{"id":6247,"date":"2020-03-09T15:09:07","date_gmt":"2020-03-09T18:09:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=6247"},"modified":"2020-03-16T11:56:51","modified_gmt":"2020-03-16T14:56:51","slug":"a-presenca-feminina-na-ceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/a-presenca-feminina-na-ceu\/","title":{"rendered":"A presen\u00e7a feminina na CEU"},"content":{"rendered":"\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"640\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/DESTAQUE-CAPAImagem-3-segunda-foto-invasao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6248\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/DESTAQUE-CAPAImagem-3-segunda-foto-invasao.jpg 960w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/DESTAQUE-CAPAImagem-3-segunda-foto-invasao-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/DESTAQUE-CAPAImagem-3-segunda-foto-invasao-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/DESTAQUE-CAPAImagem-3-segunda-foto-invasao-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/DESTAQUE-CAPAImagem-3-segunda-foto-invasao-72x48.jpg 72w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/DESTAQUE-CAPAImagem-3-segunda-foto-invasao-165x110.jpg 165w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/DESTAQUE-CAPAImagem-3-segunda-foto-invasao-740x493.jpg 740w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/DESTAQUE-CAPAImagem-3-segunda-foto-invasao-870x580.jpg 870w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption> Mulheres e homens se preparando, em frente \u00e0 CEU, para a &#8220;invas\u00e3o&#8221; feminina. 29 de abril de 1980 (Foto:&nbsp;Acervo Pessoal&nbsp;Luiz Eduardo Robinson Achutti )<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Casa do Estudante Universit\u00e1rio (CEU) foi oficialmente inaugurada pela administra\u00e7\u00e3o da UFRGS em 27 de julho de 1971. O pomposo festejo contou com a presen\u00e7a do ent\u00e3o presidente da Rep\u00fablica, Em\u00edlio M\u00e9dici, que estava em Porto Alegre por conta do encerramento dos Jogos Universit\u00e1rios Brasileiros. A moradia, que fora pensada, no final dos anos de 1950, para abrigar um bloco feminino, come\u00e7ou a funcionar sem qualquer vest\u00edgio da presen\u00e7a de mulheres e, mais do que isso, proibindo por regimento a sua presen\u00e7a nas depend\u00eancias internas do local \u2013 entre os itens que figuravam no regulamento para uma conviv\u00eancia salutar entre os jovens, estava o de n\u00famero 18, cuja reda\u00e7\u00e3o informava que era vedada a entrada de pessoas do sexo feminino nos andares residenciais da CEU.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-4-CEU-em-constru\u00e7\u00e3o-na-d\u00e9cada-de-1960-BX-1024x667.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6252\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-4-CEU-em-constru\u00e7\u00e3o-na-d\u00e9cada-de-1960-BX-1024x667.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-4-CEU-em-constru\u00e7\u00e3o-na-d\u00e9cada-de-1960-BX-300x195.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-4-CEU-em-constru\u00e7\u00e3o-na-d\u00e9cada-de-1960-BX-175x114.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-4-CEU-em-constru\u00e7\u00e3o-na-d\u00e9cada-de-1960-BX-768x500.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-4-CEU-em-constru\u00e7\u00e3o-na-d\u00e9cada-de-1960-BX-72x47.jpg 72w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-4-CEU-em-constru\u00e7\u00e3o-na-d\u00e9cada-de-1960-BX-1536x1001.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-4-CEU-em-constru\u00e7\u00e3o-na-d\u00e9cada-de-1960-BX-2048x1335.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-4-CEU-em-constru\u00e7\u00e3o-na-d\u00e9cada-de-1960-BX-170x110.jpg 170w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-4-CEU-em-constru\u00e7\u00e3o-na-d\u00e9cada-de-1960-BX-740x482.jpg 740w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-4-CEU-em-constru\u00e7\u00e3o-na-d\u00e9cada-de-1960-BX-890x580.jpg 890w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption> Casa do Estudante Universit\u00e1rio sendo constru\u00edda na d\u00e9cada de 1960. (Foto: Museu da UFRGS)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos primeiros anos de sua exist\u00eancia, n\u00e3o foram poucos os conflitos que se travaram entre estudantes e gestores. Um dos principais embates era pelas vagas do Conselho, cuja fun\u00e7\u00e3o seria gerenciar o cotidiano dos moradores. Esse \u00f3rg\u00e3o era respons\u00e1vel