{"id":651,"date":"2021-10-20T12:57:22","date_gmt":"2021-10-20T15:57:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/?page_id=651"},"modified":"2021-10-20T12:57:22","modified_gmt":"2021-10-20T15:57:22","slug":"scmpelotas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/scmpelotas\/","title":{"rendered":"Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Paula Viegas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fundada em 20 de junho de 1847, a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas \u00e9 a primeira institui\u00e7\u00e3o assistencial da cidade e um hospital de grande destaque na zona sul do Rio Grande do Sul. Sua hist\u00f3ria \u00e9 atravessada por diversos acontecimentos marcantes do s\u00e9culo XIX, como a Guerra dos Farrapos, a urbaniza\u00e7\u00e3o da cidade e a escravid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"527\" height=\"297\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-652\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image.png 527w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-300x169.png 300w\" sizes=\"(max-width: 527px) 100vw, 527px\" \/><figcaption>Figura 1: Imagem a\u00e9rea da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: Site da Institui\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo deste estudo \u00e9 compreender o contexto social, econ\u00f4mico e cultural da cidade no momento da inaugura\u00e7\u00e3o da Santa Casa, al\u00e9m de identificar os problemas que ele pretendia resolver. Tamb\u00e9m ser\u00e3o destacados alguns atores e organiza\u00e7\u00f5es que se mobilizaram para isso. Por fim, busca-se compreender como essa hist\u00f3ria est\u00e1 relacionada com as informa\u00e7\u00f5es que temos acesso hoje sobre a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, foram coletadas pesquisas relacionadas \u00e0 Santa Casa atrav\u00e9s da plataforma Google Scholar<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. Numa busca pelo termo \u201csanta casa de miseric\u00f3rdia de pelotas\u201d foram encontrados 566 resultados, de textos publicados desde 1970 at\u00e9 hoje. Tamb\u00e9m foram coletadas informa\u00e7\u00f5es atuais nos canais de comunica\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o, fazendo um contraste entre as informa\u00e7\u00f5es expostas no material institucional e na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para sistematizar as informa\u00e7\u00f5es coletadas, o texto foi dividido em quatro se\u00e7\u00f5es. A primeira trata da hist\u00f3ria da cidade de Pelotas, seu surgimento, os fen\u00f4menos sociais,\u00a0 culturais e sanit\u00e1rios que ocorreram no s\u00e9culo XIX. Na segunda se\u00e7\u00e3o foi abordada a implementa\u00e7\u00e3o da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas, especialmente a partir de estudos hist\u00f3ricos espec\u00edficos sobre a institui\u00e7\u00e3o. Na terceira parte, foram destacados alguns estudos de diferentes \u00e1reas da sa\u00fade que analisam casos que atravessam de algum modo a institui\u00e7\u00e3o. Por fim, foram coletados alguns materiais institucionais a partir dos canais de comunica\u00e7\u00e3o da Santa Casa e algumas informa\u00e7\u00f5es atuais sobre sua gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1><a><\/a>&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1><a><\/a>1 Hist\u00f3ria da sa\u00fade em Pelotas<\/h1>\n\n\n\n<p>Conhecida como \u201cPrincesa do Sul\u201d, devido ao seu desenvolvimento cultural e econ\u00f4mico significativo na regi\u00e3o<a href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, a cidade de Pelotas tem sua hist\u00f3ria marcada por tradi\u00e7\u00f5es portuguesas e africanas. A cidade est\u00e1 localizada a 250 km da capital do estado, Porto Alegre. \u00c9 reconhecida pela produ\u00e7\u00e3o de doces tradicionais, destacada em um evento anual, a Fenadoce<a href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>, e tamb\u00e9m pelas charqueadas. Mais informa\u00e7\u00f5es sobre a cidade podem ser acessadas em document\u00e1rios como Olhares sobre Pelotas<a href=\"#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>, que trata do per\u00edodo pr\u00e9-colonial at\u00e9 os dias atuais a partir de temas como a Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, A sociedade do Charque, Culturas e Tradi\u00e7\u00f5es da Princesa do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as primeiras refer\u00eancias hist\u00f3ricas sobre o surgimento do munic\u00edpio, est\u00e1 a doa\u00e7\u00e3o que Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela, fez ao Coronel Thom\u00e1z Luiz Os\u00f3rio, das terras que ficavam \u00e0s margens da Lagoa dos Patos em 1758. O que popularizou a cidade inicialmente foi a vinda de habitantes da Vila de Rio Grande que buscaram ref\u00fagio devido \u00e0 invas\u00e3o espanhola, em 1763, e a chegada de retirantes da Col\u00f4nia do Sacramento, entregue pelos portugueses aos espanh\u00f3is em 1777. A ent\u00e3o Freguesia de S\u00e3o Francisco de Paula, fundada em 07 de Julho de 1812, foi elevada ao status de vila em 1832 e de cidade em 1835, com o nome de Pelotas<a href=\"#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi neste per\u00edodo que a cidade come\u00e7ou a esbo\u00e7ar um fen\u00f4meno urbano, criando uma ideia de cidade como estilo de vida, assim como ocorria em outras do Rio Grande do Sul. Este fen\u00f4meno est\u00e1 ligado \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o e desencadeia uma s\u00e9rie de de novos valores e conquistas tecnol\u00f3gicas a partir da internacionaliza\u00e7\u00e3o de uma ordem burguesa de matriz europeia (DOS ANJOS, 1999). Principalmente devido \u00e0 ind\u00fastria do charque, a cidade desenvolveu economicamente e se organizou de modo cosmopolita na busca por um ideal de cidade moderna a partir da