Globulinas

A concentração de globulinas é obtida pelo cálculo entre a diferença de concentração das proteínas totais e da albumina. As globulinas podem ser divididas em três tipos, alfa , beta e gama, identificadas mediante eletroforese. Elas têm funções no transporte de metais, lipídeos e bilirrubina, bem como papel na imunidade (fração gama). As globulinas são indicadores limitados do metabolismo protéico, tendo mais importância como indicadores de processos inflamatórios.

Altos níveis de globulinas estão associados a doenças infecciosas ou a vacinações recentes. As globulinas aumentam com a idade, talvez por maior “experiência” imunológica, e durante a gestação. Existe uma correlação negativa entre a concentração de albumina e globulinas; assim, um aumento nas globulinas devido a estados infecciosos, inibe a síntese de albumina no fígado como mecanismo compensatório para manter constante o nível protéico total e, portanto, a pressão osmótica sanguínea. Por outra parte, numa disfunção hepática, o nível de albumina cai e o de globulinas aumenta.

Mudanças nos níveis das globulinas podem ser usadas para avaliar estados de adaptação ao estresse: animais adaptados tendem a ter níveis normais, enquanto que os não adaptados têm os níveis aumentados.

A concentração de globulinas diminui ao final da gestação devido à passagem de gamaglobulinas para o colostro. Em bezerros, a hipoglobulinemia é indicativo de que a ingestão de colostro foi pouca, o que os predispõe a sofrer de colibacilose. A concentração de globulinas também diminui semanas antes do parto, recuperando seus valores até três semanas após o parto.

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