{"id":44442,"date":"2022-02-24T08:00:00","date_gmt":"2022-02-24T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=44442"},"modified":"2023-09-25T14:35:47","modified_gmt":"2023-09-25T17:35:47","slug":"o-carnaval-da-caxias-negra-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/o-carnaval-da-caxias-negra-do-sul\/","title":{"rendered":"O Carnaval da &#8216;Caxias Negra do Sul&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"artigo-ao-revisitar-a-historia-dos-festejos-carnavalescos-no-brasil-o-mestrando-em-museologia-e-patrimonio-ernani-viana-da-silva-neto-analisa-a-dinamica-interrompida-das-escolas-de-samba-e-o-surgimento-de-blocos-de-rua-na-cidade-da-serra-gaucha\">Artigo | Ao revisitar a hist\u00f3ria dos festejos carnavalescos no Brasil, o mestrando em Museologia e Patrim\u00f4nio Ernani Viana da Silva Neto analisa a din\u00e2mica interrompida das escolas de samba e o surgimento de blocos de rua na cidade da serra ga\u00facha<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">&#8220;<em>Mais que tristes s\u00e3o os lugares onde n\u00e3o h\u00e1 negros.&#8221;<br>Vitor Ramil (Satolep)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:11px\"><em>*Por: Ernani Viana da Silva Neto<br>*Foto: Frame da grava\u00e7\u00e3o de um document\u00e1rio n\u00e3o conclu\u00eddo realizado em 2009 pela extinta Liga das Escolas de Samba de Caxias do Sul<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Carnaval, tal qual conhecemos hoje, \u00e9 oriundo de dois processos fundamentais: a institui\u00e7\u00e3o no calend\u00e1rio Cat\u00f3lico do per\u00edodo da Quaresma no s\u00e9culo XI e o Carnaval civilizat\u00f3rio parisiense do s\u00e9culo XIX. Tem-se como antecedentes &#8211; o que n\u00e3o quer dizer que estas sejam as etapas iniciais de uma mesma din\u00e2mica evolutiva &#8211; as festas ditas pag\u00e3s, os ritos campesinos de fertilidade, os rituais de oferenda e agradecimento aos deuses e as Saturn\u00e1lias, que remetem ao s\u00e9culo V a.C. N\u00e3o h\u00e1 um consenso sobre as origens do termo Carnaval. Para uns, adv\u00e9m do \u201cadeus \u00e0 carne\u201d; para outros, o seu oposto: \u201cs\u00f3 a carne que vale\u201d. Controverso por princ\u00edpio, o Carnaval concede uma satisfa\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea e coletiva para os mais diversos apetites e prazeres do corpo como prepara\u00e7\u00e3o para um per\u00edodo convencionado de abnega\u00e7\u00e3o comportamental. Na contemporaneidade, com a diminui\u00e7\u00e3o da influ\u00eancia religiosa no cotidiano, esses momentos s\u00e3o ressignificados e abreviados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fora da Europa, do outro lado do oceano Atl\u00e2ntico, o Carnaval na Am\u00e9rica Latina \u00e9 demarcado pelas diferencia\u00e7\u00f5es coloniais estabelecidas pelo tratado de Tordesilhas, no Brasil, sobretudo a leste da cidade de Laguna (SC), sofrendo influ\u00eancia portuguesa; e a oeste desta, a influ\u00eancia espanhola. Ambos, posteriormente, hibridizando referenciais est\u00e9ticos e musicais das etnias ind\u00edgenas e africanas em processos culturais que constitu\u00edram as particularidades de suas sociedades, bem como em a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f4micas adotadas na forma\u00e7\u00e3o dos seus Estados nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o facilmente constatadas quando se v\u00ea na lista das Obras Primas da Humanidade da UNESCO alguns bens relacionados aos festejos de Carnaval: Carnaval de El Callao, representa\u00e7\u00e3o festiva de uma mem\u00f3ria e identidade cultural (Venezuela, 2016); Frevo, artes c\u00eanicas do Carnaval do Recife (Brasil, 2012); Carnaval de Negros y Blancos (Col\u00f4mbia, 2009); Candombe e seu espa\u00e7o sociocultural: uma pr\u00e1tica comunit\u00e1ria (Uruguai, 2009); Carnaval de Barranquilla (Col\u00f4mbia, 2008); Carnaval de Oruro (Bol\u00edvia, 2008); e Samba de Roda do Rec\u00f4ncavo Baiano (Brasil, 2008).