{"id":3398,"date":"2019-05-22T15:41:50","date_gmt":"2019-05-22T18:41:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=3398"},"modified":"2019-05-22T16:54:02","modified_gmt":"2019-05-22T19:54:02","slug":"aprendizagem-infinita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/aprendizagem-infinita\/","title":{"rendered":"Aprendizagem infinita"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:9px\"><em>Autores: Nilton Mullet Pereira, Fernanda de Amorim Golembiewski, Marcello Paniz Giacomoni, Maur\u00edcio da Silva Dorneles, Cristine Gubert Moreira<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Ensino-B\u00e1sico-Larry-Rochele-Zandavalli-4955-web-4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3419\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Ensino-B\u00e1sico-Larry-Rochele-Zandavalli-4955-web-4.jpg 567w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Ensino-B\u00e1sico-Larry-Rochele-Zandavalli-4955-web-4-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Ensino-B\u00e1sico-Larry-Rochele-Zandavalli-4955-web-4-300x198.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Ensino-B\u00e1sico-Larry-Rochele-Zandavalli-4955-web-4-500x331.jpg 500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Ensino-B\u00e1sico-Larry-Rochele-Zandavalli-4955-web-4-166x110.jpg 166w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption>Pe\u00e7as do jogo &#8220;As viagens do Tambor&#8221; (Foto: Rochele Zandavalli)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap wp-block-paragraph\">O jogo <em><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/category\/acervo\/jogos-acervo\/\">As viagens do Tambor<\/a><\/em><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/category\/acervo\/jogos-acervo\/\"> <\/a>\u00e9 cria\u00e7\u00e3o de uma aprendizagem coletiva de estudantes e professores(as) da UFRGS com pessoas e movimentos sociais negros de Porto Alegre. Foi desenvolvido a partir do Projeto de Extens\u00e3o <em>Territ\u00f3rios Negros: afro-brasileiros em Porto Alegre<\/em>, vinculado ao Laborat\u00f3rio de Ensino de Hist\u00f3ria e Educa\u00e7\u00e3o (LHISTE). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trata-se de um jogo de tabuleiro\npara crian\u00e7as e jovens da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, especialmente a partir do sexto ano\ndo ensino fundamental. Ao abrir o tabuleiro, jogadoras e jogadores entram em\ncontato com um percurso na cidade de Porto Alegre. Esse percurso estabelece\ndi\u00e1logos entre o passado e o presente da cidade, a partir de lugares e bairros\nreconhecidos como territ\u00f3rios negros \u2013 tais como a Ilhota, o Quilombo do Areal,\no Mercado P\u00fablico, a Restinga. No jogo, esses lugares encontram-se com\npersonagens negras e negros, como a Mestra Gri\u00f4 Maria Elaine Rodrigues ou o\nPr\u00edncipe Cust\u00f3dio, e pr\u00e1ticas culturais, como o Sopapo Po\u00e9tico ou uma roda de\ncapoeira, cujas trajet\u00f3rias e experi\u00eancias interligam-se com a hist\u00f3ria da\ncidade. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos lugares, personagens e pr\u00e1ticas culturais, se junta o principal elemento que constitui e d\u00e1 nome ao jogo: o Tambor. Trata-se de um tambor com vida, com subjetividade, que remonta ao monumento do Tambor localizado na Pra\u00e7a Brigadeiro Sampaio, no centro de Porto Alegre \u2013 o primeiro marco do <a href=\"http:\/\/museudepercursodonegroemportoalegre.blogspot.com\/\">Museu de Percurso do Negro<\/a>, que conta com obras de arte distribu\u00eddas por espa\u00e7os p\u00fablicos da cidade. Escolhido como elemento articulador do jogo, o instrumento possui alto valor simb\u00f3lico para as culturas africanas e afro-brasileiras, e est\u00e1 presente em diversas pr\u00e1ticas culturais vinculadas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ler