{"id":3500,"date":"2021-11-21T10:57:18","date_gmt":"2021-11-21T13:57:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/?page_id=3500"},"modified":"2023-02-20T12:24:52","modified_gmt":"2023-02-20T15:24:52","slug":"conceitos-sobre-agua-e-eletrolitos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/aulas\/conceitos-sobre-agua-e-eletrolitos\/","title":{"rendered":"Conceitos sobre \u00e1gua e eletr\u00f3litos"},"content":{"rendered":"<div style=\"background-color: #d9edf7;color: #333333;border-left-color: #31708f\" class=\"ub-styled-box ub-notification-box wp-block-ub-styled-box\" id=\"ub-styled-box-05e3ad66-79a7-4999-a24c-92b35c360b9e\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"ub-styled-box-notification-content-d8b8098e-01c6-4097-a887-6b56e8c393e4\"><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide\" style=\"grid-template-columns:15% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/publicacoes\/livros\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"249\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/capa_epub.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3752 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/capa_epub.png 200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/capa_epub-120x150.png 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Os conte\u00fados destas p\u00e1ginas s\u00e3o baseados no livro \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 bioqu\u00edmica cl\u00ednica veterin\u00e1ria\u201d<br>Clique\/toque no livro para mais detalhes<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1gua \u00e9 a biomol\u00e9cula mais abundante nos seres vivos, compondo 60 a 75% do peso corporal. Nos animais adultos este valor est\u00e1 pr\u00f3ximo de 60%, enquanto que nos neonatos \u00e9 de 75%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todas as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas do organismo s\u00e3o realizadas em meio aquoso e o equil\u00edbrio de tais rea\u00e7\u00f5es depende da concentra\u00e7\u00e3o dos produtos de ioniza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, isto \u00e9, dos \u00edons H<sup>+<\/sup> e OH<sup>&#8211;<\/sup>. A \u00e1gua do organismo est\u00e1 localizada em dois compartimentos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Compartimento intracelular, que cont\u00e9m 55 a 60% do total da \u00e1gua do organismo;<\/li>\n\n\n\n<li>Compartimento extracelular, que cont\u00e9m 40 a 45% do total da \u00e1gua.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar das varia\u00e7\u00f5es no consumo e na perda de \u00e1gua e de eletr\u00f3litos no organismo, suas concentra\u00e7\u00f5es nos diferentes compartimentos s\u00e3o mantidas em forma relativamente constante. A \u00e1gua ingressa ao organismo atrav\u00e9s dos alimentos e da \u00e1gua de bebida, e se perde por quatro vias: pele, pulm\u00f5es, rins e intestino. O volume de \u00e1gua no compartimento extracelular corresponde a 15-30% do seu peso corporal e inclui o plasma, o fluido intersticial, a linfa e os fluidos transcelulares. Entre estes \u00faltimos est\u00e1 o fluido gastrointestinal, que tem especial import\u00e2ncia nos grandes animais (30-45 L no cavalo e 30-60 L na vaca).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Propriedades f\u00edsico-qu\u00edmicas da \u00e1gua<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho da mol\u00e9cula, a \u00e1gua tem altos valores dos pontos de fus\u00e3o (0\u00b0) e de ebuli\u00e7\u00e3o (100\u00b0C). O calor de vaporiza\u00e7\u00e3o (energia cal\u00f3rica necess\u00e1ria para converter 1 g de \u00e1gua em vapor em condi\u00e7\u00f5es de temperatura de ebuli\u00e7\u00e3o e sob press\u00e3o atmosf\u00e9rica) tem tamb\u00e9m um valor relativamente alto na \u00e1gua (2,26 kJ\/g). A \u00e1gua tamb\u00e9m tem um alto calor espec\u00edfico (energia cal\u00f3rica necess\u00e1ria para aumentar a temperatura de 1 g de \u00e1gua em 1\u00b0C) quando comparado com mol\u00e9culas de peso molecular similar. Os dados anteriores revelam que a mol\u00e9cula de \u00e1gua possui uma grande for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o entre suas mol\u00e9culas. Este fato se deve \u00e0<strong> caracter\u00edstica dipolar<\/strong> de sua estrutura; os \u00e1tomos de hidrog\u00eanio compartilham um par eletr\u00f4nico com o \u00e1tomo de oxig\u00eanio e os pares de el\u00e9trons do oxig\u00eanio n\u00e3o compartilhados geram uma <strong>carga parcial negativa<\/strong>. Por sua vez, a for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica do \u00e1tomo de oxig\u00eanio, elemento mais eletronegativo que o hidrog\u00eanio, origina uma <strong>carga parcial positiva<\/strong> sobre os \u00e1tomos de hidrog\u00eanio, resultando em uma mol\u00e9cula dipolar. Esta caracter\u00edstica faz com que uma mol\u00e9cula de \u00e1gua possa realizar pontes de hidrog\u00eanio com at\u00e9 outras quatro mol\u00e9culas de \u00e1gua. Se considera que, em estado l\u00edquido, cada mol\u00e9cula de \u00e1gua se une mediante pontes de hidrog\u00eanio a 3 ou 4 mol\u00e9culas vizinhas, enquanto que em estado s\u00f3lido o faz com quatro. O grande n\u00famero de pontes de hidrog\u00eanio entre as mol\u00e9culas da \u00e1gua causa uma grande coes\u00e3o entre elas, embora a \u00e1gua seja bastante fluida devido \u00e0 curta meia-vida de tais liga\u00e7\u00f5es (10<sup>-9<\/sup> segundos). A energia da ponte de hidrog\u00eanio \u00e9 bem menor (20 kJ\/mol) do que a da liga\u00e7\u00e3o covalente (460 kJ\/mol).