Colesterol

O colesterol nos animais pode ser tanto de origem exógena, proveniente dos alimentos, como endógena, sendo sintetizado, a partir do acetil-CoA, no fígado, nas gônadas, no intestino, na glândula adrenal e na pele. A biossíntese de colesterol no organismo é inibida com a ingestão de colesterol exógeno. O colesterol circula no plasma ligado às lipoproteínas (HDL, LDL e VLDL), sendo que cerca de 2/3 dele está esterificado com ácidos graxos. Os níveis de colesterol plasmático são indicadores adequados do total de lipídeos no plasma, pois correspondem a aproximadamente 30% do total. O colesterol é necessário como precursor dos ácidos biliares, os quais fazem parte da bile, e dos hormônios esteroides (adrenais e gonadais). Os estrógenos, sintetizados a partir de colesterol, afetam a complexa interrelação das funções hipofisária, tireoidiana e adrenal. Portanto, os níveis de colesterol podem dar uma indicação indireta da atividade tireoidiana. O colesterol é excretado pela bile, na forma de ácidos biliares, ou na urina, na forma de hormônios esteroides.

Os níveis sanguíneos de colesterol podem estar aumentados no hipotireoidismo, em obstruções biliares, na diabetes mellitus, na pancreatite, ou quando são utilizadas dietas ricas em carboidratos ou gorduras. O nível normal de colesterol é maior em animais mais velhos. Os níveis de colesterol têm valores máximos durante a gestação em função do aumento da síntese de esteroides gonadais nessa fase. Por outro lado, as vacas lactantes podem apresentar hipercolesterolemia fisiológica. O aumento de colesterol durante a lactação tem sido atribuído ao aumento na síntese de lipoproteínas plasmáticas. Níveis baixos de colesterol ocorrem quando há deficiência de alimentos energéticos. Seu nível também pode diminuir em uma lesão hepatocelular, no hipertireoidismo, em alimentação deficiente em energia e em doenças genéticas relacionadas com síntese diminuída de apolipoproteínas do plasma. Os valores de colesterol no momento do parto são significativamente menores que durante os estados pré e pós-parto. No início da lactação, os valores de colesterol são baixos, aumentando progressivamente até a 10ª semana, para voltar a cair no fim do período.

Em animais monogástricos, é recomendável que as coletas para dosar colesterol sejam feitas após jejum de 12 horas.

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