{"id":28596,"date":"2021-03-25T09:02:00","date_gmt":"2021-03-25T12:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=28596"},"modified":"2021-03-25T14:38:33","modified_gmt":"2021-03-25T17:38:33","slug":"professoras-de-historia-aprendendo-com-ailton-krenak","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/professoras-de-historia-aprendendo-com-ailton-krenak\/","title":{"rendered":"Professoras de Hist\u00f3ria aprendendo com Ailton Krenak"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Artigo | Embalado pelas reflex\u00f5es do pensador ind\u00edgena, Nilton Mullet Pereira, docente da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, procura imaginar o que podemos aprender quando o humano n\u00e3o \u00e9 a medida de todas as coisas<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:11px\"><em>*Por: Nilton Mullet Pereira<br>*Foto de capa: Fl\u00e1vio Dutra\/Arquivo JU 21 jul. 2020<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escuta de Ailton Krenak e, depois, a leitura do seu livro <em>Ideias para Adiar o Fim do Mundo<\/em> suscitaram o que vem escrito a seguir. Escrevi com respeito e cuidado \u00e0s ideias de Krenak. Ao escut\u00e1-lo e ao ler o que escreveu, imaginei se ser\u00edamos mesmo capazes de, como professores, contar <em>hist\u00f3rias para adiar o fim do mundo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nossa escuta das vozes do mundo e de suas hist\u00f3rias tem sido limitada e determinada por um sistema colonial (convertido em um dispositivo que pensadores latino-americanos chamam de colonialidade) que imp\u00f4s sil\u00eancio \u00e0 maioria dessas vozes. Tudo se passa como se a hist\u00f3ria que temos contado e escrito tenha dialogado bem pouco ou quase nada com as vozes que est\u00e3o para al\u00e9m dos muros do eurocentrismo e do antropoceno. Um dispositivo; uma era. Um diagrama de poder; um marcador temporal. Um e outro s\u00e3o os limites a partir de onde temos falado, olhado e escutado. De tal forma que falamos nos limites desse diagrama e representamos o tempo a partir desse marcador. De tal maneira que temos olhado a superf\u00edcie rasa dos estratos de saber vis\u00edveis e enunci\u00e1veis, sem conhecer a iman\u00eancia do diagrama que limita e determina o que pode ser visto. Por fim, temos escutado apenas o que os nossos ouvidos <em>demasiado humanos<\/em> t\u00eam nos permitido.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Mas, ao mesmo tempo, professoras de Hist\u00f3ria agem e pensam com uma por\u00e7\u00e3o de mist\u00e9rio, que lhes p\u00f5e \u00e0 espreita, sempre se deixando abater por for\u00e7as externas a esse dispositivo ou a esses modernos marcadores temporais. Professoras desconfiam, hesitam, duvidam. Eis a\u00ed uma por\u00e7\u00e3o de mist\u00e9rio que amea\u00e7a constantemente tudo o que se diz, tudo em que se acredita, tudo o que se escuta e tudo o que n\u00e3o se escuta. Se temos curr\u00edculos, listas de conte\u00fado, livros did\u00e1ticos, \u201cescolas sem partido\u201d, provas vestibulares, avalia\u00e7\u00f5es externas, negacionismos, temos tamb\u00e9m a desconfian\u00e7a, a hesita\u00e7\u00e3o, a d\u00favida, que emergem do mist\u00e9rio, que nos fazem crer que h\u00e1 muitos rumores e hist\u00f3rias no mundo ainda n\u00e3o contadas. E que s\u00e3o essas hist\u00f3rias, afinal de contas, que poder\u00e3o, quem sabe, adiar o fim do mundo.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse rasgo de mist\u00e9rio que uma bruma suave circunda nossos dizeres, nossos olhares e nossas escutas, que cintila, brilhantemente, Ailton Krenak e todos os seres do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ailton, do povo Krenak, dos arredores do rio Doce, nascido em 1953. Voz que ressoa na defesa da vida, da natureza e tamb\u00e9m da hist\u00f3ria. N\u00e3o dessa nossa hist\u00f3ria narrativista, moderna, obsessiva com o humano, que ousa contar a hist\u00f3ria de um modelo de humano, o homem: ser escolhido, sen\u00e3o por Deus, por uma raz\u00e3o que lhe tornou o senhor do mundo, o senhor da vida, o soberano de todos os seres.