arquitetura, moda, comportamento, etc. Neste per\u00edodo, al\u00e9m da instala\u00e7\u00e3o da rede de esgotos e do sistema de transporte p\u00fablico, foram fundados estabelecimentos como a Biblioteca P\u00fablica Pelotense e grandes jornais da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"412\" height=\"548\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-653\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-1.png 412w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-1-226x300.png 226w\" sizes=\"(max-width: 412px) 100vw, 412px\" \/><figcaption>Figura 2: Linha do tempo no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Fonte: Site da prefeitura de Pelotas<a href=\"#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Toda essa moderniza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento econ\u00f4mico foi baseado na viol\u00eancia de povos escravizados, o que n\u00e3o aparece muitas vezes em textos sobre a hist\u00f3ria da cidade. As conhecidas charqueadas foram espa\u00e7os em que muitas pessoas negras foram escravizadas, exploradas e torturadas. Atualmente estes lugares s\u00e3o pontos de turismo e promovem festas como raves e casamentos, al\u00e9m de ser cen\u00e1rio de muitas fotos de formatura. Ou seja, assim como em todo Brasil, podemos observar uma tentativa de camuflagem e nega\u00e7\u00e3o deste passado violento<a href=\"#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Concei\u00e7\u00e3o e outros (2008) apontam que com a eleva\u00e7\u00e3o \u00e0 categoria de cidade em 1835 e a liga\u00e7\u00e3o comercial do munic\u00edpio com grandes centros do pa\u00eds e do exterior, Pelotas se desenvolveu economicamente sendo reconhecida por suas ind\u00fastrias, como curtumes, f\u00e1bricas de velas, sab\u00f5es e adubos. Toda essa produ\u00e7\u00e3o foi sendo pautada com muitas contradi\u00e7\u00f5es devido a desumanidade do trabalho escravo e a forma\u00e7\u00e3o de uma elite aristocr\u00e1tica riqu\u00edssima. Neste come\u00e7o de s\u00e9culo, a vida cultural era muito intensa. O Teatro Sete de Abril, por exemplo, um dos mais antigos do Brasil, foi inaugurado em 1834 ao lado de casar\u00f5es dos charqueadores ao redor da Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"489\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-654\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-2.png 489w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-2-300x230.png 300w\" sizes=\"(max-width: 489px) 100vw, 489px\" \/><figcaption>Figura 3: Mapa de Pelotas em 1935<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Fonte: Gutierrez (1993) <em>apud <\/em>Concei\u00e7\u00e3o e outros (2008)<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Loner, Gill e Scheer (2012), o povoamento da cidade ocorreu com a vinda de pessoas da regi\u00e3o de Rio Grande, que era muito ventosa, trazendo preju\u00edzo para qualidade do charque, e porque Pelotas tinha muitos rios e arroios, o que permitia o r\u00e1pido escoamento. Al\u00e9m disso, a planura do espa\u00e7o e a vegeta\u00e7\u00e3o local eram proveitosos para o desenvolvimento. Apesar disso, no s\u00e9culo XIX, as condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias da cidade ainda eram muito prec\u00e1rias, provocando muitas doen\u00e7as. E ainda havia muitas pessoas escravizadas, mesmo com a campanha de liberdade condicional ou definitiva que, no Rio Grande do Sul, teve seu \u00e1pice em 1884.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;As doen\u00e7as que afetavam a vida dos escravos eram aquelas comuns \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o, ampliadas pelas condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de exerc\u00edcio dos diversos trabalhos manuais com os quais se ocupavam. Dessa forma, foram muitos os casos de tuberculose que ocasionaram a morte de imenso n\u00famero de pessoas; de var\u00edola, especialmente quando relacionada a uma esp\u00e9cie de pico de cont\u00e1gio; de disenteria e de febre tifoide, vinculadas \u00e0s p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de saneamento da sociedade; de boubas, tamb\u00e9m conhecidas como \u00falceras bub\u00e1ticas e febre bubeira&#8221; (LONER; GILL; SCHEER, 2012, p. 142).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A tuberculose era a doen\u00e7a mais provocava mortes na cidade de Pelotas na virada no s\u00e9culo XIX para o XX, afetando principalmente os pobres, como homens naturais da zona urbana, jornaleiros, dom\u00e9sticos, negros ou pardos, solteiros, com idade entre 21 e 35 anos\u00a0 (GILL, 2021). Isso ocorria especialmente porque os pobres viviam em locais com infraestrutura prec\u00e1ria e trabalhavam em lugares insalubres. No come\u00e7o do s\u00e9culo XX, outra epidemia que ganhava destaque era a gripe espanhola, que gerou grande mobiliza\u00e7\u00e3o civil, como a Revolta da Vacina, que fez Pelotas realizar campanhas intensivas e cont\u00ednuas de vacina\u00e7\u00e3o. A interna\u00e7\u00e3o nos hospitais possibilitava que os doentes fizessem exames e tomassem rem\u00e9dios, mas tamb\u00e9m separava-os de seus parentes e dos ambientes produtivos. A hospitaliza\u00e7\u00e3o abarcava poucos adoentados e a maioria ainda falecia em casa.