{"id":87300,"date":"2024-06-05T08:38:00","date_gmt":"2024-06-05T11:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=87300"},"modified":"2024-06-06T09:04:44","modified_gmt":"2024-06-06T12:04:44","slug":"para-repensar-a-infraestrutura-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/para-repensar-a-infraestrutura-urbana\/","title":{"rendered":"Para repensar a infraestrutura urbana"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Artigo | Ana L\u00facia Dreyer, Bruna Dias, Graziela Rubin, Paulo Loge, Sara Marostica, Val\u00e9ria Yonegura e Andr\u00e9 da Silveira elencam solu\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o contra inunda\u00e7\u00f5es j\u00e1 implantadas em cidades ao redor do mundo<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\"><em>*Foto: Marcelo Pires\/JU<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um alerta que a comunidade acad\u00eamica ligada \u00e0s \u00e1reas de urbanismo, engenharias e ci\u00eancias naturais vem fazendo h\u00e1 d\u00e9cadas \u2013 de que os impactos das a\u00e7\u00f5es humanas sem controle, projeto e planejamento para adequadas compensa\u00e7\u00f5es ambientais podem incrementar o volume, a frequ\u00eancia e a intensidade das cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas \u2013 deixou de ser um aviso para tornar-se, infelizmente, uma fotografia da atualidade. O desastre clim\u00e1tico ocorrido no m\u00eas de maio de 2024 no Rio Grande do Sul \u00e9 um exemplo de como essas quest\u00f5es devem ser n\u00e3o apenas retomadas como comunicadas de forma a educar e conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre atos e escolhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os riscos clim\u00e1ticos resultantes do aumento da frequ\u00eancia dos fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos extremos exigem medidas urgentes de adapta\u00e7\u00e3o no sentido de aumentar a resili\u00eancia a inunda\u00e7\u00f5es, deslizamentos de terra, eros\u00f5es e calor extremo no ambiente urbano. Partindo desse princ\u00edpio, t\u00e9cnicas de desenvolvimento de baixo impacto (LID) podem auxiliar na implanta\u00e7\u00e3o de ambientes constru\u00eddos, na forma de verde urbano funcional, e, assim, podem efetivamente reduzir os riscos de desastres, diz <a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/265392\">Sara Marostica<\/a>. Conv\u00e9m explanar tamb\u00e9m que as infraestruturas verde e azul (TVA) e de cidades esponjas podem servir como sistemas integrados com drenagem sustent\u00e1vel que busque otimizar a resili\u00eancia contra o risco de inunda\u00e7\u00f5es nas cidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, afinal, qual o problema da drenagem tradicional utilizada em larga escala em nossas cidades: dutos, bocas de lobo, diques constru\u00eddos e outros sistemas? Por que ela n\u00e3o d\u00e1 conta do recado?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A drenagem urbana nas bacias hidrogr\u00e1ficas das cidades brasileiras foi intensamente influenciada pelo <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/urbe\/a\/qhV5y3yN3m5cYXHXdMmmTKw\/?format=pdf#:~:text=O%20higienismo1%20como%20corrente%20de,febre%20amarela%20ou%20a%20var%C3%ADola.\">Movimento Higienista<\/a>, tamb\u00e9m conhecido como sanitarismo, difundido por m\u00e9dicos no final do s\u00e9culo XIX na Europa com o objetivo de erradicar as origens das epidemias t\u00e3o recorrentes nas cidades durante a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. Os higienistas defendiam que a circula\u00e7\u00e3o do ar e das \u00e1guas deveria dar-se o mais r\u00e1pido poss\u00edvel a fim de evitar a prolifera\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as. Esses cientistas aliaram-se aos engenheiros que promoveram interven\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas atrav\u00e9s da drenagem de corpos d\u2019\u00e1gua, canaliza\u00e7\u00e3o e retifica\u00e7\u00e3o de arroios. Tais obras passaram a receber boa parte dos esgotos dom\u00e9sticos, na \u00e9poca sem qualquer tipo de tratamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse movimento chegou ao Brasil no final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX pela implanta\u00e7\u00e3o das primeiras canaliza\u00e7\u00f5es de esgoto no Rio de Janeiro em 1864 \u2013 ampliada na administra\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/atlas.fgv.br\/verbetes\/pereira-passos\">Pereira Passos<\/a> (1902-1905), que proporcionou vacina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, novos regulamentos, o registro do controle de doen\u00e7as e a reciclagem de locais insalubres. De acordo com <a href=\"https:\/\/tede2.pucrs.br\/tede2\/handle\/tede\/2477\">Lopes<\/a>, o movimento