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Krenak prefere hist\u00f3rias de diferentes seres, de seres da diferen\u00e7a, das singularidades, hist\u00f3rias que se desenrolam em mais vida. Contar uma hist\u00f3ria, diz ele, \u00e9 adiar mais ainda o fim do mundo, como a enganar esse medo que o homem produziu do derradeiro e da finitude. Medo que, na verdade, n\u00e3o \u00e9 do fim do mundo, da natureza, da Terra, mas \u00e9 um medo do fim do pr\u00f3prio homem, essa m\u00e1scara que nos fizeram acreditar ser a ess\u00eancia do que somos, a identidade da humanidade, e que tem reduzido todos os outros a \u201cquase humanos\u201d. Krenak mostra como o abismo do inumano, do n\u00e3o humano e dos \u201cquase humanos\u201d provoca medo nos homens, como quem teme perder o produto preferido da prateleira onde ficam as experi\u00eancias-mercadorias. Ou como quem tem medo de perder o privil\u00e9gio de ter sido escolhido a viver na casta dos \u201cmais humanos\u201d.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E ele, Krenak, sempre conta uma hist\u00f3ria a mais para nos livrarmos do balc\u00e3o de neg\u00f3cios e dos limites criativos que esse mundo dos humanos imp\u00f5e:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLi uma hist\u00f3ria de um pesquisador europeu do come\u00e7o do s\u00e9culo XX que estava nos Estados Unidos e chegou a um territ\u00f3rio dos Hopi. Ele tinha pedido que algu\u00e9m daquela aldeia facilitasse o encontro dele com uma anci\u00e3 que ele queria entrevistar. Quando foi encontr\u00e1-la, ela estava parada perto de uma rocha. O pesquisador ficou esperando, at\u00e9 que falou: \u201cEla n\u00e3o vai conversar comigo, n\u00e3o?\u201d. Ao que seu facilitador respondeu: \u201cEla est\u00e1 conversando com a irm\u00e3 dela\u201d. \u201cMas \u00e9 uma pedra.\u201d E o camarada disse: \u201cQual \u00e9 o problema?\u201d(<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/detalhe.php?codigo=14722\" target=\"_blank\">p. 9<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Krenak nos lembra de que n\u00e3o<em> somos as \u00fanicas pessoas interessantes do mundo<\/em>. Temos companhia. Aceitar tal fato \u00e9 diminuir um pouco a intensidade do nosso narcisismo. \u00c9 abrir-se a uma escuta absoluta das vozes que v\u00eam da Terra, dos seres, da natureza, da vida. Se nos enclausuramos na pris\u00e3o do homem (do eurocentrismo e do antropoceno), como temos feito, esquecemos, em primeiro lugar, de encontrar a infinidade dos seres; em segundo, acabamos com a diferen\u00e7a e julgamos os seres de acordo com o modelo de humano que at\u00e9 hoje acreditamos ideal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do mais, as hist\u00f3rias que contamos pouco se divertem com \u201cas dan\u00e7as, os cantos, a vida\u201d; com a \u201csuspens\u00e3o do c\u00e9u\u201d, com o perspectivismo amaz\u00f4nico. As nossas hist\u00f3rias contadas parecem reflexo de um modelo de humano (pretensamente universal) que tem como consequ\u00eancia a imposi\u00e7\u00e3o de limites \u00e0 experi\u00eancia e \u00e0 exist\u00eancia. Krenak diz que \u201csuspender o c\u00e9u \u00e9 ampliar o nosso horizonte; n\u00e3o o horizonte prospectivo, mas um existencial. \u00c9 enriquecer as nossas subjetividades, que \u00e9 a mat\u00e9ria que este tempo que n\u00f3s vivemos quer consumir\u201d (<a href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/detalhe.php?codigo=14722\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">p. 16<\/a>). O que temos contado n\u00e3o s\u00e3o hist\u00f3rias para divertir e ampliar a exist\u00eancia; s\u00e3o hist\u00f3rias frias, de modelos definitivos, que