{"id":34282,"date":"2021-07-15T09:20:00","date_gmt":"2021-07-15T12:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=34282"},"modified":"2022-05-10T13:41:17","modified_gmt":"2022-05-10T16:41:17","slug":"linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/","title":{"rendered":"Linguagem N\u00e3o Bin\u00e1ria desestabiliza as normas e prop\u00f5e uma maneira mais inclusiva de comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Sociedade | Tamb\u00e9m conhecida como Linguagem Neutra de G\u00eanero, seu uso procura tirar do autom\u00e1tico o binarismo da l\u00edngua e promover espa\u00e7o de maior visibilidade, representa\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 identidade de cada pessoa&nbsp;<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:11px\"><em>*Foto de capa: Fl\u00e1vio Dutra\/JU<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando voc\u00ea conhece algu\u00e9m novo, mas n\u00e3o sabe sua identidade de g\u00eanero, voc\u00ea para e pensa como vai se referir a essa pessoa? Voc\u00ea costuma dizer \u2018\u00f4 mo\u00e7o&#8217;, \u2018\u00f4 guria\u2019, \u2018\u00f4 guri\u2019 para quem n\u00e3o conhece? Ou ent\u00e3o apontar \u2018aquela mulher ali\u2019, \u2018aquele homem ali\u2019 sem saber quem s\u00e3o de fato? E voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar que pode, no automatismo do cotidiano, estar violando algo que deveria ser b\u00e1sico: o direito de cada pessoa dizer quem \u00e9 e como se identifica?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se voc\u00ea estiver prestando aten\u00e7\u00e3o nas redes sociais nos \u00faltimos tempos, deve ter percebido que cada vez mais pessoas est\u00e3o sinalizando, junto ao espa\u00e7o da \u201cbio\u201d de seus perfis, os pronomes pelos quais preferem ser tratadas. \u201cEla\/dela\u201d, \u201cEle\/dele\u201d, \u201cElu\/delu\u201d, \u201cIle\/dile\u201d s\u00e3o algumas dessas possibilidades. Com \u201cela\u201d e \u201cele\u201d voc\u00ea, provavelmente, est\u00e1 familiarizado desde que nasceu. J\u00e1 \u201cElu\/delu\u201d e \u201cIle\/dile\u201d s\u00e3o pronomes considerados \u201cneutros\u201d e integram sistemas da chamada linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria &#8211; tamb\u00e9m conhecida como linguagem neutra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria &#8211; que parte do pressuposto de que o masculino da l\u00edngua portuguesa, tido como gen\u00e9rico, \u00e9, na verdade, um marcador excludente e que a l\u00edngua, ao representar suas gentes, falha ao n\u00e3o trazer sua diversidade &#8211; encontra a internet como um terreno f\u00e9rtil, sendo, por enquanto, o espa\u00e7o social em que \u00e9 mais utilizada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No estudo da l\u00edngua e na viv\u00eancia em sociedade, os g\u00eaneros feminino e masculino costumam ser os \u00fanicos sobre os quais aprendemos. Acontece que grupos, em sua maioria pertencentes \u00e0s comunidades LGBTQIAP+, mostram que h\u00e1 outras exist\u00eancias poss\u00edveis para al\u00e9m do bin\u00e1rio homem e mulher, feminino e masculino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A n\u00e3o binaridade \u00e9 uma forma de identificar pessoas que n\u00e3o se sentem contempladas por essa estrutura que fixa os limites de pertencimento a um (e apenas um) g\u00eanero. O termo \u2018n\u00e3o bin\u00e1rio\u2019 \u00e9 guarda-chuva e pode compreender pessoas trans, pessoas de g\u00eanero fluido, pessoas intersexo, pessoas ag\u00eanero ou simplesmente qualquer pessoa que n\u00e3o se sinta contemplada pelo binarismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E o que isso tem a ver com linguagem? Tudo. Afinal, utilizamos da linguagem para estar no mundo, para transformar-nos em sujeitos. A l\u00edngua faz parte do processo humano de subjetiva\u00e7\u00e3o, de comunica\u00e7\u00e3o, de autoexpress\u00e3o.&nbsp;\u201cO social e o lingu\u00edstico podem e devem dialogar\u201d, afirma Nai Monteiro, mestranda no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Estudos da Linguagem da Universidade Federal Rural de Pernambuco (PROGEL\/UFRPE). \u201cSe a gente parar e pensar, a l\u00edngua nos agencia. N\u00f3s n\u00e3o podemos existir fora da l\u00edngua. Toda quest\u00e3o de identidade, de g\u00eanero, de sexualidade necessariamente perpassa a linguagem.\u201d Nai, que se identifica como uma pessoa n\u00e3o bin\u00e1ria que prefere ser tratada no feminino, realiza estudos sobre quest\u00f5es relacionadas \u00e0s express\u00f5es Queer e LGBTQIAP+.