{"id":61778,"date":"2023-03-23T07:40:00","date_gmt":"2023-03-23T10:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=61778"},"modified":"2023-04-10T13:12:13","modified_gmt":"2023-04-10T16:12:13","slug":"um-retrospecto-de-alfredo-nicolaiewsky","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/um-retrospecto-de-alfredo-nicolaiewsky\/","title":{"rendered":"Um retrospecto de Alfredo Nicolaiewsky"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Perfil | Trajet\u00f3ria do artista e professor aposentado do Instituto de Artes \u00e9 marcada pela reinven\u00e7\u00e3o de temas e t\u00e9cnicas, mas tamb\u00e9m pela perman\u00eancia de elementos como a estampa e a justaposi\u00e7\u00e3o de imagens<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Foto: Ana Terra Firmino\/JU<\/em><\/p>\n\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na cozinha de seu apartamento, de p\u00e9 sobre o piso de ladrilhos coloridos, Alfredo acende o seu cigarro e, enquanto fala sobre o passado, assopra a fuma\u00e7a como se soprasse no ar um contorno dos momentos sobre os quais discorre. Ele coloca diante de si um v\u00e9u de retrospectos, que, como o tempo que passou, vai se desmanchando aos poucos, deixando seus vest\u00edgios apenas na lembran\u00e7a de quem observa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Oriundo de uma fam\u00edlia judaica de classe m\u00e9dia porto-alegrense, o pulsar de Alfredo pela arte teve o amparo que a garantia de uma assist\u00eancia financeira pode proporcionar a um artista. Ademais, o incentivo da fam\u00edlia para que ele tra\u00e7asse o caminho que lhe sugeria o cora\u00e7\u00e3o foi essencial. At\u00e9 ent\u00e3o, a veia art\u00edstica n\u00e3o habitava a fam\u00edlia Nicolaiewsky, mas com a chegada do bem-te-vi, seguiu-se uma migra\u00e7\u00e3o inteira de p\u00e1ssaros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Atelier Livre da Prefeitura foi onde a profissionaliza\u00e7\u00e3o de Alfredo enquanto artista se iniciou. Entrou na institui\u00e7\u00e3o um ano ap\u00f3s a sua funda\u00e7\u00e3o, quando completou quinze anos, idade m\u00ednima para ingresso. \u201cBasicamente, a minha forma\u00e7\u00e3o em artes se deu ali\u201d, constata. Ao artista n\u00e3o faltou instru\u00e7\u00e3o de grandes mestres, dentre os quais vale destacar a pr\u00e1tica do desenho com Paulo Peres, quem o acompanhou por per\u00edodo mais longevo e foi para ele um pilar importante na sustenta\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de seu estilo. \u201cO desenho era o meu ch\u00e3o\u201d, diz Alfredo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos 21 anos, sua primeira de muitas exposi\u00e7\u00f5es, cujas obras ilustram desejos e emo\u00e7\u00f5es num estilo surrealista, foi realizada na Galeria do Atelier Livre. Posteriormente, viriam as exposi\u00e7\u00f5es individuais fora de casa: na Galeria Macuna\u00edma, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cujo trabalho \u00e9 centrado em artistas jovens de todo o pa\u00eds; no Centro Cultural Maria Antonia, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), que promove exposi\u00e7\u00f5es de arte moderna e contempor\u00e2nea; exposi\u00e7\u00f5es em Florian\u00f3polis; e outras realizadas com diversos artistas dentro e fora do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Passados cinco anos desde o seu ingresso no Atelier Livre, Alfredo se viu diante do questionamento frequentemente presente no in\u00edcio da vida adulta: o que fazer para sobreviver? Receoso de n\u00e3o conseguir se manter com o trabalho art\u00edstico, optou pela ci\u00eancia da Arquitetura e ingressou no curso da UFRGS. Anos depois de formado, se descobriu na profiss\u00e3o descrita no trecho do poema de Cora Coralina: \u201cFeliz \u00e9 aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os anos como professor de desenho no Instituto de Artes foram longos e essenciais para que Alfredo pudesse trabalhar em suas obras sem ter de se preocupar se a sua produ\u00e7\u00e3o pagaria ou n\u00e3o as suas contas, garantindo-lhe maior liberdade criativa em suas autorias. \u201cNunca imaginei que eu gostaria de ser professor, mas l\u00e1 dentro [na Universidade] eu descobri que gostava\u201d, confidencia.