Raquel Weiss, Ana Luisa Maffini,
Martiele Wilhelm, Maicon Pinto de Moraes, Evelin Fornari, Ariel Felipe Geraldo Zaghetti, Bárbara Giaccom, Eliane Constantinou, Eugenia Aumond Kuhn, Geisa Zanini Rorato, Maria Paloma Bernardi, Éric Hendrix Ferreira Machado e Nathália Difforeni Leal
As inundações extremas de maio de 2024 no Rio Grande do Sul (RS) revelaram fragilidades profundas na estrutura da paisagem. Este artigo analisa a Região Metropolitana de Porto de Alegre (RMPA), ocupada por 36,92% da população do estado e que foi amplamente atingida pelo evento climático extremo. Sob uma perspectiva da arquitetura da paisagem e da ecologia da paisagem, avaliou-se como a inundação contribui para a amplificação dos impactos hidrológicos, considerando as perdas de vegetação, a fragmentação e descontinuidade estrutural da paisagem. Utilizaram-se dados do MapBiomas (2023-2024), mapeamento da extensão da inundação, métricas de paisagem e análise de agrupamento aplicadas em malha hexagonal de 2 km. Os resultados mostram redução de 16,78% da área de formação florestal e 33,55% de formação campestre em relação às manchas que permaneceram após as inundações, distribuídas em 6 regimes ambientais distintos associados às condições prévias da paisagem, considerando ganho e perda de vegetação, estabilidade da cobertura e intensidade da inundação. O estudo reforça a urgência de estratégias integradas de projeto e planejamento da paisagem que restaurem planícies de inundação, ampliem corredores ecológicos e fortaleçam infraestruturas verdes-azuis para adaptação climática.
Martiele Wilhem e Raquel Weiss
O presente estudo examina os impactos das dinâmicas naturais e antrópicas nas paisagens das bacias hidrográficas do Alto Jacuí, Baixo Jacuí, Pardo e Vacacaí-Vacacaí Mirim, na Região Hidrográfica do Guaíba, Rio Grande do Sul, Brasil.
Luciana Inês Gomes Miron, Inês Martina Lersch, Ana Elísia Da Costa, Bárbara Giaccom, Clarice Misoczky De Oliveira, Eugenia Aumond Kuhn, Geisa Zanini Rorato, Heleniza Ávila Campos, Júlio Celso Borello Vargas, Humberto Teixeira Damilano, Isabelle Carolina Mangoni Soares, Nicole Bueno Leal De Almeida e Ankita Sood
O capítulo propõe diretrizes para políticas públicas de planejamento urbano e regional, voltadas à transição sociotécnica para a resiliência climática e sustentabilidade dos espaços urbanos e regionais do Rio Grande do Sul, com foco na Região Hidrográfica do Guaíba (RHG).
Raquel Weiss, Luis Guilherme Aita Pippi, Letícia de Castro Gabriel, Alice Rodrigues Lautert, Renata Michelon Cocco e Luan da Silva Klebers
O crescimento populacional e a crescente demanda por terras nas cidades levaram à fragmentação e destruição da paisagem e de espaços abertos verdes e adjacentes à água. A falta de uma visão sistêmica, combinada com a escassez de infraestruturas verdes e azuis, agravou esse cenário. Redes ecológicas formadas por corredores verdes e azuis estão ganhando força no planejamento de paisagens urbanas.