{"id":28084,"date":"2021-02-11T08:04:02","date_gmt":"2021-02-11T11:04:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=28084"},"modified":"2023-09-25T14:35:27","modified_gmt":"2023-09-25T17:35:27","slug":"a-pesquisa-academica-e-o-carnaval-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/a-pesquisa-academica-e-o-carnaval-de-porto-alegre\/","title":{"rendered":"A pesquisa acad\u00eamica e o Carnaval de Porto Alegre"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Artigo | Jackson Raymundo, doutor em Letras, mostra que existem projetos de investiga\u00e7\u00e3o sobre as festividades, mas aponta que ainda h\u00e1 aspectos a serem tematizados na Universidade<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:11px\"><em>*Por: Jackson Raymundo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:11px\"><em>*Foto de capa:<\/em> <em>Fl\u00e1vio Dutra\/JU<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Idos de 2008 ou 2009, Porto Alegre. No anivers\u00e1rio de um amigo, babalorix\u00e1, em meio a tantos sambas da Alcione, do Agep\u00ea, do Fundo de Quintal, da Beth Carvalho e outros que animam qualquer festa, toca um que mexe com as minhas mem\u00f3rias mais profundas. N\u00e3o era como os demais, j\u00e1 que n\u00e3o falava de amor e temas do cotidiano, e sim da hist\u00f3ria de parte do povo ga\u00facho. N\u00e3o era, no entanto, parte da hist\u00f3ria que aprendemos na escola e que usualmente integra o c\u00e2none do que vem a ser chamado de \u201cm\u00fasica ga\u00facha\u201d \u2013 em sua vers\u00e3o nativista ou \u201cMPB\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era um samba-enredo, a can\u00e7\u00e3o feita para o cortejo processional das escolas de samba, exaustivamente entoada por centenas ou milhares de pessoas em uma manifesta\u00e7\u00e3o carnavalesca que \u00e9 tamb\u00e9m competi\u00e7\u00e3o e que anualmente mobiliza v\u00e1rias comunidades. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ouvir <em>Festa de Batuque<\/em>, o hino do Bambas da Orgia em 1995, sendo interpretado com tanto entusiasmo pelos participantes daquela festa, bateu um estalo naquele estudante de gradua\u00e7\u00e3o em Letras na UFRGS que chegava \u00e0 metade do curso (e que, como todos nessa fase, busca um tema para seu TCC): que tal estudar o samba-enredo, g\u00eanero musical t\u00e3o representativo da nossa cultura brasileira \u2013 e que sempre amei? <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem precisar pensar muito, logo procurei o professor Lu\u00eds Augusto Fischer, titular do Instituto de Letras, refer\u00eancia tanto nos estudos de can\u00e7\u00e3o popular na \u00e1rea da literatura quanto em temas ligados \u00e0 cultura de Porto Alegre, e convidei-o para ser o meu orientador. Ele prontamente aceitou e iniciamos uma trajet\u00f3ria que foi da gradua\u00e7\u00e3o ao doutorado de pesquisas sobre o samba e o Carnaval.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apesar de ser, possivelmente, a mais expressiva manifesta\u00e7\u00e3o cultural brasileira, a bibliografia acerca do Carnaval naquela primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo se mostrava escassa e\/ou inacess\u00edvel. Isso dificulta a vida de qualquer pesquisador, ainda mais do principiante. Nesse cen\u00e1rio minguado de produ\u00e7\u00f5es, basicamente o que se tinha era acerca das escolas de samba do Rio de Janeiro. No in\u00edcio dos anos 10, por\u00e9m, concomitante ao maior interesse pela cultura nacional que o pa\u00eds vivia \u00e0 \u00e9poca, a literatura carnavalesca cresceu exponencialmente \u2013 o que, com a mudan\u00e7a de ares na conjuntura brasileira, infelizmente n\u00e3o se manteve.