se difundiu para outros estados brasileiros e alcan\u00e7ou o Rio Grande do Sul atrav\u00e9s das obras de remodela\u00e7\u00e3o urbana do engenheiro <a href=\"https:\/\/anebrasil.org.br\/patronos\/francisco-saturnino-rodrigues-de-brito\/\">Saturnino de Brito<\/a>, cujos princ\u00edpios tamb\u00e9m est\u00e3o presentes no <a href=\"https:\/\/repositorio.usp.br\/item\/001443088\">Plano Geral de Melhoramentos de Porto Alegre de 1914<\/a>, que influenciou na retifica\u00e7\u00e3o do arroio Dil\u00favio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pr\u00e1tica higienista, ainda presente na engenharia brasileira, cujo conceito b\u00e1sico \u00e9 o escoamento r\u00e1pido das \u00e1guas pluviais no menor intervalo de tempo, tem se mostrado inadequada no contexto atual do urbanismo brasileiro e na cidade de Porto Alegre.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ocupa\u00e7\u00e3o e impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo nas \u00e1reas de amortecimento, associados a assoreamento, polui\u00e7\u00e3o, entre outros fatores, faz com que essa velocidade dificulte a vaz\u00e3o \u00e0 jusante e impe\u00e7a a adequada infiltra\u00e7\u00e3o e recarga de aqu\u00edferos nas bacias hidrogr\u00e1ficas. Essa din\u00e2mica \u00e9 ainda mais agravada pelo desequil\u00edbrio atual dos regimes de chuvas, provocando grandes alagamentos e ocasionando grandes preju\u00edzos principalmente para as popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, diz <a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/10183\/188436\">Loge<\/a>. Al\u00e9m, claro, do agravante de que as decis\u00f5es urbanas passam por in\u00fameros interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos, imposs\u00edveis de serem esgotados aqui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, sim, existem estrat\u00e9gias de planejamento da infraestrutura urbana que combinam a implanta\u00e7\u00e3o da cidade aliada aos aspectos naturais locais, minimizando impactos das constru\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s das j\u00e1 citadas t\u00e9cnicas de desenvolvimento de baixo impacto (LID). Dentre tais estrat\u00e9gias, podemos citar as chamadas \u201ccidades esponjas\u201d e os sistemas de \u201ctrama verde e azul\u201d, que procuram replicar as fun\u00e7\u00f5es naturais do meio ambiente incorporadas ao meio urbano, com finalidade de diminui\u00e7\u00e3o dos impactos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o t\u00e9cnicas de planejamento advindas de pa\u00edses europeus e asi\u00e1ticos, os quais, por terem limita\u00e7\u00f5es em seu territ\u00f3rio e j\u00e1 expertise em eventos extremos, as utilizam como parceiras fundamentais das infraestruturas tradicionais. Resultam, portanto, em cidades com ambientes mais seguros e preparados para enfrentamento de crises.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As cidades esponjas representam um conceito inovador na \u00e1rea de planejamento urbano, projetado para mitigar os impactos das enchentes e melhorar a gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos nas \u00e1reas urbanas. Inspirada pela capacidade das \u201cesponjas\u201d de absorver e reter \u00e1gua, essa estrat\u00e9gia incorpora elementos naturais e artificiais que permitem uma melhor infiltra\u00e7\u00e3o, armazenamento e drenagem da \u00e1gua da chuva.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os projetos visam construir resili\u00eancia em cidades que enfrentam aumento do n\u00edvel de suas \u00e1guas, secas, inunda\u00e7\u00f5es e tempestades de pluviosidade r\u00e1pida e extrema. Entre as principais caracter\u00edsticas das cidades esponjas est\u00e3o ferramentas de maior escala, como <a href=\"https:\/\/www.archdaily.com.br\/br\/995858\/o-que-sao-e-como-funcionam-as-wetlands-artificiais\">wetlands<\/a>, \u00e1reas verdes com capacidade de armazenamento e absor\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, biovaletas e restaura\u00e7\u00e3o de corpos d&#8217;\u00e1gua naturais, e outras de menor escala, como os telhados verdes, jardins de chuva e pavimentos perme\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um exemplo not\u00e1vel de <a href=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/02\/11\/cidades-esponja-conheca-iniciativas-pelo-mundo-para-combater-enchentes-em-centros-urbanos\/\">cidade esponja<\/a> \u00e9 o projeto implementado em v\u00e1rias cidades da China, incluindo Wuhan e Tianjin. Em Wuhan foram criados <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/cities\/2019\/jan\/23\/inside-chinas-leading-sponge-city-wuhans-war-with-water\">parques urbanos<\/a> que atuam como reservat\u00f3rios naturais, al\u00e9m de instalar pavimentos perme\u00e1veis