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1gua \u00e9 um l\u00edquido polar por sua tend\u00eancia a atrair eletrostaticamente a outras mol\u00e9culas. Ela pode realizar pontes de hidrog\u00eanio com outros \u00e1tomos eletronegativos, tais como o oxig\u00eanio e o nitrog\u00eanio. As pontes de hidrog\u00eanio tamb\u00e9m podem ser formadas entre mol\u00e9culas diferentes da \u00e1gua; o hidrog\u00eanio unido com oxig\u00eanio ou com nitrog\u00eanio, mas n\u00e3o com carbono, pode ter liga\u00e7\u00e3o com N ou O:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; -O-H&nbsp; &#8212;&nbsp; O=C-<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; -O-H&nbsp; &#8212;&nbsp; N<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; -N-H&nbsp; &#8212;&nbsp; O=C-<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; -N-H&nbsp; &#8212;&nbsp; N<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido a suas caracter\u00edsticas polares, a \u00e1gua pode dissolver: (a)&nbsp;sais (exemplo NaCl) por interatuar com os \u00edons que unem os \u00e1tomos do sal entre si; (b)&nbsp;compostos org\u00e2nicos polares (a\u00e7\u00facares, \u00e1lcoois, alde\u00eddos, cetonas, \u00e1cidos) devido \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de pontes de hidrog\u00eanio com os grupos hidroxila ou carbonila; (c)&nbsp;subst\u00e2ncias anfip\u00e1ticas (fosfolip\u00eddios, prote\u00ednas, \u00e1cidos nucleicos), que formam micelas com a \u00e1gua, interatuando com a por\u00e7\u00e3o hidrof\u00edlica e repelindo a por\u00e7\u00e3o hidrof\u00f3bica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As propriedades coligativas da \u00e1gua (pontos de congela\u00e7\u00e3o e ebuli\u00e7\u00e3o, press\u00e3o de vapor e press\u00e3o osm\u00f3tica) podem ser modificadas pela intera\u00e7\u00e3o de alguns solutos dissolvidos na \u00e1gua. Os solutos tendem a romper a estrutura normal da \u00e1gua, ou seja, suas pontes de hidrog\u00eanio, diminuindo o n\u00famero e a for\u00e7a dessas liga\u00e7\u00f5es, causando menor intera\u00e7\u00e3o entre as mol\u00e9culas de \u00e1gua e mudando assim suas propriedades. Esta modifica\u00e7\u00e3o pode ser favor\u00e1vel para alguns organismos animais; por exemplo, esta propriedade impede o congelamento do sangue dos peixes que habitam \u00e1guas com temperaturas abaixo do ponto de congela\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a concentra\u00e7\u00e3o dos solutos presentes no sangue diminui a temperatura de fus\u00e3o da \u00e1gua. Por outro lado, a presen\u00e7a de prote\u00ednas no sangue d\u00e1 maior press\u00e3o osm\u00f3tica \u00e0 \u00e1gua dentro dos capilares do que \u00e0 \u00e1gua dentro do fluido extracelular, fazendo com que a \u00e1gua flua para o interior dos capilares.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Os produtos de ioniza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1gua tem uma leve tend\u00eancia a ionizar-se de forma revers\u00edvel, conforme a seguinte equa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-15.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3503\" width=\"182\" height=\"44\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-15.png 306w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-15-300x73.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-15-150x36.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 182px) 100vw, 182px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 25\u00b0C, somente uma pequena propor\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas de \u00e1gua est\u00e3o ionizadas, mas apesar disso, os produtos de ioniza\u00e7\u00e3o (H<sup>+<\/sup> e OH<sup>&#8211;<\/sup>) t\u00eam um profundo efeito biol\u00f3gico. Quantitativamente, o grau de ioniza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pode ser expresso mediante a constante de equil\u00edbrio da rea\u00e7\u00e3o (K<sub>eq<\/sub>):<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-16.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3504\" width=\"173\" height=\"75\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-16.png 247w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-16-150x65.