Ácidos biliares

Os ácidos biliares (taurocólico e glicocólico) são sintetizados pelo fígado a partir de colesterol e mediante conjugação (ácido cólico com taurina e glicina), sendo excretados junto com a bile na forma de sais de sódio. Durante a digestão, eles atuam como agentes emulsificantes favorecendo a absorção da gordura. Por efeito das bactérias intestinais, os ácidos biliares são desconjugados, ficando livres para serem reabsorvidos pelo intestino, direcionando-se via circulação portal ao fígado para serem reciclados. Uma pequena parte desses ácidos alcança a circulação periférica, sendo eles os que são medidos. Normalmente, ocorre um leve aumento dos ácidos biliares após uma refeição. A medição de ácidos biliares no soro pode servir como teste sensível de avaliação de disfunção hepática, pois o fígado com disfunção não consegue captar os ácidos reabsorvidos, e a sua concentração aumenta no plasma. Uma obstrução hepática ou biliar também é causa de aumento dos ácidos biliares. Um baixo valor de ácidos biliares pode indicar uma obstrução intestinal.

Considera-se disfunção hepática quando a concentração de ácidos biliares em jejum ou pós-prandial é maior que 25 µmol/L (cão) e maior que 20 µmol/L (gato). Uma leve diminuição na concentração de ácidos biliares pode não ser conclusiva para dizer se ocorreu uma melhora na função hepática. A principal limitante de sua utilização é o alto custo.

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