as instru\u00e7\u00f5es do in\u00edcio de\njogo, os(as) participantes descobrem que o Tambor foi tomado por uma vontade de\nsair da pra\u00e7a e viajar pela cidade para encontrar-se com uma personagem e,\njunto dela, participar de uma pr\u00e1tica cultural. A partir dessas refer\u00eancias, o\njogo inicia com a escolha de uma personagem por cada jogador(a). Essa\npersonagem percorrer\u00e1 um tabuleiro circular a partir do rolar dos dados,\nentrando nos territ\u00f3rios negros de Porto Alegre, procurando descobrir, por meio\nde palpites e de racioc\u00ednios, para onde foi o Tambor, com quem est\u00e1 e o que\nest\u00e1 fazendo. Vence o jogo quem primeiro descobrir essas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O jogo proporciona uma aprendizagem\ninfinita, nunca sucumbindo ou se esgotando nas paredes do que pode ser dito ou\nvisto. A cada rodada, os valores que o fundamentam se multiplicam em profus\u00e3o\npela energia trocada pelos(as) jogadores(as), que retomam, na diferen\u00e7a, o\nprodigioso espet\u00e1culo da vida. A ludicidade, a circularidade, a oralidade, a\ncorporeidade, a mem\u00f3ria e a energia vital que movimentam o Tambor e os\njogadores s\u00e3o valores de vida dos povos negros que envolvem as pessoas a cada\ninstante imensur\u00e1vel do jogar e do brincar, numa \u00e9tica e numa pol\u00edtica das\nrela\u00e7\u00f5es \u2013 pois as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o o elemento de onde jorra o tempo e a aprendizagem\ninfinita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A aprendizagem proporcionada pelo\njogo iniciou j\u00e1 em seu processo de constru\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o. Tendo durado\naproximadamente dois anos, esse processo \u00e9 identificado pelos sujeitos\nenvolvidos como uma trajet\u00f3ria de constru\u00e7\u00e3o coletiva em que diferentes saberes\nforam reunidos: das teorias dos jogos, da historiografia, da educa\u00e7\u00e3o, dos\nmovimentos sociais, da Educa\u00e7\u00e3o para as Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico-Raciais. Experi\u00eancias\ncomo a da Mestra Gri\u00f4 Maria Elaine Rodrigues foram constitutivas do jogo e lhe\ntrouxeram vida, assim como tantos outros que enriqueceram esse processo com\nseus saberes. <em>As Viagens do Tambor<\/em>\npossibilitaram in\u00fameras aprendizagens antes mesmo de sua concretiza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>O jogo comp\u00f5e a pr\u00f3pria cesura por onde narrativas hist\u00f3ricas podem ser criadas. Nessas narrativas, h\u00e1 possibilidades de imaginar e vivenciar o encontro de M\u00e3e Rita e Pr\u00edncipe Cust\u00f3dio \u2013 pessoas que viveram na Porto Alegre do s\u00e9culo XIX \u2013 com o Sopapo Po\u00e9tico e as Batalhas de Hip Hop \u2013 experi\u00eancias culturais do s\u00e9culo XXI. Muitas outras experi\u00eancias com jogos certamente j\u00e1 existiam em tempos anteriores ao do Tambor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito j\u00e1 se escreveu e se pensou\nsobre o uso de jogos em sala de aula, sobre o uso de jogos para ensinar\nHist\u00f3ria ou mesmo sobre como os jogos podem produzir narrativas hist\u00f3ricas. Nosso\nargumento, entretanto, \u00e9 que cada uma das experi\u00eancias precisam ser vistas em\nsua singularidade, naquilo que, justamente, o olhar n\u00e3o alcan\u00e7a e que as\nproposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o expressam. Aprender com o que o jogo provoca implica n\u00e3o\nlev\u00e1-lo a um lugar-comum em que estariam tamb\u00e9m outras experi\u00eancias parecidas.