen\u00e7as neurol\u00f3gicas e psiqui\u00e1tricas, e isto ser\u00e1 importante para o desenvolvimento de terap\u00eauticas mais eficazes e com menos efeitos colaterais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse conhecimento aponta quais circuitos precisam ser tratados: &#8220;Talvez uma das maiores contribui\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas da optogen\u00e9tica n\u00e3o seja transformar a luz no tratamento, mas mostrar com precis\u00e3o qual circuito deve ser tratado&#8221;, afirma Carmem. Na pr\u00e1tica, esse conhecimento pode orientar novos alvos para medicamentos e para t\u00e9cnicas de neuromodula\u00e7\u00e3o, como a estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda, que Carlos Alexandre lembra j\u00e1 ser usada hoje no tratamento da doen\u00e7a de Parkinson, e a estimula\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica transcraniana, citada por Carmem.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Karl-Deisserothwebp.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-131723\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Karl-Deisserothwebp.jpg 1000w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Karl-Deisserothwebp-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Karl-Deisserothwebp-117x117.jpg 117w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Karl-Deisserothwebp-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Karl-Deisserothwebp-465x465.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Karl-Deisserothwebp-500x500.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Karl Deisseroth, The Howard Hughes Medical Institute e Stanford University, (Estados Unidos) (Ilustra\u00e7\u00e3o: Niklas Elmehed\/Pr\u00eamio Nobel\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Na UFRGS, uma base forte em neuroci\u00eancia e um caminho aberto para a optogen\u00e9tica<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Universidade, por\u00e9m, esse caminho ainda est\u00e1 no come\u00e7o. Segundo os professores ouvidos pelo JU, a optogen\u00e9tica n\u00e3o faz parte da rotina dos laborat\u00f3rios da institui\u00e7\u00e3o. &#8220;A UFRGS \u00e9 um dos polos da pesquisa em Neuroci\u00eancia no pa\u00eds, especialmente nos Programas de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Neuroci\u00eancias, Bioqu\u00edmica e Fisiologia do ICBS. Neste momento, n\u00e3o h\u00e1 pesquisadores utilizando optogen\u00e9tica&#8221;, diz Carlos Alexandre Netto. Carmem Gottfried confirma: &#8220;Diretamente eu desconhe\u00e7o&#8221;. E acrescenta: &#8220;Dessa forma, eu teria cautela em afirmar que exista hoje uma plataforma de optogen\u00e9tica instalada e utilizada de forma rotineira na UFRGS&#8221;. Lisiane Porci\u00fancula tamb\u00e9m diz n\u00e3o ter conhecimento de nenhum laborat\u00f3rio de pesquisa b\u00e1sica dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Bioqu\u00edmica e Neuroci\u00eancias que utilize a t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso n\u00e3o quer dizer que a Universidade esteja distante do tema: ela re\u00fane linhas de pesquisa que dialogam diretamente com o que a t\u00e9cnica permite investigar. Carmem Gottfried cita grupos que trabalham com circuitos neuronais, interneur\u00f4nios, excitabilidade, mem\u00f3ria, neurodesenvolvimento, autismo e epilepsia, e lembra que j\u00e1 houve participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores com afilia\u00e7\u00e3o \u00e0 UFRGS em estudos com manipula\u00e7\u00e3o optogen\u00e9tica feitos em colabora\u00e7\u00e3o com institui\u00e7\u00f5es estrangeiras. A t\u00e9cnica, segundo ela, poderia ser incorporada primeiro por meio de colabora\u00e7\u00f5es e, depois, de forma progressiva e sistem\u00e1tica. &#8220;O ponto mais interessante \u00e9 que muitas das perguntas cient\u00edficas j\u00e1 existem aqui&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio, a t\u00e9cnica pode funcionar como ferramenta de pesquisa translacional [uma ponte entre a pesquisa e a aplica\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade P\u00fablica] e ser usada em modelos animais para mapear os circuitos biol\u00f3gicos de doen\u00e7as como Parkinson, Alzheimer, depress\u00e3o, epilepsia e esquizofrenia, e para testar a efic\u00e1cia e os efeitos colaterais de novos medicamentos, comenta Lisiane Porci\u00fancula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Carmem