s\u00f3 produzem moral, exclus\u00e3o, morte e devasta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ora, as hist\u00f3rias dos seres n\u00e3o s\u00e3o apenas aquelas que est\u00e3o nos livros, elas est\u00e3o nas falas, nos rituais, nas rela\u00e7\u00f5es, em tantas e tantas culturas e inimagin\u00e1veis lugares e tempos mundo afora que, a despeito dos in\u00fameros genoc\u00eddios perpetrados pelos pr\u00f3prios humanos, sobrevivem e mostram como a diferen\u00e7a \u00e9 poss\u00edvel e vital para adiar o fim do mundo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Como vamos levar essas hist\u00f3rias para quem nasce pensando que ir\u00e1 dominar o mundo e destruir a natureza para satisfazer sua necessidade de experi\u00eancias-mercadorias, compradas a pre\u00e7os bem caros nos balc\u00f5es de neg\u00f3cios dos homens do lucro? Como permitir que crian\u00e7as e jovens possam conhecer Krenak, possam saber suas hist\u00f3rias, possam se dar conta de que n\u00e3o s\u00e3o \u201cas pessoas mais interessantes do mundo\u201d e que eles t\u00eam companhia?<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parece que a suspens\u00e3o do nosso narcisismo passa pela compreens\u00e3o de que quanto mais nos afastamos da Terra, da natureza, mais seremos presas f\u00e1ceis da \u201cilus\u00e3o civilizat\u00f3ria\u201d, que nos educa apenas para sermos predadores: da terra, da natureza, da floresta, dos povos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Krenak oferece-nos o sonho e o abismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sonho \u00e9 como o tempo. N\u00e3o o tempo calculado, medido, marcado, representado, narrativizado. Mas o tempo-multiplicidade, o tempo-for\u00e7a, o tempo-pot\u00eancia, o tempo-possibilidades. O sonho, como pensa Krenak, n\u00e3o consiste em \u201cexperi\u00eancia cotidiana de dormir e sonhar\u201d. Ele nos mostra como sonhar \u00e9 um exerc\u00edcio em que se buscam \u201corienta\u00e7\u00f5es para o dia a dia\u201d. Ou seja, o sonho \u00e9 um campo aberto e infinito de possibilidades. \u00c9 quando o presente encontra o passado e o futuro, formando uma s\u00f3 e absoluta mem\u00f3ria, de onde escorrem e duram pot\u00eancias puras de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Krenak est\u00e1 a nos dizer que sonhar n\u00e3o \u00e9 abdicar da realidade, do presente, como querer renunciar por alguns momentos \u00e0 dureza do que se vive. Mas buscar outros poss\u00edveis; \u201cali\u201d as quest\u00f5es pr\u00e1ticas da vida \u201cest\u00e3o abertas como possibilidades\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo, o sonho \u00e9 uma esp\u00e9cie de liberta\u00e7\u00e3o: dos conceitos, das defini\u00e7\u00f5es, dos pretensos universais (do eurocentrismo). \u00c9 quando tudo em que acreditamos e quando todas as imagens que fazemos do mundo parecem desmerecidas, quando tudo implode, diz Krenak. Quando \u201co casulo do humano implode, se abrindo para outras vis\u00f5es da vida n\u00e3o limitada\u201d (<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/detalhe.php?codigo=14722\" target=\"_blank\">p. 36<\/a>). E a\u00ed estamos preparados para escutar.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Krenak n\u00e3o oferece facilidades, ele sabe que a luta contra a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, a colonialidade dos saberes e o epistemic\u00eddio, que vitimou\/vitima corpos, ideias e hist\u00f3rias, n\u00e3o tem data determinada para acabar. Por isso, ele nos oferece o abismo. E sugere que nos percamos na queda, numa vertigem que faz estremecer a imagina\u00e7\u00e3o do que somos, do mundo em que vivemos, das rela\u00e7\u00f5es que estabelecemos com as pessoas e com a Terra. Se o sonho \u00e9 o lugar da escuta, o abismo \u00e9 a hesita\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao que somos no presente do tempo.