{"id":89126,"date":"2024-08-01T07:12:00","date_gmt":"2024-08-01T10:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/?p=89126"},"modified":"2024-08-01T15:12:47","modified_gmt":"2024-08-01T18:12:47","slug":"sobre-o-fato-de-a-natureza-nao-respeitar-a-escala-do-tempo-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/sobre-o-fato-de-a-natureza-nao-respeitar-a-escala-do-tempo-humano\/","title":{"rendered":"Sobre o fato de a natureza n\u00e3o respeitar a escala do tempo humano"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Artigo | Matias Ritter, Francisca de Moura, Maria Luiza Rosa e Felipe Caron, das Geoci\u00eancias, refletem sobre o tempo geol\u00f3gico e como os registros deixados pelos dep\u00f3sitos sedimentares revelam eventos ambientais clim\u00e1ticos<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:10px\">*Por Matias Ritter, Francisca de Moura, Maria Luiza Rosa e Felipe Caron<br><em>*Ilustra\u00e7\u00e3o:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tonnksthecat\/\">Marina Brand\u00e3o<\/a>\/\u00a0Programa de Extens\u00e3o Hist\u00f3rias e Pr\u00e1ticas Art\u00edsticas, DAV-IA\/UFRGS<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As quest\u00f5es ambientais e clim\u00e1ticas tiveram sua import\u00e2ncia reconhecida nas \u00faltimas semanas devido ao maior desastre hidrol\u00f3gico do estado do RS. Da pior forma poss\u00edvel, nos deparamos com um evento dr\u00e1stico e s\u00fabito, especialmente para a escala de tempo humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nossa percep\u00e7\u00e3o do tempo \u00e9 cunhada por uma agenda di\u00e1ria, semanal, mensal e, algumas vezes, anual. Ela \u00e9 composta pela passagem das esta\u00e7\u00f5es do ano, pelo calend\u00e1rio escolar, pelas f\u00e9rias, pelos anivers\u00e1rios, pelo nosso tempo m\u00e9dio de vida. Para n\u00f3s, \u00e9 dif\u00edcil pensar para al\u00e9m do tempo que compreende nossa breve passagem por esse mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00faltimo evento bem documentado, similar ao de maio de 2024, ocorreu em 1941, aproximadamente oito d\u00e9cadas atr\u00e1s. Sabemos desse evento pelos registros escritos e fotogr\u00e1ficos, que fazem parte da hist\u00f3ria de muitas cidades afetadas e que transpassa algumas gera\u00e7\u00f5es. Embora nem toda a sociedade, por diversas raz\u00f5es, conhe\u00e7a a ocorr\u00eancia desse evento e suas consequ\u00eancias, ele aconteceu e foi registrado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros eventos ambientais, contudo, tamb\u00e9m aconteceram no Rio Grande do Sul, muitos em tempos anteriores ao da nossa hist\u00f3ria escrita ou falada. Em outras palavras, nem nossos av\u00f3s e bisav\u00f3s os presenciaram e, assim, n\u00e3o houve relato atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es. Sob o ponto de vista humano, parece que n\u00e3o aconteceu, pois n\u00e3o temos o registro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Distintos epis\u00f3dios ambientais que aconteceram fora da nossa documenta\u00e7\u00e3o escrita, por\u00e9m, est\u00e3o registrados de outras formas, como na pr\u00f3pria cultura dos povos origin\u00e1rios. Assim como nossa percep\u00e7\u00e3o mais acurada fica marcada por eventos extremos, o relato repassado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o normalmente preserva o fora do padr\u00e3o: uma enchente catastr\u00f3fica, uma seca que acabou com toda a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, uma peste, etc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto quanto os eventos de 1941 e 2024, esses eventos tendem a nos ensinar sobre padr\u00f5es da natureza, inclusive os dos seus extremos. Para entender o que \u00e9 o padr\u00e3o usual e o que s\u00e3o extremos, precisamos de um comparativo, de uma linha de base. A enchente de 2024 alcan\u00e7ou marcas superiores \u00e0 