Gottfried, o ambiente da UFRGS favorece esse caminho, porque a Universidade re\u00fane pesquisa b\u00e1sica em neuroci\u00eancias, modelos experimentais e diferentes frentes de investiga\u00e7\u00e3o translacional, o que permite integrar o conhecimento sobre mecanismos e circuitos a outras etapas da pesquisa biom\u00e9dica e cl\u00ednica. A optogen\u00e9tica tamb\u00e9m aparece na forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e em trabalhos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, segundo ela, e poderia contribuir com um passo a mais ao &#8220;acrescentar uma etapa particularmente poderosa para testar se determinadas c\u00e9lulas ou circuitos participam diretamente do fen\u00f4meno observado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Na UFRGS j\u00e1 existem muitas das perguntas cient\u00edficas para as quais a optogen\u00e9tica pode acrescentar uma dimens\u00e3o importante: testar diretamente a fun\u00e7\u00e3o de circuitos espec\u00edficos&#8221;<\/p>\n<cite>Carmem Gottfried<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"1000\" data-id=\"131724\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Peter-Hegemann.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-131724\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Peter-Hegemann.jpg 1000w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Peter-Hegemann-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Peter-Hegemann-117x117.jpg 117w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Peter-Hegemann-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Peter-Hegemann-465x465.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Peter-Hegemann-500x500.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"1000\" data-id=\"131722\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Georg-Nagel.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-131722\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Georg-Nagel.jpg 1000w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Georg-Nagel-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Georg-Nagel-117x117.jpg 117w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Georg-Nagel-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Georg-Nagel-465x465.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Georg-Nagel-500x500.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">Da esquerda para a direita, Peter Hegemann, Humboldt University of Berlin (Alemanha), e George Nagel, University of W\u00fcrzburg (Alemanha). (Ilustra\u00e7\u00e3o: Niklas Elmehed\/Pr\u00eamio Nobel\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Um pr\u00eamio para a ci\u00eancia b\u00e1sica<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Pr\u00eamio de 2026 tamb\u00e9m aponta a import\u00e2ncia da ci\u00eancia b\u00e1sica!&#8221; \u00c9 o que Carlos Alexandre Netto destaca no Nobel de Medicina\/Fisiologia deste ano. Ele lembra que, ao contr\u00e1rio do que o pr\u00eamio pode sugerir, a base \u00e9 antiga: &#8220;Os trabalhos sobre a fun\u00e7\u00e3o do fotorreceptor (canal i\u00f4nico sens\u00edvel \u00e0 luz) e o isolamento do gene respons\u00e1vel na alga verde s\u00e3o da d\u00e9cada de 1990&#8221;. A t\u00e9cnica, segundo ele, s\u00f3 surgiu no in\u00edcio dos anos 2000, com a intera\u00e7\u00e3o entre os tr\u00eas premiados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por esse caminho longo que Carmem Gottfried enxerga um reconhecimento maduro. &#8220;Considero a escolha muito adequada&#8221;, diz. &#8220;Quanto ao momento, vejo como um reconhecimento bastante amadurecido&#8221;. Segundo ela, os trabalhos fundamentais t\u00eam cerca de duas d\u00e9cadas e, nesse per\u00edodo, a optogen\u00e9tica passou de t\u00e9cnica promissora a parte do trabalho de in\u00fameras \u00e1reas da neuroci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carlos Alexandre Netto lembra que o pr\u00eamio se soma a uma sequ\u00eancia recente na \u00e1rea: &#8220;Desde o ano 2000, foram seis pr\u00eamios a pesquisadores que impactaram decisivamente nosso conhecimento sobre o funcionamento do sistema nervoso&#8221;. O pr\u00f3prio comit\u00ea do Nobel descreve a optogen\u00e9tica como a passagem de observar e ler a atividade do c\u00e9rebro para escrever nela, mudan\u00e7a que dialoga com o que Carmem Gottfried descreveu ao falar de testar rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Na F\u00edsica, um