{"id":3603,"date":"2019-07-02T13:10:14","date_gmt":"2019-07-02T16:10:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=3603"},"modified":"2019-08-01T12:16:40","modified_gmt":"2019-08-01T15:16:40","slug":"mapa-das-politicas-culturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/mapa-das-politicas-culturais\/","title":{"rendered":"21% das federais possuem uma pol\u00edtica cultural"},"content":{"rendered":"\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Gest\u00e3o cultural<\/strong> | Segunda reportagem da s\u00e9rie aponta que institui\u00e7\u00f5es veem documentos como forma de prote\u00e7\u00e3o a projetos, programas e a\u00e7\u00f5es amea\u00e7ados por falta de verba<\/h5>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"665\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Fl\u00e1vio-Dutra-3821-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3914\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Fl\u00e1vio-Dutra-3821-1.jpg 1000w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Fl\u00e1vio-Dutra-3821-1-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Fl\u00e1vio-Dutra-3821-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Fl\u00e1vio-Dutra-3821-1-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Fl\u00e1vio-Dutra-3821-1-500x333.jpg 500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Fl\u00e1vio-Dutra-3821-1-800x532.jpg 800w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Fl\u00e1vio-Dutra-3821-1-165x110.jpg 165w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Fl\u00e1vio-Dutra-3821-1-740x492.jpg 740w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Fl\u00e1vio-Dutra-3821-1-872x580.jpg 872w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>Foto: Fl\u00e1vio Dutra\/JU<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As universidades federais t\u00eam vivido, na \u00faltima d\u00e9cada, um movimento de reconhecimento e reorganiza\u00e7\u00e3o de projetos e atividades culturais. Depois da publica\u00e7\u00e3o da lei que criou o Plano Nacional de Cultura (PNC), em dezembro de 2010, pelo menos 48% das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior mantidas pelo governo federal criaram ou est\u00e3o em fase de cria\u00e7\u00e3o de normas espec\u00edficas para a \u00e1rea, conforme um levantamento realizado pelo JU para esta segunda reportagem da s\u00e9rie que aborda aspectos da produ\u00e7\u00e3o cultural. O material pretende servir de subs\u00eddio para o debate que est\u00e1 sendo realizado na UFRGS neste ano. Recomendado por especialistas, o desenvolvimento de diretrizes para o setor impactou positivamente as comunidades e as entidades, al\u00e9m de as fortificar em cen\u00e1rios de cortes como o vivido atualmente. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia a primeira reportagem da s\u00e9rie Pol\u00edcias Culturais:<\/strong><br><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/politica-cultural-um-debate-necessario\/\">Pol\u00edtica cultural, um debate necess\u00e1rio<\/a><\/strong><br><br>As universidades federais t\u00eam vivido, na \u00faltima d\u00e9cada, um movimento de reconhecimento e reorganiza\u00e7\u00e3o de projetos e atividades culturais. Depois da publica\u00e7\u00e3o da lei que criou o Plano Nacional de Cultura (PNC), em dezembro de 2010, pelo menos 48% das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior mantidas pelo governo federal criaram ou est\u00e3o em fase de cria\u00e7\u00e3o de normas espec\u00edficas para a \u00e1rea, conforme um levantamento realizado pelo JU para esta segunda reportagem da s\u00e9rie que aborda aspectos da produ\u00e7\u00e3o cultural. O material pretende servir de subs\u00eddio para o debate que est\u00e1 sendo realizado na UFRGS neste ano. Recomendado por especialistas, o desenvolvimento de diretrizes para o setor impactou positivamente as comunidades e as entidades, al\u00e9m de as fortificar em cen\u00e1rios de cortes como o vivido atualmente. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em n\u00fameros, isso significa que, das 63 universidades\nfederais listadas no Portal da Transpar\u00eancia nacional, pelo menos 30 possuem ou\ntrabalham para ter uma pol\u00edtica cultural que abrace toda a entidade. Dessas, 13\nj\u00e1 publicaram as diretrizes, totalizando 21%. Outras 17 institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o\nimplementando, ou seja, 27%. Outras 28 \u2013 o que significa 44% das universidades\n\u2013 responderam ao JU que n\u00e3o tinham essas pol\u00edticas. Para este levantamento,\nforam considerados como pol\u00edticas culturais apenas os documentos que norteiam a\nvis\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias, sendo a maioria aprovada por conselhos\nuniversit\u00e1rios e publicada em resolu\u00e7\u00f5es. N\u00e3o foram inclu\u00eddos normas de cultura\ncontidas em Planos de Desenvolvimento Institucional (PDIs) ou em documentos do\ntipo nem regulamentos para a extens\u00e3o, atividades ou equipamentos art\u00edsticos e\nculturais. Cinco universidades n\u00e3o responderam dentro do prazo \u2013 8% do total.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confira o mapa interativo e leia os documentos de pol\u00edtica cultural enviados \u00e0 reportagem:<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe src=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/d\/u\/1\/embed?mid=1_BOX3NwM6x0-v8cOrxiYRj-WGC9Gudpe\" width=\"640\" height=\"480\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><br>Vis\u00e3o ampla<\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ter uma ideia de cultura que n\u00e3o a associe somente a manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas \u00e9 o que prev\u00ea o PNC, documento citado em muitas das pol\u00edticas universit\u00e1rias para a \u00e1rea. Conforme a lei, \u201cela deve ser considerada em toda a sua extens\u00e3o antropol\u00f3gica, social, produtiva, econ\u00f4mica, simb\u00f3lica e est\u00e9tica\u201d. Nesse movimento, a Universidade Federal do Oeste do Par\u00e1 (Ufopa), na pol\u00edtica cultural que publicou em 2015, traz uma concep\u00e7\u00e3o do conceito \u201ccomo fen\u00f4meno social e humano de m\u00faltiplos sentidos\u201d. Outro exemplo \u00e9 a Universidade Federal do Tri\u00e2ngulo Mineiro (UFTM), que publicou sua pol\u00edtica cultural no ano passado e incluiu nas diretrizes a \u201ctransversalidade entre as atividades de ensino, pesquisa e extens\u00e3o, em um conceito mais amplo de cultura voltado para a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), que\ncriou um plano de cultura para o per\u00edodo de agosto de 2018 a julho de 2020, faz\nquest\u00e3o de pontuar a cultura como um direito. \u201cEmbora direitos culturais fa\u00e7am\nparte dos direitos humanos e j\u00e1 sejam mencionados na Declara\u00e7\u00e3o da ONU de 1948,\nhistoricamente esse grupo de direitos foi bastante negligenciado. Em nossa\nvis\u00e3o, uma universidade p\u00fablica deve contribuir para garantir os direitos\nculturais das pessoas, entre os quais: o direito de exercer suas pr\u00f3prias pr\u00e1ticas\nculturais, dentro dos limites que imp\u00f5e o respeito \u00e0s liberdades fundamentais\ndos outros; o direito a usufruir os bens art\u00edsticos e culturais; o direito de\nreceber forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica e cultural; o direito a participar de canais de\ndebate, cr\u00edtica e reflex\u00e3o; o direito a poder realizar experimenta\u00e7\u00f5es e\ninova\u00e7\u00f5es\u201d, afirma o plano.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Registro necess\u00e1rio<\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assinalar exatamente o que a universidade pretende em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura \u00e9 important\u00edssimo para o desenvolvimento do setor e a garantia de continuidade das a\u00e7\u00f5es, afirmam as institui\u00e7\u00f5es. Depois de mapear os projetos e as atividades culturais que existiam na entidade, a Unifesp reconheceu que as a\u00e7\u00f5es eram ricas e variadas, mas \u201cn\u00e3o necessariamente articuladas\u201d, al\u00e9m de algumas terem sofrido rupturas. Nesse cen\u00e1rio, o objetivo do plano de cultura \u00e9 alinhar a\u00e7\u00f5es, oferecer-lhes um norte comum e \u201cestabelecer diretrizes de m\u00e9dio ou longo prazo que impe\u00e7am permanentes quebras de continuidade\u201d. \u201cQueremos <br> alinh\u00e1-las a objetivos gerais e grandes linhas de a\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de contribuir com os meios para que possam persistir e se multiplicar\u201d, completa o documento da Unifesp.