Gama-glutamiltransferase (GGT)

Esta enzima também é conhecida como gama glutamil transpeptidase. A GGT catalisa a transferência de grupos gama-carboxila do glutamato a um peptídeo, geralmente o dipeptídeo Gly-Gly. Encontra-se como enzima associada às membranas, mas também está no citosol, especialmente nos epitélios dos dutos biliares e renais, embora possa ser encontrada no pâncreas e no intestino delgado, mas somente aquela de origem hepática é normalmente encontrada no plasma, pois a de origem renal é excretada na urina. A GGT urinária provém da GGT renal, sendo indicativa de dano renal. Seu peso molecular varia de 90 a 350 kDa, dependendo da espécie. A função da GGT não está muito bem esclarecida, mas acredita-se que está relacionada com o metabolismo do glutation. A GGT do plasma é de origem hepática, sendo indicativa de colestases e proliferação de dutos biliares em todas as espécies, aumentando também na cirrose e no colangiocarcinoma. Em felinos, mas não em cães, pode ser utilizada no lugar da fosfatase alcalina, com maior sensibilidade e especificidade para o fígado. Por isso é mais utilizada em gatos do que em cães. Em cães, pode ser induzida pelo tratamento com prednisolona, sem haver colestase. Em filhotes de cão, a GGT pode atingir valores de até 25 vezes o valor para cães adultos.

O nível de GGT é muito baixo em cães e gatos, comparado com os níveis nos ruminantes. Os níveis desta enzima podem estar aumentados, também, em neonatos após o consumo de colostro, fato que pode servir de marcador da ingestão de colostro, principalmente em bezerros recém-nascidos, embora com menor eficiência do que a imunoglobulina G. Os níveis de GGT começam a diminuir no soro, e aos 21 dias estabilizam. Em bovinos, se relata elevação da atividade da GGT em vacas leiteiras com lipidose hepática e em animais infestados com Fasciola hepatica, nos quais os níveis de GGT estão aumentados cerca de seis semanas após a infecção.

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