premiado conhecido na UFRGS<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 06 de outubro foi anunciado o Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica de 2026, concedido a Francis Halzen por suas contribui\u00e7\u00f5es decisivas para o Observat\u00f3rio de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrof\u00edsica. Essa premia\u00e7\u00e3o possui uma conex\u00e3o especial com a UFRGS: o professor Francis Halzen foi supervisor de p\u00f3s-doutorado da professora Maria Beatriz Gay Ducati, do Instituto de F\u00edsica, durante dois anos. &#8220;Al\u00e9m desse v\u00ednculo particularmente significativo, Halzen manteve, ao longo de sua trajet\u00f3ria, diferentes intera\u00e7\u00f5es cient\u00edficas com pesquisadores do Instituto&#8221;, \u00e9 o que revela a diretora do Instituto de F\u00edsica, professora Sandra Prado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Francis Halzen percebeu que o gelo no Polo Sul poderia ser usado para rastrear part\u00edculas conhecidas como neutrinos. Sua vis\u00e3o e lideran\u00e7a cient\u00edfica foram fundamentais para o Observat\u00f3rio de Neutrinos IceCube \u2013 um quil\u00f4metro c\u00fabico de gelo equipado com sensores de luz. Usando o IceCube, os pesquisadores podem capturar neutrinos provenientes de processos extremamente ricos em energia no universo distante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gustavo Gil da Silveira, professor do Instituto de F\u00edsica da UFRGS, aponta que o Observat\u00f3rio IceCube, concebido por Francis Halzen, permite a observa\u00e7\u00e3o de neutrinos provenientes de diferentes partes do Universo, inclusive de fontes extragal\u00e1ticas. A informa\u00e7\u00e3o obtida de neutrinos se alia a outras formas de detec\u00e7\u00e3o que empregamos, como a luz, os raios c\u00f3smicos e as ondas gravitacionais, temas que s\u00e3o estudados no Instituto de F\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, premiar essa tem\u00e1tica com o Nobel de F\u00edsica 2026 coroa d\u00e9cadas de dedica\u00e7\u00e3o ao estudo do Universo de forma inovadora, proposta por Francis Halzen, o que ainda render\u00e1 in\u00fameros trabalhos e fornecer\u00e1 novas observa\u00e7\u00f5es sobre o cosmos. &#8220;H\u00e1 v\u00e1rios anos, o IceCube publica resultados relevantes relacionados \u00e0 astronomia de neutrinos, entre os quais podemos citar a detec\u00e7\u00e3o de neutrinos com energias pr\u00f3ximas de 1,2 petael\u00e9tron-volt, o que demonstra a exist\u00eancia de aceleradores c\u00f3smicos capazes de produzir part\u00edculas com energia extremamente elevada, e \u00e0 observa\u00e7\u00e3o de um potencial neutrino extragal\u00e1ctico emitido a partir de um blazar&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Essas observa\u00e7\u00f5es foram poss\u00edveis gra\u00e7as ao desenvolvimento do IceCube, inaugurando uma nova janela para a observa\u00e7\u00e3o do Universo&#8221;<\/p>\n<cite>Gustavo Gil da Silveira<\/cite><\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1365\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/195317-landscape-gallery-1365x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-131720\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/195317-landscape-gallery-1365x1024.jpg 1365w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/195317-landscape-gallery-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/195317-landscape-gallery-156x117.jpg 156w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/195317-landscape-gallery-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/195317-landscape-gallery-465x349.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/195317-landscape-gallery-667x500.jpg 667w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/195317-landscape-gallery.