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, a hist\u00f3ria oficial relata que os festejos de Carnaval chegaram com a corte de Dom Jo\u00e3o VI, em 1808. H\u00e1, por\u00e9m, registros anteriores dessas pr\u00e1ticas advindas com as fam\u00edlias que receberem da Coroa portuguesa a concess\u00e3o das capitanias heredit\u00e1rias no nordeste brasileiro e, em meados de 1700, com as fam\u00edlias a\u00e7orianas que colonizaram Porto Alegre.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para <a href=\"http:\/\/www.dominiopublico.gov.br\/pesquisa\/DetalheObraForm.do?select_action&amp;co_obra=2051\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jo\u00e3o do Rio<\/a>: &#8220;O Carnaval \u00e9 uma festa religiosa, \u00e9 o misto dos dias sagrados de Afrodite e Dion\u00edsio, vem coroado de p\u00e2mpanos e cheirando a lux\u00faria. As mulheres entregam-se; os homens abrem-se; os instrumentos rugem; estes tr\u00eas dias ardentes, coruscantes s\u00e3o como uma enorme sangria na congest\u00e3o dos maus instintos. Os cord\u00f5es sa\u00edram dos templos! Ignoras a origem dos cord\u00f5es? Pois eles v\u00eam da festa de N. Sra. do Ros\u00e1rio, ainda nos tempos coloniais. N\u00e3o sei por que os pretos gostam da N. Sra. do Ros\u00e1rio\u2026 J\u00e1 naquele tempo gostavam e sa\u00edam pelas ruas vestidos de reis, de bichos, pajens, de guardas, tocando instrumentos africanos, e paravam em frente \u00e0 casa do vice-rei a dan\u00e7ar e cantar. De uma feita, pediram ao vice-rei um dos escravos para fazer de rei. O homem recusou a lisonja que dignificava o servo, mas permitiu os folguedos. E estes folguedos ainda subsistem com simulacros de batalha, e quase transformados, nas cidades do interior.&#8221; (Escrito originalmente em 1908.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A igreja cat\u00f3lica, tolerante com o tr\u00e1fico negreiro, apesar de negar a presen\u00e7a de negros e negras em missas ou at\u00e9 mesmo a dignificar a morte deles com a aplica\u00e7\u00e3o da extrema un\u00e7\u00e3o, tolerava o seu comparecimento a prociss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Duas prociss\u00f5es em especial eram as preferidas dos negros, a de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e a de S\u00e3o Benedito. \u00c0 frente do andor que conduzia a imagem de Nossa Senhora, formava-se o s\u00e9quito das taieiras, composto por negras faceiras, vestidas com largas saias e blusas imaculadamente brancas, no mais das vezes, rendadas, atrav\u00e9s das quais se insinuavam seios atrevidos, quando elas rodopiavam. Na cabe\u00e7a um tor\u00e7o ou rodilha, como costumavam chamar, sustentando um vaso de barro com \u00e1gua de cheiro, tamb\u00e9m chamado de talha, de onde se acredita que seja a origem da denomina\u00e7\u00e3o do grupo: talha, virou taia, que chegou \u00e0 taieira. [&#8230;] As taieiras passaram a ser uma presen\u00e7a de tal import\u00e2ncia na prociss\u00e3o de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, ao ponto de muitos senhores contribu\u00edrem financeiramente para que elas ficassem cada vez mais lindas e, assim, eles disputarem entre si. Em muitos casos elas passaram a ter um nome, digamos, gen\u00e9rico: baianas&#8221; <a href=\"https:\/\/www.e-publicacoes.uerj.br\/index.php\/tecap\/article\/view\/12167\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(COSTA, 2009, p. 201-202)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os corpos negros estavam autorizados a exibir-se em via p\u00fablica atrav\u00e9s da religiosidade. Por meio dessa brecha, as possibilidades sincr\u00e9ticas de adora\u00e7\u00e3o e cultos das suas pr\u00f3prias divindades, do seu modo de expressar e performar, ainda que por alguns momentos, estavam dadas.