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora lembra que j\u00e1 existem v\u00e1rias sistematiza\u00e7\u00f5es da linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria, mas que n\u00e3o h\u00e1 uma forma \u00fanica ou \u201ccorreta\u201d de neutralizar. Pelo contr\u00e1rio, o movimento tem em sua inten\u00e7\u00e3o a desestabiliza\u00e7\u00e3o da norma e n\u00e3o a imposi\u00e7\u00e3o de outras. A pluralidade de sistematiza\u00e7\u00f5es indica as muitas possibilidades de incorporar o movimento na linguagem. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos sistemas mais utilizados \u00e9 o \u201cELU\/DELU\u201d. Nele, o \u201ca\u201d e \u201co\u201d no final dos pronomes \u00e9 substitu\u00eddo por \u201cu\u201d. Em lugar de dizer \u201cele\u201d ou \u201cela\u201d, diz-se \u201celu\u201d. Para \u201cdele\u201d ou \u201cdela\u201d, utilize-se \u201cdelu\u201d. J\u00e1 em palavras terminadas em \u201ca\u201d ou \u201co\u201d, troca-se pelo \u201ce\u201d, como em \u201clinde\u201d, \u201ctranquile\u201d, \u201cnamorade\u201d. Em palavras em que o \u201ce\u201d sinaliza o masculino, utiliza-se o \u201cie\u201d, como em \u201cprofessories\u201d. Esse \u00e9 apenas um dos sistemas poss\u00edveis. Outros, como o \u201cILE\/DILE\u201d, tamb\u00e9m s\u00e3o comumente utilizados. Alguns manuais podem ser encontrados na internet, como o de <a href=\"https:\/\/medium.com\/guia-para-linguagem-neutra-pt-br\/guia-para-linguagem-neutra-pt-br-f6d88311f92b)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ophelia Cassiano<\/a>, ativista trans, e o de <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/341736329_Manual_para_o_uso_da_linguagem_neutra_em_Lingua_Portuguesa.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gioni Ca\u00ea Almeida<\/a>, estudante de Letras da Unioeste. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O movimento pela neutraliza\u00e7\u00e3o da linguagem est\u00e1 longe de acontecer apenas em territ\u00f3rio brasileiro. Em<a href=\"https:\/\/expresso.pt\/sociedade\/2020-09-29-Governo-cria-novas-regras-para-militares-usarem-linguagem-nao-discriminatoria\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Portugal<\/a>, na<a href=\"https:\/\/www.geledes.org.br\/suecia-cria-pronome-de-genero-neutro-para-alem-do-ele-e-ela\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Su\u00e9cia<\/a>, na <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/cultura\/2019-12-23\/amigues-da-linguagem-inclusiva.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Argentina<\/a>, nos<a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/universa\/noticias\/redacao\/2019\/09\/17\/dicionario-britanico-inclui-genero-neutro.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Estados Unidos<\/a> e no <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/mundo\/senado-do-canada-aprova-genero-neutro-em-hino-nacional\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Canad\u00e1<\/a>, por exemplo, existem movimentos que datam de d\u00e9cadas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 institucionaliza\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o da linguagem em seus territ\u00f3rios. No Brasil, escuta-se muito a pergunta: \u2018Mas vai entrar para a l\u00edngua portuguesa?\u2019. Para Arthur Marques de Oliveira, mestrando do PPG de Letras da UFRGS, existem quest\u00f5es mais latentes do que essa. \u201cPara mim, o mais importante \u00e9 o fen\u00f4meno. Por que agora os falantes est\u00e3o querendo se marcar dessa maneira? Por que eles est\u00e3o querendo se diferenciar dessa forma? \u00c9 o momento de escutar isso.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"920\" height=\"690\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0739.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34753\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0739.jpg 920w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0739-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0739-156x117.jpg 156w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0739-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0739-465x349.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0739-667x500.jpg 667w\" sizes=\"(max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><figcaption>Foto: Fl\u00e1vio Dutra\/JU<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um assunto para todes&nbsp;<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando Mar, estudante de Psicologia, se percebeu uma pessoa trans, come\u00e7ou a sentir o desconforto cotidiano de quem convivia com elu. \u201cEu percebia muitas pessoas tendo vontade de mudar, de querer saber como me tratar, mas n\u00e3o sabendo como. Comecei a fazer posts no Instagram sobre linguagem neutra porque entendi que, assim como eu estava aprendendo, outras pessoas tamb\u00e9m podiam.