\nFazer isso, tanto com o Tambor quanto com qualquer outro jogo desse tipo, \u00e9\nperder a pot\u00eancia que somente esse jogo pode dar. N\u00f3s, portanto, somente seremos\ncapazes de aprender com ele se conseguirmos separ\u00e1-lo de uma tradi\u00e7\u00e3o, de uma\ngeneralidade pedag\u00f3gica, de um conjunto de propostas did\u00e1ticas semelhantes e se\ndurarmos na exist\u00eancia incomensur\u00e1vel das viagens do Tambor. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse movimento de aprendizagem\ninfinita nos desloca dos lugares aos quais estamos acostumados a andar. Ou\nseja, faz nos desarmarmos de n\u00f3s mesmos, de nossas cren\u00e7as arraigadas, que,\nsim, d\u00e3o sentido ao que fazemos e pensamos todos os dias, mas que dificultam o\nnosso acesso \u00e0 dura\u00e7\u00e3o das coisas e, consequentemente, ao aprender com o outro,\ncom os outros e, sobretudo, com a energia vital que exala, pela cesura do\ntempo, nas bordas do que pode ser dito e do que pode ser visto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa postura indica que, por\nexemplo, para aprendermos com o Mestre Borel \u2013 uma das personagens do jogo \u2013, \u00e9\npreciso nos desarmarmos do nosso cientificismo, do nosso descritivismo, da\nnossa obsess\u00e3o explicativa, dos modos e dos estilos de narrativa hist\u00f3rica aos\nquais estamos acomodados. Mestre Borel, para nos surpreender, precisa que nos\ndeixemos ser surpreendidos, abertos \u00e0 possibilidade da desconstitui\u00e7\u00e3o do que\nsomos. E o que somos \u00e9 uma mem\u00f3ria racista e discriminat\u00f3ria, que se acostumou\n\u00e0 norma que produz a brancura como normal e que criou silenciamentos em rela\u00e7\u00e3o\n\u00e0s pessoas e \u00e0s pr\u00e1ticas culturais negras em Porto Alegre e no Brasil. Nesse\nsentido, Mestre Borel n\u00e3o pode ser visto como uma caixa explicativa em um livro\ndid\u00e1tico, na tangente de uma narrativa euroc\u00eantrica que, por uma pretensa obra\nde benevol\u00eancia, abre caixas de texto para aqueles a quem reservou o lugar do\napagamento e do sil\u00eancio. Mestre Borel \u00e9 protagonista de uma hist\u00f3ria agora\ncontada e de uma mem\u00f3ria agora fulgurante na vida, na escola, no cotidiano da\ncidade. <\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Aprendizagem\nhist\u00f3rica<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O jogo <em>As viagens do Tambor<\/em> sugere mist\u00e9rio e cria\u00e7\u00e3o. Desse modo, ele tem\nse mostrado uma novidade interessante no campo da aprendizagem hist\u00f3rica. Ao\npropor que aprender possa ser outra coisa que responder \u00e0s perguntas\ndecorrentes do estudo de uma narrativa hist\u00f3rica ou mesmo lembrar as defini\u00e7\u00f5es\nde conceitos ou os processos resultantes de estudos de per\u00edodos, idades ou\neras, estamos sugerindo uma aprendizagem muito mais profunda e intuitiva \u2013 como\nprop\u00f5e Henri Bergson, em <em>A evolu\u00e7\u00e3o\ncriadora<\/em>. A aprendizagem, portanto, \u00e9 infinita porque o jogar e o brincar\ncom o Tambor nos fazem comungar com um intervalo em que nada h\u00e1 de nomes,\ndefini\u00e7\u00f5es, formas ou conceitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 como se o jogar e o brincar se\noferecessem desde uma mat\u00e9ria bruta na qual os sentidos ainda n\u00e3o est\u00e3o\nexpressos. Colocar-se nesse \u201centre\u201d, que \u00e9 aprendizagem infinita, implica\npensar que o jogo do Tambor nos aborda num recuo em rela\u00e7\u00e3o ao que se diz e se\npode dizer sobre ele e dos sentidos que ele pode expressar. Essa experi\u00eancia \u00e9,\nportanto, n\u00e3o com um mundo viciado em defini\u00e7\u00f5es (materialidade de uma mem\u00f3ria\nracista), mas com a for\u00e7a e a energia vital que escorrem desde o jogar e o\nbrincar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>As viagens do Tambor<\/em> n\u00e3o opera com o tempo cronol\u00f3gico, ainda que possa decorrer\ndele uma profus\u00e3o de linhas que situam as pessoas, os territ\u00f3rios