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estado do Rio Grande do Sul, no caso, tornou-se popularmente conhecido como \u201cEuropa brasileira\u201d devido \u00e0s ondas migrat\u00f3rias daquele continente para suas terras nos s\u00e9culos XVIII e XIX. Esse fato relega aos negros e negras desta unidade federativa &#8211; reproduzindo assim a vis\u00e3o euroc\u00eantrica da naturaliza\u00e7\u00e3o de uma ra\u00e7a espec\u00edfica \u00e0 pecha social do escravizado &#8211; um papel secund\u00e1rio em sua constitui\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cidade de Caxias do Sul, segunda maior do estado, localizada na regi\u00e3o nordeste do Rio Grande do Sul, recebeu imigrantes da regi\u00e3o norte da It\u00e1lia pr\u00e9-unifica\u00e7\u00e3o em 1875. Esses imigrantes s\u00e3o conhecidos pela historiografia como pioneiros na regi\u00e3o. Quando aqui chegaram, formaram redes de solidariedade, mutualismo e congra\u00e7amento ao redor da religiosidade, do trabalho e da cria\u00e7\u00e3o dos momentos de lazer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora haja documentos que registram a presen\u00e7a de negros e negras na regi\u00e3o antes mesmo da chegada das primeiras fam\u00edlias de imigrantes a partir de 1875, essa parcela da popula\u00e7\u00e3o estava impedida de obter os benef\u00edcios da ocupa\u00e7\u00e3o territorial dada na regi\u00e3o, visto que o Brasil foi o \u00faltimo pa\u00eds do ocidente a abolir a escravatura, vindo acontecer somente em 1888. Cabe salientar outros complicadores sociais, aparatos jur\u00eddicos e composi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que impediram a posse da terra por essa parte da popula\u00e7\u00e3o, restando-lhes ocuparem n\u00facleos de sub-habita\u00e7\u00e3o e quase nenhuma cidadania por parte do Estado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Impedidos normativamente de frequentarem os mesmos espa\u00e7os sociais e de lazer, apesar de muitos negros e negras terem alcan\u00e7ado melhores condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, a exemplo de diversas associa\u00e7\u00f5es negras pelo pa\u00eds afora, fundam clubes exclusivos para si, como o \u201cClube das Margaridas\u201d, de 12 de dezembro de 1933, e o \u201cSport Clube Ga\u00facho\u201d, de 23 de junho de 1934. Na d\u00e9cada de 1950, o departamento feminino do Clube Ga\u00facho forma a \u201cEscola de Samba Protegidos da Princesa\u201d, que se sagra campe\u00e3 de 15 carnavais at\u00e9 o fim dos anos 1970. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"920\" height=\"565\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44659\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-02.jpg 920w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-02-300x184.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-02-175x107.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-02-768x472.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-02-465x286.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-02-695x427.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Baile de carnaval no Clube Ga\u00facho, em 1958. Studio Beux \/ Acervo Arquivo Hist\u00f3rico Municipal Jo\u00e3o Spadari Adami<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fruto desse espa\u00e7o aberto na cidade para a manifesta\u00e7\u00e3o festiva negra e perif\u00e9rica em \u00e1rea p\u00fablica, e tamb\u00e9m devido \u00e0 imagem positivada que se passava ao ser apreciada pelo p\u00fablico por sua exist\u00eancia e manifesta\u00e7\u00e3o, surgiram novas agremia\u00e7\u00f5es, entre elas: Acad\u00eamicos 15 de Novembro, Acad\u00eamicos da Vila Leon, Acad\u00eamicos do Ritmo, Acad\u00eamicos do S\u00e3o Vicente, Acad\u00eamicos Filhos de Jardel, Imp\u00e9rio da Zona Norte, Imp\u00e9rio de Casa Azul e Branco, Imp\u00e9rio do Jardim Am\u00e9rica, Incr\u00edveis do Ritmo, Mancha Verde, Na\u00e7\u00e3o Verde e Branco, P\u00e9rola Negra, Reino do Sol e da Lua, Uni\u00e3o Reolon Imperatriz do Vale, Unidos do Centen\u00e1rio, Unidos do \u00c9 o Tchan, Unidos da Tia Marta, Unidos da Zona Norte, e tantas outras. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os desfiles das escolas de samba est\u00e3o paralisados desde o ano de 2017, e muitas das agremia\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o existem mais. Com evidente fragilidade social e organizativa, e sem suporte institucional, as escolas de samba necessitam do apoio de outros agentes para se manterem ativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em paralelo, intelectuais, novos agentes da cultura e das artes ampliam enunciados e proliferam novas escrituras de si na historiografia local com estudos e performances baseadas nas diversas manifesta\u00e7\u00f5es da cultura negra na cidade com o intuito de autoafirma\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, de inser\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do reconhecimento identit\u00e1rio e simb\u00f3lico. Entre essas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o os blocos de Carnaval, que t\u00eam levantado muitas reflex\u00f5es acerca desse novo momento. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem aprofundar muito, o que se percebe num primeiro olhar \u00e9 que seu sucesso derruba um velho discurso de que o cidad\u00e3o caxiense m\u00e9dio \u00e9 avesso ao Carnaval. V\u00ea-se a inser\u00e7\u00e3o de novos elementos sociais e est\u00e9ticos na arena p\u00fablica. Isso se verifica com o bloco Maracaxias, que articula dois grupos musicais da cidade (Maracatu Baque dos Bugres e o grupo Zingado) que performam ritmos brasileiros de influ\u00eancia negra e popular. Tamb\u00e9m se atesta pelo Bloco Navio Negreiro, constitu\u00eddo de imigrantes haitianos e senegaleses, e pelo Bloco do Luizinho, do famoso Bar do Luizinho, que tem uma programa\u00e7\u00e3o musical totalmente voltada ao samba e ao pagode.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o Carnaval de 2022, apesar da autoriza\u00e7\u00e3o da prefeitura, as festividades foram canceladas por decis\u00e3o das pr\u00f3prias organiza\u00e7\u00f5es. Como poder\u00edamos integrar as escolas de samba de Caxias do Sul neste novo contexto a partir de 2023? Vamos pensar juntos?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#ebebeb\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3774936945702244\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ernani Viana da Silva Neto<\/a> \u00e9 mestrando em Museologia e Patrim\u00f4nio (PPGMusPa\/UFRGS), mestre em Turismo (PPGTurH\/UCS), agente cultural e realizador audiovisual.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-black-color has-text-color wp-block-paragraph\" style=\"font-size:12px\"><em>&#8220;As manifesta\u00e7\u00f5es expressas neste ve\u00edculo n\u00e3o representam obrigatoriamente o posicionamento da UFRGS como um todo.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-68386\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts-300x60.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts-175x35.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts-768x154.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts-465x93.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Rodape-Posts-695x139.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo | Ao revisitar a hist\u00f3ria dos festejos carnavalescos no Brasil, o mestrando em Museologia e Patrim\u00f4nio Ernani Viana da Silva Neto analisa a din\u00e2mica interrompida das escolas de samba e o surgimento de blocos de rua na cidade da serra ga\u00facha<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/o-carnaval-da-caxias-negra-do-sul\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":44660,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[53,4750],"tags":[4896],"ppma_author":[2938],"class_list":["entry","author-gerente","has-excerpt","post-44442","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-artigo","category-especial-carnaval","tag-unimusica-2023"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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