\u201d <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mardemar.nb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mar Facciolla<\/a> tem 22 anos, mora no extremo sul de S\u00e3o Paulo e cria conte\u00fado para internet sobre temas como linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria e sa\u00fade mental de pessoas LGBTQIAP+.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m de levar informa\u00e7\u00e3o, elu conta que o Instagram virou um lugar de rede de apoio. Pessoas de todo pa\u00eds foram se conectando com o conte\u00fado, e hoje muitas s\u00e3o amigues. Antes de entender o que significava a linguagem neutra, Mar tinha a ideia &#8211; muito divulgada &#8211; de que \u00e9 um assunto \u201celitista\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Eu n\u00e3o me sentia contemplade com os pronomes femininos e masculinos, mas ao mesmo tempo achava que usar a linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria com outras pessoas era excludente e elitista. At\u00e9 que eu comecei a entrar em contato com pessoas as mais diversas e ver que a linguagem neutra era usada, inclusive, por pessoas perif\u00e9ricas, que n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 academia. Isso mudou minha forma de perceber tudo\u201d<\/p><cite>Mar Facciolla<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Instagram, elu auxilia pessoas, a partir de <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/342079619_Linguagem_Nao-Binaria_ou_Neutra_de_Genero_Neolinguagem_-_Pronomes_Neutros\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cards<\/a> e v\u00eddeos, a visualizarem formas de incluir a linguagem neutra no dia a dia. Um dos assuntos que Mar refor\u00e7a \u00e9 a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o do \u201cX\u201d e do \u201c@\u201c para neutralizar palavras. Apesar de ser ainda bastante recorrente na internet, o formato \u00e9 criticado por impossibilitar a leitura e prejudicar pessoas com dislexia ou defici\u00eancia visual. Existem tamb\u00e9m formas na pr\u00f3pria l\u00edngua de n\u00e3o marcar o g\u00eanero, sem precisar do @ e do X. Em vez de usar \u2018diretor\u2019 e \u2018diretora\u2019, usar dirigente; de \u2018aluno\u2019 e \u2018aluna\u2019, estudante.&nbsp;Preferir dizer &#8220;o trabalho de Anna&#8221;, sem especificar o g\u00eanero do nome pr\u00f3prio (<em>da<\/em> Anna). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Douglas Ostruca, doutoranda do PPGCOM da Faculdade de Biblioteconomia e Comunica\u00e7\u00e3o (Fabico) da UFRGS, aponta que n\u00e3o se trata de se associar a linguagem neutra somente a pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias. \u201cA proposta \u00e9 que ela possa ser usada em refer\u00eancia a qualquer pessoa, independentemente da forma como voc\u00ea se afirma socialmente.\u201d Por isso a import\u00e2ncia de que seja divulgada. \u201cPor meio desse debate a gente se d\u00e1 conta tamb\u00e9m sobre o quanto se pressup\u00f5e sobre o outro. Olhamos para outra pessoa e come\u00e7amos a jogar c\u00f3digos para reconhecer esse corpo.\u201d A linguagem neutra convida a dar um passo para tr\u00e1s, reformular.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>N\u00e3o pressupor &#8211; e, sim, perguntar!&nbsp;<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Laurie Martignago tem 33 anos, \u00e9 cabelereire em Porto Alegre e h\u00e1 cerca de dois anos come\u00e7ou a se identificar como uma pessoa trans n\u00e3o bin\u00e1ria. Por ser um processo ainda recente, enxerga a dificuldade por parte das pessoas de ades\u00e3o ao pronome neutro e acaba, elu mesme, muitas vezes, utilizando o pronome masculino no cotidiano &#8211; apesar de preferir o neutro. Laurie conta que encontrar a possibilidade da n\u00e3o binaridade como express\u00e3o e identidade de g\u00eanero depois de 31 anos foi transformador. A quest\u00e3o da linguagem passou a ser mais central desde ent\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDepois de um tempo de transi\u00e7\u00e3o, muitas pessoas ainda me chamam pelo feminino. N\u00e3o vou dizer que n\u00e3o me incomoda, porque me incomoda um pouco\u201d, conta. Essas situa\u00e7\u00f5es geralmente acontecem com clientes de Laurie que passaram algum tempo sem ir cortar o cabelo. Alguns notam que a voz delu est\u00e1 diferente, e elu explica que est\u00e1 em processo hormonal (o T). \u201cE a\u00ed as pessoas dizem &#8216;Meu deus, como eu te chamo agora?&#8217;, ficam muito nervosas, se desculpam muito\u201d, relata. \u201cE da\u00ed respondo: &#8216;Agora voc\u00eas sabem. Podem usar o pronome neutro&#8217;.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos atendimentos, por trabalhar com proximidade \u00e0 fala e \u00e0 escuta de clientes, Laurie assume uma postura de n\u00e3o se referir no masculino ou no feminino at\u00e9 a pr\u00f3pria pessoa se expressar. Tem se utilizado do h\u00e1bito de perguntar mais frequentemente os pronomes &#8211; algo que considera positivo. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Acho que a gente n\u00e3o tem que adivinhar o pronome de algu\u00e9m. O correto mesmo \u00e9 perguntar. Quando voc\u00ea pergunta, mesmo que seja uma pessoa bin\u00e1ria, ela j\u00e1 entende que existe o n\u00e3o [bin\u00e1rio]. Isso tamb\u00e9m \u00e9 interessante para entender que n\u00e3o se trata de uma performance de &#8216;n\u00e3o bin\u00e1rio&#8217;.\u201d<\/p><cite>Laurie Martignago <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o existe uma apar\u00eancia que seja associada a qualquer identidade de g\u00eanero. Um dia, durante um atendimento, Laurie se deparou com essa quest\u00e3o quando um cliente relatou a elu que era uma pessoa n\u00e3o bin\u00e1ria, mas por conta de sua forma de ser as pessoas sempre inferiam que era um homem cis. \u201cElu me disse que tinha demorado muito tempo para se identificar como uma pessoa n\u00e3o bin\u00e1ria porque elu era &#8216;assim&#8217; &#8211; em refer\u00eancia a como se vestia, como agia. Para as pessoas, elu n\u00e3o &#8216;parecia n\u00e3o bin\u00e1rie&#8217;\u201d, conta. &#8220;Naquele momento, elu me disse preferir que muito mais pessoas perguntem os pronomes pelos quais elu gostaria de ser chamade. Porque elu diria: neutro.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lu\u00edsa Avencourt, estudante de Psicologia da UFRGS, tamb\u00e9m considera importante o movimento de perguntar &#8220;quais s\u00e3o teus pronomes?, como tu gostaria de ser chamada, chamado, chamade?&#8221;. Ela integra o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/transenempoa\/?hl=pt-br\">Transenem<\/a> &#8211; curso pr\u00e9-ENCCEJA, pr\u00e9-ENEM e pr\u00e9-vestibular para a popula\u00e7\u00e3o LGBTQI+ &#8211; em Porto Alegre. Na experi\u00eancia do coletivo, todes, aos se apresentarem, falam seus pronomes. Em sala de aula, professories utilizam o neutro. \u201cPerguntar \u00e9 uma forma de tirar o car\u00e1ter de normal do binarismo. Perguntar leva a pessoa a pensar: &#8216;Calma a\u00ed, ningu\u00e9m nunca me questionou sobre isso&#8217;\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMas \u00e9 importante fazer n\u00e3o s\u00f3 com pessoas trans. O mais interessante \u00e9 fazer isso com todes\u201d, sinaliza.&nbsp;Fazer parte da &#8220;norma&#8221; e, ainda assim, nomear-se pode ser um movimento de desestabiliza\u00e7\u00e3o e de compromisso com a luta atrav\u00e9s da l\u00edngua. Eu, rep\u00f3rter, por exemplo, me chamo Anna e meus pronomes s\u00e3o ela\/dela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cExiste uma for\u00e7a pol\u00edtica muito grande em enunciar os pr\u00f3prios pronomes. Quando pessoas cis e bin\u00e1rias fazem isso, \u00e9 como se dissessem para a sociedade que n\u00e3o \u00e9 \u00f3bvio, que podem ter outra identidade&#8221;<\/p><cite>Lu\u00edsa Avencourt <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lu\u00edsa se identifica como trans n\u00e3o bin\u00e1ria e prefere a utiliza\u00e7\u00e3o dos pronomes femininos. No Transenem, ela atua dentro do n\u00facleo de apoio psicopedag\u00f3gico, lugar de acolhimento des alunes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O movimento de identifica\u00e7\u00e3o dos pronomes tem ganhado espa\u00e7o nas redes. Em maio deste ano, o <a href=\"https:\/\/exame.com\/tecnologia\/usuarios-do-instagram-agora-podem-adicionar-pronomes-em-seu-perfil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram implementou<\/a> para usu\u00e1rios de pa\u00edses como Estados Unidos e Reino Unido uma modalidade que permite a inser\u00e7\u00e3o de at\u00e9 quatro pronomes de g\u00eanero ao lado do nome da conta. A informa\u00e7\u00e3o pode ser vista por qualquer pessoa ou apenas por seguidores. O recurso ainda n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel no Brasil. Durante o M\u00eas do Orgulho, o <a href=\"http:\/\/www.paraibatotal.com.br\/noticias\/2021\/06\/28\/62452-linkedin-disponibiliza-campo-exclusivo-para-pronomes-no-perfil-dos-usuarios\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Linkedin<\/a> fez uma a\u00e7\u00e3o semelhante &#8211; inclusive no Brasil -, em que oferece um campo exclusivo para pronomes no perfil de quem utiliza a plataforma. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"920\" height=\"690\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0738.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34752\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0738.jpg 920w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0738-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0738-156x117.jpg 156w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0738-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0738-465x349.