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, a Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do\nParan\u00e1 (UTFPR), no plano de cultura aprovado em 2017, afirma que \u201cas pol\u00edticas\nculturais nas universidades federais possibilitam o desenvolvimento do ensino,\nda pesquisa e da extens\u00e3o na preserva\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o da cultura no pa\u00eds\u201d. Em\nbusca dessas melhorias, a UFRGS est\u00e1 na lista das institui\u00e7\u00f5es que trabalham\npara implementar uma pol\u00edtica cultural. Iniciada em abril, uma s\u00e9rie de dez\nconfer\u00eancias deve discutir, at\u00e9 novembro, promo\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o da\ncultura. Os debates t\u00eam entre os objetivos fornecer subs\u00eddios para a cria\u00e7\u00e3o de\ndiretrizes na \u00e1rea. Com um Centro Cultural inaugurado em setembro do ano\npassado, a Universidade tamb\u00e9m pretende criar uma pol\u00edtica que trate a cultura\nde forma ampla e v\u00e1 al\u00e9m da promo\u00e7\u00e3o de eventos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para as universidades, documentar pol\u00edticas \u00e9 uma forma\nde resist\u00eancia cultural, principalmente diante do cen\u00e1rio de redu\u00e7\u00e3o no\nor\u00e7amento vivido atualmente. \u201cEsses cortes s\u00e3o muito avassaladores, porque a\ncultura talvez seja o campo mais fr\u00e1gil. Sabemos que cortes acabam sendo\ndirecionados, em primeira inst\u00e2ncia, para a cultura e para a extens\u00e3o\u201d, afirma\no diretor de cultura e professor da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU),\nAlexandre Jos\u00e9 Molina. Por isso, em muitas pol\u00edticas, al\u00e9m da previs\u00e3o\nor\u00e7ament\u00e1ria pr\u00f3pria para a cultura, h\u00e1 a possibilidade de capta\u00e7\u00e3o de recursos\nexternos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gustavo Ramos, pr\u00f3-reitor de cultura na Universidade\nFederal do Cariri (UFCA), revela que a institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 fazendo um planejamento\npara tentar manter as atividades com menor impacto poss\u00edvel. \u201cMas estamos com\npassagens cortadas e redu\u00e7\u00e3o no transporte. Sabemos tamb\u00e9m que outras a\u00e7\u00f5es\npontuais est\u00e3o amea\u00e7adas, como a publica\u00e7\u00e3o de jornais e revistas. \u00c0s vezes,\nachamos que publicar online resolve, mas muitos dos entrevistados e leitores\ns\u00e3o pessoas que n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 internet\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Diversidade<\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Democratizar o acesso \u00e0 cultura tamb\u00e9m \u00e9 um dos pontos que se repetem em muitas das pol\u00edticas culturais dessas universidades. A UFTM, por exemplo, definiu como um de seus valores a \u201cacessibilidade cultural e a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 cultura, sem perder de vista popula\u00e7\u00f5es marginalizadas\u201d. A Unifesp vai al\u00e9m e pontua a diferen\u00e7a entre o que compreende como \u201cdemocratiza\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cdemocracia da cultura\u201d. \u201cEntendemos que \u00e9 poss\u00edvel aliar o paradigma da democratiza\u00e7\u00e3o cultural, que vigorou nas pol\u00edticas p\u00fablicas do s\u00e9culo XX, com o da democracia cultural, que vem se fortalecendo no s\u00e9culo XXI. Ou seja, ampliar o acesso dos sujeitos \u00e0s obras consideradas leg\u00edtimas e can\u00f4nicas (democratiza\u00e7\u00e3o cultural) e, ao mesmo tempo, ampliar o n\u00famero de (novos) produtores de arte e cultura, (novos) formatos e linguagens (democracia cultural)\u201d, informa o documento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reconhecer e valorizar a diversidade cultural, \u00e9tnica e\nregional brasileira \u00e9 um dos objetivos do PNC que aparece em diversas pol\u00edticas\nculturais das universidades federais. Para a Ufopa, por exemplo, o conceito \u00e9\nvisto como \u201celemento estruturante da sociedade\u201d. A Universidade Federal da\nFronteira Sul (UFFS), que publicou em 2016 sua pol\u00edtica para a \u00e1rea, pontua a\nimport\u00e2ncia de trabalhar sem preconceitos. Segundo o documento, a institui\u00e7\u00e3o\nvisa \u201cproteger e promover a diversidade cultural de forma criteriosa,\nreconhecendo a complexidade e abrang\u00eancia das atividades e dos valores\nculturais em todos os territ\u00f3rios, ambientes e contextos populacionais,\nbuscando dissolver a hierarquiza\u00e7\u00e3o entre alta e baixa cultura, cultura\nerudita, popular ou de massa, primitiva e civilizada, e demais discrimina\u00e7\u00f5es\nou preconceitos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Unifesp ressalta que o papel da universidade p\u00fablica \u00e9\nfomentar e viabilizar tamb\u00e9m as manifesta\u00e7\u00f5es culturais com \u201cconte\u00fados que n\u00e3o\ns\u00e3o