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1365px) 100vw, 1365px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">IceCube Neutrino Observatory em 2023 (Foto: Christopher Michel\/Wikimedia Commons)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">A rela\u00e7\u00e3o da pesquisa de Francis Halzen com a UFRGS<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa com neutrinos de alt\u00edssima energia se relaciona a diferentes linhas de investiga\u00e7\u00e3o desenvolvidas no Instituto de F\u00edsica da UFRGS, que estuda as intera\u00e7\u00f5es fundamentais da natureza tanto por meio de aceleradores de part\u00edculas como pelo Grande Colisor de H\u00e1drons (LHC), do CERN, quanto pela observa\u00e7\u00e3o de part\u00edculas provenientes de fen\u00f4menos astrof\u00edsicos. Nesse contexto, o estudo dos neutrinos permite investigar aspectos da cromodin\u00e2mica qu\u00e2ntica, teoria que descreve a intera\u00e7\u00e3o forte entre os constituintes dos pr\u00f3tons e n\u00eautrons. \u201cDadas as energias desses neutrinos, que podem superar aquelas alcan\u00e7adas por part\u00edculas em aceleradores de laborat\u00f3rio, podemos investigar aspectos \u00fanicos dessa intera\u00e7\u00e3o\u201d, explica Gil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o com a pesquisa desenvolvida na UFRGS tamb\u00e9m aparece na forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e na infraestrutura cient\u00edfica. O Instituto de F\u00edsica j\u00e1 utilizou amplamente tubos fotomultiplicadores, tecnologia empregada pelo observat\u00f3rio IceCube para detectar sinais luminosos associados \u00e0 passagem de part\u00edculas. Atualmente, o Instituto tamb\u00e9m trabalha com fotomultiplicadores de sil\u00edcio, dispositivos compactos e sens\u00edveis para a observa\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos \u00f3pticos. Al\u00e9m disso, temas como astropart\u00edculas, neutrinos e intera\u00e7\u00f5es fundamentais integram disciplinas da gradua\u00e7\u00e3o e da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando retornei do p\u00f3s-doutorado na Universidade de Wisconsin, em Madison, iniciei, sob minha coordena\u00e7\u00e3o, o Grupo de Fenomenologia de Part\u00edculas de Altas Energias (GFPAE), dando in\u00edcio \u00e0 F\u00edsica de Part\u00edculas no Instituto de F\u00edsica da UFRGS. Desde ent\u00e3o, o grupo contribuiu para a forma\u00e7\u00e3o de 14 doutores, 11 mestres e 21 estudantes de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. A maioria dos doutores formados atua hoje em universidades e institutos federais, trabalhando na \u00e1rea de F\u00edsica de Part\u00edculas&#8221;<\/p>\n<cite>Maria Beatriz Gay Ducati<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a passagem da professora Maria Beatriz Gay Ducati por Madison, o professor Francis Halzen j\u00e1 desenvolvia pesquisas em fenomenologia de part\u00edculas e come\u00e7ava a conceber o projeto experimental que daria origem ao IceCube. A proposta era detectar neutrinos de alt\u00edssima energia provenientes de regi\u00f5es distantes do Universo, como aquelas associadas a buracos negros, para obter informa\u00e7\u00f5es sobre esses objetos astrof\u00edsicos e os fen\u00f4menos que ocorrem nessas regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Francis-Halzen.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-131721\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Francis-Halzen.jpg 1000w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Francis-Halzen-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Francis-Halzen-117x117.jpg 117w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Francis-Halzen-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Francis-Halzen-465x465.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Francis-Halzen-500x500.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Francis Halzen, University of Wisconsin\u2013Madison (Estados Unidos) (Ilustra\u00e7\u00e3o: Niklas Elmehed\/Pr\u00eamio Nobel\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica internacional \u00e9 outro elemento importante para o desenvolvimento dessas pesquisas. Durante a confer\u00eancia Lepton-Photon 2025, realizada em Madison, nos Estados Unidos, Gustavo Gil participou de reuni\u00f5es do <em>International Committee for Future Accelerators<\/em> (ICFA), do qual foi membro entre 2023 e 2025. Na ocasi\u00e3o, teve a oportunidade de discutir temas contempor\u00e2neos da F\u00edsica com Francis Halzen, refer\u00eancia internacional no estudo de neutrinos e idealizador do IceCube. O contato contribuiu para aproximar pesquisadores e institui\u00e7\u00f5es e resultou na participa\u00e7\u00e3o de Halzen como palestrante no III Workshop Riograndense de F\u00edsica de Altas Energias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na UFRGS, o professor Magno Machado atua na fenomenologia da astronomia de neutrinos, investigando como a detec\u00e7\u00e3o dessas part\u00edculas em energias extremas pode contribuir para a compreens\u00e3o da