Indicadores de lesão muscular

Vários testes laboratoriais podem ser usados para avaliar danos no tecido muscular, que incluem enzimas e metabólitos.

A determinação da atividade da enzima creatina quinase (CK), é o teste mais específico para diagnóstico de dano muscular. Níveis extremamente altos no plasma de CK são observados logo após uma lesão muscular. Outras enzimas incluem a aspartato aminotransferase (AST), a qual aumenta concomitantemente com a CK quando ocorrem danos musculares, embora seu pico de atividade seja posterior ao da CK. A lactato desidrogenase (LDH) é uma enzima menos específica para lesão muscular, mas que fica com níveis elevados vários dias após a lesão muscular. A piruvato quinase (PK) é uma enzima que pode estar moderadamente aumentada quando ocorre dano muscular.

Dano muscular pode resultar em mioglobinemia. Quando a concentração no plasma excede a 20 mg/dL, a mioglobina começa a aparecer na urina (mioglobinúria). A creatinina pode estar aumentada em transtornos que aumentem o catabolismo muscular. Hipocalcemia pode estar associada com tetania em cadelas, no período de gestação ou lactação, ou com paralisia muscular após o parto em vacas leiteiras. Em períodos prolongados de paralisia muscular, pode ocorrer hipofosfatemia. Hipomagnesemia está associada a tetanias hipocalcêmicas em cadelas, principalmente. A enzima glutation peroxidase (GPx) diminui nos eritrócitos quando há deficiência crônica de selênio, a qual está associada à distrofia muscular. Pode ocorrer hipercalemia na degeneração ou necrose muscular por liberação do potássio intracelular. Hipocalemia ocorre associada a períodos prolongados de paralisia muscular.