<\/p>\n\n\n\n<h1><a><\/a>&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1><a><\/a>2 O Hospital Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas<\/h1>\n\n\n\n<p>Neste contexto de moderniza\u00e7\u00e3o, urbaniza\u00e7\u00e3o, desenvolvimento econ\u00f4mico e desigualdade, a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas foi fundada em 20 de junho de 1847. Santa Casa remete ao \u201cCompromisso da Miseric\u00f3rdia de Lisboa\u201d, composto por 14 obras de miseric\u00f3rdia, que s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;ensinar os simples, dar bons conselhos, castigar os que erram, consolar os tristes, perdoar as ofensas, sofrer com paci\u00eancia, orar pelos vivos e pelos mortos &#8211; e sete corporais \u2013 visitar os enfermos e os presos, remir os cativos, vestir os nus, dar de comer aos famintos e de beber aos sedentos, abrigar os viajantes e enterrar os mortos&#8221; <a href=\"#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Estas doutrinas s\u00e3o baseadas em fundamentos crist\u00e3os. A primeira a ser fundada foi a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Lisboa, em 1498. No Brasil, a Irmandade da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia surgiu no per\u00edodo colonial e se destinava a enfermos dos navios dos portos e moradores das cidades, atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas que n\u00e3o eram cient\u00edficas. As primeiras cidades em que foram implementadas tais institui\u00e7\u00f5es foram, respetivamente, Olinda (1539), Santos (1543), Salvador (1549), Rio de Janeiro (1582), Vit\u00f3ria (1551), S\u00e3o Paulo (1599), Jo\u00e3o Pessoa (1602), Bel\u00e9m (1619), S\u00e3o Lu\u00eds (1657) e Campos (1792)<a href=\"#_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Pelotas, a Santa Casa \u201csurgiu com o esp\u00edrito de caridade e assist\u00eancia aos pobres, pr\u00f3pria de sua organiza\u00e7\u00e3o no per\u00edodo medieval, mas com postura que, algumas vezes, pode ser relacionada ao paradigma antigo e, em outras ocasi\u00f5es, ao paradigma do novo hospital\u201d (LONER; GILL; SCHEER, 2012, p.148). Naquele per\u00edodo, o Brasil passava por uma mudan\u00e7a de mentalidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 morte e \u00e0 doen\u00e7a. O espa\u00e7o do hospital tamb\u00e9m era visto como uma forma de descanso a corpos fragilizados pelo trabalho. Os negros escravizados, que eram por volta de 30% da popula\u00e7\u00e3o de Pelotas nessas d\u00e9cadas, deviam ser curados para que pudessem continuar exercendo suas atividades laborais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Miseric\u00f3rdia de Pelotas foi fundada durante o Segundo Imp\u00e9rio, como um aux\u00edlio aos pobres, e possu\u00eda diversas atividades de assist\u00eancia. Al\u00e9m do hospital, que recebia enfermos, a Santa Casa monopolizava enterros no cemit\u00e9rio (fundado em 1855) e mantinha duas capelas para rezar missas pelos irm\u00e3os e benfeitores, que eram os dirigentes e as elites pol\u00edticas e econ\u00f4micas, favorecendo o controle dos mais ricos aos mais pobres Segundo Tomaschewski (2007), o fim da escrevid\u00e3o e \u00e0 queda da Monarquia, no final da d\u00e9cada de 1880, marcaram este per\u00edodo, fazendo com que elites locais perdessem o poder pol\u00edtico, e fazendo com que as irmandades fossem organizadas em um novo acordo pol\u00edtico e social. Neste per\u00edodo, ent\u00e3o, o hospital deveria receber n\u00e3o apenas os pobres, mas tamb\u00e9m aqueles que podiam pagar.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"515\" height=\"342\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-655\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-3.png 515w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-3-300x199.png 300w\" sizes=\"(max-width: 515px) 100vw, 515px\" \/><figcaption>Figura 4: Imagem da Santa Casa em seus primeiros anos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: Site da Santa Casa de Pelotas<a href=\"#_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhadores de obras tamb\u00e9m eram frequentemente internados naquele per\u00edodo, devido a sua jornada de trabalho excessiva. De acordo com Bendjouya Gutierrez (2009), na Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas, os obreiros eram origin\u00e1rios de diferentes pa\u00edses, sendo 30,6% de portugueses; 23,1% de brasileiros; 12,4% de alem\u00e3es; 9% de franceses; 6,4% de italianos; 5,7% de africanos; 2,7% de ingleses; 2,6% de espanh\u00f3is; 1,4% de norte-americanos; 1,1% de uruguaios; 1% de prussianos. Ou seja, mais de tr\u00eas quartos eram estrangeiros. Al\u00e9m disso, no per\u00edodo entre 1848 e 1888, os construtores hospitalizados na institui\u00e7\u00e3o eram 76,1% brancos, 12,8% negros e 10% \u201cpardos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o passar do tempo, diferentes p\u00fablicos come\u00e7aram a ser atendidos na institui\u00e7\u00e3o. Segundo Vanti (2002), a fam\u00edlia era a \u00fanica respons\u00e1vel pelo gerenciamento das crian\u00e7as at\u00e9 o s\u00e9culo XIX, mas em 19 de mar\u00e7o de 1848, a Irmandade da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas abriu as portas para crian\u00e7as abandonadas, baseada no Estatuto das Casas de Caridade portuguesas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"510\" height=\"337\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-656\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-4.png 510w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-4-300x198.png 300w\" sizes=\"(max-width: 510px) 100vw, 510px\" \/><figcaption>Figura 5: Atendimento a crian\u00e7as na Santa Casa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: Site Santa Casa de Pelotas<a href=\"#_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Tomaschewski (2014), a funda\u00e7\u00e3o das santas casas centralizava os servi\u00e7os em uma \u00fanica institui\u00e7\u00e3o t\u00edpica do Imp\u00e9rio Portugu\u00eas, recebendo assim o apoio real. A autora aponta que as irmandades se alinhavam ao estado, ao mercado e \u00e0 d\u00e1diva, se organizando em nome da caridade, mesmo com a liga\u00e7\u00e3o com o Estado que as garantia o monop\u00f3lio de assist\u00eancia, especialmente pelo cuidado dos mortos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar as enfermidades de escravos nos Livros de Registro dos Internamentos do Hospital da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas (RS), entre 1870 e 1880, Loner, Gill e Scheer (2012) percebem que n\u00e3o havia tanto preocupa\u00e7\u00e3o com a forma como o trabalho escravo era exercido, numa rotina intensa e r\u00edgida, que ocasionava s\u00e9rias consequ\u00eancias para a sa\u00fade. Al\u00e9m disso, havia uma grande dificuldade em fazer com que os doentes buscassem o espa\u00e7o hospitalar enquanto havia tempo para cura. Relat\u00f3rios oficiais indicavam que 90% das pessoas morriam em casa naquele per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<h1><a><\/a>&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1><a><\/a>3 Pesquisas diversas sobre a institui\u00e7\u00e3o<\/h1>\n\n\n\n<p>Diversas pesquisas relacionadas \u00e0 Santa Casa foram publicadas especialmente nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas. Estes estudos trazem informa\u00e7\u00f5es nem sempre destacadas pela Santa Casa em seus materiais institucionais. Alguns tratam da institui\u00e7\u00e3o em seu contexto hist\u00f3rico, como foi explorado na se\u00e7\u00e3o anterior. Outros analisam casos atuais, pela perspectiva de diversas \u00e1reas da sa\u00fade. Tais reflex\u00f5es valorizam o emp\u00edrico e a diversidade de fen\u00f4menos sociais, culturais e biol\u00f3gicos que atravessam a institui\u00e7\u00e3o. Para ilustrar esse debate, foram destacados alguns artigos coletados inicialmente sobre a Santa Casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Lemos e outros (2019) implementaram um projeto de humaniza\u00e7\u00e3o na UTI do Hospital Santa Casa, buscando envolver todos os profissionais que trabalham no setor com os pacientes e seus familiares. O setor tem 10 leitos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) e 10 leitos de conv\u00eanios particulares, o que constitui dois grupos de&nbsp; pacientes e familiares diferentes. Como resultado, os autores perceberam que h\u00e1 uma necessidade de melhora na comunica\u00e7\u00e3o por parte dos profissionais, no acolhimento de assist\u00eancia psicol\u00f3gica aos familiares e na otimiza\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio de visita.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra pesquisa relacionada \u00e0 institui\u00e7\u00e3o, trata das exposi\u00e7\u00f5es ocupacionais por material biol\u00f3gico a que foram submetidos os profissionais de sa\u00fade, no Hospital Santa Casa, de 2004 a 2008. A partir de um estudo transversal, Lima, Oliveira e Rodrigues (2011) perceberam que a maior ocorr\u00eancia de acidentes de trabalho foram por t\u00e9cnicos em enfermagem do sexo feminino (38,6%), com idade de 21 a 30 anos (53,9%), e que a maioria dos acidentes aconteceu atrav\u00e9s de les\u00f5es com perfurocortantes (82,2%). O estudo conclui que \u00e9 preciso conhecer os riscos existentes e intervir na sua redu\u00e7\u00e3o, o que beneficia tanto o trabalhador, quanto a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Santos e Leite (2018) tamb\u00e9m identificam a&nbsp; vulnerabilidade&nbsp; dos profissionais de&nbsp; Enfermagem frente&nbsp; aos&nbsp; riscos&nbsp; biol\u00f3gicos, especialmente relacionados ao&nbsp; risco&nbsp; de&nbsp; adquirir&nbsp; patologias&nbsp; como&nbsp; HIV\/AIDS,&nbsp; Hepatite&nbsp; B e C. Ao entrevistar profissionais da \u00e1rea, as autoras percebem que o ambiente \u00e9 estressante e h\u00e1 sobrecarga de trabalho, o que representa um&nbsp; risco psicossocial. Al\u00e9m disso, 100% dos profissionais admitiram estar expostos \u00e0 infec\u00e7\u00f5es e 92% est\u00e3o expostos a sangue, fluidos e secre\u00e7\u00f5es, pois h\u00e1 uma dificuldade no cumprimento de medidas preventivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base em Paulo Freire, outro estudo relata os principais desafios e conquistas do ponto de vista gerencial no que tange \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o da Sistematiza\u00e7\u00e3o da Assist\u00eancia de Enfermagem na Santa Casa e percebe que, mesmo com a defici\u00eancia de recursos humanos, este sistema foi bem sucedido, visto que desenvolve estrat\u00e9gias gerenciais dial\u00f3gicas e reflexivas no coletivo (BACKES; SCHWARTZ, 2008). Tamb\u00e9m h\u00e1 uma an\u00e1lise sobre partos de 1993 e 1994, na Maternidade da Santa Casa, que percebe que 73,2% dos partos foram vaginais, enquanto 26,8% foram ces\u00e1reas. Estas \u00faltimas est\u00e3o especialmente relacionadas \u00e0 faixa et\u00e1ria da m\u00e3e e o peso do rec\u00e9m-nascido (REIS; BERGAMO; ZULIANI, 1997).<\/p>\n\n\n\n<p>Buscando compreender a soropreval\u00eancia de doen\u00e7as infecciosas em doadores de sangue do Hospital Santa Casa, Oliveira, Schwonke e Fernandes (2008) apontam que de um total de 14.655 coletas de sangue em 2007, 153 (1,05 %) bolsas foram descartadas devido \u00e0 detec\u00e7\u00e3o sorol\u00f3gica de enfermidades transmiss\u00edveis por transfus\u00e3o sangu\u00ednea. Entre os doadores, 74,70% s\u00e3o homens e 25,30% mulheres, e a maioria era doador espor\u00e1dico ( 65,25%). Entre as doen\u00e7as identificadas, 0,21% era de doen\u00e7a de Chagas; 0,04% v\u00edrus HIV; 0,72% Hepatite B e 0,04% para Hepatite C e 0,02%.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do hospital, tamb\u00e9m h\u00e1 estudos sobre o Cemit\u00e9rio da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas, com discuss\u00f5es sobre morte e organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-administrativa da cidade (AIRES, 2018) e um estudo comparativo da Capela da Santa Casa com a Casa Eliseu Maciel, que trata da mem\u00f3ria das t\u00e9cnicas construtivas na cidade (NUNES, 2012). Ambos trabalhos s\u00e3o disserta\u00e7\u00f5es do mestrado em Arquitetura e Urbanismo da UFPel. Diversos outros estudos tamb\u00e9m fazem an\u00e1lises do Cemit\u00e9rio a partir de diferentes perspectivas, como a an\u00e1lise etnoarqueol\u00f3gica sobre a tentativa p\u00f3stuma de imposi\u00e7\u00e3o de poder atrav\u00e9s de bens materiais atrav\u00e9s de uma an\u00e1lise de documentos hist\u00f3ricos e observa\u00e7\u00e3o de t\u00famulos (MACIEL; FERREIRA, 2011). O estudo trata da disputa de poder entre a alta classe do s\u00e9culo XIX, como os charqueadores, e os diferentes padr\u00f5es de t\u00famulos e mausol\u00e9us.