LITERATURA E SAÚDE PÚBLICA: A NARRATIVA ENTRE A INTIMIDADE, O CUIDADO E A POLÍTICA

Nova parceria entre a Editora Rede UNIDA e o Laboratório de Políticas Públicas, Ações Coletivas e Saúde: chamada de textos para o livro “Literatura e saúde pública: a narrativa entre a intimidade, o cuidado e a política”, que será publicado na Série Arte Popular, Cultura e Poesia.  

Clique aqui para acessar a chamada completa e os anexos.

Abaixo os detalhes para submissão:

 

 

CHAMADA DE SUBMISSÃO DE MANUSCRITOS N° 01/2019

EDITORA REDE UNIDA

  

LITERATURA E SAÚDE PÚBLICA: A NARRATIVA ENTRE A INTIMIDADE, O CUIDADO E A POLÍTICA

 

A Editora Rede UNIDA e o Laboratório de Políticas Públicas, Ações Coletivas e Saúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (LAPPACS/UFRGS), tornam pública a chamada de textos para o livro “Literatura e saúde pública: a narrativa entre a intimidade, o cuidado e a política”, que será publicado na Série Arte Popular, Cultura e Poesia. O livro será composto por textos ficcionais, contos literários e outras formas de escrita criativa sobre a temática das “Políticas Públicas de Saúde”, ou seja, narrativas ficcionais que dialoguem com o mundo das políticas públicas de saúde. O livro será organizado pelos professores Dr. João Guilherme Dayrell e Dr. Frederico Viana Machado.

Esta chamada se destina, portanto, a todas as pessoas interessadas na escrita criativa e em se expressar artisticamente através de contos que dialoguem com o mundo das políticas públicas de saúde. Por isso, convidamos autores e demais interessados a submeterem textos ficcionais que construam suas tramas tomando como cenário tais políticas.

 

Ciência e literatura: encontros criativos

Como pode a literatura e a política servirem de inspiração mútua nos dias de hoje? O que o tensionamento entre ficção e realidade pode nos fazer apreender sobre as políticas públicas de saúde? A obra Sonhos Tropicais, de Moacyr Scliar, é uma referência para este projeto, ao construir um romance ambientado nas políticas públicas de saúde do início do século passado, tratando com sensibilidade os elementos do sanitarismo campanhista e articulando desde as tramas políticas arquitetadas pelas elites econômicas até a vida cotidiana da população mais pobre.

Porém, lembramos que o aparentemente inusitado elo entre Literatura e Saúde nos remonta ao século XIX, quando o escritor francês Émile Zola se inspirava em um tratado de Medicina para construir o importante manifesto do Realismo-Naturalismo. A ideia era pedir que a literatura tirasse uma fotografia da corrupção da natureza e do corpo biológico do homem com suas patologias que levam aos maus hábitos para, então, gerar um corpo social saudável: da mesma forma como fazia a ciência médica. Literatura e Medicina, no caso, complementando-se para normatizar o comportamento social e o uso dos corpos.

Ao contrário, sobretudo a partir do século XX, a arte passa a se confrontar com a norma e apresentar, por meio de formas variadas, condutas alternativas; assim como as ciências da saúde, especialmente após a experiência dos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, consideram a importância da informação para prover segurança na prática dos diferentes modos de usufruto do corpo.

Assim, convocamos a criatividade de todas e todos que gostariam de refletir sobre a realidade das políticas públicas no Brasil, com narrativas que tensionem a realidade e a ficção. Estas narrativas podem envolver variados períodos históricos, variadas políticas públicas, categorias sociais diversas, diferentes enfermidades, peregrinações nos sistemas de saúde, burocracias que desafiam a vida, corpos doentes ou adoecidos, vulneráveis ou vulnerabilizados, enfrentando kafkianos funis burocráticos do Estado, ou criando formas alternativas de vida, desbravando a selvageria do capitalismo, desvelando nuances do sistema sensíveis às fragilidades do corpo e da alma.

O biográfico e o histórico poderão, então, ser conjugados com a invenção, assim como os fatos inverossímeis, fantásticos, insólitos ou mitológicos podem servir para matizar o contato do corpo com a norma, o Estado e as políticas públicas da saúde. E com isto mostrar antigos problemas como, por exemplo, o higienismo, ao qual Machado de Assis já ironizava com a personagem coxa Eugênia, em Memórias Póstumas de Brás Cubas; apontar futuras soluções, além de outros lugares ainda desconhecidos, que somente a escrita e a imaginação, ao acabar com o elo desgastado ao qual as palavras submete as coisas no uso cotidiano, podem dar lugar.