pelos casos de indisciplina, cabendo-lhe julgar e aplicar as devidas penalidades. Dentre as infra\u00e7\u00f5es que vinham sendo contestadas estava a presen\u00e7a feminina. A vigil\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres era tanta que houve o caso de uma m\u00e3e impedida de visitar o filho no quarto quando este quebrou o p\u00e9 e ficou impossibilitado de caminhar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ocorr\u00eancia desse epis\u00f3dio fez com que os moradores aumentassem a press\u00e3o junto \u00e0 reitoria pelo livre acesso feminino. No entanto, o di\u00e1logo entre as partes envolvidas n\u00e3o acontecia, e a Universidade mantinha as ordens expressas de proibi\u00e7\u00e3o. Em minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, apresentada junto ao Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o, constatei que, mesmo diante de uma estrutura severa, os moradores criaram brechas que possibilitaram o acesso de mulheres. No final de 1979, uma jovem mudou-se para o local com sua filha para morar com o namorado, permanecendo por cerca de seis meses. A den\u00fancia de que havia uma pessoa do sexo feminino efetivamente habitando a Casa ocorreu no in\u00edcio do ano seguinte. A amea\u00e7a de expuls\u00e3o mobilizou os moradores a se articularem para uma entrada coletiva das mulheres nas depend\u00eancias da CEU.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de uma grande assembleia estudantil, realizada em 17 de abril de 1980, ficou decidido que elas teriam livre acesso, independentemente das ordens da reitoria. Organizou-se, ent\u00e3o, uma \u201cinvas\u00e3o feminina\u201d para o dia 29 de abril como forma de contestar as normas. Em resposta \u00e0s decis\u00f5es tomadas no ato, os estudantes tiveram suas bolsas cortadas pela Universidade, que n\u00e3o cedia \u00e0s exig\u00eancias, num vis\u00edvel ato de repres\u00e1lia. O reitor emitiu uma nota oficial, publicada no jornal Correio do Povo, esclarecendo a comunidade acad\u00eamica e o p\u00fablico geral de que o regimento interno n\u00e3o permitia o ingresso feminino e que a UFRGS deveria \u201czelar pelo cumprimento dos dispositivos legais\u201d. Ao perceber que os estudantes n\u00e3o se desmobilizavam, outra nota foi publicada, dessa vez convidando as mulheres para, nos dias 29 e 30 de abril de 1980, entrarem e conhecerem o ambiente da CEU.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"833\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-1-charge-BX-833x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6250\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-1-charge-BX-833x1024.jpg 833w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-1-charge-BX-244x300.jpg 244w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-1-charge-BX-95x117.jpg 95w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-1-charge-BX-768x944.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-1-charge-BX-59x72.jpg 59w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-1-charge-BX-1250x1536.jpg 1250w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-1-charge-BX-1666x2048.jpg 1666w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-1-charge-BX-89x110.jpg 89w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-1-charge-BX-407x500.jpg 407w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Imagem-1-charge-BX-472x580.jpg 472w\" sizes=\"(max-width: 833px) 100vw, 833px\" \/><figcaption> Cartaz de Osmar Rodigheri elaborado para a &#8220;invas\u00e3o&#8221;&nbsp; em 29 de abril de 1980. (Foto: Arquivo da CEU)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atitude de fazer um \u201cconvite\u201d e \u201cautorizar\u201d a entrada por apenas dois dias foi interpretada como uma tentativa de esvaziamento do ato. Houve ent\u00e3o uma mobiliza\u00e7\u00e3o liderada tanto pelos moradores como pelo grupo feminista Liberta para arregimentar o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas para o dia da \u201cinvas\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao meio-dia de 29 de abril, os manifestantes compareceram em massa nas imedia\u00e7\u00f5es do pr\u00e9dio da antiga Escola de Engenharia, quase em frente \u00e0 Casa do Estudante Universit\u00e1rio, onde, a postos com megafones, chamavam o p\u00fablico. No frontisp\u00edcio do pr\u00e9dio foram colocadas faixas com os dizeres: \u201cAbram as grades dessa pris\u00e3o\u201d e \u201cSejam bem-vindas mulheres\u201d. Na rua, os estudantes empunhavam cartazes como \u201cEntrada feminina na CEU\u201d e entoavam a can\u00e7\u00e3o \u201cMulher n\u00e3o \u00e9 boneca, mulher n\u00e3o \u00e9 feij\u00e3o, mulher luta contra a repress\u00e3o\u201d. Das janelas, uma chuva de papeis picados era o convite para que elas entrassem. A pol\u00edcia militar cercou toda a \u00e1rea da avenida Jo\u00e3o Pessoa, mas a manifesta\u00e7\u00e3o ocorreu sem confrontos. As mulheres, num ato transgressor, entraram na CEU e caminharam pelos corredores. Do terra\u00e7o, manifestantes discursavam sobre a import\u00e2ncia da moradia mista e do atraso da Universidade em manter um espa\u00e7o segregado. No dia do ato foram organizados diversos debates na Casa. Os temas variavam entre papel da mulher na sociedade, homossexualidade, prostitui\u00e7\u00e3o e fam\u00edlia. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"507\" height=\"353\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/imagem-2-papeis-picados-sendo-jogados-pelas-mulheres-no-dia-da-invas\u00e3o-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6251\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/imagem-2-papeis-picados-sendo-jogados-pelas-mulheres-no-dia-da-invas\u00e3o-2.png 507w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/imagem-2-papeis-picados-sendo-jogados-pelas-mulheres-no-dia-da-invas\u00e3o-2-300x209.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/imagem-2-papeis-picados-sendo-jogados-pelas-mulheres-no-dia-da-invas\u00e3o-2-168x117.png 168w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/imagem-2-papeis-picados-sendo-jogados-pelas-mulheres-no-dia-da-invas\u00e3o-2-72x50.png 72w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/imagem-2-papeis-picados-sendo-jogados-pelas-mulheres-no-dia-da-invas\u00e3o-2-158x110.png 158w\" sizes=\"(max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><figcaption> Papeis picados sendo jogados pelas mulheres no dia da &#8220;invas\u00e3o&#8221;. 29 de abril de 1980. (Foto: Acervo Pessoal&nbsp;Luiz Eduardo Robinson Achutti)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Mesmo com toda a resson\u00e2ncia que a \u201cinvas\u00e3o\u201d provocou, as normas institucionais n\u00e3o foram modificadas, e a presen\u00e7a delas seguiu sendo um tabu. Um ano ap\u00f3s a entrada coletiva, a reitoria n\u00e3o tinha chegado a uma delibera\u00e7\u00e3o sobre o assunto e continuava impedindo a moradia mista. Ainda assim, as regras continuavam sendo descumpridas e for\u00e7avam cada vez mais uma mudan\u00e7a de atitude. Muitas mulheres ingressaram na Casa \u201cilegalmente\u201d e passaram a habit\u00e1-la cotidianamente. Estas eram identificadas pelos funcion\u00e1rios da Universidade como \u201cas clandestinas\u201d. Em meados de 1982, um relat\u00f3rio do administrador da CEU dava conta de mais de 20 mulheres morando de forma permanente e quatro de forma eventual. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O movimento para a presen\u00e7a feminina na CEU n\u00e3o tinha mais como retroceder e, ao dar-se conta, a Universidade finalmente cedeu. Em novembro de 1982, foi apresentada uma proposi\u00e7\u00e3o da Pr\u00f3-reitoria \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores para que as mulheres moradoras da CEU fossem devidamente identificadas, sendo que as com v\u00ednculo estudantil teriam o direito de permanecer; as demais deveriam ser afastadas. Nesse documento \u00e9 feita uma proposta de altera\u00e7\u00e3o do regimento que inclui como moradores da CEU todos os alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, sendo entendido por <em>todos<\/em>, estudantes do sexo masculino e feminino. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda que as mulheres tenham sido autorizadas a permanecer na Casa, o tr\u00e2mite burocr\u00e1tico para a aprova\u00e7\u00e3o do Regimento Interno levou meses, tendo sido aprovado t\u00e3o somente em abril de 1983. Tr\u00eas anos ap\u00f3s a \u201cinvas\u00e3o feminina\u201d, as mulheres, enfim, passaram a ter o direito legal de morar na Casa do Estudante Universit\u00e1rio da UFRGS. <\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Casa do Estudante Universit\u00e1rio (CEU) foi oficialmente inaugurada pela administra\u00e7\u00e3o da UFRGS em 27 de julho de 1971. O pomposo festejo contou com a presen\u00e7a do ent\u00e3o presidente da Rep\u00fablica, Em\u00edlio M\u00e9dici, que estava em Porto Alegre por conta do encerramento dos Jogos Universit\u00e1rios Brasileiros. 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