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 173px) 100vw, 173px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A concentra\u00e7\u00e3o de H<sub>2<\/sub>O \u00e9 alta comparada com os produtos [H<sup>+<\/sup>] e [OH<sup>&#8211;<\/sup>]. Como a densidade da \u00e1gua \u00e9 de 1&nbsp;g\/mL, em 1 litro haver\u00e1 1.000 g ou 55,5 moles de \u00e1gua (peso molecular da \u00e1gua&nbsp;=&nbsp;18&nbsp;g). Isto significa que a concentra\u00e7\u00e3o molar da \u00e1gua \u00e9 de 55,5&nbsp;M, concentra\u00e7\u00e3o que pode ser considerada est\u00e1vel devido a sua pouca ioniza\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 conhecido, por medi\u00e7\u00f5es de condutividade el\u00e9trica, que o valor da constante de equil\u00edbrio (K<sub>eq<\/sub>) \u00e9 de 1,8&#215;10<sup>-16<\/sup> M a 25\u00b0C. Ent\u00e3o, substituindo na equa\u00e7\u00e3o da constante K<sub>eq<\/sub>, obt\u00e9m-se que:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-17.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3505\" width=\"197\" height=\"78\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-17.png 261w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-17-150x59.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 197px) 100vw, 197px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ordenando, obt\u00e9m-se o produto de ioniza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-18.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3506\" width=\"216\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-18.png 347w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-18-300x84.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-18-150x42.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando as concentra\u00e7\u00f5es de H<sup>+<\/sup> e OH<sup>&#8211;<\/sup> s\u00e3o iguais, como ocorre com a \u00e1gua neutra, a concentra\u00e7\u00e3o de H<sup>+<\/sup> \u00e9 de 1&#215;10<sup>-7<\/sup>&nbsp;M. Se a concentra\u00e7\u00e3o de H<sup>+<\/sup> aumentar, a concentra\u00e7\u00e3o de OH<sup>&#8211;<\/sup> diminui e vice-versa, de forma que o produto de ioniza\u00e7\u00e3o sempre ser\u00e1 igual a 1&#215;10<sup>-14<\/sup>. No caso de uma solu\u00e7\u00e3o de NaOH 0,1&nbsp;N, sabendo-se que [H<sup>+<\/sup>][OH<sup>&#8211;<\/sup>]&nbsp;=&nbsp;1&#215;10<sup>-14<\/sup>, a concentra\u00e7\u00e3o de [H<sup>+<\/sup>] ser\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[H<sup>+<\/sup>]&nbsp;=&nbsp;1&#215;10<sup>-14<\/sup>\/1&#215;10<sup>-1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[H<sup>+<\/sup>]&nbsp;=&nbsp;1&#215;10<sup>-13<\/sup> M<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para designar a concentra\u00e7\u00e3o de H<sup>+<\/sup> em termos mais pr\u00e1ticos usa-se a escala de pH, para solu\u00e7\u00f5es entre 1,0 M de H<sup>+<\/sup> e 1,0 M de OH<sup>&#8211;<\/sup>. O pH \u00e9 definido mediante a seguinte equival\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3507\" width=\"297\" height=\"74\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-19.png 414w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-19-300x75.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-19-150x37.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 297px) 100vw, 297px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, o valor do pH para uma solu\u00e7\u00e3o neutra \u00e9:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pH&nbsp;=&nbsp;log [1\/(1&#215;10<sup>-7<\/sup>)]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pH&nbsp;=&nbsp;log (1&#215;10<sup>7<\/sup>)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pH&nbsp;=&nbsp;log1 + 7log10<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pH&nbsp;=&nbsp;7<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E o pH de uma solu\u00e7\u00e3o de HCl 1,0 M \u00e9:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pH&nbsp;=&nbsp;log 1\/1<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pH&nbsp;=&nbsp;log1<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pH&nbsp;=&nbsp;0<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Equil\u00edbrio h\u00eddrico<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A capacidade dos animais para manter constante a composi\u00e7\u00e3o dos fluidos intra e extracelulares \u00e9 um grande avan\u00e7o evolutivo pois lhes permite uma grande independ\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as do meio. Os mecanismos est\u00e3o basicamente localizados nos <strong>rins<\/strong>, o <strong>sangue <\/strong>e os <strong>pulm\u00f5es<\/strong>, e se destinam a manter o volume, a composi\u00e7\u00e3o i\u00f4nica e o pH desses fluidos, para que possam ser realizadas as rea\u00e7\u00f5es enzim\u00e1ticas do metabolismo. De 60 a 75% do peso corporal \u00e9 \u00e1gua. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do total de \u00e1gua corporal, 2\/3 est\u00e3o localizados dentro das c\u00e9lulas constituindo o fluido intracelular.