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0738-667x500.jpg 667w\" sizes=\"(max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><figcaption>Foto: Fl\u00e1vio Dutra\/JU<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>O respeito produz sa\u00fade&nbsp;<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs pessoas se colocam na linguagem. \u00c9 importante eu me sentir representade por aquilo que eu escuto. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que temos gostos musicais, que temos sotaques. A nossa linguagem fala de n\u00f3s\u201d, explica Patrini Raimundo, psic\u00f3loga especializada em Sa\u00fade Mental Inclusiva LGBTQIAP+. A forma como nos colocamos e somos colocades na l\u00edngua pode ser determinante, n\u00e3o s\u00f3 para a sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento. Pode gerar impacto em como uma pessoa vivencia a vida como um todo: a rotina, as idas a espa\u00e7os de sa\u00fade, a presen\u00e7a nas redes, a experi\u00eancia na universidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o mestrado, no Recife, Nai Monteiro conta que, apesar de a maioria do corpo docente saber que ela \u00e9 uma pessoa n\u00e3o bin\u00e1ria e preferir os pronomes femininos, ainda h\u00e1 docentes que insistem em trat\u00e1-la no masculino.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cSe a pessoa pede para que voc\u00ea a trate dessa maneira, trate &#8211; independentemente de achar bonito, feio, de gostar ou n\u00e3o. Respeite quem exige respeito, porque a pessoa tem um motivo para fazer isso\u201d&nbsp;<\/p><cite>Nai Monteiro <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nai avalia que a n\u00e3o binaridade desempenha um papel de estranhamento na educa\u00e7\u00e3o. Existe um desconforto gerado em algumas pessoas n\u00e3o apenas com a mudan\u00e7a na linguagem, mas com o pr\u00f3prio rompimento do &#8220;cistema&#8221; (sistema em que o &#8220;cis&#8221; \u00e9 uma norma). Por isso, \u00e9 indissoci\u00e1vel pensar quest\u00f5es de g\u00eanero de forma conectada \u00e0s quest\u00f5es da linguagem neutra. O queer, lembra Nai, traz em sua origem latina o significado daquilo que \u201ctorce\u201d, que rompe, que desestabiliza o que foi normatizado. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cPessoas n\u00e3o bin\u00e1rias em ambientes educativos desestabilizam porque fazem a gente se comportar de outra maneira que n\u00e3o aquela convencional, tradicional e, claro, bin\u00e1ria\u201d &nbsp;<\/p><cite>Nai Monteiro<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr\u00e1rio do processo que vive na internet, onde conseguiu criar uma rede de afeto e acolhimento, o ambiente da universidade foi hostil para Mar. Mesmo utilizando pronomes neutros na sala de aula e sinalizando que era assim que gostaria de ser chamade, viveu epis\u00f3dios de desrespeito. No in\u00edcio, flexibilizava dizendo que poderia ser chamade no neutro ou no masculino, mas parou ao ver que acabava gerando sofrimento para si. \u201cDeixei de usar pronomes masculinos porque percebi que isso me causava desconforto apenas para deixar outras pessoas confort\u00e1veis\u201d, pontua. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Foi um processo de autorrespeito e de uma cobran\u00e7a pol\u00edtica, do tipo &#8216;Voc\u00ea vai ter que aprender a falar comigo se voc\u00ea quiser falar comigo&#8217;\u201d&nbsp;<\/p><cite>Mar Facciolla <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O respeito \u00e0 identidade de cada pessoa tem impacto direto em sua sa\u00fade f\u00edsica e mental. Por diversas vezes, Mar relata ter deixado de ir a atendimentos de sa\u00fade porque sabia que viveria o constrangimento de n\u00e3o ter sua identidade respeitada. \u201c\u00c9 muito bizarro pensar que voc\u00ea precisa de uma assist\u00eancia em sa\u00fade mental e evitar esse sistema porque, se voc\u00ea for l\u00e1, vai ter outra crise por um motivo diferente, agravando o sintoma\u201d, desabafa.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>A palavra d\u00e1 lugar&nbsp;<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAcho que o uso da linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria \u00e9 mais do que sobre se sentir acolhide na l\u00edngua. \u00c9 como se a gente sa\u00edsse da invisibilidade. Quando algu\u00e9m, no Instagram, quer marcar um hor\u00e1rio para cortar o cabelo comigo e me chama &#8216;oi, queride&#8217;, eu sinto que a pessoa me viu, me enxergou\u201d, resume Laurie.