{"id":426,"date":"2013-05-09T13:48:07","date_gmt":"2013-05-09T13:48:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/?page_id=426"},"modified":"2025-10-26T09:10:01","modified_gmt":"2025-10-26T12:10:01","slug":"aspartato-aminotransferase-ast","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/aspartato-aminotransferase-ast\/","title":{"rendered":"Aspartato aminotransferase (AST)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A AST, anteriormente chamada de transaminase glut\u00e2mico-oxalac\u00e9tica (GOT) catalisa a transamina\u00e7\u00e3o revers\u00edvel de aspartato e 2-cetoglutarato em oxalacetato e glutamato. Tem como cofator o piridoxal fosfato. Existe em muitos tecidos como duas isoformas, no citosol e na mitoc\u00f4ndria, sendo mais abundante no f\u00edgado, nos eritr\u00f3citos e nos m\u00fasculos esquel\u00e9tico e card\u00edaco. Seu uso \u00e9 como indicador de danos nesses tecidos. Aumentos de AST s\u00e3o observados em hepatite infecciosa e t\u00f3xica, cirrose, obstru\u00e7\u00e3o biliar e f\u00edgado gorduroso. Seu n\u00edvel tamb\u00e9m est\u00e1 aumentado quando ocorre hem\u00f3lise, defici\u00eancia de sel\u00eanio\/vitamina E e no exerc\u00edcio f\u00edsico intenso. Em les\u00f5es musculares, conv\u00eam conferir tamb\u00e9m a atividade de <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/creatina-quinase-ck\/\" data-type=\"page\" data-id=\"446\">CK<\/a>. A AST \u00e9 usada para avaliar condicionamento f\u00edsico em animais de esportes. Tamb\u00e9m, em su\u00ednos, pode ser indicador da capacidade de suportar estresse por transporte (teste de halotano). Em ruminantes, a AST \u00e9 boa indicadora de les\u00e3o hep\u00e1tica. Assim, seus n\u00edveis sangu\u00edneos s\u00e3o utilizados em vacas no pr\u00e9-parto para prevenir doen\u00e7as metab\u00f3licas durante o p\u00f3s-parto, especialmente em vacas de alta produ\u00e7\u00e3o leiteira. Vacas com altos valores de AST antes do parto t\u00eam mais tend\u00eancia a sofrer problemas de infertilidade, paresia de parto e reten\u00e7\u00e3o de placenta do que vacas com baixos valores. Valores altos de AST e baixos de colesterol e de albumina revelam, com razo\u00e1vel certeza, transtornos na fun\u00e7\u00e3o hep\u00e1tica. Em aves e outros animais, a AST pode indicar toxicidade por ion\u00f3foros usados como drogas anticoccidiais. AST pode estar elevada na intoxica\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica pelo cobre nos ovinos. Plantas hepatot\u00f3xicas que causem necrose hep\u00e1tica, como <em>Cestrum parqui<\/em> e <em>Xanthium cavalinesii<\/em>, s\u00e3o causas poss\u00edveis de aumento da AST.<em> Senna ocidentalis <\/em>e outras que causam extensa necrose muscular podem ter o mesmo efeito. A defici\u00eancia de vitamina E e sel\u00eanio pode causar necrose segmentar dos m\u00fasculos esquel\u00e9ticos (doen\u00e7a do m\u00fasculo branco), incrementando a atividade de AST no plasma. Nesses casos, pode ser interessante avaliar conjuntamente a <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/creatina-quinase-ck\/\" data-type=\"page\" data-id=\"446\">CK<\/a>, que \u00e9 mais espec\u00edfica para les\u00e3o muscular, e a <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/glutation-peroxidase\/\" data-type=\"page\" data-id=\"470\">glutation peroxidase<\/a>, para avaliar a car\u00eancia de sel\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AST pode ser usada para avaliar les\u00e3o hep\u00e1tica em pequenos animais da mesma forma que a <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/tags\/alt\/\" data-type=\"post_tag\" data-id=\"81\">ALT<\/a>, por\u00e9m com uma especificidade muito menor. Na avalia\u00e7\u00e3o de les\u00e3o muscular, ela produz aumentos menores do que a <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/creatina-quinase-ck\/\" data-type=\"page\" data-id=\"446\">CK<\/a>, mas que se estendem por um per\u00edodo de tempo maior. AST, por ser uma enzima mitocondrial e citos\u00f3lica, necessita uma les\u00e3o maior para ser liberada na corrente sangu\u00ednea. Por outro lado, <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/creatina-quinase-ck\/\" data-type=\"page\" data-id=\"446\">CK<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/lactato-desidrogenase-ldh\/\" data-type=\"page\" data-id=\"480\">LDH<\/a>, por serem citos\u00f3licas e de tamanho pequeno, conseguem ultrapassar a membrana celular, mesmo que n\u00e3o exista um dano tecidual muito grande. Na realidade, um simples aumento de permeabilidade de membrana \u00e9 suficiente para que ocorra o extravasamento da enzima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Les\u00f5es no m\u00fasculo card\u00edaco tamb\u00e9m s\u00e3o demonstradas pelo aumento da AST. Cardiomiopatias diversas podem causar este efeito, assim como endocardites bacterianas, dirofilariase, trombose a\u00f3rtica e infarto do mioc\u00e1rdio. Quando estiver presente congest\u00e3o hep\u00e1tica por problema card\u00edaco, a enzima provavelmente estar\u00e1 elevada devido ao f\u00edgado congesto. O aumento da AST s\u00e9rica pode ocorrer em patologias de localiza\u00e7\u00e3o no sistema nervoso central; quando isso ocorrer, sugere uma grande les\u00e3o do par\u00eanquima e um mau progn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/\" data-type=\"page\" data-id=\"393\">\ud83d\udcd6 Clique\/toque aqui para saber mais<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A AST, anteriormente chamada de transaminase glut\u00e2mico-oxalac\u00e9tica (GOT) catalisa a transamina\u00e7\u00e3o revers\u00edvel de aspartato e 2-cetoglutarato &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/aspartato-aminotransferase-ast\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Aspartato aminotransferase (AST)<\/span> Read more \u2192<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"parent":393,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-426","page","type-page","status-publish","hentry"],"featured_image_src":"","featured_image_src_square":false,"rbea_author_info":{"display_name":"SCS","author_link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/author\/ceroni\/"},"rbea_excerpt_info":"A AST, anteriormente chamada de transaminase glut\u00e2mico-oxalac\u00e9tica (GOT) catalisa a transamina\u00e7\u00e3o revers\u00edvel de aspartato e 2-cetoglutarato &hellip;<p class=\"read-more\"> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/aspartato-aminotransferase-ast\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Aspartato aminotransferase (AST)<\/span> Read more \u2192<\/a><\/p>","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/426","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=426"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/426\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8436,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/426\/revisions\/8436"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/393"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}