&nbsp; O ter\u00e7o restante \u00e9 o fluido existente fora das c\u00e9lulas, ou seja, o fluido extracelular, que est\u00e1 compreendido em v\u00e1rios subcompartimentos: 2\/3 est\u00e3o no fluido intersticial que contorna as c\u00e9lulas e 1\/3 constitui o plasma sangu\u00edneo. A principal diferen\u00e7a entre o l\u00edquido intersticial e o plasma \u00e9 que este \u00faltimo cont\u00e9m prote\u00ednas. No fluido extracelular tamb\u00e9m est\u00e3o inclu\u00eddos a linfa, o l\u00edquido c\u00e9rebro-espinal e o l\u00edquido transcelular, isto \u00e9, aquele contido no trato gastrointestinal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A chamada <em>\u00e1gua metab\u00f3lica <\/em>\u00e9 uma das fontes de \u00e1gua e prov\u00e9m dos processos de oxida\u00e7\u00e3o; a oxida\u00e7\u00e3o total de 1 g de gordura, glic\u00eddio ou prote\u00edna, resulta na produ\u00e7\u00e3o de 1,07, 0,06 ou 0,41 g de \u00e1gua, respectivamente. Como a \u00e1gua passa livremente atrav\u00e9s das membranas, o volume em cada compartimento est\u00e1 determinado pelos solutos que caracterizam cada espa\u00e7o; no plasma s\u00e3o as prote\u00ednas e o Cl-; no fluido extracelular \u00e9 o s\u00f3dio e no espa\u00e7o intracelular \u00e9 o pot\u00e1ssio. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Concentra\u00e7\u00e3o (mEq\/L) dos principais componentes dos fluidos<\/strong> <strong>corporais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table><tbody><tr><td><strong>Componente<\/strong><\/td><td><strong>Plasma sangu\u00edneo<\/strong><\/td><td><strong>Fluido intersticial<\/strong><\/td><td><strong>Fluido intracelular<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Prote\u00edna<\/td><td>16<\/td><td>2<\/td><td>74<\/td><\/tr><tr><td>Na<sup>+<\/sup><\/td><td>152<\/td><td>143<\/td><td>14<\/td><\/tr><tr><td>K<sup>+<\/sup><\/td><td>5<\/td><td>4<\/td><td>157<\/td><\/tr><tr><td>HCO<sub>3<\/sub><sup>&#8211;<\/sup><\/td><td>27<\/td><td>27<\/td><td>10<\/td><\/tr><tr><td>Cl-<\/td><td>113<\/td><td>117<\/td><td>5<\/td><\/tr><tr><td>Ca<sup>2+<\/sup><\/td><td>5<\/td><td>5<\/td><td>0,005<\/td><\/tr><tr><td>Mg<sup>2+<\/sup><\/td><td>3<\/td><td>3<\/td><td>26<\/td><\/tr><tr><td>HPO<sub>4<\/sub><sup>2-<\/sup><\/td><td>2<\/td><td>2<\/td><td>113<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mudan\u00e7as no espa\u00e7o extracelular afetam os outros compartimentos e seu controle constitui a regula\u00e7\u00e3o homeost\u00e1tica. O controle \u00e9 realizado basicamente sobre o volume e sobre a press\u00e3o osm\u00f3tica do fluido extracelular, mediante a a\u00e7\u00e3o hormonal do sistema renina-angiotensina-aldosterona como ponto prim\u00e1rio e da vasopressina (VP) ou horm\u00f4nio antidiur\u00e9tico (ADH). Outros pontos de controle incluem sinais neurais como, por exemplo, o centro da sede.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Manuten\u00e7\u00e3o do volume efetivo circulante<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mudan\u00e7as no <em>volume efetivo circulante <\/em>(l\u00edquido extracelular no sistema vascular) produzem mudan\u00e7as na press\u00e3o sangu\u00ednea e na osmolaridade do plasma. O controle da press\u00e3o osm\u00f3tica do fluido extracelular, por sua vez, est\u00e1 determinado pela regula\u00e7\u00e3o do volume sangu\u00edneo, ou seja, pela ingest\u00e3o e pela excre\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>ingest\u00e3o de \u00e1gua <\/strong>est\u00e1 controlada pelos mecanismos da sede, que respondem a dois est\u00edmulos diferentes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Desidrata\u00e7\u00e3o celular, cujos receptores neurais est\u00e3o localizados nas \u00e1reas laterais pr\u00e9-\u00f3pticas do c\u00e9rebro e respondem a uma diminui\u00e7\u00e3o h\u00eddrica de 1-2% nas c\u00e9lulas; perdas de \u00e1gua maiores a 4% do total corporal leva a sintomas de desidrata\u00e7\u00e3o; perdas de 10 a 20% (dependendo da esp\u00e9cie) s\u00e3o fatais.<\/li>\n\n\n\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o no volume extracelular detectado atrav\u00e9s de baro-receptores localizados nos grandes vasos sangu\u00edneos. Estes \u00faltimos receptores tamb\u00e9m estimulam a libera\u00e7\u00e3o de <strong>renina <\/strong>e a produ\u00e7\u00e3o de<strong> angiotensina II<\/strong>, a qual estimula diretamente o centro da sede. O sistema renina-angiotensina estimula a s\u00edntese e secre\u00e7\u00e3o de <strong>aldosterona <\/strong>no c\u00f3rtex adrenal. Este horm\u00f4nio aumenta a taxa de reabsor\u00e7\u00e3o de Na<sup>+<\/sup> nos t\u00fabulos renais, aumentando, portanto, o volume do fluido extracelular e promovendo tamb\u00e9m a excre\u00e7\u00e3o de K<sup>+<\/sup> e de H<sup>+<\/sup> nos mesmos t\u00fabulos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>excre\u00e7\u00e3o de \u00e1gua<\/strong> \u00e9 regulada pela a\u00e7\u00e3o da vasopressina, cuja secre\u00e7\u00e3o na neurohip\u00f3fise \u00e9 estimulada por aumentos de 1-2% na osmolaridade plasm\u00e1tica, atrav\u00e9s de osmo-receptores localizados