{"id":75542,"date":"2024-01-11T07:19:00","date_gmt":"2024-01-11T10:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=75542"},"modified":"2024-01-11T08:21:29","modified_gmt":"2024-01-11T11:21:29","slug":"tecnologia-e-as-tecnicas-da-evidencia-historica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/tecnologia-e-as-tecnicas-da-evidencia-historica\/","title":{"rendered":"Tecnologia e as t\u00e9cnicas da evid\u00eancia (hist\u00f3rica)"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancias Humanas | Maria Eduarda Kossatz Leal aborda as possibilidades de contribui\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica para o fazer historiogr\u00e1fico com vistas a promover repara\u00e7\u00f5es por viol\u00eancias cometidas no passado<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Por Maria Eduarda Kossatz Leal <br>*Foto: Marcelo Pires\/JU<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background has-small-font-size wp-block-paragraph\" style=\"padding-top:var(--wp--preset--spacing--60);padding-right:var(--wp--preset--spacing--80);padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--60);padding-left:var(--wp--preset--spacing--80)\">Nesta edi\u00e7\u00e3o, o JU apresenta uma s\u00e9rie de artigos com relatos de pesquisas que receberam men\u00e7\u00e3o honrosa no \u00faltimo Sal\u00e3o de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (SIC). Dessa forma, destacamos a pluralidade do conhecimento produzido na Universidade e a import\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o de jovens pesquisadores para o desenvolvimento e a qualifica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia brasileira. Clique <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/tag\/sic-2023\/\">aqui <\/a>para acessar todos os artigos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde a minha entrada na gradua\u00e7\u00e3o, escutei das minhas professoras e professores que estudar Hist\u00f3ria \u00e9 estudar a a\u00e7\u00e3o humana no tempo. No entanto, com a pesquisa, fui percebendo que esse tempo \u2013 tamb\u00e9m conhecido como contemporaneidade \u2013 estava repleto de produ\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es n\u00e3o humanas. O trabalho que tenho desenvolvido no projeto <em>T\u00e9cnicas da evid\u00eancia hist\u00f3rica: giro forense, tecnologia e direitos humanos na contemporaneidade<\/em>, como bolsista do <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/luppa\/\">Luppa<\/a>, est\u00e1 em di\u00e1logo com as Humanidades Digitais, com o movimento internacional de direitos humanos e com o campo da Tecnologia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa, apresentada no XXXV Sal\u00e3o de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (SIC) e premiada com men\u00e7\u00e3o honrosa, foi constru\u00edda a partir dessas no\u00e7\u00f5es. Orientado pelo professor Pedro Telles da Silveira e intitulado <em>T\u00e9cnicas da evid\u00eancia hist\u00f3rica: visualidade, giro forense e tecnologia<\/em>, o presente trabalho \u00e9 um desdobramento do projeto principal citado anteriormente, e permitiu que eu me encontrasse como pesquisadora ainda durante a gradua\u00e7\u00e3o. Por isso, agrade\u00e7o imensamente ao meu orientador que permitiu que a pesquisa fosse um lugar de troca de ideias e descobertas, sempre considerando minhas indaga\u00e7\u00f5es, ampliando meus horizontes e permitindo que eu me apropriasse do tema e da pesquisa dele, que se tornou minha tamb\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de pensar apenas sobre os perigos da tecnologia e seu poder destrutivo, abordamos a tecnologia atrav\u00e9s da no\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnica para, dessa forma, pensar sobre as possibilidades de contribui\u00e7\u00e3o dessa mesma t\u00e9cnica para o fazer historiogr\u00e1fico, ou seja, ver a tecnologia menos como amea\u00e7a \u2013 sem desconsiderar seus perigos \u2013 e mais como um campo de possibilidades para a Hist\u00f3ria. Isso n\u00e3o significa ser alheio aos usos pol\u00edtico-sociais da tecnologia e suas implica\u00e7\u00f5es no cotidiano, mas, sim, criar novas epistemologias de tecnologia e perceb\u00ea-la como um campo em disputa. A partir dessa abordagem, podemos elaborar formas de interven\u00e7\u00e3o no presente, de promo\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas por viol\u00eancias cometidas no passado e de amplia\u00e7\u00e3o das possibilidades de futuro.