{"id":36849,"date":"2021-09-09T09:20:00","date_gmt":"2021-09-09T12:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=36849"},"modified":"2021-09-13T10:11:22","modified_gmt":"2021-09-13T13:11:22","slug":"imunizacao-incompleta-pode-favorecer-o-desenvolvimento-de-novas-variantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/imunizacao-incompleta-pode-favorecer-o-desenvolvimento-de-novas-variantes\/","title":{"rendered":"Imuniza\u00e7\u00e3o incompleta pode favorecer o desenvolvimento de novas variantes"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sa\u00fade | N\u00famero de atrasados para a segunda dose da vacina\u00e7\u00e3o e um cen\u00e1rio de reabertura acelerada alarmam especialistas e institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:11px\"><em>*Foto de capa: Fl\u00e1vio Dutra\/Arquivo JU 09 ago. 2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Duas sensa\u00e7\u00f5es talvez definam o que se passa na mente do brasileiro ap\u00f3s mais de um ano e meio vivendo as consequ\u00eancias de uma pandemia inesperada: a primeira \u00e9 de que o pior pode ter ficado no passado; a segunda, de que ainda estamos longe de voltarmos \u00e0 normalidade, se \u00e9 que um dia voltaremos \u00e0quilo que costum\u00e1vamos chamar de normal. A reabertura acelerada das atividades comerciais, combinada \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o em larga escala, tem causado um rebuli\u00e7o nos centros urbanos do pa\u00eds, o que pode ser uma armadilha para a completa supera\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus que nos assola desde mar\u00e7o de 2020.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <mark>preocupa\u00e7\u00e3o recente<\/mark> de institui\u00e7\u00f5es governamentais e especialistas de sa\u00fade tem um foco: n\u00e3o permitir que novos surtos de covid-19 aconte\u00e7am enquanto a maioria da popula\u00e7\u00e3o, 61,96% dos mais de 211 milh\u00f5es de brasileiros, esteja somente imunizada de maneira parcial. A desejada vacina finalmente chegou ao bra\u00e7o de mais de 132 milh\u00f5es de pessoas &#8211; n\u00famero que se iguala \u00e0s estat\u00edsticas de pa\u00edses que come\u00e7aram a vacina\u00e7\u00e3o mais cedo -, mas o clima de euforia de parte ampla da sociedade n\u00e3o acompanha a vis\u00e3o de autoridades sanit\u00e1rias; pelo contr\u00e1rio, a \u201cfalsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a\u201d consequente da imuniza\u00e7\u00e3o parcial gera alerta para uma poss\u00edvel nova onda de casos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente o desafio brasileiro \u00e9 concluir a vacina\u00e7\u00e3o antes que o SARS-Cov-2 e suas variantes tenham terreno para emergir novamente. Para isso, o abandono vacinal deve entrar no radar de amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica. Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade de agosto informam que mais de 8,5 milh\u00f5es de indiv\u00edduos est\u00e3o atrasados para tomar a segunda dose, cifra que mais que quintuplicou desde abril. Com bares, restaurantes e shoppings voltando a funcionar a pleno vapor, a seguran\u00e7a do povo brasileiro n\u00e3o depender\u00e1 apenas de agulhadas intramusculares, mas necessitar\u00e1 tamb\u00e9m de um grande esfor\u00e7o comunicativo para que a desinforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o atrapalhe o programa de imuniza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Os desafios da segunda dose<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 agora, os impactos devastadores da pandemia v\u00eam sendo atenuados por n\u00fameros se n\u00e3o positivos, pelo menos est\u00e1veis: na primeira semana de setembro, a m\u00e9dia m\u00f3vel de \u00f3bitos no Rio Grande do Sul variou negativamente em 7% na compara\u00e7\u00e3o com a taxa registrada 14 dias antes, e os 833 casos diagnosticados diariamente, em m\u00e9dia, configuram a menor marca desde junho de 2020. Em Porto Alegre, o n\u00famero de \u00f3bitos decresceu constantemente desde abril deste ano. Um \u00edndice, contudo, ainda preocupa as autoridades governamentais e sanit\u00e1rias: a ades\u00e3o \u00e0 segunda dose da vacina. Segundo Fernando Ritter, coordenador da Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade da capital, o patamar de atrasados para a imuniza\u00e7\u00e3o completa continua sendo de mais de 22 mil habitantes, constatados em abril, mesmo que esse valor tenha oscilado nas \u00faltimas semanas e meses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto aos motivos que atravancam a vacina\u00e7\u00e3o integral, Fernando acredita em uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores que varia de falhas de comunica\u00e7\u00e3o at\u00e9 convic\u00e7\u00f5es pessoais da popula\u00e7\u00e3o. \u201cPrimeiro, um mundo de fake news que estimula as pessoas a acharem que a vacina que tomou n\u00e3o \u00e9 boa o suficiente. Segundo, algumas pessoas acabam deixando para depois e a\u00ed v\u00e3o adiando e acabam n\u00e3o indo. Terceira quest\u00e3o importante que a gente observa \u00e9 que as pessoas querem, nesse momento em que temos uma variedade de quatro vacinas, escolher qual tomar, o que atrasa o processo\u201d, constata.