na regi\u00e3o supra\u00f3ptica do hipot\u00e1lamo. No entanto, o volume do plasma est\u00e1 regulado de forma mais r\u00edgida pelo conte\u00fado de Na<sup>+<\/sup>, mediante sua excre\u00e7\u00e3o e sua reabsor\u00e7\u00e3o em n\u00edvel renal. O aumento no volume do fluido extracelular, leva a aumentar a excre\u00e7\u00e3o renal de Na<sup>+<\/sup>, o que conduz a uma maior perda de \u00e1gua na urina para diminuir o volume extracelular. Os mecanismos que regulam a excre\u00e7\u00e3o de Na<sup>+<\/sup> s\u00e3o a taxa de filtra\u00e7\u00e3o glomerular e a taxa de reabsor\u00e7\u00e3o tubular controlada pelo sistema renina-angiotensina-aldosterona, principalmente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O sistema renina-angiotensina<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este sistema tem um importante papel na manuten\u00e7\u00e3o do volume efetivo circulante. A <strong>renina <\/strong>\u00e9 uma enzima proteol\u00edtica produzida pelas c\u00e9lulas juxta-glomerulares das arter\u00edolas aferentes dos glom\u00e9rulos renais. A renina converte o <strong>angiotensinog\u00eanio<\/strong>, prote\u00edna que circula no plasma sangu\u00edneo, em <strong>angiotensina I<\/strong>, um decapept\u00eddeo com limitada a\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. A angiotensina I \u00e9 convertida enzimaticamente no pulm\u00e3o e nas c\u00e9lulas endoteliais dos vasos sangu\u00edneos em <strong>angiotensina II<\/strong>, octapept\u00eddeo biologicamente ativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A secre\u00e7\u00e3o de renina pode ser estimulada por:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(1)&nbsp;decr\u00e9scimo na press\u00e3o arterial<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(2)&nbsp;diminui\u00e7\u00e3o na concentra\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(3)&nbsp;est\u00edmulo beta-adren\u00e9rgico<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(4)&nbsp;prostaglandinas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(5)&nbsp;hipovolemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os eventos que inibem a secre\u00e7\u00e3o de renina s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(1)&nbsp;hipervolemia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(2)&nbsp;aumento da press\u00e3o arterial renal<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(3)&nbsp;hipernatremia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(4)&nbsp;est\u00edmulos alfa-adren\u00e9rgicos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(5)&nbsp;angiotensina II.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A angiotensina II atua em v\u00e1rios n\u00edveis:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(a)&nbsp;Estimulando a bioss\u00edntese de aldosterona no c\u00f3rtex adrenal;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(b)&nbsp;Causando vasoconstri\u00e7\u00e3o e estimulando a libera\u00e7\u00e3o de catecolaminas, que tamb\u00e9m causam vasoconstri\u00e7\u00e3o e aumento da press\u00e3o arterial; e<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(c)&nbsp;Induzindo sede para, mediante a ingest\u00e3o de \u00e1gua, elevar o volume e a press\u00e3o sangu\u00edneas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A angiotensina II tamb\u00e9m \u00e9 encontrada no c\u00e9rebro, constituindo um poss\u00edvel neurotransmissor. A aldosterona \u00e9 produzida na zona glomerular do c\u00f3rtex adrenal por est\u00edmulo da angiotensina II, sendo o horm\u00f4nio mais potente que atua na reabsor\u00e7\u00e3o do s\u00f3dio no rim. A aldosterona tamb\u00e9m pode ser secretada por est\u00edmulo direto do aumento na concentra\u00e7\u00e3o plasm\u00e1tica de K<sup>+<\/sup> obedecendo a pequenos aumentos da ordem de 0,1 mEq\/L. O mecanismo de a\u00e7\u00e3o da aldosterona \u00e9 mediante a indu\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas que incrementam a permeabilidade da membrana apical (luminal) para o s\u00f3dio, levando este \u00edon da luz do t\u00fabulo para a c\u00e9lula do t\u00fabulo de forma passiva e desta para o espa\u00e7o intersticial por transporte ativo, atrav\u00e9s da bomba Na\u2011K ATPase. A aldosterona estimula a s\u00edntese de v\u00e1rias enzimas mitocondriais que estimulam a forma\u00e7\u00e3o do ATP necess\u00e1rio para que a bomba funcione.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Vasopressina<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vasopressina u horm\u00f4nio antidiur\u00e9tico (ADH) tem fun\u00e7\u00e3o importante na regula\u00e7\u00e3o da osmolaridade dos tecidos. Ela \u00e9 sintetizada no hipot\u00e1lamo e armazenada na neurohip\u00f3fise. A secre\u00e7\u00e3o de ADH est\u00e1 relacionada com a concentra\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio no plasma, pois este c\u00e1tion \u00e9 o determinante prim\u00e1rio da osmolaridade plasm\u00e1tica. Um aumento da osmolaridade plasm\u00e1tica \u00e9 detectado por sensores do hipot\u00e1lamo e a resposta \u00e9 estimular tanto o centro da sede para aumentar o consumo de \u00e1gua, como a secre\u00e7\u00e3o de ADH. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ADH tamb\u00e9m se libera quando diminui o volume efetivo circulante, por\u00e9m o sistema renina-angiotensina exerce o controle prim\u00e1rio sobre mudan\u00e7as neste volume. A vasopressina aumenta a reabsor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua nos t\u00fabulos contorcidos distais e nos dutos coletores utilizando o AMP c\u00edclico como segundo mensageiro. O cAMP ativa prote\u00edna-quinases que atuam alterando a permeabilidade das c\u00e9lulas tubulares. Quando a ingest\u00e3o de \u00e1gua \u00e9 pouca, o aumento na tonicidade dos fluidos corporais induz a secre\u00e7\u00e3o de vasopressina e o rim elabora urina hipert\u00f4nica (concentrada e pouco volume). A perda de volume extracelular, por exemplo em hemorragias, tamb\u00e9m estimula a secre\u00e7\u00e3o de vasopressina. O ADH atua extra-renalmente como vasoconstritor arterial, aumentando a press\u00e3o sangu\u00ednea. A a\u00e7\u00e3o do ADH permite manter a osmolaridade do plasma em intervalos normais relativamente restritos (270-300 mOsm\/kg H<sub>2<\/sub>O).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-27.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3557\" width=\"705\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-27.png 556w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-27-300x191.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-27-150x96.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Sistema renina-angiotensina<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-28.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3559\" width=\"678\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-28.png 518w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-28-300x174.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-28-150x87.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Efeitos da angiotensina II<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Equil\u00edbrio eletrol\u00edtico<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Na<sup>+<\/sup> \u00e9 o principal c\u00e1tion extracelular, enquanto que o K<sup>+<\/sup> e o Mg<sup>2+<\/sup> s\u00e3o os principais c\u00e1tions intracelulares. O Cl-&nbsp;e o HCO<sub>3<\/sub><sup>&#8211;<\/sup> s\u00e3o os \u00e2nions que predominam no espa\u00e7o extracelular, ao passo que as prote\u00ednas e o HPO<sub>4<\/sub><sup>2- <\/sup>s\u00e3o os principais \u00e2nions intracelulares. O NaCl contribui principalmente para a press\u00e3o osm\u00f3tica do plasma. O Ca<sup>2+<\/sup>, o Mg<sup>2+<\/sup>, as prote\u00ednas e os fosfatos contribuem para a press\u00e3o osm\u00f3tica do fluido intracelular. As concentra\u00e7\u00f5es de Na<sup>+<\/sup> e K<sup>+<\/sup> s\u00e3o mantidas pela bomba Na-K ATPase das membranas plasm\u00e1ticas, a qual transporta de forma ativa o Na<sup>+<\/sup> para o exterior das c\u00e9lulas e o K<sup>+<\/sup> para o interior. A membrana plasm\u00e1tica tem uma permeabilidade muito limitada para os fosfatos org\u00e2nicos e para as prote\u00ednas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rim \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o mais importante na regula\u00e7\u00e3o do volume e da composi\u00e7\u00e3o dos fluidos corporais. As unidades funcionais do rim, os nefrons, realizam tr\u00eas processos: (1)&nbsp;<strong>ultrafiltra\u00e7\u00e3o<\/strong>, atrav\u00e9s dos glom\u00e9rulos capilares; (2)&nbsp;<strong>reabsor\u00e7\u00e3o seletiva<\/strong> de fluidos e de solutos nos t\u00fabulos proximais, al\u00e7a de Henle, t\u00fabulos distais e dutos coletores; e (3)&nbsp;<strong>secre\u00e7\u00e3o <\/strong>seletiva de solutos no l\u00famen dos t\u00fabulos proximal e distal. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em torno de 75% do Na<sup>+<\/sup>, do Cl-&nbsp;e da \u00e1gua do filtrado glomerular s\u00e3o reabsorvidos nos t\u00fabulos proximais por processos de transporte ativo. A reabsor\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio nesses t\u00fabulos \u00e9 realizada por 3 mecanismos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O s\u00f3dio \u00e9 transportado do l\u00famen para c\u00e9lula tubular de forma passiva, devido ao gradiente qu\u00edmico presente, sendo logo enviado em forma ativa para o espa\u00e7o intersticial, mediante a bomba Na\u2011K ATPase, processo favorecido pela aldosterona<\/li>\n\n\n\n<li>Troca de Na<sup>+<\/sup> presente no l\u00edquido luminal do t\u00fabulo pelo H<sup>+<\/sup> do interior da c\u00e9lula tubular, mediante um transportador de membrana <em>antiport<\/em><\/li>\n\n\n\n<li>Ingresso do s\u00f3dio impulsionado por \u00edons Cl-, os quais est\u00e3o na luz do t\u00fabulo com gradiente favor\u00e1vel para que sejam transportados para a c\u00e9lula tubular. Os anions (Cl-, HPO<sub>4<\/sub><sup>2-<\/sup>) s\u00e3o reabsorvidos passivamente devido ao gradiente el\u00e9trico preestabelecido pela transfer\u00eancia de Na<sup>+<\/sup>. A \u00e1gua passa tamb\u00e9m passivamente com o soluto (Na<sup>+<\/sup>). O ajuste restante \u00e9 realizado pelos horm\u00f4nios vasopressina e aldosterona.