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, <em>T\u00e9cnicas da evid\u00eancia hist\u00f3rica: visualidade, giro forense e tecnologia<\/em> \u00e9 t\u00edtulo da pesquisa, e nele est\u00e3o os principais conceitos utilizados para o desenvolvimento do trabalho, que se prop\u00f5e, a partir da nossa contemporaneidade (a qual Crary, em <a href=\"https:\/\/books.google.com\/books\/about\/T%C3%A9cnicas_do_observador.html?id=VKWtNAEACAAJ\">T\u00e9cnicas do observador: vis\u00e3o e modernidade no s\u00e9culo XIX,<\/a> define como um presente visual, repleto de imagens) pensar as novas t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o de evid\u00eancia hist\u00f3rica com a utiliza\u00e7\u00e3o dessa tecnologia que surge e ordena o presente. \u00c9 importante ressaltar que a evid\u00eancia, seja ela hist\u00f3rica ou judicial, por exemplo, \u00e9 sempre algo constru\u00eddo por meio da t\u00e9cnica, nunca algo \u201cdado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, a no\u00e7\u00e3o de giro forense \u00e9 central na pesquisa e articula os conceitos de evid\u00eancia, hist\u00f3ria e tecnologia em uma pr\u00e1tica que busca reexaminar epis\u00f3dios de viol\u00eancia e viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos com a utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas da ci\u00eancia forense. Inaugurado na d\u00e9cada de 1980 pela Equipe Argentina de Antropologia forense, o giro forense foi al\u00e9m da ci\u00eancia forense tradicional, pois lidava com as particularidades do processo de Justi\u00e7a de Transi\u00e7\u00e3o vivido pelo Estado Argentino e por outros que passaram por regimes autorit\u00e1rios. Posto isso, cabe-se questionar: o que fazer se o Estado esconde evid\u00eancias ou busca evitar acusa\u00e7\u00f5es de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos? Ou seja, como investigar Estados que n\u00e3o passaram por processos de justi\u00e7a de transi\u00e7\u00e3o? \u00c9 a partir dessa possibilidade de investiga\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de evid\u00eancias que surge a pr\u00e1tica contraforense e a <a href=\"https:\/\/forensic-architecture.org\/\">Forensic Architecture<\/a> (FA), uma ag\u00eancia de pesquisa na Universidade de Londres que conduz investiga\u00e7\u00f5es sobre viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo do trabalho multidisciplinar, conduzido pelo grupo a partir da disciplina hist\u00f3rica, amplia as possibilidades de produ\u00e7\u00e3o de evid\u00eancias dentro e fora da disciplina, pois as investiga\u00e7\u00f5es conduzidas pelo grupo s\u00e3o levadas a tribunais internacionais como provas. Na pesquisa, estudamos as produ\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas que falam sobre o trabalho realizado pelo grupo, como o livro <a href=\"https:\/\/www.zonebooks.org\/books\/50-forensic-architecture-violence-at-the-threshold-of-detectability\">Forensic Architecture: Violence at the Threshold of Detectability<\/a> (escrito por Eyal Weizman, diretor da FA) e o di\u00e1logo que essas produ\u00e7\u00f5es estabelecem com os estudos de m\u00eddia, tecnologia, arqueologia das m\u00eddias, direitos humanos, al\u00e9m, \u00e9 claro, de explorar a rela\u00e7\u00e3o que todos esses saberes t\u00eam com a Hist\u00f3ria. Junto a isso, analisamos as investiga\u00e7\u00f5es conduzidas pelo grupo com o intuito de elaborar um banco de dados que concentre n\u00e3o apenas as investiga\u00e7\u00f5es da FA, mas, tamb\u00e9m, as diversas investiga\u00e7\u00f5es contraforenses ao redor do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na minha apresenta\u00e7\u00e3o para o SIC, trouxe o exemplo de uma investiga\u00e7\u00e3o realizada pela FA que materializou alguns dos conceitos que apresentei. A <a href=\"https:\/\/forensic-architecture.org\/investigation\/executions-and-mass-graves-in-tantura-23-may-1948\">Executions and Mass Graves in Tantura<\/a> analisou valas comuns e identificou a exist\u00eancia de outras valas a partir de evid\u00eancias cartogr\u00e1ficas e fotogr\u00e1ficas do antes e depois do massacre cometido pelo ex\u00e9rcito israelense ao vilarejo palestino de Tantura. A investiga\u00e7\u00e3o utilizou uma s\u00e9rie de metodologias, como reconstru\u00e7\u00e3o 3D, open-source intelligence, al\u00e9m do testemunho situado, que \u00e9 uma t\u00e9cnica de reconstru\u00e7\u00e3o de evid\u00eancia a partir da centralidade do depoimento da v\u00edtima. A t\u00e9cnica \u00e9 muito pr\u00f3xima da Hist\u00f3ria Oral, no entanto, \u00e9 a partir dela que um modelo 3D da cena do crime \u00e9 criado. Nessa t\u00e9cnica, a mem\u00f3ria e a lembran\u00e7a do lugar situam o testemunho da v\u00edtima no espa\u00e7o, constituindo uma evid\u00eancia que \u00e9, ao mesmo tempo, elaborada, em parte, pela mem\u00f3ria e, outra parte, pela t\u00e9cnica. Segundo o pr\u00f3prio site da FA, o modelo 3D do Vilarejo de Tantura reconstitui um lugar h\u00e1 muito tempo apagado da paisagem contempor\u00e2nea e demonstra as maneiras que a mem\u00f3ria do lugar se sustenta a partir da mem\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o. Dessa forma, a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9, n\u00e3o somente, um instrumento de preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e mem\u00f3ria dos habitantes de Tantura, mas, tamb\u00e9m, a evid\u00eancia, ou poss\u00edvel prova, de um crime.