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma r\u00e1pida passagem pelos stories do instagram pode assustar os mais precavidos: jovens rec\u00e9m-vacinados confraternizando em mesas de bar, festas de anivers\u00e1rio cujo dress-code n\u00e3o envolve a m\u00e1scara de prote\u00e7\u00e3o, gente aos borbot\u00f5es na Orla do Gua\u00edba. Apesar de a faixa et\u00e1ria dos 20 aos 29 anos ser a mais visada quando se discutem os efeitos da falsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, Fernando garante que \u00e9 outra fatia da popula\u00e7\u00e3o que mais preocupa. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cA gente tem visto que \u00e9 a faixa dos trinta e cinco aos cinquenta anos o principal p\u00fablico que n\u00e3o quer se vacinar. Tem uma parcela em torno de 15% a 20% dessas pessoas que n\u00e3o quer se vacinar. Isso talvez prejudique um pouco e retarde a volta a um estado de normalidade\u201d&nbsp;<\/p><cite>Fernando Ritter<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00edderes da sociedade n\u00e3o podem ser eximidos de suas responsabilidades p\u00fablicas. O professor de Sa\u00fade Coletiva da UFRGS Alcides Miranda destaca a cultura obscurantista que vem tomando conta do Brasil nos \u00faltimos anos. \u201cH\u00e1 uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores, porque n\u00f3s temos a\u00ed um negacionismo que vem sendo disseminado de uma forma constante, subliminar, e que tem ocasionado a baixa ades\u00e3o [\u00e0 vacina\u00e7\u00e3o]. O governo federal tem atuado com uma neglig\u00eancia intencional\u201d, afirma. Segundo o docente, o abrandamento da pandemia ainda n\u00e3o deve ser classificado como definitivo, j\u00e1 que nos \u00faltimos meses, em fases em que parecia que o cont\u00e1gio estava diminuindo, era somente um intervalo para uma onda maior. &#8220;Agora n\u00f3s temos uma cobertura vacinal m\u00e9dia que vai avan\u00e7ando lentamente, mas a distribui\u00e7\u00e3o dessa cobertura vacinal ainda \u00e9 disforme, ou seja, temos a\u00ed varia\u00e7\u00f5es muito importantes entre munic\u00edpios e estados\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"920\" height=\"690\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1086.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36908\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1086.jpg 920w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1086-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1086-156x117.jpg 156w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1086-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1086-465x349.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1086-667x500.jpg 667w\" sizes=\"(max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"920\" height=\"690\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1082.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36907\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1082.jpg 920w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1082-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1082-156x117.jpg 156w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1082-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1082-465x349.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Fla\u0301vio-Dutra-1082-667x500.jpg 667w\" sizes=\"(max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><figcaption>No Col\u00e9gio J\u00falio de Castilhos, em Porto Alegre, Posto de Sa\u00fade Modelo realiza vacina\u00e7\u00e3o de primeira e segunda dose de vacinas contra o Sars-CoV-2 (Fotos: Fl\u00e1vio Dutra\/Arquivo JU 09 ago. 2021)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Imuniza\u00e7\u00e3o parcial, calend\u00e1rio vacinal e variante Delta<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ter recebido a primeira dose da vacina \u00e9 como soar as trombetas para uma batalha campal: o organismo, ao receber o imunizante, come\u00e7a a induzir a forma\u00e7\u00e3o de anticorpos, sendo que a resposta imunol\u00f3gica costuma variar de pessoa para pessoa. A despeito da mobiliza\u00e7\u00e3o inicial, esse ex\u00e9rcito ainda n\u00e3o est\u00e1 