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Principais processos de transporte de Na<sup>+<\/sup>, Cl-&nbsp;e \u00e1gua<\/strong> <strong>no rim<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table><tbody><tr><td><strong>Segmento<\/strong><\/td><td><strong>S\u00f3dio<\/strong><\/td><td><strong>Cloro<\/strong><\/td><td><strong>\u00c1gua<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>T\u00fabulo proximal<\/td><td>transporte ativo<\/td><td>transporte passivo<\/td><td>reabsor\u00e7\u00e3o passiva<\/td><\/tr><tr><td>Al\u00e7a de Henle descendente<\/td><td>imperme\u00e1vel<\/td><td>imperme\u00e1vel<\/td><td>reabsor\u00e7\u00e3o passiva<\/td><\/tr><tr><td>Al\u00e7a de Henle ascendente fina<\/td><td>reabsor\u00e7\u00e3o passiva<\/td><td>reabsor\u00e7\u00e3o passiva<\/td><td>imperme\u00e1vel<\/td><\/tr><tr><td>Al\u00e7a de Henle ascendente grossa<\/td><td>reabsor\u00e7\u00e3o passiva<\/td><td>reabsor\u00e7\u00e3o ativa<\/td><td>imperme\u00e1vel<\/td><\/tr><tr><td>T\u00fabulo distal<\/td><td>transporte ativo por aldosterona<\/td><td>transporte passivo<\/td><td>transporte passivo<\/td><\/tr><tr><td>Duto coletor<\/td><td>transporte ativo por aldosterona<\/td><td>transporte passivo<\/td><td>transporte passivo por vasopressina<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A homeostase do K<sup>+<\/sup>, o principal c\u00e1tion intracelular, \u00e9 regulada de forma diferente do Na<sup>+<\/sup>; o mecanismo renal est\u00e1 mais orientado para a preven\u00e7\u00e3o da hipercalemia (aumento da concentra\u00e7\u00e3o plasm\u00e1tica de pot\u00e1ssio), que pode gerar problemas card\u00edacos, e menos orientado para a preven\u00e7\u00e3o da hipocalemia. O K<sup>+<\/sup> \u00e9 secretado no t\u00fabulo distal, embora 85 a 90% do K<sup>+<\/sup> filtrado seja reabsorvido no t\u00fabulo proximal por mecanismos de transporte ativo. O processo de secre\u00e7\u00e3o \u00e9 passivo, obedecendo a um gradiente, j\u00e1 que a luz tubular se encontra eletronegativa devido a reabsor\u00e7\u00e3o ativa do Na<sup>+<\/sup>. Tamb\u00e9m pode haver excre\u00e7\u00e3o ativa de K<sup>+<\/sup> nos dutos coletores. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A secre\u00e7\u00e3o tubular do K<sup>+<\/sup> \u00e9 regulada pelos seguintes fatores: (a)&nbsp;K<sup>+<\/sup> intracelular, (b) aldosterona por favorecer a reabsor\u00e7\u00e3o ativa de Na<sup>+<\/sup>, (c)&nbsp;taxa de fluxo urin\u00e1rio (maior fluxo, maior excre\u00e7\u00e3o), (d)&nbsp;estado \u00e1cido-b\u00e1sico: a alcalose provoca sa\u00edda de H<sup>+<\/sup> das c\u00e9lulas e entrada de K<sup>+<\/sup> nas mesmas, levando a aumento do K<sup>+<\/sup> intracelular e hipocalemia, e ainda ocorrendo maior excre\u00e7\u00e3o de K<sup>+<\/sup> renal devido ao aumento deste \u00edon dentro das c\u00e9lulas tubulares, o que exacerba a hipocalemia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7a ani\u00f4nica (<em>anion gap<\/em>)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a ani\u00f4nica (<em>anion gap<\/em>) se refere \u00e0 diferen\u00e7a entre os c\u00e1tions mais importantes (Na+ +K+) e os \u00e2nions mensur\u00e1veis (Cl<sup>&#8211;<\/sup> e HCO<sub>3<\/sub><sup>&#8211;<\/sup>), como se define na equa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Anion gap<\/em>&nbsp;=&nbsp;([Na<sup>+<\/sup>] + [K<sup>+<\/sup>]) &#8211; ([Cl<sup>&#8211;<\/sup>] + [HCO<sub>3<\/sub><sup>&#8211;<\/sup>])<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na verdade, o anion gap d\u00e1 uma ideia dos chamados \u00e2nions n\u00e3o mensur\u00e1veis, quais sejam, as prote\u00ednas plasm\u00e1ticas carregadas negativamente, os \u00e1cidos org\u00e2nicos (\u00e1cido l\u00e1ctico, ceto\u00e1cidos) e os \u00e1cidos inorg\u00e2nicos (sulfato, fosfato). O <em>anion gap<\/em> normal na maioria das esp\u00e9cies est\u00e1 por volta de 10-20 mmol\/L. O <em>anion gap<\/em> pode estar diminu\u00eddo quando aumenta o Cl<sup>&#8211;<\/sup> (hipercloremia em acidose metab\u00f3lica compensada) ou quando aumentam as prote\u00ednas com carga positiva (aumento de IgG no mieloma m\u00faltiplo). Aumentos do <em>anion gap<\/em> s\u00e3o observados em <strong>acidose metab\u00f3lica<\/strong> por \u00e1cidos org\u00e2nicos (cetose, aumento de lactato, diabetes), em acidoses ur\u00eamicas ou em intoxica\u00e7\u00f5es (salicilato, paralde\u00eddo, metalde\u00eddo, metanol, etilenoglicol). Neste caso os \u00e2nions \u00e1cidos deslocam o \u00e2nion Cl<sup>&#8211;<\/sup> para manter o equil\u00edbrio eletrol\u00edtico, de formas que