facilmente encontrados no mercado\u201d. Para a UTFPR, que publicou o plano de\ncultura em 2017, \u00e9 quase \u201cimpratic\u00e1vel pensar pol\u00edticas de gest\u00e3o cultural no\nBrasil sem ter como foco elementos como negritude, favela, religiosidade\npopular, regionalismo, identidades transculturais e de g\u00eanero\u201d. Uma pol\u00edtica de\ngest\u00e3o cultural, conforme a institui\u00e7\u00e3o, precisa trabalhar para reconhecer os\nmecanismos de exclus\u00e3o cultural e de nega\u00e7\u00e3o que tornaram invis\u00edveis grupos\nsociais inteiros, como os negros e os ind\u00edgenas. <br>\nA Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na pol\u00edtica cultural publicada\nem 2016, tamb\u00e9m fala na valoriza\u00e7\u00e3o dos \u201cinvis\u00edveis\u201d: \u201cTrata-se de ouvir as\nvozes dos que, invis\u00edveis ou invisibilizados, discriminados, desconhecidos ou\nmesmo perseguidos, constituem elementos indispens\u00e1veis de uma cultura aberta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Cultura local<\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto aos aspectos regionais, a Ufopa e a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) t\u00eam pontos de destaque na pol\u00edtica cultural e no plano de cultura, respectivamente. Como um dos princ\u00edpios, a primeira institui\u00e7\u00e3o traz \u201cvalores culturais tradicionais amaz\u00f4nicos como parte essencial na forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica\u201d e, como objetivos, \u201ccontribuir para manuten\u00e7\u00e3o, reconhecimento e revitaliza\u00e7\u00e3o dos patrim\u00f4nios cultural, hist\u00f3rico, natural e memorial amaz\u00f4nicos\u201d. J\u00e1 a segunda afirma que \u201cas pr\u00e1ticas culturais vivenciadas por comunidades tradicionais no Oeste baiano ainda s\u00e3o latentes na paisagem e identificam um povo pela diversidade e riqueza de conhecimento\u201d, mas que a sociedade contempor\u00e2nea tem mascarado essa realidade. Por isso, o plano, criado em 2014, prev\u00ea que as leituras sobre essa diversidade sejam valorizadas nas a\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias. \u201cS\u00e3o muitos artes\u00e3os, beiradeiros, quebradeiras de baba\u00e7u, agricultores, mestres, que manifestam a cultura no dia a dia e que n\u00e3o possuem a mesma visibilidade de outras manifesta\u00e7\u00f5es culturais de cunho comercial\u201d, detalha o plano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Princ\u00edpio constante no PNC, o respeito aos direitos\nhumanos \u00e9 outro aspecto comum \u00e0s pol\u00edticas de cultura universit\u00e1rias. Em suas\ndiretrizes, a UFFS diz que \u201cn\u00e3o apoiar\u00e1 a\u00e7\u00f5es que estimulem preconceito\n\u00e9tnico-racial, discrimina\u00e7\u00e3o social, viol\u00eancia de g\u00eanero ou contra pessoas em\nsitua\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social\u201d.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro\nexemplo \u00e9 a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que previa como\ndiretriz do plano de cultura do per\u00edodo de 2018 a 2020 a cria\u00e7\u00e3o do Espa\u00e7o\nCultural G\u00eanero e Diversidades, em funcionamento desde maio de 2018. A abertura\ndo local faz parte de uma das quatro diretrizes estabelecidas pela institui\u00e7\u00e3o\nno documento, que prev\u00ea revitalizar espa\u00e7os culturais e criar novos.\nTransformar a UFSC em um centro relevante de produ\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o\nart\u00edstica, refor\u00e7ar os cursos de gradua\u00e7\u00e3o em Artes e fazer a institui\u00e7\u00e3o ser\num ponto irradiador de arte e cultura s\u00e3o os outros tr\u00eas objetivos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pioneirismo em Minas Gerais<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Universidade-de-Uberl\u00e2ndia-divulga\u00e7\u00e3o-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3868\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Universidade-de-Uberl\u00e2ndia-divulga\u00e7\u00e3o.