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h1><a><\/a>4 Materiais institucionais e caracter\u00edsticas atuais<\/h1>\n\n\n\n<p>A Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas possui diversos canais de comunica\u00e7\u00e3o, como seu informativo, perfis em plataformas de m\u00eddia social e seu site. Neste \u00faltimo \u00e9 poss\u00edvel acessar fotos antigas e ler a hist\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o com diversos detalhes sociais, culturais e pol\u00edticos da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;A Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas \u00e9 a mais antiga institui\u00e7\u00e3o assistencial e hospitalar em funcionamento na cidade de Pelotas, no sul do estado do Rio Grande do Sul.<\/em><br><em>Em 20 de junho de 1847 foi oficializada a funda\u00e7\u00e3o da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas, atendendo assim uma popula\u00e7\u00e3o que crescera e sofria as consequ\u00eancias da Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha, desde 1840.<br>A Mesa Administrativa da Irmandade para reger os futuros do hospital, elege como primeiro provedor o Sr. Jos\u00e9 Rodrigues Barcelos. O livro de Atas, aberto em 30\/06\/1847 pelo escriv\u00e3o Jos\u00e9 Vieira Pimenta, teve sua abertura anulada, depois de consulta ao Governo Imperial, por competir ao Juiz de Direito, Joaquim Jos\u00e9 da Cruz Seco, rubric\u00e1-lo e numer\u00e1-lo. Dez dias ap\u00f3s esta posse o Escriv\u00e3o Jos\u00e9 Vieira Pimenta requereu, na forma da lei, permiss\u00e3o para o rec\u00e9m fundado hospital possuir bens de raiz at\u00e9 o valor de cem contos de r\u00e9is. Para obter meios, expediram-se circulares pedindo a colabora\u00e7\u00e3o das autoridades civis e militares e das pessoas que tivessem condi\u00e7\u00f5es de prestar algum aux\u00edlio. O resultado foi excelente.<br>O atendimento cl\u00ednico da Santa Casa na \u00e9poca era feito gratuitamente pelos Drs. Miguel Rodrigues Barcelos e Jo\u00e3o Batista Figueiredo Mascarenhas. O Dr. Josu\u00e1 Bond era chamado algumas vezes, para tratar os colonos que n\u00e3o entendiam o portugu\u00eas. In\u00fameros m\u00e9dicos atendiam voluntariamente e no decorrer do ano a institui\u00e7\u00e3o foi aparelhada com uma caixa de amputa\u00e7\u00f5es, estojo com instrumentos operat\u00f3rios, copos e verificadores de ventosas, latas de ung\u00fcentos e vidros para rem\u00e9dios. Faziam parte dos empregados, al\u00e9m dos enfermeiros ( sendo um com a fun\u00e7\u00e3o de ser sangrador) dois casais de africanos livres, mandados pela Presid\u00eancia da Prov\u00edncia.<br>A Capela da Santa Casa \u00e9 tamb\u00e9m denominada de Capela de Nossa Senhora M\u00e3e dos Homens. Para a constru\u00e7\u00e3o desta obra, muito trabalhou o padre Nicolau de G\u00eanova que exercia o sacerd\u00f3cio gratuitamente. Foi inaugurada no dia 14 de julho de 1884, com a assist\u00eancia de sua Exma. Revma. Bispo diocesano do Rio Grande do Sul, Dom Sebasti\u00e3o Dias Laranjeira.<\/em><a href=\"#_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o possui um Arquivo Hist\u00f3rico com uma cole\u00e7\u00e3o de documentos sobre a hist\u00f3ria social dos s\u00e9culos XIX e XX, a partir de temas como sa\u00fade, inf\u00e2ncia, religi\u00e3o e caridade (TOMASCHEWSKI e outros, 2008). O espa\u00e7o conta com livros manuscritos, livros datilografados, impressos, recortes de jornal, correspond\u00eancia de associa\u00e7\u00f5es e sindicatos m\u00e9dicos, c\u00f3pias de testamentos e invent\u00e1rios, registros de im\u00f3veis e comunica\u00e7\u00e3o interna, al\u00e9m de fotografias do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"518\" height=\"323\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-657\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-5.png 518w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lappacs\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image-5-300x187.png 300w\" sizes=\"(max-width: 518px) 100vw, 518px\" \/><figcaption>Figura 6: Higieniza\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o de grampos de fotografias do Arquivo Hist\u00f3rico<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: Tomaschewski e outros (2008, p. 283)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m conta com um canal no YouTube<a href=\"#_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> desde 2007, com um total de 1.864 visualiza\u00e7\u00f5es nos v\u00eddeos; uma p\u00e1gina no Facebook<a href=\"#_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>, com 17.384 curtidas; um perfil no Instagram<a href=\"#_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>, com 5.136 seguidores; e um perfil no LinkedIn<a href=\"#_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a>, que mostram 148 funcion\u00e1rios cadastrados.