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Justapondo paix\u00f5es<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sentado \u00e0 mesa do seu escrit\u00f3rio, Alfredo aponta para os quadros nas paredes e destaca os artistas que o inspiraram ao longo dos anos. S\u00e3o obras de Antonio Gutierrez, Carlos Alberto Petrucci e Waldeni Elias, dentre v\u00e1rias outras obras de artistas distintos pertencentes a sua cole\u00e7\u00e3o pessoal. O encanto de poder ver esses trabalhos pessoalmente em exposi\u00e7\u00f5es no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) ou em galerias \u2013 e n\u00e3o em livros \u2013 despertou no pintor uma afei\u00e7\u00e3o especial por esses artistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tem\u00e1tica das pinturas de Alfredo \u00e9 como a inc\u00f3gnita de uma equa\u00e7\u00e3o que depende dos demais elementos que a comp\u00f5em; nesse caso, as influ\u00eancias culturais e o seu estado de esp\u00edrito em dado momento. Conforme os anos foram passando, o artista se reinventou nos temas que abordou em suas obras e nas t\u00e9cnicas utilizadas para isso. No in\u00edcio da carreira, exp\u00f4s obras num estilo surrealista; na d\u00e9cada de 80, obras que mesclam figuras religiosas com nudismo em uma justaposi\u00e7\u00e3o; e, atualmente, o artista trabalha numa s\u00e9rie de pinturas feitas em papel\u00e3o e papel. Al\u00e9m desses momentos, pinturas com pontilhismo tamb\u00e9m fizeram parte de seu vari\u00e1vel estilo. Ainda que essas modifica\u00e7\u00f5es tenham ocorrido, h\u00e1 elementos que permanecem, como a estampa, a repeti\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es e a justaposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando come\u00e7ou a pintar figuras que remetiam ao erotismo, sequer se deu conta. Algumas pessoas olharam suas pinturas e o significado que extra\u00edram foi este. Mesclando diversos elementos em uma justaposi\u00e7\u00e3o, Alfredo causou burburinho no mundo art\u00edstico quando justap\u00f4s uma figura religiosa, um papel de parede com ind\u00edcios de tra\u00e7os de desenhos hipoteticamente feitos por uma crian\u00e7a e um torso masculino nu com a genit\u00e1lia vis\u00edvel. \u201cO que me incomodava era que a figura masculina nunca tinha a sua sensualidade explorada, apenas a figura feminina&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir do in\u00edcio de seu doutorado em Artes Visuais, em 1999, Alfredo se afastou dos pinc\u00e9is e passou a se dedicar a trabalhos digitalizados, como a justaposi\u00e7\u00e3o de imagens recortadas de diferentes filmes. &#8220;A ideia era criar um novo di\u00e1logo a partir de imagens existentes&#8221;, explica. Posteriormente, com o fim do seu doutorado, os anos como professor se intensificaram e, al\u00e9m da aten\u00e7\u00e3o que dava aos alunos, tamb\u00e9m tinha responsabilidades externas \u00e0 sala de aula: foi coordenador de Comgrad e diretor do IA. Era pouco o tempo que sobrava para ser artista.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Fiquei 20 anos sem desenhar. Nem desenhava nem pintava nada. Voltei a desenhar e pintar na pandemia. Foi um retorno muito louco, porque na verdade eu andava com vontade de pintar&#8221;<\/p>\n<cite>Alfredo Nicolaiewsky<\/cite><\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-40.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-61869\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-40.jpg 1000w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-40-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-40-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-40-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-40-391x260.jpg 391w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-40-465x310.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-40-695x464.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Ana Terra Firmino\/JU<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um santinho para Alfredinho<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Certa vez, o Alfredo de sete anos chegou \u00e0 escola e recebeu de um padre que esporadicamente dava aula de religi\u00e3o um pequeno papel com a imagem de um santo &#8211; que estava sendo distribu\u00edda \u00e0s crian\u00e7as. Chegando em casa, sua m\u00e3e disse que ele teria que devolver o santinho \u00e0 professora, pois a religi\u00e3o da fam\u00edlia era diferente da cat\u00f3lica, religi\u00e3o a qual remetia o santinho. Na escola, Alfredo tristemente devolveu a imagem que o havia cativado pelo simbolismo do gesto e pela estampa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas aquela n\u00e3o foi a \u00faltima oportunidade que Alfredo teve para guardar imagens. Posteriormente, ganhou do padrinho um livro sobre o pintor Matisse \u2013 um incentivo para o que (ent\u00e3o aspirante a) artista tivesse um contato maior com a arte. Livros eram muito caros, mas Alfredo tinha acesso \u00e0 revista Cruzeiro, em que sempre havia mat\u00e9rias com imagens e texto sobre algum artista; Alfredo as recortava e guardava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a adolesc\u00eancia, mal podia esperar pelos novos fasc\u00edculos do Arte nos S\u00e9culos, sobre Hist\u00f3ria da Arte. Lia a edi\u00e7\u00e3o da semana no tempo de ser lan\u00e7ada a edi\u00e7\u00e3o da semana seguinte como quem toma uma limonada numa tarde de ver\u00e3o. Com a cole\u00e7\u00e3o de fasc\u00edculos G\u00eanios da Pintura, em que cada fasc\u00edculo apresentava um artista diferente, era a mesma coisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando Alfredo pintou o quadro Anjo da Guarda, ao longo de quatro meses entre 1993 e 1994, sua m\u00e3e, ao se deparar com a obra, se espantou. O motivo? O mesmo pelo qual havia pedido, anos antes, que o filho devolvesse o santinho \u00e0 professora. O pintor afirmou que n\u00e3o se tratava de uma encomenda, mas, sim, que partira do interesse em representar a cultura popular. Depois de um tempo, Alfredo se deu conta de que sua vontade de fazer a pintura religiosa era uma busca do que lhe havia sido negado na inf\u00e2ncia. Em \u00eaxtase, com os olhos brilhando e batendo palmas, comenta: \u201cAgora eu tenho o meu santinho! Ningu\u00e9m mais vai poder dizer que eu n\u00e3o posso ficar com o meu santinho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sem parar<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos 71 anos, o ritmo das produ\u00e7\u00f5es de Alfredo permanece a todo vapor. Durante a pandemia pelo coronav\u00edrus, o pulsar pela pintura voltou a se manifestar em produ\u00e7\u00f5es cujo processo o artista compartilhou em um e-book intitulado \u201cAlfredo em processo; Nicolaiewsky em quarentena\u201d. As obras, feitas a partir de padr\u00f5es geom\u00e9tricos pintados em papel\u00e3o com uso da justaposi\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o expostas em uma dupla exposi\u00e7\u00e3o chamada \u201cQue papel\u00e3o!\u201d, sediada nas galerias Ocre e Gestual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seu tempo livre, Alfredo l\u00ea romances policiais, contempla os seus pensamentos em momentos de introspec\u00e7\u00e3o, acompanha as not\u00edcias do dia a dia, faz caminhadas e gin\u00e1stica, assiste \u00e0 TV e Netflix. \u00c9 preciso descansar a mente, cujas faculdades est\u00e3o sempre a todo vapor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s gera\u00e7\u00f5es atuais de artistas, o pintor diz que a carreira, ao mesmo tempo que \u00e9 muito boa, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil por conta de tudo o que exige, e critica o baixo incentivo p\u00fablico a artistas no pa\u00eds. \u201cNa Holanda, por exemplo, o governo ajudava os artistas com dinheiro todo m\u00eas, algo que \u00e9 fora da nossa realidade. Para quem tem dificuldade financeira \u00e9 mais complicado ainda.\u201d Apesar dos impasses que podem ser enfrentados, \u201cse voc\u00ea gosta e est\u00e1 contente com o que faz, vale a pena\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de toda a produ\u00e7\u00e3o que fez, do trabalho que realizou junto \u00e0 Universidade, das mentes que cativou, das portas que abriu e dos cora\u00e7\u00f5es que conquistou, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que d\u00e1 para fazer muito mais. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o d\u00e1 pra se sentir realizado, a gente tem que ter consci\u00eancia de que fez coisas legais. Mas sentir-se realizado \u00e9 estar pronto, e eu acho que \u00e9 o dia em que a gente vai embora. O que eu sinto \u00e9 que falta tempo, que tenho pouco tempo. Se eu tivesse mais tempo, eu conseguiria fazer mais coisas. Mas, enfim, vou continuar produzindo\u201d<\/p>\n<cite>Alfredo Nicolaiewsky<\/cite><\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"712\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-38.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-61868\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-38.jpg 1000w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-38-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-38-164x117.jpg 164w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-38-768x547.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-38-465x331.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/anaterrafirmino-38-695x495.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Ana Terra Firmino\/JU<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trajet\u00f3ria do artista e professor aposentado do Instituto de Artes \u00e9 marcada pela reinven\u00e7\u00e3o de temas e t\u00e9cnicas, mas tamb\u00e9m pela perman\u00eancia de elementos como a estampa e a justaposi\u00e7\u00e3o de imagens<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/um-retrospecto-de-alfredo-nicolaiewsky\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":192,"featured_media":61870,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[177,124],"tags":[271,562,4316,283,1321,278,558,4315,4319,272,4318,58],"ppma_author":[3402],"class_list":["entry","author-alexandrefilho","has-excerpt","post-61778","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-entre-nos","category-perfil","tag-arte","tag-artes-visuais","tag-catolicismo","tag-cultura","tag-docencia","tag-educacao","tag-ia","tag-judaismo","tag-macrs","tag-margs","tag-nicolaiewsky","tag-ufrgs"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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