e aumentar a cobertura vegetal. Em Tianjin, a transforma\u00e7\u00e3o de antigas zonas industriais em <a href=\"https:\/\/www.euronews.com\/green\/2022\/10\/22\/china-s-sponge-cities-are-a-revolutionary-rethink-to-prevent-flooding\">\u00e1reas verdes com lagos e canais<\/a> contribuiu significativamente para a redu\u00e7\u00e3o de inunda\u00e7\u00f5es e a melhoria da qualidade da \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra refer\u00eancia importante \u00e9 Rotterdam na Holanda, onde medidas para aumentar a resili\u00eancia \u00e0s chuvas intensas incluem a cria\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/worldlandscapearchitect.com\/sponge-garden-rotterdam-the-netherlands-de-urbanisten\/?v=3a1ed7090bfa\">parques jardins<\/a> que podem se transformar temporariamente em bacias de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. O projeto prev\u00ea tamb\u00e9m ruas projetadas para direcionar a \u00e1gua para \u00e1reas de reten\u00e7\u00e3o, evitando inunda\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas mais baixas da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em adi\u00e7\u00e3o, a Trama Verde e Azul (TVA) tamb\u00e9m trabalha o conceito que integra elementos naturais e sistemas constru\u00eddos para melhorar a resili\u00eancia das cidades. Essa rede interconecta os sistemas de infraestrutura urbana compostos pelas redes azuis (sistemas aqu\u00edferos), redes verdes (sistemas bi\u00f3ticos de fauna e flora) em apoio \u00e0s redes cinzas tradicionais com intuito de atuar na paisagem para aumento da potencialidade da resili\u00eancia dos meios naturais e sociais. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os benef\u00edcios da aplica\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias da TVA incluem: melhoria da qualidade do ar; minimiza\u00e7\u00e3o do efeito \u201cilha de calor\u201d; melhoria da qualidade das comunidades; diminui\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade social; maior acesso a espa\u00e7os verdes pela popula\u00e7\u00e3o; e aumento da conectividade paisag\u00edstica, resultando em maior biodiversidade.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trama verde-azul visa mitigar os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como enchentes e ilhas de calor, e fortalecer a sustentabilidade urbana. Dessa forma, pode-se citar um exemplo de aplica\u00e7\u00e3o em Singapura. O <a href=\"https:\/\/www.cidadessustentaveis.org.br\/boas-praticas\/11\">Projeto Bishan-Ang Mo Kio<\/a> transformou um canal de concreto em um <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/356657416_RENATURALIZACAO_DE_CORREGOS_E_RIOS_URBANOS\">rio renaturalizado<\/a> rodeado por \u00e1reas verdes. No que diz respeito ao tratamento das extremidades receptoras de fluxo de \u00e1gua, o espa\u00e7o aberto acima dos canais tamb\u00e9m tornou-se um espa\u00e7o no qual as t\u00e9cnicas de desenvolvimento de baixo impacto podem ser instaladas antes de entrar nos canais, segundo Marostica. Este projeto n\u00e3o s\u00f3 melhorou a capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua do local, mas tamb\u00e9m criou um espa\u00e7o com maior biodiversidade e qualidade ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para <a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/10183\/256828\">Rubin<\/a>, outro exemplo \u00e9 o do <a href=\"http:\/\/www.rmbh.org.br\/\">Macrozoneamento da Rede Metropolitana de Belo Horizonte<\/a> (RMBH), pioneiro na implementa\u00e7\u00e3o do conceito de Trama verde azul no Brasil, sendo adotado de forma clara e institucionalizada. \u00c9 composto de eixos integradores: acessibilidade, urbanidade, seguran\u00e7a e sustentabilidade, atuando nas dimens\u00f5es f\u00edsico-ambiental, sociocultural, seguridade socioambiental e mobilidade. Sua proposta inovadora mostra que \u00e9 poss\u00edvel conciliar planejamento de cidade e meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso de Porto Alegre e regi\u00e3o metropolitana, dada a complexidade e abrang\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 territorial, mas tamb\u00e9m de diferentes ecossistemas, comunidades de habitantes e usos do solo, n\u00e3o seria poss\u00edvel elencar estrat\u00e9gias definitivas para a mitiga\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00e3o dos problemas atuais. Mas podemos citar componentes que seriam, a priori, adequados \u00e0 regi\u00e3o da orla do Lago Gua\u00edba, bem como margens de rios e lagos, como os exemplos citados relacionados ao conceito de cidades esponjas, a Trama verde azul (TVA) e as <a href=\"https:\/\/repositorio.unifei.edu.br\/xmlui\/handle\/123456789\/2171\">t\u00e9cnicas de desenvolvimento de baixo impacto (LID)<\/a>, que podem ser adaptados a diferentes contextos dentro da cidades, promovendo sustentabilidade e a resili\u00eancia clim\u00e1tica nos dias atuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, podemos dizer que as cidades esponjas e a trama verde-azul s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es eficazes para mitigar inunda\u00e7\u00f5es, como as ocorridas no Rio Grande do Sul. Integrando vegeta\u00e7\u00e3o urbana, telhados verdes, pavimentos perme\u00e1veis e a restaura\u00e7\u00e3o de corpos d&#8217;\u00e1gua, e outras tantas alternativas, melhora-se a absor\u00e7\u00e3o e o gerenciamento de \u00e1guas pluviais. Esses modelos podem transformar \u00e1reas urbanas vulner\u00e1veis em espa\u00e7os resilientes capazes de enfrentar eventos clim\u00e1ticos extremos, reduzindo os danos causados pelas enchentes. A ado\u00e7\u00e3o dessas pr\u00e1ticas em cidades brasileiras \u00e9 essencial para promover a sustentabilidade, proteger comunidades e garantir uma melhor qualidade de vida para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6392521863084001\">Ana L\u00facia Richter Dreyer<\/a> \u00e9 arquiteta e urbanista, mestra em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR\/UFRGS) e atualmente chefia a se\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do Setor de Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico da UFRGS.<br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9154651897542161\">Bruna Luz Dias<\/a> \u00e9 arquiteta e urbanista, mestranda em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR\/UFRGS).<br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0197510270410713\">Graziela Rossatto Rubin<\/a> \u00e9 arquiteta e urbanista, mestra em Geografia e doutora em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR\/UFRGS).<br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5576484436676139\">Paulo Lima Loge<\/a> \u00e9 arquiteto e urbanista, mestre e doutorando em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR\/UFRGS) e coordenador de projetos na Prefeitura Municipal de Porto Alegre.<br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1151902810315933\">Sara Desiree Marostica<\/a> \u00e9 arquiteta e urbanista, especializada em Planejamento Urbano Sustent\u00e1vel, mestra e doutoranda em Planejamento Urbano Regional (PROPUR\/UFRGS).<br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5184364734002065\">Val\u00e9ria Borges Yonegura<\/a> \u00e9 arquiteta e urbanista, especialista em Planejamento Ambiental, mestra em Geografia e doutoranda em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR\/UFRGS).<br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9174721769328279\">Andr\u00e9 Luiz Lopes da Silveira<\/a> \u00e9 professor titular da UFRGS, coordenador do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o e Regula\u00e7\u00e3o de Recursos H\u00eddricos (PROF\u00c1GUA\/UFRGS\/IPH), professor orientador do PPGRHSA-IPH, do PROPUR\/ UFRGS. Professor de Hidrologia da Engenharia Civil\/UFRGS.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-black-color has-text-color wp-block-paragraph\" style=\"font-size:12px\"><em>&#8220;As manifesta\u00e7\u00f5es expressas neste ve\u00edculo n\u00e3o representam obrigatoriamente o posicionamento da UFRGS como um todo.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo | Ana L\u00facia Dreyer, Bruna Dias, Graziela Rubin, Paulo Loge, Sara Marostica, Val\u00e9ria Yonegura e Andr\u00e9 da Silveira elencam solu\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o contra inunda\u00e7\u00f5es j\u00e1 implantadas em cidades ao redor do mundo<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/para-repensar-a-infraestrutura-urbana\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":87405,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"page_builder":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[53],"tags":[6003,5674,5831,6001,5771,3569,6010,6005,5999,6008,6007,5994,5898,2464,6002,6006,6004],"ppma_author":[2938],"class_list":["entry","author-gerente","has-excerpt","post-87300","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-artigo","tag-cidades-esponjas","tag-enchente","tag-extra-enchente","tag-infraestrutura-urbana","tag-instituto-de-pesquisas-hidraulicas","tag-iph","tag-lid","tag-ppg-planejamento-urbano-e-regional","tag-ppgrhsa","tag-profagua","tag-programa-de-pos-graduacao-em-gestao-e-regulacao-de-recursos-hidricos","tag-programa-de-pos-graduacao-em-recursos-hidricos-e-saneamento-ambiental","tag-propur","tag-resiliencia","tag-riscos-climaticos","tag-setor-de-patrimonio-historico","tag-trama-verde-eazul"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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