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se os livros falando de Carnaval j\u00e1 eram raros no mercado editorial, o cen\u00e1rio n\u00e3o se difere muito na academia. No entanto, algumas pesquisas romperam com essa l\u00f3gica de invisibilidade. No caso do Carnaval de Rio Grande do Sul, e particularmente de Porto Alegre, a UFRGS exerce um papel importante, ainda que bastante aqu\u00e9m quando se fala da potencialidade de uma manifesta\u00e7\u00e3o que se realiza todo ano e pode ser estudada sob as mais diferentes perspectivas &#8211; art\u00edstica, musical, sociol\u00f3gica, antropol\u00f3gica, hist\u00f3rica, econ\u00f4mica, comunicacional etc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entre os estudos pioneiros, destaco a disserta\u00e7\u00e3o de mestrado <em>Rio Grande do Sul, Brasil e Eti\u00f3pia: os negros e o Carnaval de Porto Alegre nas d\u00e9cadas de 1930 e 40<\/em> (1999), de \u00cdris Graciela Germano (PPG em Hist\u00f3ria), abordando a rela\u00e7\u00e3o amalgamada entre as entidades carnavalescas populares e as comunidades negras de Porto Alegre, que formavam territ\u00f3rios de sociabilidade e s\u00edmbolos identit\u00e1rios coletivos. O trabalho, entre outros m\u00e9ritos, demonstra como as discuss\u00f5es ideol\u00f3gicas acerca dos conceitos de na\u00e7\u00e3o e cultura brasileira, efervescentes no per\u00edodo, se fizeram representar no Carnaval. A cria\u00e7\u00e3o das tribos carnavalescas, uma peculiaridade do Carnaval de Porto Alegre, tamb\u00e9m se deu nas comunidades negras e perif\u00e9ricas da cidade, e estava consoante ao imagin\u00e1rio que via no ind\u00edgena o s\u00edmbolo de \u201cbrasilidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda na d\u00e9cada de 1990, outras duas pesquisadoras se dedicaram ao estudo do Carnaval porto-alegrense. Liliane Guterres, com a disserta\u00e7\u00e3o <em>\u2018Sou imperador at\u00e9 morrer\u2026\u2019: um estudo sobre identidade, tempo e sociabilidade em uma escola de samba de Porto Alegre<\/em> (1996), fez uma detalhada pesquisa de campo sobre uma das mais tradicionais agremia\u00e7\u00f5es carnavalescas do estado, a vermelho-e-branco Imperadores do Samba. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho, repleto de relatos orais de integrantes da comunidade e de fotos do cotidiano carnavalesco, mostra que a vida da escola de samba vai muito al\u00e9m do que \u00e9 exibido no desfile, possuindo c\u00f3digos simb\u00f3licos e redes de afeto muito s\u00f3lidas, al\u00e9m de contextualizar a forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do Carnaval da Capital. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a principal rival, a azul-e-branco Bambas da Orgia, foi o tema da pesquisa de Luciana Prass no mestrado em M\u00fasica, com a disserta\u00e7\u00e3o intitulada <em>Saberes musicais em uma bateria de escola de samba &#8211; uma etnografia entre os \u2018Bambas da Orgia\u2019<\/em> (1998). A pesquisadora, hoje professora do Instituto de Artes, desenvolveu um estudo etnomusicol\u00f3gico a partir de uma viv\u00eancia pr\u00e1tica como aprendiz de tamborim na bateria da escola \u2013 sem d\u00favida um dos trabalhos mais completos j\u00e1 produzidos no pa\u00eds sobre baterias, esse setor que \u00e9 considerado o \u201ccora\u00e7\u00e3o\u201d de uma escola de samba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mais adiante, nos anos 2010, concomitante ao crescimento dos estudos sobre o Carnaval pelo pa\u00eds, tamb\u00e9m a UFRGS v\u00ea crescer as pesquisas sobre as manifesta\u00e7\u00f5es momescas, em especial sobre Porto Alegre e o Rio Grande do Sul. Ulisses Corr\u00eaa Duarte, no PPG Antropologia Social, realizou, primeiramente, uma etnografia sobre os desfiles de escolas de samba de Porto Alegre e de Uruguaiana, que viam naquele momento crescer o \u201ccarnaval-espet\u00e1culo\u201d. As peculiaridades \u00e9tnico-raciais, o envolvimento comunit\u00e1rio, a organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e a rela\u00e7\u00e3o com os s\u00edmbolos nacionais foram alguns aspectos abordados pela disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, intitulada <em><a href=\"https:\/\/sabi.ufrgs.br\/F\/QP7E2IDSDX8IKGD4I8IF5R8CSXGLSJX1GHQ9D8IHQQQ5XFU17V-01497?func=find-b&amp;request=O+carnaval+espet%C3%A1culo+no+Sul+do+Brasil%3A+uma+etnografia+da+cultura+carnavalesca+nas+constru%C3%A7%C3%B5es+das+identidades+e+nas+transforma%C3%A7%C3%B5es+da+festa+em+Porto+Alegre+e+Uruguaiana&amp;find_code=WRD&amp;adjacent=N&amp;x=0&amp;y=0&amp;filter_code_2=WLN&amp;filter_request_2=&amp;filter_code_3=WYR&amp;filter_request_3=&amp;filter_code_4=WYR&amp;filter_request_4=\">O Carnaval espet\u00e1culo no Sul do Brasil: uma etnografia da cultura carnavalesca nas constru\u00e7\u00f5es das identidades e nas transforma\u00e7\u00f5es da festa em Porto Alegre e Uruguaiana<\/a><\/em> (2011). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Indo al\u00e9m geograficamente no doutorado, Duarte produz uma etnografia das escolas de samba a partir de polos bastante distintos: Rio de Janeiro, Londres e a regi\u00e3o fronteiri\u00e7a entre Brasil, Argentina e Uruguai, atrav\u00e9s dos carnavais, respectivamente, de Uruguaiana, Paso de Los Libres e Artigas \u2013 a tese se chama <em><a href=\"https:\/\/sabi.ufrgs.br\/F\/QP7E2IDSDX8IKGD4I8IF5R8CSXGLSJX1GHQ9D8IHQQQ5XFU17V-01948?func=find-b&amp;REQUEST=Carnavais+al%C3%A9m+das+fronteiras%3A+circuitos+carnavalescos+e+rela%C3%A7%C3%B5es+interculturais+em+escolas+de+samba+do+Rio+de+Janeiro%2C+nos+Pampas+e+em+Londres&amp;find_code=WRD&amp;ADJACENT=N&amp;x=36&amp;y=2\">Carnavais al\u00e9m das fronteiras: circuitos carnavalescos e rela\u00e7\u00f5es interculturais em escolas de samba do Rio de Janeiro, nos Pampas e em Londres<\/a><\/em> (2016).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tamb\u00e9m na \u00e1rea de Antropologia, a tese <em>\u2018O poder da cria\u00e7\u00e3o\u2019: outras hist\u00f3rias sobre os festivais de samba-enredo nas encruzilhadas do sul do Brasil<\/em> (2017), de Marcelo da Silva, mergulhou no universo das escolhas de sambas-enredo em tr\u00eas agremia\u00e7\u00f5es de diferentes munic\u00edpios \u2013 Porto Alegre, Pelotas e Florian\u00f3polis. Todo o processo de composi\u00e7\u00e3o e de competi\u00e7\u00e3o desse elemento essencial das escolas de samba foi minuciosamente etnografado na pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O per\u00edodo em que Porto Alegre vivencia uma das mais significativas transforma\u00e7\u00f5es na est\u00e9tica de seus desfiles carnavalescos foi investigado por Helena Cattani na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Hist\u00f3ria <em><a href=\"https:\/\/sabi.ufrgs.br\/F\/QP7E2IDSDX8IKGD4I8IF5R8CSXGLSJX1GHQ9D8IHQQQ5XFU17V-02244?func=find-b&amp;REQUEST=G.R.E.S.+Porto+Alegre%3A+o+processo+de+cariocariza%C3%A7%C3%A3o+do+carnaval+de+Porto+Alegre&amp;find_code=WRD&amp;ADJACENT=N&amp;x=10&amp;y=4\">G.R.E.S. Porto Alegre: o processo de cariocariza\u00e7\u00e3o do Carnaval de Porto Alegre<\/a><\/em> (1962-1973) (2015). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro momento decisivo para a cultura popular de Porto Alegre foi abordado na disserta\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/sabi.ufrgs.br\/F\/QP7E2IDSDX8IKGD4I8IF5R8CSXGLSJX1GHQ9D8IHQQQ5XFU17V-02468?func=find-b&amp;request=Um+longo+caminho+at%C3%A9+o+Porto+Seco%3A+lutas+e+disputas+por+espa%C3%A7o+no+carnaval+de+Porto+Alegre+%281994-2004%29&amp;find_code=WRD&amp;adjacent=N&amp;x=17&amp;y=10&amp;filter_code_2=WLN&amp;filter_request_2=&amp;filter_code_3=WYR&amp;filter_request_3=&amp;filter_code_4=WYR&amp;filter_request_4=\"><em>Um longo caminho at\u00e9 o Porto Seco: lutas e disputas por espa\u00e7o no Carnaval de Porto Alegre (1994-2004)<\/em><\/a>, de Laura Spritzer Galli, tamb\u00e9m do PPG Hist\u00f3ria; como o t\u00edtulo indica, trata das idas e vindas at\u00e9 que a comunidade carnavalesca conquistasse uma pista de eventos (samb\u00f3dromo).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, falo brevemente sobre a minha contribui\u00e7\u00e3o para os estudos sobre o Carnaval, especialmente o de Porto Alegre. O trabalho final da gradua\u00e7\u00e3o, que tratou de caracter\u00edsticas gerais acerca do samba-enredo, virou livro <em>(Samba-enredo, a can\u00e7\u00e3o de uma arte moderna<\/em>, Besti\u00e1rio, 2012). No mestrado em Letras, produzi um artigo publicado na revista <em>Nau Liter\u00e1ria<\/em>, do Instituto de Letras, e um texto para o jornal <em>Zero Hora<\/em> sobre a arte e a can\u00e7\u00e3o das tribos carnavalescas. Na pesquisa de mestrado, por sua vez, denominada <em><a href=\"https:\/\/sabi.ufrgs.br\/F\/QP7E2IDSDX8IKGD4I8IF5R8CSXGLSJX1GHQ9D8IHQQQ5XFU17V-00096?func=find-b&amp;request=A+po%C3%A9tica+do+samba-enredo%3A+a+can%C3%A7%C3%A3o+das+escolas+de+samba+de+Porto+Alegre&amp;find_code=WRD&amp;adjacent=N&amp;x=46&amp;y=10&amp;filter_code_2=WLN&amp;filter_request_2=&amp;filter_code_3=WYR&amp;filter_request_3=&amp;filter_code_4=WYR&amp;filter_request_4=\">A