{"id":433,"date":"2013-05-09T13:57:12","date_gmt":"2013-05-09T13:57:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/site\/?page_id=433"},"modified":"2023-02-13T15:28:34","modified_gmt":"2023-02-13T18:28:34","slug":"calcio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/calcio\/","title":{"rendered":"C\u00e1lcio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No plasma, o Ca existe em duas formas, livre ionizada (cerca de 45%) ou associado a mol\u00e9culas org\u00e2nicas, tais como prote\u00ednas (principalmente albumina, cerca de 45%) ou a \u00e1cidos org\u00e2nicos (cerca de 10%). O c\u00e1lcio total, forma como \u00e9 medido geralmente no sangue, cont\u00e9m a forma ionizada que \u00e9 biologicamente ativa, e a forma n\u00e3o ionizada. Estas duas formas est\u00e3o em equil\u00edbrio e sua distribui\u00e7\u00e3o final depende do pH, da concentra\u00e7\u00e3o de albumina e da rela\u00e7\u00e3o \u00e1cido-base. Quando existe acidose, h\u00e1 uma tend\u00eancia para aumentar a forma ionizada de c\u00e1lcio. Uma queda no n\u00edvel de albumina causa diminui\u00e7\u00e3o aparente do valor de c\u00e1lcio sangu\u00edneo. O n\u00edvel de c\u00e1lcio no plasma sangu\u00edneo da maioria das esp\u00e9cies animais, excetuando as galinhas poedeiras, \u00e9 bastante constante, entre 8 a 12 mg\/dL.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sistema end\u00f3crino envolvendo a vitamina D<sub>3<\/sub>, o paratorm\u00f4nio (PTH) e a calcitonina, respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis sangu\u00edneos de c\u00e1lcio, atua de forma bastante eficiente para ajustar-se \u00e0 quantidade de c\u00e1lcio dispon\u00edvel no alimento e \u00e0s perdas que acontecem, principalmente na gesta\u00e7\u00e3o e na lacta\u00e7\u00e3o. O firme controle end\u00f3crino do c\u00e1lcio faz com que seus n\u00edveis variem muito pouco (17%) comparado com o f\u00f3sforo (varia\u00e7\u00e3o de 40%) e o magn\u00e9sio (varia\u00e7\u00e3o de 57%). Portanto, o n\u00edvel sangu\u00edneo de c\u00e1lcio n\u00e3o \u00e9 um bom indicador do estado nutricional, enquanto os n\u00edveis de f\u00f3sforo e magn\u00e9sio refletem diretamente o estado nutricional com rela\u00e7\u00e3o a esses minerais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hipocalcemia \u00e9 frequente nas vacas leiteiras de alta produ\u00e7\u00e3o, podendo causar o quadro de febre do leite ou paresia do parto. Estima-se que durante o per\u00edodo de uma lacta\u00e7\u00e3o, cerca de 18% do mineral do esqueleto \u00e9 perdido. Portanto, a taxa de reposi\u00e7\u00e3o deve ser r\u00e1pida o suficiente para cobrir a demanda e evitar a hipocalcemia. Qualquer interfer\u00eancia com a absor\u00e7\u00e3o intestinal e a mobiliza\u00e7\u00e3o \u00f3ssea do Ca pode ser fatal. A quantidade total de c\u00e1lcio em uma vaca adulta est\u00e1 em torno de 6.000 g, dos quais 98% est\u00e3o armazenados nos ossos. Cerca de 1% (60 g) est\u00e1 no sangue e nos tecidos moles, sendo que na corrente circulat\u00f3ria h\u00e1 cerca de 8 g. Uma vaca que produza 30 kg de leite, com conte\u00fado de 0,12% de c\u00e1lcio, perde diariamente cerca de 36 g de c\u00e1lcio, isto \u00e9, mais de quatro vezes a quantidade de c\u00e1lcio sangu\u00edneo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A absor\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio no intestino diminui com a idade. Animais mais velhos sofrem redu\u00e7\u00e3o na capacidade de mobilizar reservas de c\u00e1lcio quando ocorrem desequil\u00edbrios, sendo, portanto, mais suscet\u00edveis de sofrer hipocalcemia. A absor\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio no intestino tamb\u00e9m \u00e9 afetada por outros fatores, tais como: (a) a rela\u00e7\u00e3o Ca\/P nos alimentos (a rela\u00e7\u00e3o \u00f3tima \u00e9 de 2:1); (b) a quantidade de prote\u00edna na dieta, uma vez que a defici\u00eancia de prote\u00edna causa diminui\u00e7\u00e3o da absor\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio; (c) ingest\u00e3o excessiva de magn\u00e9sio, que interfere com a absor\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio, por competi\u00e7\u00e3o nas c\u00e9lulas intestinais; (d) dietas deficientes em magn\u00e9sio, que reduzem a disponibilidade de c\u00e1lcio; (e) suplementa\u00e7\u00e3o excessiva de vitamina D<sub>3,<\/sub> que aumenta a absor\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio e pode causar calcifica\u00e7\u00e3o dos tecidos moles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hipercalcemia \u00e9 rara. Pode ocorrer por intoxica\u00e7\u00e3o com vitamina D, neoplasias, hiperparatireoidismo prim\u00e1rio e dietas ricas em Ca. Em touros, o excesso de c\u00e1lcio pode causar osteopetrose (excessiva calcifica\u00e7\u00e3o dos ossos).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/\" data-type=\"page\" data-id=\"393\">\ud83d\udcd6 Clique\/toque aqui para saber mais<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No plasma, o Ca existe em duas formas, livre ionizada (cerca de 45%) ou associado a &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/calcio\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">C\u00e1lcio<\/span> Read more \u2192<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"parent":393,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-433","page","type-page","status-publish","hentry"],"featured_image_src":"","featured_image_src_square":false,"rbea_author_info":{"display_name":"SCS","author_link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/author\/ceroni\/"},"rbea_excerpt_info":"No plasma, o Ca existe em duas formas, livre ionizada (cerca de 45%) ou associado a &hellip;<p class=\"read-more\"> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/ensino\/manual_bioq_clin\/calcio\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">C\u00e1lcio<\/span> Read more \u2192<\/a><\/p>","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/433","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=433"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/433\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5699,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/433\/revisions\/5699"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/393"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lacvet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}