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K1753072T4&amp;tokenCaptchar=03AFcWeA6enP7upbBi3wlPMXZ6aJNzTKLoUSQULtTqEn7th6NL5mnycb2iL2_3d4Ml_Y--5rMPfKrpsXhdGbpP0vil69-tzCLsKLIa6zXtJ9N27Vc7eN3jCWJeAXfsecDPqkK5Uo8PLCKl8-cKFdtzP4bfvF-bBo5rVAHQ1FCkm20abJazxZBLnQJoUtWmmtnUaVpu6_lPJy4U-HaHSioY1y9wtaZFuqCYFTgXyx3yKGOwqrZHmvKnmXCtV9_C-ompQw1SAGe7ZLJhj6e1YrHQzyT3LoMT-C3TYjV6TZ53N_ExN-H1qyp8JMNAeZNx5i5xYUEx5xZz7Kr9V6guRNKJoaWh-Y2JqqEApXuaYcVE0v65kqNFB50Z5LoyEYAzVnOVtyNucwsLaapezGNf8n5kGaIOxKXtoOlSH3ygOWulhLjS9_bzsKprEY-Y5yq-hMbHYsCPD2cZ_fYXd6n-AKzFTCcP0gdT3PTi8ulAlbQvUJBEc3ypvl1obtqk5upArmaKU7bxT_PI6Mw-QQv9tRXjIK0HFxpynzqm33AUHRbAHPfL8WbJxmxHSP8uU9xbKQDCfKbO0nR6B05x\">Maria Eduarda Kossatz Leal<\/a> \u00e9 graduanda em Hist\u00f3ria pela UFRGS e bolsista no Laborat\u00f3rio de estudos sobre os usos pol\u00edticos do passado (Luppa).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover aligncenter\" style=\"margin-top:0;padding-top:4vw;padding-right:10vw;padding-bottom:4vw;padding-left:10vw;min-height:291px;aspect-ratio:unset;\"><span aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-cover__background has-background-dim-80 has-background-dim\" style=\"background-color:#151515\"><\/span><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1010\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-75297\" alt=\"Em primeiro plano, pr\u00e9dio do Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, localizado no centro de Porto Alegre. Ele \u00e9 bege, com detalhes coloridos. No fundo, aparece o c\u00e9u azul e tamb\u00e9m o topo do pr\u00e9dio da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o.\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/ensaioufrgs-14-1-1-1.jpg\" style=\"object-position:50% 56%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"50% 56%\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/ensaioufrgs-14-1-1-1.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/ensaioufrgs-14-1-1-1-300x202.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/ensaioufrgs-14-1-1-1-175x117.jpg 175w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/ensaioufrgs-14-1-1-1-768x517.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/ensaioufrgs-14-1-1-1-465x313.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/ensaioufrgs-14-1-1-1-695x468.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-group wp-container-content-9cfa9a5a is-vertical is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-694522eb wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p class=\"has-text-align-left has-text-color has-source-serif-pro-font-family wp-block-paragraph\" style=\"color:#d8a557;font-size:33px;font-style:italic;font-weight:900;line-height:0.8;text-transform:none\">Ensaio<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\" style=\"font-size:14px\">As imagens dos artigos desta edi\u00e7\u00e3o comp\u00f5em o ensaio fotogr\u00e1fico Entrelinhas, produzido por Marcelo Pires, estudante de Jornalismo da UFRGS e bolsista de Fotografia do JU. Confira o <a href=\"http:\/\/ufrgs.br\/jornal\/ensaio-entrelinhas\/\">ensaio completo<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-black-color has-text-color wp-block-paragraph\" style=\"font-size:12px\"><em>&#8220;As manifesta\u00e7\u00f5es expressas neste ve\u00edculo n\u00e3o representam obrigatoriamente o posicionamento da UFRGS como um todo.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ci\u00eancias Humanas | Maria Eduarda Kossatz Leal aborda as possibilidades de contribui\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica para o fazer historiogr\u00e1fico com vistas a promover repara\u00e7\u00f5es por viol\u00eancias cometidas no passado <span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/tecnologia-e-as-tecnicas-da-evidencia-historica\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":76089,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[53],"tags":[418,5190,282,5189,2574,5152,198,3920,5191],"ppma_author":[2938],"class_list":["entry","author-gerente","has-excerpt","post-75542","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-artigo","tag-direitos-humanos","tag-giro-forense","tag-historia","tag-humanidades-digitais","tag-memoria-2","tag-sic-2023","tag-tecnologia","tag-teoria-da-historia","tag-visualidade"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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