Urolitíase

Outros transtornos minerais que podem ser detectados mediante o perfil metabólico incluem a urolitíase e doenças ósseas. A formação de cálculos na urina depende de uma combinação de circunstâncias que envolvem desequilíbrios minerais devido à dieta, observáveis com o perfil metabólico apropriado. Nos ruminantes, que possuem uma urina normalmente alcalina devido à presença de grandes quantidades de bicarbonato de K, o aumento de fósforo ou magnésio por causa de dietas ricas em cereais, provoca queda do pH e aumento dos níveis desses minerais na urina com precipitação e formação de cálculos. Os machos são propensos a sofrer mais devido a terem a uretra mais longa, estreita e convoluta. O perfil metabólico, neste caso, revela hiperfosfatemia e hipermagnesemia, com ou sem hipocalcemia. O tratamento consiste na adição de carbonato de cálcio no alimento para inibir a absorção de fósforo no intestino. Em ocasiões, principalmente nos ovinos, pode ser observada uremia por obstrução do trato urinário, que em casos extremos pode levar a ruptura da bexiga. Nesta situação, a creatinina constitui um melhor indicador do que a ureia para detectar o grau de obstrução urinária.