din\u00e2mica da cromodin\u00e2mica qu\u00e2ntica. A \u00e1rea tamb\u00e9m se insere no campo da astronomia multimensageira, que combina informa\u00e7\u00f5es de f\u00f3tons, raios c\u00f3smicos, neutrinos e ondas gravitacionais para estudar o Universo sob diferentes perspectivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As conex\u00f5es entre pesquisa, ensino e colabora\u00e7\u00e3o internacional fortalecem a atua\u00e7\u00e3o do Instituto de F\u00edsica da UFRGS na investiga\u00e7\u00e3o das part\u00edculas fundamentais e na compreens\u00e3o de fen\u00f4menos extremos do Universo. &#8220;Essa experi\u00eancia mostra como a forma\u00e7\u00e3o em um grupo de excel\u00eancia internacional pode gerar resultados duradouros para uma universidade que investe em ci\u00eancia, contribuindo para a consolida\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas de pesquisa, a forma\u00e7\u00e3o de profissionais e o estabelecimento de colabora\u00e7\u00f5es cient\u00edficas\u201d, refor\u00e7a Maria Beatriz Gay Ducati.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Conhe\u00e7a os vencedores do Pr\u00eamio Nobel de Fisiologia\/Medicina 2026<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nobelprize.org\/prizes\/medicine\/2026\/deisseroth\/facts\/\">Karl Deisseroth<\/a>, nascido em 1971. Doutor em 1998 e formado em Medicina em 2000 pela Universidade de Stanford, EUA. Professor C\u00e1tedra DH Chen de Bioengenharia e de Psiquiatria e Ci\u00eancias Comportamentais no Instituto M\u00e9dico Howard Hughes e na Universidade de Stanford, EUA.<br><br><a href=\"https:\/\/www.nobelprize.org\/prizes\/medicine\/2026\/hegemann\/facts\/\">Peter Hegemann<\/a>, nascido em 1954. Doutorado em 1984 no Instituto Max Planck de Bioqu\u00edmica, Martinsried, Alemanha. Professor titular da C\u00e1tedra Hertie de Neuroci\u00eancia na Universidade Humboldt de Berlim, Alemanha. <br><br><a href=\"https:\/\/www.nobelprize.org\/prizes\/medicine\/2026\/nagel\/facts\/\">Georg Nagel<\/a>, nascido em 1953. Doutor em 1988 pela Universidade de Frankfurt, Alemanha. Professor de Fisiologia Molecular de Plantas no Departamento de Fisiologia Molecular de Plantas e Biof\u00edsica \u2013 Bot\u00e2nica I, Universidade de W\u00fcrzburg, Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Conhe\u00e7a o vencedor do Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica 2026<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nobelprize.org\/prizes\/physics\/2026\/halzen\/facts\/\">Francis Halzen<\/a>, nascido em 1944. Doutorado obtido em 1969 pela KU Leuven, B\u00e9lgica. Professor na Universidade de Wisconsin-Madison, EUA.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background wp-block-paragraph\">A partir desta edi\u00e7\u00e3o, o Jornal da Universidade inicia a publica\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de reportagens especiais sobre as tem\u00e1ticas vencedoras dos pr\u00eamios Nobel de 2026. Ao todo ser\u00e3o tr\u00eas reportagens, cada uma contemplando dois dos pr\u00eamios: <br><strong>15\/10<\/strong> &#8211; Fisiologia\/Medicina e F\u00edsica<br><strong>22\/10<\/strong> &#8211; <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/premios-nobel-de-quimica-e-literatura-revelam-uma-universidade-em-dialogo-com-o-mundo-contemporaneo-2\/\">Qu\u00edmica e Literatura<\/a><br><strong>29\/10<\/strong> &#8211; Paz e Economia<br><br>A produ\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie Nobel conta com a colabora\u00e7\u00e3o de Juliane Borba Minotto, da Divis\u00e3o de Apoio \u00e0 Pesquisa da Propesq.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline animated fadeInDown slow is-style-outline--2\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-color has-link-color has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/category\/reportagens\/\" style=\"border-radius:16px;color:#135e96;font-size:15px\">Veja mais conte\u00fados da editoria <strong>Reportagem<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ci\u00eancia | Pesquisadores da UFRGS comentam os avan\u00e7os cient\u00edficos por tr\u00e1s das descobertas premiadas e suas perspectivas para a sa\u00fade e a compreens\u00e3o do Universo<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/https-www-ufrgs-br-jornal-do-cerebro-ao-cosmos-os-nobel-de-medicina-e-fisica-e-suas-conexoes-com-a-universidade\/\">Leia 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