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, os servi\u00e7os oferecidos pela institui\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> s\u00e3o: 1) Banco de sangue; 2) Servi\u00e7o de Diagn\u00f3stico por Imagem (CDI) com exames como&nbsp; Raio X, Mamografia, Medicina Nuclear, Tomografia Computadorizada e Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica; 3) Centro Cl\u00ednico, que tem como especialidades oferecidas Angiologista, Cardiologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Pedi\u00e1trica, Cirurgia Pl\u00e1stica, Cirurgia Tor\u00e1cica, Cl\u00ednica M\u00e9dica, Dermatologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Gastroenterologia, Ginecologia, Nefrologia, Neurologia, Nutri\u00e7\u00e3o, Nutrologia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Pneumologia, Psicologia e Urologia; 4) Centro De Radioterapia e Oncologia (CERON); 5) Articula\u00e7\u00f5es de ensino com Universidades e Escolas; 6) Interna\u00e7\u00f5es\/hotelaria; 7) Hemodi\u00e1lise; 8) Laborat\u00f3rio de An\u00e1lises Cl\u00ednicas mais de 100 tipos de exames nas \u00e1reas de Bioqu\u00edmica, Hematologia, Imunologia, Microbiologia, Urin\u00e1lise e Parasitologia; 9) Maternidade; 10) Servi\u00e7o Social; entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>A administra\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn19\"><sup>[19]<\/sup><\/a> \u00e9 composta pelo Provedor Dr. Maur\u00edcio Alberto GoldBaum e pelo Vice-Provedor Eng. Ubirajara Terra. No Conselho Deliberativo \u2013 Gest\u00e3o 01\/07\/2021 a 30\/06\/2024 \u2013 est\u00e3o o Presidente Angelo Fernando Ortiz da Silva e o Vice-Presidente Elmar Carlos Hadler. No Conselho Fiscal \u2013 Gest\u00e3o 01\/04\/2021 a 31\/03\/2023 \u2013, os Titulares s\u00e3o Edilson Teixeira do Amaral Brito, Jos\u00e9 Francisco Lamas Domingues e Jo\u00e3o Taceli Finamor Machado.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram encontradas poucas informa\u00e7\u00f5es mais aprofundadas e not\u00edcias sobre o momento atual da institui\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 um destaque para sua atua\u00e7\u00e3o neste contexto de pandemia. Ao comemorar os 174 anos, em 22 de junho de 1974, a Santa Casa inaugurou um Centro Cl\u00ednico e realizou o fechamento de uma c\u00e1psula do tempo colocada em uma coluna de sustenta\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio centen\u00e1rio do hospital<a href=\"#_ftn20\"><sup>[20]<\/sup><\/a>. Neste artefato, que deve ser aberto apenas em 2071, foram armazenados frascos de vacina, lista dos profissionais infectados e os que trabalham na pandemia, m\u00e1scaras utilizadas pelos profissionais, registros fotogr\u00e1ficos, entre outros materiais.<\/p>\n\n\n\n<h1><a><\/a>&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1><a><\/a>5 Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/h1>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do contexto sanit\u00e1rio compreendido na hist\u00f3ria da sa\u00fade em Pelotas, esta pesquisa possibilitou entender a hist\u00f3ria do hospital atravessado por diferentes fen\u00f4menos. Isto porque no momento de seu surgimento a cidade passava pela moderniza\u00e7\u00e3o e urbaniza\u00e7\u00e3o. O desenvolvimento econ\u00f4mico e arquitet\u00f4nico da cidade movimentava as ruas e potencializava as desigualdades.<\/p>\n\n\n\n<p>Desenvolver este trabalho foi enriquecedor, tanto pelo conhecimento da cidade e do contexto sanit\u00e1rio, como pelo exerc\u00edcio do olhar cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 ou n\u00e3o mostrado na hist\u00f3ria da Santa Casa. Diferente de muitos trabalhos desenvolvidos na turma sobre outras institui\u00e7\u00f5es, eu tive acesso a muitas refer\u00eancias hist\u00f3ricas e atuais. Essas refer\u00eancias possibilitaram um olhar amplo do objeto, mas tamb\u00e9m exigiram muitas horas de leitura e sistematiza\u00e7\u00e3o do conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>Entender a hist\u00f3ria \u00e9 parte fundamental da trajet\u00f3ria de um\/a sanitarista. Seja do surgimento dos hospitais no s\u00e9culo XIX em diferentes regi\u00f5es do estado ou da cria\u00e7\u00e3o do SUS no fim do s\u00e9culo XX, este olhar permite que sejamos cr\u00edticos, que lutemos por direitos humanos e que tenhamos esperan\u00e7a de que fases ruins v\u00e3o passar.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h1><a><\/a>REFER\u00caNCIAS<\/h1>\n\n\n\n<p>AIRES, Anderson Pires. A cidade cemiterial: Cemit\u00e9rio da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas (1855-1976). 2018. 227 f.<strong> Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo)<\/strong> \u2013 Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2018. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.repositorio.ufpel.edu.br\/handle\/prefix\/5343\">http:\/\/www.repositorio.ufpel.edu.br\/handle\/prefix\/5343<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>BACKES, Dirce Stein; SCHWARTZ, Eda. Implementa\u00e7\u00e3o da sistematiza\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia de enfermagem: desafios e conquistas do ponto de vista gerencial. <strong>Ci\u00eancia, Cuidado E Sa\u00fade, <\/strong>v. 4, n. 2, 2008, 182-188. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.4025\/cienccuidsaude.v4i2.5247\">https:\/\/doi.org\/10.4025\/cienccuidsaude.v4i2.5247<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>BENDJOUYA GUTIERREZ, Ester Judite. Liberdade e morte: Cativos na Constru\u00e7\u00e3o. 1848-1888. Pelotas. RS. BR. In: <strong>Anais<\/strong>\u2026. XII Jornadas Interescuelas\/Departamentos de Historia. Departamento de Historia, Facultad de Humanidades y Centro Regional Universitario Bariloche. Universidad Nacional del Comahue, San Carlos de Bariloche, 2009. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/cdsa.aacademica.org\/000-008\/207.pdf?view\">https:\/\/cdsa.aacademica.org\/000-008\/207.pdf?view<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>CONCEI\u00c7\u00c3O, Josuan \u00c1vila; CARVALHO, Magn\u00f3lia dos Santos; RAMOS, Shana Monte Pereira; VIEIRA, Sidney Gon\u00e7alves. Espa\u00e7o e tempo na forma\u00e7\u00e3o urbana de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Observat\u00f3rio Geogr\u00e1fico da Am\u00e9rica Latina, 2008. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/observatoriogeograficoamericalatina.org.mx\/egal12\/Geografiasocioeconomica\/Geografiaespacial\/49.pdf\">http:\/\/observatoriogeograficoamericalatina.org.mx\/egal12\/Geografiasocioeconomica\/Geografiaespacial\/49.pdf<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>DOS ANJOS, Marcos Hallal. Italianos e moderniza\u00e7\u00e3o:a cidade de Pelotas no \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XIX. <strong>Hist\u00f3ria em Revista: <\/strong>Revista do N\u00facleo de Documenta\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica, v. 5, 1999. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.15210\/HR.V5I5.12013.G7626\">https:\/\/doi.org\/10.15210\/hr.v5i5.12013.g7626<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>GILL, Lorena Almeida. <strong>Notas sobre a hist\u00f3ria da doen\u00e7a em Pelotas. <\/strong>2021. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2021\/07\/Notas-sobre-a-historia-da-doenca-em-Pelotas.pdf\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2021\/07\/Notas-sobre-a-historia-da-doenca-em-Pelotas.pdf<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>LEMOS, Matheus Fagundes; LA ROCCA, L\u00eddia Teixeira; BUENO, Mariana Moreno; LEITE, Rafael Oliv\u00e9. Projeto de Humaniza\u00e7\u00e3o da UTI da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas. In: <strong>Anais\u2026 <\/strong>VI Congresso de Extens\u00e3o e Cultura, UFPEL, 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/cti.ufpel.edu.br\/siepe\/arquivos\/2019\/XS_03760.pdf?ver=1568583669\">http:\/\/cti.ufpel.edu.br\/siepe\/arquivos\/2019\/XS_03760.pdf?ver=1568583669<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>LIMA, Lilian Moura; OLIVEIRA, Camila Cardoso de; RODRIGUES, Katiuscia Milano Rosales de. Exposi\u00e7\u00e3o ocupacional a material biol\u00f3gico no Hospital Santa Casa de Pelotas &#8211; 2004 a 2008. <strong>Esc Anna Nery<\/strong> (impr.)2011 jan-mar; 15 (1):96-10. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/ean\/a\/TR4qC3SCBxGW4pyFgFqKTHn\/?lang=pt&amp;format=pdf\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/ean\/a\/TR4qC3SCBxGW4pyFgFqKTHn\/?lang=pt&amp;format=pdf<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>LONER, Beatriz Ana; GILL, Lorena Almeida; SCHEER, Micaele Irene. Enfermidade e morte: os escravos na cidade de Pelotas, 1870-1880. <strong>Hist\u00f3ria, Ci\u00eancias, Sa\u00fade \u2013<\/strong> Manguinhos, Rio de Janeiro, v.19, supl., dez. 2012, p.133-152. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/hcsm\/a\/RzG9vKhxrVdtSZySjR74J9M\/?format=pdf&amp;lang=pt\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/hcsm\/a\/RzG9vKhxrVdtSZySjR74J9M\/?format=pdf&amp;lang=pt<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>MACIEL, Let\u00edcia N\u00f6rnberg; FERREIRA, L\u00facio Menezes. Aqui jaz o charqueador: um relato sobre a imposi\u00e7\u00e3o de poder atrav\u00e9s de t\u00famulos em Pelotas \u2013 RS (1856-1910). In: <strong>Anais\u2026<\/strong> XX Congresso de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica &#8211; Universidade Federal de Pelotas 2011 Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/bityli.com\/GYMqr\">https:\/\/bityli.com\/GYMqr<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>NUNES, Marta Regina Pereira. Escaiola versus marmorino \u2013 estudo comparativo na Capela da Santa Casa e na Casa Eliseu Maciel \u2013 Pelotas RS. 2012, 120 f. <strong>Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo)<\/strong> &#8211; Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Arquitetura e Urbanismo. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2012. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/repositorio.ufpel.edu.br:8080\/handle\/prefix\/5167\">http:\/\/repositorio.ufpel.edu.br:8080\/handle\/prefix\/5167<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>OLIVEIRA, Gerson Camargo; SCHWONKE, Camila; FERNANDES, Cl\u00e1udia Pinho Hartleben. Soropreval\u00eancia de doen\u00e7as infecciosas em doadores de sangue do Hospital Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas, RS, Brasil, ano de 2007. In: <strong>Anais&#8230;<\/strong> XVII Congresso de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica. Conhecimento sem fronteiras. Universidade Federal de Pelotas, 2008. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www2.ufpel.edu.br\/cic\/2008\/cd\/pages\/pdf\/CS\/CS_01551.pdf\">https:\/\/www2.ufpel.edu.br\/cic\/2008\/cd\/pages\/pdf\/CS\/CS_01551.pdf<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REIS, S\u00edlvio Luis Souza dos; BERGAMO, Artur Carneiro; ZULIANI, Vlademir Ant\u00f4nio. Parto normal x parto ces\u00e1reo: an\u00e1lise de um ano na Maternidade da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Pelotas. <strong>J. bras. med <\/strong>; 72(3): 70, 72, 75, mar. 1997. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/pesquisa.bvsalud.org\/portal\/resource\/pt\/lil-191226\">https:\/\/pesquisa.bvsalud.org\/portal\/resource\/pt\/lil-191226<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>SANTOS, Michelle Queiroz; LEITE, Jandra Cibele. A vulnerabilidade dos profissionais de enfermagem frente aos riscos biol\u00f3gicos: um estudo em sala de emerg\u00eancia. <strong>Saber Cient\u00edfico<\/strong>, Porto Velho, v.7, n.2, p.1\u201312, jul.\/dez. 2018. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/periodicos.saolucas.edu.br\/index.php\/resc\/article\/view\/1247\/1089\">http:\/\/periodicos.saolucas.edu.br\/index.php\/resc\/article\/view\/1247\/1089<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>TOMASCHEWSKI, Cl\u00e1udia. Entre o Estado, o Mercado e a D\u00e1diva : a distribui\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia a partir das irmandades da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia nas cidades de Pelotas e Porto Alegre, Brasil, c. 1847 c. 1891. 2014. 