de 1941. Sem o registro do evento de 1941, n\u00e3o ter\u00edamos uma linha de base comparativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outras palavras, o registro escrito ou transmitido nos permite reconhecer eventos fora da m\u00e9dia normal de padr\u00f5es ambientais ao comparar eventos. Diversos eventos, contudo, n\u00e3o t\u00eam registros em pergaminhos ou relatos, mas, sim, em outro tipo de arquivo muito importante: o registro sedimentar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse registro opera numa escala de tempo que chamamos de tempo geol\u00f3gico. Ela difere do nosso calend\u00e1rio, que opera em dias, semanas, anos, d\u00e9cadas e s\u00e9culos, e que remonta tecnicamente ao que chamamos de anos-calend\u00e1rio ou a Era Comum, que nos posiciona em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o tempo geol\u00f3gico mais recente, o Quatern\u00e1rio \u00e9 usualmente expresso em anos antes do presente, sendo que o presente remete ao ano de 1950, quando as curvas de calibra\u00e7\u00e3o foram propostas. Esse tempo \u00e9 utilizado para posicionarmos a origem do <em>Homo sapiens<\/em>, nossa esp\u00e9cie, por exemplo, 300 mil anos antes do presente. Ou ainda, para marcarmos o tempo no qual nossa esp\u00e9cie chegou na Am\u00e9rica do Sul, algo como no m\u00ednimo 12-13 mil anos antes do presente. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tempo geol\u00f3gico transcende nossa escala de tempo e \u00e9, muitas vezes, dif\u00edcil de utilizarmos no nosso dia a dia. Esse arquivo dispon\u00edvel nos dep\u00f3sitos sedimentares tem, contudo, muitas hist\u00f3rias a contar sobre eventos ambientais clim\u00e1ticos e serve como linha de base, num futuro j\u00e1 n\u00e3o distante, a eventos clim\u00e1ticos extremos.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um exemplo did\u00e1tico para auxiliar nessa percep\u00e7\u00e3o foi o <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ufrgs\/noticias\/video-mostra-a-relacao-da-geologia-com-as-areas-de-risco-a-inundacao-no-rs\">v\u00eddeo<\/a> elaborado por pesquisadores do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oce\u00e2nica, do Instituto de Geoci\u00eancias, em parceria com pesquisadores do Centro de Estudos Costeiros, Limnol\u00f3gicos e Marinhos do C\u00e2mpus Litoral Norte, ambos da UFRGS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os centros t\u00eam d\u00e9cadas de pesquisas voltadas aos ambientes costeiros e marinhos. O exemplo citado mostra a rela\u00e7\u00e3o entre as \u00e1reas alagadas pela enchente de 2024 com o contexto geol\u00f3gico da evolu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas costeiras emersas do estado do RS, cuja hist\u00f3ria geol\u00f3gica est\u00e1 impressa inclusive na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. \u00c1reas mais recentes, geologicamente falando, s\u00e3o relativamente mais baixas devido a sua hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o e, por isso, foram as mais afetadas. Em suma, o mapa geol\u00f3gico dessa regi\u00e3o \u00e9 um preditor geral de \u00e1reas sens\u00edveis a eventos extremos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora n\u00e3o destacado em pergaminhos e em jornais, esses sedimentos guardam a hist\u00f3ria de eventos clim\u00e1ticos relativamente frios (glaciais) e quentes (interglaciais), que resultaram em oscila\u00e7\u00f5es positivas e negativas do n\u00edvel relativo do mar registradas no RS, pelo menos, nos \u00faltimos 300 mil anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os povos origin\u00e1rios, n\u00e3o obstante, que vivem na costa do RS h\u00e1 pelo menos 10 mil anos, presenciaram grandes mudan\u00e7as ao longo de suas gera\u00e7\u00f5es, incluindo a \u00faltima grande eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, que esteve cerca de 2 metros acima do