preparado para resistir totalmente \u00e0 investida inimiga, pois a prote\u00e7\u00e3o calculada para apenas a primeira dose \u00e9 de cerca de 30%. Ademais, a imuniza\u00e7\u00e3o incompleta depaupera a defesa coletiva, afinal, n\u00e3o anula a transmiss\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cAntes de falar da margem de seguran\u00e7a para uma imuniza\u00e7\u00e3o s\u00f3, \u00e9 preciso deixar claro que mesmo as pessoas vacinadas continuam a veicular cont\u00e1gios, ent\u00e3o, na perspectiva coletiva da imuniza\u00e7\u00e3o, todo cuidado continua necess\u00e1rio\u201d<\/p><cite>Alcides Miranda<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Debate-se ainda sobre como o manejo do calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o pode otimizar a imuniza\u00e7\u00e3o integral. Uma das vantagens da antecipa\u00e7\u00e3o da segunda dose, fora a amplia\u00e7\u00e3o da cobertura vacinal, \u00e9 o combate \u00e0s variantes. A mais falada do momento, a variante Delta, exige intervalo mais curto que as doze semanas protocolares, como demonstra estudo do Centro de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas Aplicadas \u00e0 Ind\u00fastria (CeMEAI). O estudo tamb\u00e9m sugere que vacinas com menos de 50% de imuniza\u00e7\u00e3o na primeira dose devem ser refor\u00e7adas num prazo anterior aos 84 dias. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fernando Ritter concorda com a medida e se posiciona a favor de antecipar a aplica\u00e7\u00e3o da segunda dose. \u201cHoje, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, por decis\u00e3o de alguns estudos que eu acho que n\u00e3o s\u00e3o suficientemente fortes, resolveu adiar para doze semanas. Se a gente voltar aos vinte e um dias, como \u00e9 preconizado pelo fabricante, a gente teria uma popula\u00e7\u00e3o muito mais imunizada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A variante Delta hoje responde por 87 casos de covid-19 em Porto Alegre. A cepa de origem indiana leva uma maior quantidade de v\u00edrus \u00e0s vias respirat\u00f3rias e \u00e9 mais transmiss\u00edvel, mas menos letal. As institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade ainda n\u00e3o enxergam um efeito pr\u00e1tico da Delta nas ocupa\u00e7\u00f5es em leitos de UTI, considerando a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1vel at\u00e9 o momento. Todavia, adverte Alcides, n\u00e3o se pode descartar o surgimento de uma variante mais agressiva. \u201cN\u00f3s estamos correndo o risco de surgir uma variante mutag\u00eanica que, al\u00e9m de ser mais transmiss\u00edvel, passe a ser mais letal, e a\u00ed a cobertura vacinal pode se tornar algo tamb\u00e9m insuficiente. Quanto mais celeremente a gente avan\u00e7ar numa cobertura vacinal que atinja o limiar de prote\u00e7\u00e3o coletiva, tanto melhor para o controle dessas cepas, que n\u00e3o v\u00e3o ter como se disseminar, porque vai haver um bloqueio natural&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um futuro relativamente pr\u00f3ximo, o novo coronav\u00edrus ser\u00e1 um pat\u00f3geno controlado. At\u00e9 l\u00e1, entretanto, a tend\u00eancia \u00e9 que continuemos a viver nesse interst\u00edcio entre a hecatombe sanit\u00e1ria e a plena normalidade.&nbsp;Um dos ind\u00edcios de que estamos nesse est\u00e1gio intermedi\u00e1rio \u00e9 percebido na rela\u00e7\u00e3o entre oferta e demanda hospitalar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo que a ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de emerg\u00eancia venha minguando, os hospitais e outras institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade continuam a ceder boa parte de sua capacidade para lidar com infec\u00e7\u00f5es de covid-19. Ninon Girardon Rosa, coordenadora do Grupo de Enfermagem do Hospital de Cl\u00ednicas de Porto Alegre, centro de refer\u00eancia para pacientes em estado grave, explica como essa equa\u00e7\u00e3o vem sendo balanceada nos \u00faltimos meses: \u201cDesde o in\u00edcio da pandemia, a gente montou em torno de 105 leitos. Teve um per\u00edodo em fevereiro que a gente teve de aumentar esses leitos em fun\u00e7\u00e3o da demanda, mas agora a gente n\u00e3o tem usado todos porque a demanda diminuiu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-dots\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sa\u00fade | N\u00famero de atrasados para a segunda dose da vacina\u00e7\u00e3o e um cen\u00e1rio de reabertura acelerada alarmam especialistas e institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/imunizacao-incompleta-pode-favorecer-o-desenvolvimento-de-novas-variantes\/\">Leia 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