com o menor valor de Cl<sup>&#8211;<\/sup>, o <em>anion gap<\/em> aumenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acidose metab\u00f3lica com <em>anion gap<\/em> elevado \u00e9 suspeita de ac\u00famulo de \u00e2nions (\u00e1cidos), enquanto que acidose com <em>anion gap<\/em> diminu\u00eddo pode estar relacionada com uma hipercloremia. Por outro lado, quando a mudan\u00e7a do <em>anion gap<\/em> n\u00e3o acompanha a mudan\u00e7a da concentra\u00e7\u00e3o de bicarbonato, pode tratar-se de um desequil\u00edbrio \u00e1cido-b\u00e1sico misto, no qual coexistem acidose e alcalose. Em dist\u00farbios \u00e1cido-b\u00e1sicos prim\u00e1rios, o bicarbonato e a pCO<sub>2<\/sub> desviam-se na mesma dire\u00e7\u00e3o. Se esses dois par\u00e2metros se desviarem em dire\u00e7\u00f5es opostas, trata-se de uma altera\u00e7\u00e3o mista.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Osmolaridade<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A principal for\u00e7a que influi na distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua nos espa\u00e7os intra e extracelulares \u00e9 a press\u00e3o osm\u00f3tica, que depende dos solutos dissolvidos, principalmente eletr\u00f3litos, compostos org\u00e2nicos de baixo peso molecular (glicose, ureia, amino\u00e1cidos) e prote\u00ednas. O papel das prote\u00ednas na distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua \u00e9 de especial import\u00e2ncia nos capilares, uma vez que a concentra\u00e7\u00e3o de eletr\u00f3litos e de compostos de baixo peso molecular \u00e9 praticamente o mesmo entre o plasma e os fluidos tissulares (ambos espa\u00e7os extracelulares). A press\u00e3o osm\u00f3tica devida \u00e0s prote\u00ednas denomina-se <em>press\u00e3o onc\u00f3tica<\/em>. O plasma tem uma press\u00e3o onc\u00f3tica maior que a dos fluidos tissulares, o que resulta na mobiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua para o interior do plasma. Esta for\u00e7a \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 press\u00e3o hidrost\u00e1tica do sangue, que tende a for\u00e7ar a sa\u00edda de l\u00edquidos do capilar para o espa\u00e7o tissular. Assim, nos capilares arteriais a press\u00e3o hidrost\u00e1tica \u00e9 maior que a onc\u00f3tica, ocasionando a sa\u00edda de l\u00edquidos. Nos capilares venosos e linf\u00e1ticos, a situa\u00e7\u00e3o se inverte, a press\u00e3o hidrost\u00e1tica \u00e9 menor que a onc\u00f3tica e os l\u00edquidos entram nos capilares. A albumina \u00e9 a principal prote\u00edna que contribui com a press\u00e3o onc\u00f3tica. Para que ocorra uma altera\u00e7\u00e3o importante na press\u00e3o onc\u00f3tica a concentra\u00e7\u00e3o de albumina deve cair pelo menos em 50%. Como o Na<sup>+<\/sup> \u00e9 o principal c\u00e1tion presente no plasma e a concentra\u00e7\u00e3o de c\u00e1tions deve estar equilibrada com a de \u00e2nions, o total de eletr\u00f3litos pode ser calculado multiplicando-se a concentra\u00e7\u00e3o de Na por 2. Assim, a osmolaridade (em mOsm\/kg H<sub>2<\/sub>O) pode ent\u00e3o ser calculada pela seguinte f\u00f3rmula (valores em mmol\/L):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Osmolaridade&nbsp;=&nbsp;2 [Na<sup>+<\/sup>]&nbsp;+&nbsp;[glicose]&nbsp;+&nbsp;[ureia]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/aulas\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/aulas\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/aulas\/\" data-type=\"page\" data-id=\"2767\"><strong>\ud83d\udcd6<\/strong> Clique\/toque aqui para saber mais<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00e1gua \u00e9 a biomol\u00e9cula mais abundante nos seres vivos, compondo 60 a 75% do peso &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/aulas\/conceitos-sobre-agua-e-eletrolitos\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Conceitos sobre \u00e1gua e eletr\u00f3litos<\/span> Read more \u2192<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"parent":2767,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-3500","page","type-page","status-publish","hentry"],"featured_image_src":"","featured_image_src_square":false,"rbea_author_info":{"display_name":"SCS","author_link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/author\/ceroni\/"},"rbea_excerpt_info":"A \u00e1gua \u00e9 a biomol\u00e9cula mais abundante nos seres vivos, compondo 60 a 75% do peso &hellip;<p class=\"read-more\"> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/aulas\/conceitos-sobre-agua-e-eletrolitos\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Conceitos sobre \u00e1gua e eletr\u00f3litos<\/span> Read more \u2192<\/a><\/p>","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3500"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5915,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3500\/revisions\/5915"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2767"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}