atual h\u00e1 aproximadamente 6 mil anos. Esses povos n\u00e3o deixaram registros na forma de jornais como conhecemos, mas formaram os sambaquis (amontoado de conchas de moluscos). E s\u00e3o muitos os sambaquis ao longo do litoral m\u00e9dio e norte do RS. Esse registro \u00e9 fundamental, pois nos permite acessar uma parte importante da hist\u00f3ria que, infelizmente, tem sido destru\u00edda (<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/pesquisadores-do-passado-a-importancia-da-preservacao-dos-sambaquis\/\">veja maiores detalhes nesse artigo do JU<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conhecimento resgatado desses dep\u00f3sitos sedimentares por diversos pesquisadores tem mostrado que em per\u00edodos de n\u00edvel de mar alto, por exemplo, seu registro \u00e9 mais bem documentado, pois temos maior biodiversidade e maior espa\u00e7o para os sedimentos se acomodarem e \u201cescreverem\u201d (preservarem) sua hist\u00f3ria. Ou seja, temos um vi\u00e9s da literatura geol\u00f3gica, como tamb\u00e9m acontece na hist\u00f3ria escrita: nem tudo \u00e9 registrado. Os estudos tamb\u00e9m apontam que setores da costa com determinado comportamento podem ser mais sens\u00edveis e oferecer risco \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o humana, pois s\u00e3o \u00e1reas sujeitas \u00e0 eros\u00e3o costeira, por exemplo. Embora muitas vezes impercept\u00edvel na escala humana, o document\u00e1rio geol\u00f3gico \u00e9 muito precioso.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse conhecimento, constru\u00eddo por gera\u00e7\u00f5es de pesquisadores, fornece linhas de base que podem orientar a ocupa\u00e7\u00e3o humana e a gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos costeiros. A sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para tra\u00e7ar planos de ocupa\u00e7\u00e3o costeira em \u00e1reas sens\u00edveis \u00e0 eros\u00e3o e inunda\u00e7\u00e3o, por exemplo. Na nossa escala de tempo, construir e investir em determinados lugares, al\u00e9m de potencialmente impactar a biodiversidade, pode ser arriscado, tanto em termos sociais quanto econ\u00f4micos.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na cat\u00e1strofe que estamos presenciando, os preju\u00edzos ainda est\u00e3o muito al\u00e9m dos j\u00e1 mensurados. Os elevados recursos investidos na expans\u00e3o podem gerar preju\u00edzos imensur\u00e1veis por falta de compreens\u00e3o da literatura geol\u00f3gica, dos pergaminhos escritos nos dep\u00f3sitos sedimentares costeiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O registro escrito e falado das pesquisas, que j\u00e1 transpassa gera\u00e7\u00f5es, nos levou a propor uma abordagem que tentar\u00e1 integrar os diferentes registros ambientais: geol\u00f3gicos e escritos, para, em diferentes escalas de tempo, reconstruir linhas de base de ambientes costeiros, nossa especialidade, sob o ponto de vista biol\u00f3gico e geol\u00f3gico, para fornecer dados para um melhor planejamento dessas regi\u00f5es. O projeto \u201cDesvendando crises bi\u00f3ticas na biodiversidade costeira: uma abordagem integrada com a Paleobiologia da Conserva\u00e7\u00e3o\u201d, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), visa convergir diferentes esfor\u00e7os numa abordagem in\u00e9dita, pelo menos nacionalmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados preliminares, compilados a partir de estudos geol\u00f3gicos pr\u00e9vios e a partir de relatos hist\u00f3ricos, j\u00e1 nos permitiram desenhar uma esp\u00e9cie de linha do tempo de altera\u00e7\u00f5es dos ambientes da Lagoa de Tramanda\u00ed e arreadores. Notem que o termo altera\u00e7\u00e3o aqui n\u00e3o remonta a algo necessariamente negativo, mas, sim, a um estado diferente do anterior, uma mudan\u00e7a ao longo do tempo. Esse calend\u00e1rio da regi\u00e3o permite posicionar linhas