e as pr\u00e1ticas\ndos povos negros em espa\u00e7o-tempos definidos. O jogo opera com a intelig\u00eancia,\nmas tamb\u00e9m com a imagina\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, ele \u00e9 um misto, pois, como a\npr\u00f3pria energia vital de onde decorrem as atualiza\u00e7\u00f5es, as formas, os nomes, os\nesquemas explicativos, ele \u00e9 a imagina\u00e7\u00e3o que nos leva a criar, desde uma\n\u00e9tica, futuros ainda n\u00e3o pensados e imprevis\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O movimento criativo se d\u00e1 desde\nvalores que ultrapassam as racionaliza\u00e7\u00f5es que conhecemos. Ultrapassam a ideia\nde um sujeito universal que conhece de modo inteligente e t\u00e9cnico. Ultrapassam\no estudo das causas e de todas as mat\u00e9rias j\u00e1 formadas. O movimento criativo se\nd\u00e1 desde os valores civilizat\u00f3rios afro-brasileiros. S\u00e3o valores para produzir\na vida. Qualidades puras que n\u00e3o se confundem com o j\u00e1 dito, mas com a\nexperi\u00eancia. E \u00e9 por isso que eles ensejam aprendizagens muito mais profundas\nque um estudo das causas (sempre necess\u00e1rio, obviamente) n\u00e3o pode permitir.\nEnt\u00e3o, o relacionar-se que enseja a resolu\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio das viagens do Tambor\n\u2013 em qual territ\u00f3rio est\u00e1, com qual pessoa e realizando qual pr\u00e1tica? \u2013 oferece\numa aprendizagem infinita com pr\u00e1ticas, pessoas, territ\u00f3rios e for\u00e7as que\ntransitam e atravessam nossas vidas ainda que, por muito tempo, tenhamos negado\nseu potencial de vida e sufocado suas possibilidades para pensar as rela\u00e7\u00f5es\nentre as pessoas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desse territ\u00f3rio bruto que \u00e9 o jogo,\no brincar e o jogar se apresentam como a pura energia que leva \u00e0 cria\u00e7\u00e3o: de\nnarrativas, hist\u00f3rias, mem\u00f3rias e aprendizagens infinitas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"311\" height=\"295\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/carnaval.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3425\" data-link=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/aprendizagem-infinita\/carnaval\/\" class=\"wp-image-3425\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/carnaval.jpg 311w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/carnaval-123x117.jpg 123w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/carnaval-300x285.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/carnaval-116x110.jpg 116w\" sizes=\"(max-width: 311px) 100vw, 311px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"321\" height=\"295\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/hiphop-1.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3426\" 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2018.&nbsp;<\/strong>  <br><em>Equipe:<\/em> Maur\u00edcio da Silva Dorneles, Marcello Paniz Giacomoni, Carmem Zeli de Vargas Gil, Fernanda de Amorim Golembiewski, Carla Beatriz Meinerz, Cristine Gubert Moreira, Nilton Mullet Pereira, Stefany Reis, Daniele Machado Vieira  <br><br><strong>Material de apoio aos professores e professoras<\/strong> <br><em>Equipe: <\/em>Daniele Machado Vieira, Maur\u00edcio da Silva Dorneles, Fernanda de Amorim Golembiewski, Carla Beatriz Meinerz, Cristine Gubert Moreira <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autores: Nilton Mullet Pereira, Fernanda de Amorim Golembiewski, Marcello Paniz Giacomoni, Maur\u00edcio da Silva Dorneles, Cristine Gubert Moreira O jogo As viagens do Tambor \u00e9 cria\u00e7\u00e3o de uma aprendizagem coletiva de estudantes e professores(as) da UFRGS com pessoas e movimentos sociais negros de Porto Alegre. 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