Indicadores de alterações hidro-eletrolíticas

Aproximadamente 60% do peso corporal de um animal adulto é água. Do total de água, 2/3 estão localizados dentro das células constituindo o fluido intracelular e 1/3 localiza-se fora das células (fluido extracelular), em vários sub-compartimentos: 2/3 estão no fluido intersticial, que banha as células, e 1/3 constitui o plasma sanguíneo. É no plasma que são realizadas as determinações de eletrólitos e indicadores de hidratação. A principal diferença entre o líquido intersticial e o plasma é que este último contém mais proteínas. Como a água passa livremente através das membranas, o volume em cada compartimento está determinado pelos solutos que caracterizam cada espaço. No plasma são as proteínas e o Cl, no fluido extracelular é o Na+, e no espaço intracelular é o K+.

As mudanças no espaço extracelular afetam os outros compartimentos, e seu controle constitui a regulação homeostática. O controle é realizado basicamente sobre o volume e sobre a pressão osmótica do fluido extracelular, mediante a ação hormonal do sistema renina-angiotensina-aldosterona e da vasopressina ou hormônio antidiurético (ADH). Outros pontos de controle incluem sinais neurais, como, por exemplo, o centro da sede.

O sódio (Na+) é o principal cátion extracelular, enquanto que o potássio (K+) e o magnésio (Mg2+) são os principais cátions intracelulares. O cloreto (Cl) e o bicarbonato (HCO3) são os ânions que predominam no espaço extracelular, ao passo que as proteínas e o fosfato (HPO42−) são os principais ânions intracelulares

O rim é o órgão mais importante na regulação do volume e da composição dos fluidos corporais, através de três processos: (a) ultrafiltração, através dos capilares glomerulares; (b) reabsorção seletiva de fluidos e de solutos nos túbulos proximais, alça de Henle, túbulos distais e dutos coletores; e (c) secreção seletiva de solutos no lúmen dos túbulos proximal e distal.