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como ocorre com outros temas relacionados \u00e0 comunidade LGBTQIAP+ no Congresso, somam-se os<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/brasil\/no-congresso-cruzada-conservadora-agora-e-contra-o-x-como-genero-neutro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> projetos que tentam proibir a utiliza\u00e7\u00e3o da linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria no Brasil<\/a>. As tentativas s\u00e3o tamb\u00e9m para evitar que as discuss\u00f5es cheguem \u00e0 escola, o que \u00e9, para Nai Monteiro, inevit\u00e1vel. A utiliza\u00e7\u00e3o correta dos pronomes de g\u00eanero e o uso do neutro na linguagem s\u00e3o temas familiares e que se multiplicam entre as gera\u00e7\u00f5es que est\u00e3o chegando. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa s\u00e9rie de interdi\u00e7\u00f5es reflete uma vontade de permanecer no status quo, no que est\u00e1 bom para quem est\u00e1 no lugar da hegemonia\u201d, opina Nai. \u201cO que garante que em uma picha\u00e7\u00e3o de porta de banheiro na escola algu\u00e9m n\u00e3o escreva em linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria? E a\u00ed? Isso \u00e9 uma coisa que a escola n\u00e3o controla. Pode ignorar, pintar a parede, mas quero dizer que essas tem\u00e1ticas chegam \u00e0 escola, a gente querendo ou n\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trazer a discuss\u00e3o e o fen\u00f4meno para a sala de aula \u00e9 diferente de escolarizar, curricularizar. Isso, na vis\u00e3o da pesquisadora, ainda est\u00e1 distante de acontecer e precisa ser projetado com cuidado e com o tempo. Um medo, por\u00e9m, \u00e9 preciso n\u00e3o ter: a linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria n\u00e3o vai destruir a l\u00edngua portuguesa. De acordo com Nai, a linguagem neutra vem como uma outra op\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como a \u00fanica, a exclusiva ou a melhor.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A l\u00edngua n\u00e3o vai acabar. Ela simplesmente est\u00e1 exercendo uma fun\u00e7\u00e3o de representar as pessoas que a utilizam. Ela n\u00e3o pode representar apenas a hegemonia. A dissid\u00eancia tamb\u00e9m quer ser representada\u201d<\/p><cite>Nai Monteiro <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre o receio de n\u00e3o saber utilizar linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria porque &#8220;\u00e9 dif\u00edcil&#8221;, Mar lembra que o uso vem com a pr\u00e1tica. Quando a gente \u00e9 crian\u00e7a, come\u00e7a a aprender o portugu\u00eas com palavras simples. \u201cA linguagem neutra vem com o tempo. A gente testando, errando, se corrigindo. \u00c9 importante treinar, que nem se faz para o vestibular. Se voc\u00ea n\u00e3o quer magoar tal pessoa, come\u00e7a a falar dela para outras pessoas antes de falar com ela. Se esfor\u00e7a, pratica, pensa, desautomatiza\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"920\" height=\"690\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0749.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34751\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0749.jpg 920w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0749-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0749-156x117.jpg 156w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0749-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0749-465x349.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-0749-667x500.jpg 667w\" sizes=\"(max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><figcaption>Foto: Fl\u00e1vio Dutra\/JU<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-dots\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sociedade | Tamb\u00e9m conhecida como Linguagem Neutra de G\u00eanero, seu uso procura tirar do autom\u00e1tico o binarismo da l\u00edngua e promover espa\u00e7o de maior visibilidade, representa\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 identidade de cada pessoa <span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":131,"featured_media":34754,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[605],"tags":[2372,2371,2350,2349,2347,2348,2351],"ppma_author":[2988],"class_list":["entry","author-anna-ortega","has-excerpt","post-34282","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-reportagens","tag-cistema","tag-identidade-de-genero","tag-lgbtqiap","tag-linguagem-e-genero","tag-linguagem-nao-binaria","tag-linguagem-neutra","tag-pronomes-de-genero"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Linguagem N\u00e3o Bin\u00e1ria desestabiliza as normas e prop\u00f5e uma maneira mais inclusiva de comunica\u00e7\u00e3o - Jornal da Universidade<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Sociedade | Tamb\u00e9m conhecida como Linguagem Neutra de G\u00eanero, seu uso procura tirar do autom\u00e1tico o binarismo da l\u00edngua e promover espa\u00e7o de