de base que ultrapassam a escala humana, mesmo o relato falado. Por exemplo, um fen\u00f4meno \u00edcone do litoral norte do RS, a pesca cooperativa entre pescadores e botos, remonta pelo menos ao ano de 1906, o que conhecemos atrav\u00e9s de um registro hist\u00f3rico (E. Roquette-Pinto, no seu relato publicado em 1962). Esse registro \u00e9 bem anterior \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um guia corrente para fixar o canal de conex\u00e3o entre a laguna de Tramanda\u00ed e o Oceano Atl\u00e2ntico, em 1957. Esse registro \u00e9 confirmado pela oralidade e est\u00e1 nos relatos dos pescadores da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nosso objetivo, al\u00e9m da quest\u00e3o cient\u00edfica, \u00e9 compreender que altera\u00e7\u00f5es captadas por diferentes registros podem nos guiar frente a um cen\u00e1rio futuro de eventos extremos. Em outras palavras, o que podemos e devemos aprender a partir do que a natureza nos relata das mais diversas maneiras. Al\u00e9m disso, o ser humano \u00e9 compreendido como parte da natureza atrav\u00e9s de suas a\u00e7\u00f5es, relatos e impress\u00f5es em momentos muito distintos de um lugar. Nosso projeto est\u00e1 iniciando e ir\u00e1 ganhar muito com novas parcerias de pesquisadores de outras \u00e1reas, como arque\u00f3logos, historiadores, ge\u00f3grafos, e com a sociedade em geral, bem como est\u00e1 aberto a jovens pesquisadores e gestores. Essa perspectiva tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel de ser implementada em outras regi\u00f5es brasileiras, ampliando a capacidade sustent\u00e1vel e segura da nossa exist\u00eancia, embora breve do ponto de vista geol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-background wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1898619962763508\"><strong>Matias do Nascimento Ritter<\/strong><\/a><strong> <\/strong>\u00e9 pesquisador do Centro de Estudos Costeiros, Limnol\u00f3gicos e Marinhos (CECLIMAR), C\u00e2mpus Litoral Norte, e do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oce\u00e2nica (CECO), do Instituto de Geoci\u00eancias da UFRGS.<br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1150054707903004\"><strong>Francisca Raiany Soares de Moura<\/strong><\/a><strong> <\/strong>\u00e9 doutoranda no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Geoci\u00eancias da UFRGS.<br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8329331580110901\"><strong>Maria Luiza Correa da Camara da Rosa<\/strong><\/a><strong> <\/strong>\u00e9 pesquisadora do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oce\u00e2nica (CECO)<strong> <\/strong>e l\u00edder do Grupo de Pesquisas em Estratigrafia Ambiental, do Instituto de Geoci\u00eancias da UFRGS.<br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9853973166435719\"><strong>Felipe Caron<\/strong><\/a><strong> <\/strong>\u00e9 pesquisador<strong> <\/strong>do Centro de Estudos Costeiros, Limnol\u00f3gicos e Marinhos (CECLIMAR), C\u00e2mpus Litoral Norte, e do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oce\u00e2nica (CECO), do Instituto de Geoci\u00eancias da UFRGS.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-black-color has-text-color wp-block-paragraph\" style=\"font-size:12px\"><em>&#8220;As manifesta\u00e7\u00f5es expressas neste ve\u00edculo n\u00e3o representam obrigatoriamente o posicionamento da UFRGS como um todo.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo | Matias Ritter, Francisca de Moura, Luiza Rosa e Felipe Caron, das Geoci\u00eancias, refletem sobre o tempo geol\u00f3gico e como os registros deixados pelos dep\u00f3sitos sedimentares revelam eventos ambientais clim\u00e1ticos<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/sobre-o-fato-de-a-natureza-nao-respeitar-a-escala-do-tempo-humano\/\">Leia 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