 

 

 

NORMAS DE SUBMISSÃO E AVALIAÇÃO

 

Os textos submetidos à chamada serão lidos pelos organizadores e por leitoras/es (escritoras/es) que devolverão às/aos autoras/es dicas e sugestões para o aprimoramento dos textos. Em seguida, estes textos serão avaliados por uma banca interdisciplinar, que considerará os seguintes elementos:criatividade/originalidade, atualidade e/ou relevância política e qualidade textual. Os textos aprovados comporão o livro, que será publicado pela Editora Rede Unida no formato digital e ficará disponível no sítio virtual da editora.

Os manuscritos deverão ser enviados em formato word, em arquivo único, do dia 01 de março até o dia 28 de junho de 2019, para o email: lappacs@gmail.com. A mensagem de submissão deverá incluir: 1) o arquivo com o texto completo e ilustrações, se for o caso, conforme especificado na chamada; 2) o formulário de inscrição preenchido (Anexo I); e 3) o Termo de Autorização de Cessão de Direitos Autorais (Anexo II) devidamente preenchido e assinado (enviar a copia escaneada). Identificar no campo “Assunto” a “Submissão de manuscrito à chamada Literatura e Saúde Pública”.

O livro só será publicado se pelo menos 10 contos forem aprovados para publicação. Se o número de páginas dos contos aprovados ultrapassar as 200 páginas, o conteúdo poderá ser dividido em dois ou mais volumes. Nesse caso, a ordem de publicação obedecerá a data de chegada dos manuscritos e a organização temática, à critério dos organizadores. O livro tem previsão de publicação para o início de 2020.

Os manuscritos deverão seguir  as orientações de normalização a seguir.

 

ORIENTAÇÕES GERAIS

 

Cada concorrente poderá participar apenas com trabalhos que não tenham sido premiados em concursos ou já publicado em livros, coletâneas ou revistas. Os contos (incluindo títulos, autoras/es, eventuais notas de rodapé e etc.) deverão ter entre entre 01 e 20 páginas.

 

Os textos deverão seguir as regras de formatação abaixo indicadas:

 

  • Folha de Rosto preenchida (Formulário de Inscrição): Deve estar devidamente preenchida e preceder o texto (ANEXO 1).
  • Título: Centrado, caixa alta, Times New Roman ou Arial 14 pt, negrito.
  • Texto: com alinhamento justificado, espaçamento de 1,5cm entre linhas. Caso seja dividido em seções, colocar os subtítulos em negrito. Colocar parágrafo com recuo na primeira linha de 1,25 cm;
  • Notas de rodapé: colocar automática, ao pé da página, alinhamento justificado, Times New Roman ou Arial, 10 pt;
  • Uso de Imagens: poderão ser incluídas fotos ou desenhos que ilustrem a narrativa. As imagens deverão estar em alta resolução (300 dpi) e não poderão ultrapassar cinco imagens por conto.

 

DIREITOS AUTORAIS

 

Ao submeter o texto para publicação, o autor ou autora cede os direitos de uso do seu texto, de forma exclusiva e isento de qualquer ônus para publicação. Ele ou ela permanece proprietário de todos os direitos autorais sobre o seu texto autoral, e apenas autoriza a fazer uma publicação pública e aberta da mesma. Ao remeter sua produção autoral, o autor ou autora anui com todos os termos aqui expostos responsabilizando-se, portanto, pela autoria e originalidade do trabalho. É imprescindível o envio da copia digitalizada do Termo de Autorização de Cessão de Direitos Autorais (Anexo II) devidamente preenchido e assinado.

 

Dúvida sobre as orientações acima devem ser encaminhadas para os organizadores através do e-mail: lappacs@gmail.com

 

9 respostas para “LITERATURA E SAÚDE PÚBLICA: A NARRATIVA ENTRE A INTIMIDADE, O CUIDADO E A POLÍTICA”

  1. Adorei a perspectiva de escrever ficção nas políticas públicas .Nos meus 28 anos trabalhando como psicóloga junto aos sistema prisional muitas histórias a contar. A linha entre a realidade e a ficção numa instituição total e tênue. Parabéns aos organizadores.

  2. Excelente iniciativa! A arte é uma forma de expressão riquíssima e muitas vezes é a melhor forma de ser fazer ouvir efetivamente. O seu alcance pode ir até mais além da ciência, na medida em que pode atingir todos os níveis da sociedade; especialmente quando seu escopo se situa numa coleção voltada à arte popular. Fiquei realmente encantada com a ideia! Parabéns aos organizadores e sucesso nesta empreitada!

  3. Ótima proposta. O edital não deixa claro com quantos textos cada autor pode concorrer. Vcs podem esclarecer por gentileza? Att.

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