maior visibilidade, representa\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 identidade de cada pessoa\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Linguagem N\u00e3o Bin\u00e1ria desestabiliza as normas e prop\u00f5e uma maneira mais inclusiva de comunica\u00e7\u00e3o - Jornal da Universidade\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Sociedade | Tamb\u00e9m conhecida como Linguagem Neutra de G\u00eanero, seu uso procura tirar do autom\u00e1tico o binarismo da l\u00edngua e promover espa\u00e7o de maior visibilidade, representa\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 identidade de cada pessoa\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Jornal da Universidade\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/jornaldauniversidadeufrgs\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-07-15T12:20:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-05-10T16:41:17+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1500\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"843\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Anna Ortega\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@jornaldaufrgs\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@jornaldaufrgs\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Anna Ortega\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/e882d231222fd05e338be6fe2c120373\"},\"headline\":\"Linguagem N\u00e3o Bin\u00e1ria desestabiliza as normas e prop\u00f5e uma maneira mais inclusiva de comunica\u00e7\u00e3o\",\"datePublished\":\"2021-07-15T12:20:00+00:00\",\"dateModified\":\"2022-05-10T16:41:17+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/\"},\"wordCount\":3077,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/07\\\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg\",\"keywords\":[\"cistema\",\"identidade de g\u00eanero\",\"LGBTQIAP+\",\"linguagem e g\u00eanero\",\"linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria\",\"linguagem neutra\",\"pronomes de g\u00eanero\"],\"articleSection\":[\"Reportagens\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/\",\"name\":\"Linguagem N\u00e3o Bin\u00e1ria desestabiliza as normas e prop\u00f5e uma maneira mais inclusiva de comunica\u00e7\u00e3o - Jornal da Universidade\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/07\\\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg\",\"datePublished\":\"2021-07-15T12:20:00+00:00\",\"dateModified\":\"2022-05-10T16:41:17+00:00\",\"description\":\"Sociedade | Tamb\u00e9m conhecida como Linguagem Neutra de G\u00eanero, seu uso procura tirar do autom\u00e1tico o binarismo da l\u00edngua e promover espa\u00e7o de maior visibilidade, representa\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 identidade de cada pessoa\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/07\\\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/07\\\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg\",\"width\":1500,\"height\":843},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Linguagem N\u00e3o Bin\u00e1ria desestabiliza as normas e prop\u00f5e uma maneira mais inclusiva de comunica\u00e7\u00e3o\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/\",\"name\":\"Jornal da Universidade | UFRGS\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/#organization\"},\"alternateName\":\"JU | UFRGS\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/#organization\",\"name\":\"Universidade Federal do Rio Grande do Sul\",\"alternateName\":\"UFRGS\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/07\\\/LOGOS-UFRGS-PRETO_VERMELHO-e1586884311936.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/07\\\/LOGOS-UFRGS-PRETO_VERMELHO-e1586884311936.jpg\",\"width\":83,\"height\":64,\"caption\":\"Universidade Federal do Rio Grande do Sul\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/jornaldauniversidadeufrgs\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/jornaldaufrgs\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/ufrgs.jornal\\\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ufrgs.br\\\/jornal\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/e882d231222fd05e338be6fe2c120373\",\"name\":\"Anna Ortega\",\"description\":\"Estudante de Jornalismo da UFRGS\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Linguagem N\u00e3o Bin\u00e1ria desestabiliza as normas e prop\u00f5e uma maneira mais inclusiva de comunica\u00e7\u00e3o - Jornal da Universidade","description":"Sociedade | Tamb\u00e9m conhecida como Linguagem Neutra de G\u00eanero, seu uso procura tirar do autom\u00e1tico o binarismo da l\u00edngua e promover espa\u00e7o de maior visibilidade, representa\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 identidade de cada