po\u00e9tica do samba-enredo: a can\u00e7\u00e3o das escolas de samba de Porto Alegre<\/a><\/em> (2015), fiz um trabalho de garimpo de centenas de letras e grava\u00e7\u00f5es de 1976 a 2014 (diferentemente do Rio, n\u00e3o h\u00e1 um local de acesso organizado a todo o material), identificando caracter\u00edsticas gerais e espec\u00edficas do cancioneiro e a sua composi\u00e7\u00e3o em \u201clongas dura\u00e7\u00f5es\u201d, \u201cciclos\u201d e \u201ceventos\u201d a partir de campos de sentido <em>&#8211;<\/em> antecipo que em breve haver\u00e1 a publica\u00e7\u00e3o de uma vers\u00e3o revisada e atualizada do trabalho pela Atena Editora, com o t\u00edtulo <em>Samba-enredo \u2013 A po\u00e9tica do Carnaval de Porto Alegre<\/em> (2021). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No doutorado, aprofundei os estudos sobre o tema e, em 2019, defendi a tese <em><a href=\"https:\/\/sabi.ufrgs.br\/F\/QP7E2IDSDX8IKGD4I8IF5R8CSXGLSJX1GHQ9D8IHQQQ5XFU17V-00394?func=find-b&amp;request=A+constru%C3%A7%C3%A3o+de+uma+po%C3%A9tica+da+brasilidade%3A+a+forma%C3%A7%C3%A3o+do+samba-enredo&amp;find_code=WRD&amp;adjacent=N&amp;x=6&amp;y=9&amp;filter_code_2=WLN&amp;filter_request_2=&amp;filter_code_3=WYR&amp;filter_request_3=&amp;filter_code_4=WYR&amp;filter_request_4=\">A constru\u00e7\u00e3o de uma po\u00e9tica da brasilidade: a forma\u00e7\u00e3o do samba-enredo<\/a><\/em> (que, para minha grata alegria, foi escolhida para representar o P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Letras da UFRGS no Pr\u00eamio CAPES de Tese 2020). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros trabalhos falaram do Carnaval das escolas de samba, mas n\u00e3o como objeto principal; trouxeram contribui\u00e7\u00f5es importantes sobre aspectos da musicalidade e da hist\u00f3ria social e cultural das agremia\u00e7\u00f5es e suas comunidades. Outras manifesta\u00e7\u00f5es carnavalescas, como os blocos, tamb\u00e9m v\u00eam sendo estudadas recentemente. Embora tanto j\u00e1 tenha sido dito em publica\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e n\u00e3o acad\u00eamicas, as possibilidades de pesquisa s\u00e3o infind\u00e1veis. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 muitas mem\u00f3rias para serem registradas dessa manifesta\u00e7\u00e3o popular t\u00e3o brasileira, que j\u00e1 superou guerras e ditaduras e que resiste tanto ao racismo e ao preconceito social quanto \u00e0 pasteuriza\u00e7\u00e3o do gosto e da cultura.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#ebebeb\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4437876878930521\">Jackson Raymundo<\/a> \u00e9 mestre e doutor em Letras pela UFRGS.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-68386\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts-300x60.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts-175x35.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts-768x154.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts-465x93.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts-695x139.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo | Jackson Raymundo, doutor em Letras, mostra que existem projetos de investiga\u00e7\u00e3o sobre as festividades, mas aponta que ainda h\u00e1 aspectos a serem tematizados na Universidade<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/a-pesquisa-academica-e-o-carnaval-de-porto-alegre\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":28158,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[53,4750,382],"tags":[887,1228,268,1924,1925,566,1917,104,1923,4896],"ppma_author":[2938],"class_list":["entry","author-gerente","has-excerpt","post-28084","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-artigo","category-especial-carnaval","category-uncategorized","tag-antropologia","tag-cancao","tag-carnaval","tag-escolas-de-samba","tag-estado-da-arte","tag-letras","tag-muamba","tag-pesquisa","tag-samba-enredo","tag-unimusica-2023"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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