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A queda abissal faz professores de Hist\u00f3ria abrirem-se para o mist\u00e9rio, hesitando em rela\u00e7\u00e3o ao humanismo que hierarquizou os seres; desconfiando do diagrama e dos marcadores temporais que nos afastaram da Terra e de toda a infinidade dos seus seres; o sonho se abre, com a licen\u00e7a de Krenak, como o lugar onde todos os seres t\u00eam fala e onde professoras de Hist\u00f3ria t\u00eam escuta livre, aberta, cont\u00ednua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cair no abismo, descobrir o \u201cparaquedas colorido\u201d. Ver o mundo perspectivamente. Aprender com os povos e seres da Terra. Abandonar o modelo de humano criado pelo povo da mercadoria, que cindiu o mundo entre o homem e os seus recursos, reduzindo outros povos e a pr\u00f3pria Terra a objetos. Aprender com Krenak e suas hist\u00f3rias para adiar o fim do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Vozes da Floresta | Ailton Krenak\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KRTJIh1os4w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Radicalmente vivos - Ailton Krenak no SIM 2020\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4NLcCm9bGrs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"[Audiolivro] Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak (2019)\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lYf_OfuyCS0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"920\" height=\"612\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Flavio-Dutra-6658.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-29734\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Flavio-Dutra-6658.jpg 920w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Flavio-Dutra-6658-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Flavio-Dutra-6658-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Flavio-Dutra-6658-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Flavio-Dutra-6658-465x309.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Flavio-Dutra-6658-695x462.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><figcaption>A casa de rituais da aldeia guarani Teko\u00e1 Pind\u00f3 Poty, localizada no Lami, na zona Sul de Porto Alegre. Na imagem de capa, menina ind\u00edgena se escode durante brincadeira na aldeia guarani Teko\u00e1 Pind\u00f3 Mirim, na Terra Ind\u00edgena do Cantagalo, em Itapu\u00e3, Viam\u00e3o (Fl\u00e1vio Dutra\/Arquivo JU 21 jul.2020)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#ebebeb\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2674881975631801\" target=\"_blank\">Nilton Mullet Pereira<\/a> \u00e9 professor da \u00e1rea de ensino de Hist\u00f3ria da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o e professor do Mestrado profissional em ensino de Hist\u00f3ria (ProfHist\u00f3ria).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo | Embalado pelas reflex\u00f5es do pensador ind\u00edgena, Nilton Mullet Pereira, docente da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, procura imaginar o que podemos aprender quando o humano n\u00e3o \u00e9 a medida de todas as coisas *Por: Nilton Mullet Pereira*Foto de capa: Fl\u00e1vio Dutra\/Arquivo JU 21 jul. 2020 A escuta de Ailton Krenak<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/professoras-de-historia-aprendendo-com-ailton-krenak\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29733,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[53],"tags":[1981,1682,1979,1977,1980,1978],"ppma_author":[2938],"class_list":["entry","author-gerente","post-28596","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-artigo","tag-abismo","tag-ailton-krenak","tag-colonialidade","tag-diferenca","tag-ensino-de-historia","tag-sonho"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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