pessoa","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Linguagem N\u00e3o Bin\u00e1ria desestabiliza as normas e prop\u00f5e uma maneira mais inclusiva de comunica\u00e7\u00e3o - Jornal da Universidade","og_description":"Sociedade | Tamb\u00e9m conhecida como Linguagem Neutra de G\u00eanero, seu uso procura tirar do autom\u00e1tico o binarismo da l\u00edngua e promover espa\u00e7o de maior visibilidade, representa\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 identidade de cada pessoa","og_url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/","og_site_name":"Jornal da Universidade","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/jornaldauniversidadeufrgs","article_published_time":"2021-07-15T12:20:00+00:00","article_modified_time":"2022-05-10T16:41:17+00:00","og_image":[{"width":1500,"height":843,"url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Anna Ortega","twitter_card":"summary_large_image","twitter_image":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg","twitter_creator":"@jornaldaufrgs","twitter_site":"@jornaldaufrgs","schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/"},"author":{"name":"Anna Ortega","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/#\/schema\/person\/e882d231222fd05e338be6fe2c120373"},"headline":"Linguagem N\u00e3o Bin\u00e1ria desestabiliza as normas e prop\u00f5e uma maneira mais inclusiva de comunica\u00e7\u00e3o","datePublished":"2021-07-15T12:20:00+00:00","dateModified":"2022-05-10T16:41:17+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/"},"wordCount":3077,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg","keywords":["cistema","identidade de g\u00eanero","LGBTQIAP+","linguagem e g\u00eanero","linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria","linguagem neutra","pronomes de g\u00eanero"],"articleSection":["Reportagens"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/","name":"Linguagem N\u00e3o Bin\u00e1ria desestabiliza as normas e prop\u00f5e uma maneira mais inclusiva de comunica\u00e7\u00e3o - Jornal da Universidade","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg","datePublished":"2021-07-15T12:20:00+00:00","dateModified":"2022-05-10T16:41:17+00:00","description":"Sociedade | Tamb\u00e9m conhecida como Linguagem Neutra de G\u00eanero, seu uso procura tirar do autom\u00e1tico o binarismo da l\u00edngua e promover espa\u00e7o de maior visibilidade, representa\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 identidade de cada pessoa","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Fla\u0301vio-Dutra-6681-2-e1626286065594.jpg","width":1500,"height":843},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/linguagem-nao-binaria-desestabiliza-as-normas-e-propoe-uma-maneira-mais-inclusiva-de-comunicacao\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Linguagem N\u00e3o Bin\u00e1ria desestabiliza as normas e prop\u00f5e uma maneira mais inclusiva de comunica\u00e7\u00e3o"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/#website","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/","name":"Jornal da Universidade | UFRGS","description":"","publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/#organization"},"alternateName":"JU | UFRGS","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/#organization","name":"Universidade Federal do Rio Grande do Sul","alternateName":"UFRGS","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/LOGOS-UFRGS-PRETO_VERMELHO-e1586884311936.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/LOGOS-UFRGS-PRETO_VERMELHO-e1586884311936.jpg","width":83,"height":64,"caption":"Universidade Federal do Rio Grande do Sul"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/jornaldauniversidadeufrgs","https:\/\/x.com\/jornaldaufrgs","https:\/\/www.instagram.com\/ufrgs.jornal\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/#\/schema\/person\/e882d231222fd05e338be6fe2c120373","name":"Anna Ortega","description":"Estudante de Jornalismo da UFRGS"}]}},"authors":[{"term_id":2988,"user_id":131,"is_guest":0,"slug":"anna-ortega","display_name":"Anna Ortega","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8fdc54db42890d4eb229506ee453b7d708c065368b3bf847f21bd629bbc74539?s=96&d=mm&r=g","author_category":"","user_url":"","last_name":"","first_name":"Anna Ortega","job_title":"","description":"Estudante de Jornalismo da UFRGS"}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/131"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34282"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34282\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34754"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34282"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=34282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}