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Universidade-de-Uberl\u00e2ndia-divulga\u00e7\u00e3o-156x117.jpg 156w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Universidade-de-Uberl\u00e2ndia-divulga\u00e7\u00e3o-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Universidade-de-Uberl\u00e2ndia-divulga\u00e7\u00e3o-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Universidade-de-Uberl\u00e2ndia-divulga\u00e7\u00e3o-500x375.jpg 500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Universidade-de-Uberl\u00e2ndia-divulga\u00e7\u00e3o-800x600.jpg 800w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Universidade-de-Uberl\u00e2ndia-divulga\u00e7\u00e3o-147x110.jpg 147w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Universidade-de-Uberl\u00e2ndia-divulga\u00e7\u00e3o-667x500.jpg 667w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Universidade-de-Uberl\u00e2ndia-divulga\u00e7\u00e3o-773x580.jpg 773w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Painel resultante de uma das a\u00e7\u00f5es do Projeto Arte Urbana Ind\u00edgena, na Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (Foto: Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos documentos enviados \u00e0 reportagem, a\npol\u00edtica cultural mais antiga \u00e9 a da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU),\ndo interior de Minas Gerais. A institui\u00e7\u00e3o publicou o registro em novembro de\n2010, um m\u00eas antes da lei que criou o Plano Nacional de Cultura (PNC). \u201cPor\ncausa desse documento, pudemos continuar a pr\u00f3pria diretoria de cultura, o que\nfoi um ganho. O segundo ganho foi alcan\u00e7ar o reconhecimento da cultura nos\nprocessos de forma\u00e7\u00e3o profissional e continuada de professores e t\u00e9cnicos, que\nprecisam dar conta tamb\u00e9m da transforma\u00e7\u00e3o desse cidad\u00e3o e do desenvolvimento\nde valores. A cultura amplia essa forma\u00e7\u00e3o mais human\u00edstica e sens\u00edvel,\nafastando pr\u00e1ticas nocivas, como viol\u00eancia e intoler\u00e2ncia\u201d, afirma o diretor de\ncultura da institui\u00e7\u00e3o, Alexandre Jos\u00e9 Molina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele\nconta tamb\u00e9m que as discuss\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o do documento iniciaram junto aos\ndebates nacionais e confer\u00eancias de cultura que motivaram o pr\u00f3prio PNC, ainda\nem 2003. \u201cPor conta desse movimento nacional, a UFU instaurou, em 2009, uma\ncomiss\u00e3o interna, composta por professores, t\u00e9cnicos e estudantes para discutir\na cria\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica pr\u00f3pria\u201d, explica. Em 2017, a universidade iniciou um\nprocesso de atualiza\u00e7\u00e3o dessas diretrizes com a cria\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o com\npessoas desses tr\u00eas grupos que t\u00eam a tarefa de analisar os relat\u00f3rios de\ncultura, avaliar o que foi desenvolvido e propor um novo documento que leve em\nconta a situa\u00e7\u00e3o atual. \u201cPor ter sido aprovada antes do PNC, nossa atual\npol\u00edtica acabou deixando alguns pontos de fora\u201d, comenta Molina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na\nrevis\u00e3o das diretrizes, a UFU incluir\u00e1, al\u00e9m da vis\u00e3o ampliada de cultura e\nfomento \u00e0 diversidade, existentes no documento atual, a necessidade de observar\no contexto local da universidade. \u201cClaro que vai contemplar tamb\u00e9m a comunidade\nexterna, mas vamos garantir que o foco ser\u00e1, primeiramente, o p\u00fablico\nuniversit\u00e1rio, pois temos a preocupa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o sobrepor as pol\u00edticas das\nsecretarias de cultura governamentais\u201d, explica o diretor. Segundo ele, a\nuniversidade tamb\u00e9m observou que ter um recorte amplo trouxe certas\ndificuldades em termos de desenvolvimento de programas; por isso, o recorte\natual ser\u00e1 mais atento \u00e0 singularidade, com \u00eanfase na produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica.\n\u201cEntendo que a arte \u00e9 parte desse conjunto, mas sem trat\u00e1-la como sin\u00f4nimo\u201d,\ncompleta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Cariri aposta em processo democr\u00e1tico<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3871\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-500x333.jpg 500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-800x533.jpg 800w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-165x110.jpg 165w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-740x493.jpg 740w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNIVERSIDADE-FEDERAL-DO-CARIRI-Semin\u00e1rio-Plano-de-Cultura-DIVULGA\u00c7\u00c3O-1-870x580.jpg 870w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Encontro de discuss\u00e3o sobre a pol\u00edtica cultural da Universidade Federal do Cariri (Foto: Universidade Federal do Cariri\/ Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Universidade Federal do Cariri (UFCA), no Cear\u00e1, \u00e9 uma das \u00fanicas universidades do pa\u00eds com uma Pr\u00f3-reitoria de Cultura, onde o tema n\u00e3o est\u00e1 subordinado a uma Pr\u00f3-reitoria de Extens\u00e3o. Conforme o pr\u00f3-reitor adjunto Gustavo Ramos, a divis\u00e3o foi criada com base na vis\u00e3o antropol\u00f3gica de cultura da entidade, a partir da qual o conceito deve permear ensino, pesquisa e extens\u00e3o, indo al\u00e9m do car\u00e1ter meramente extensionista.