242 f. <strong>Tese (Doutorado em Hist\u00f3ria) <\/strong>&#8211; Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/tede2.pucrs.br\/tede2\/bitstream\/tede\/2497\/1\/457203.pdf\">http:\/\/tede2.pucrs.br\/tede2\/bitstream\/tede\/2497\/1\/457203.pdf<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>TOMASCHEWSKI, Cl\u00e1udia. Caridade e filantropia na distribui\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia : a Irmandade da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas &#8211; RS : 1847-1922. 2007. 257 f. <strong>Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Hist\u00f3ria) <\/strong>&#8211; Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/tede2.pucrs.br\/tede2\/bitstream\/tede\/2515\/1\/389633.pdf\">http:\/\/tede2.pucrs.br\/tede2\/bitstream\/tede\/2515\/1\/389633.pdf<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>TOMASCHEWSKI, Cl\u00e1udia; \u00c1VILA, Darlene; SILVEIRA, Sandra; CASANOVA, Taciana. Constitui\u00e7\u00e3o do arquivo, utiliza\u00e7\u00e3o e possibilidades de pesquisa no acervo hist\u00f3rico-documental da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas. <strong>Hist\u00f3ria<\/strong>: Debates e Tend\u00eancias, v. 8, n. 2. 2008. p. 278-295. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.redalyc.org\/pdf\/5524\/552456403003.pdf\">https:\/\/www.redalyc.org\/pdf\/5524\/552456403003.pdf<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>VANTI, Elisa dos Santos. A breve hist\u00f3ria de Ethelvina: caridade, filantropia e assist\u00eancia \u00e0 inf\u00e2ncia em Pelotas, Rio Grande do Sul (1875-1900). <strong>Revista Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>, v. 6, n. 12, jul.\/dez. 2002. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.seer.ufrgs.br\/asphe\/article\/view\/30573\">https:\/\/www.seer.ufrgs.br\/asphe\/article\/view\/30573<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/santacasadepelotas.com.br\/\">https:\/\/santacasadepelotas.com.br\/<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> <a href=\"https:\/\/scholar.google.com\/\">https:\/\/scholar.google.com\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/blog.clubecandeias.com\/conheca-pelotas-a-bela-princesa-do-sul\/\">https:\/\/blog.clubecandeias.com\/conheca-pelotas-a-bela-princesa-do-sul\/<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/fenadoce.com.br\/pelotas-cidade-do-doce\/\">https:\/\/fenadoce.com.br\/pelotas-cidade-do-doce\/<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/tajesferreira\/videos\">https:\/\/www.youtube.com\/user\/tajesferreira\/videos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20090325160800\/http:\/www.pelotas.rs.gov.br\/cidade_historia\/pelotas_historia.htm\">https:\/\/web.archive.org\/web\/20090325160800\/http:\/\/www.pelotas.rs.gov.br\/cidade_historia\/pelotas_historia.htm<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.pelotas.com.br\/cidade\/historia\">https:\/\/www.pelotas.com.br\/cidade\/historia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.nonada.com.br\/2021\/05\/charqueadas-de-pelotas-ignoram-passado-escravocrata-e-promovem-festas-privadas\/\">https:\/\/www.nonada.com.br\/2021\/05\/charqueadas-de-pelotas-ignoram-passado-escravocrata-e-promovem-festas-privadas\/<\/a> e <a href=\"https:\/\/ne-np.facebook.com\/NonadaJornalismo\/videos\/909035549941413\/\">https:\/\/ne-np.facebook.com\/NonadaJornalismo\/videos\/909035549941413\/<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/iscmitu.org.br\/historia-das-santas-casas\/\">https:\/\/iscmitu.org.br\/historia-das-santas-casas\/<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/iscmitu.org.br\/historia-das-santas-casas\/\">https:\/\/iscmitu.org.br\/historia-das-santas-casas\/<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/santacasadepelotas.com.br\/index.php\/galeria-de-imagens\/\">https:\/\/santacasadepelotas.com.br\/index.php\/galeria-de-imagens\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/santacasadepelotas.com.br\/index.php\/galeria-de-imagens\/\">https:\/\/santacasadepelotas.com.br\/index.php\/galeria-de-imagens\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/santacasadepelotas.com.br\/index.php\/historia\/\">http:\/\/santacasadepelotas.com.br\/index.php\/historia\/<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCopu8TuYiBTsvWL-MZ-Jkxw\">https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCopu8TuYiBTsvWL-MZ-Jkxw<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/santacasadepelotas\/\">https:\/\/www.facebook.com\/santacasadepelotas\/<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/santacasapel\/\">https:\/\/www.instagram.com\/santacasapel\/<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/santacasadepelotas\">https:\/\/www.linkedin.com\/company\/santacasadepelotas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/santacasadepelotas.com.br\/\">http:\/\/santacasadepelotas.com.br\/<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref19\"><sup>[19]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/santacasadepelotas.com.br\/index.php\/provedoria-administracao\/\">http:\/\/santacasadepelotas.com.br\/index.php\/provedoria-administracao\/#<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref20\"><sup>[20]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/not%C3%ADcias\/cidades\/santa-casa-de-pelotas-comemora-174-anos-com-c%C3%A1psula-do-tempo-e-inaugura%C3%A7%C3%A3o-de-centro-cl%C3%ADnico-1.642298\">https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/not%C3%ADcias\/cidades\/santa-casa-de-pelotas-comemora-174-anos-com-c%C3%A1psula-do-tempo-e-inaugura%C3%A7%C3%A3o-de-centro-cl%C3%ADnico-1.642298<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paula Viegas Fundada em 20 de junho de 1847, a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Pelotas \u00e9 a primeira institui\u00e7\u00e3o assistencial da cidade e um hospital de grande destaque na zona sul do Rio Grande do Sul. 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