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Criada em 2013, no mesmo ano de funda\u00e7\u00e3o da universidade, a pr\u00f3-reitoria come\u00e7ou a discutir a implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de cultura na mesma \u00e9poca, com a elabora\u00e7\u00e3o de eixos tem\u00e1ticos, atualmente nove. Em 2016 e 2017, foram realizados semin\u00e1rios sobre os temas com especialistas e envolvidos, todos abertos \u00e0 comunidade. Os debates serviram como base para a elabora\u00e7\u00e3o de documento para a pol\u00edtica de mais de 100 p\u00e1ginas, disponibilizado para consulta popular neste ano. Qualquer pessoa pode acessar a proposta e sugerir modifica\u00e7\u00f5es no site <a href=\"http:\/\/bit.ly\/politicaculturalcariri\">http:\/\/bit.ly\/politicaculturalcariri<\/a>, em um processo democr\u00e1tico que pretende criar uma pol\u00edtica comunit\u00e1ria, independente da vontade dos gestores, que inclui tamb\u00e9m instrumentos de transpar\u00eancia e monitoramento. <br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os aspectos de destaque no documento est\u00e1 a abordagem da cultura a partir dos direitos humanos e do combate \u00e0s opress\u00f5es. \u201cSempre olhamos a cultura pela dimens\u00e3o positiva, mas o que torna uma sociedade machista \u00e9 fruto da cultura. Ent\u00e3o, propomos estrat\u00e9gias diversas, desde fomentar o debate at\u00e9 cursos espec\u00edficos. Temos, por exemplo, uma disciplina livre de Direitos Humanos, com matr\u00edculas abertas a todos os cursos e com cotas para a comunidade, e estamos criando um Comit\u00ea de Direitos Humanos\u201d, afirma Ramos. Entre os exemplos pr\u00e1ticos dessa abordagem est\u00e1 um projeto em parceria com a C\u00e1ritas, entidade cat\u00f3lica que milita em \u00e1reas como direitos humanos, seguran\u00e7a alimentar e desenvolvimento sustent\u00e1vel. A iniciativa pretende atender aos venezuelanos que chegam \u00e0 regi\u00e3o sem moradia, trabalho e alimenta\u00e7\u00e3o.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto aos eixos tem\u00e1ticos, o documento da UFCA se diferencia dos recebidos pela reportagem por incluir os temas \u201cCorpo, Culturas do Movimento e Pr\u00e1ticas Esportivas\u201d e \u201cIdiomas e Culturas Estrangeiras\u201d dentro do plano de cultura. \u201cN\u00e3o entendemos o esporte apenas como dimens\u00e3o competitiva, ent\u00e3o inclu\u00edmos as quest\u00f5es de dan\u00e7a, artes circenses e teatro\u201d, exemplifica o pr\u00f3-reitor. Em rela\u00e7\u00e3o ao segundo eixo, a ideia da universidade \u00e9 oferecer cursos de idiomas por meio das disciplinas livres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gest\u00e3o cultural | Segunda reportagem da s\u00e9rie aponta que institui\u00e7\u00f5es veem documentos como forma de prote\u00e7\u00e3o a projetos, programas e a\u00e7\u00f5es amea\u00e7ados por falta de verba As universidades federais t\u00eam vivido, na \u00faltima d\u00e9cada, um movimento de reconhecimento e reorganiza\u00e7\u00e3o de projetos e atividades culturais. Depois da publica\u00e7\u00e3o da lei<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/mapa-das-politicas-culturais\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":3918,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[342],"tags":[284],"ppma_author":[2950],"class_list":["entry","author-fernanda-da-costa","post-3603","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-cultura","tag-politica-cultural"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>21% das federais possuem uma pol\u00edtica cultural - Jornal da Universidade<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Reportagens, artigos e entrevistas sobre temas da atualidade e de interesse da comunidade universit\u00e1ria.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/mapa-das-politicas-culturais\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"21% das federais possuem uma pol\u00edtica cultural - 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