{"id":1084,"date":"2021-02-22T17:06:17","date_gmt":"2021-02-22T20:06:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/laranjanacolher\/?p=1084"},"modified":"2021-02-22T17:06:58","modified_gmt":"2021-02-22T20:06:58","slug":"comer-emocional-durante-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/laranjanacolher\/2021\/02\/22\/comer-emocional-durante-a-pandemia\/","title":{"rendered":"COMER EMOCIONAL DURANTE A PANDEMIA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1085 aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/laranjanacolher\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/14.png?resize=293%2C293&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"293\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/laranjanacolher\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/14.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/laranjanacolher\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/14.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/laranjanacolher\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/14.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/laranjanacolher\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/14.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/laranjanacolher\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/14.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/laranjanacolher\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/14.png?resize=850%2C850&amp;ssl=1 850w\" sizes=\"auto, (max-width: 293px) 100vw, 293px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pandemia da COVID 19 contribuiu para transparecer a preocupante inseguran\u00e7a alimentar referente ao acesso de alimentos e a sua devida qualidade, bem como, um aumento gradativo dessa condi\u00e7\u00e3o como resultado da crise econ\u00f4mica instaurada pela pandemia. Para quem tem o privil\u00e9gio da garantia do acesso a alimentos, esse cen\u00e1rio ainda pode ser um fator diferencial no consumo e nas escolhas alimentares durante o per\u00edodo de isolamento social, que podem ser consideradas tamb\u00e9m como uma contribui\u00e7\u00e3o para a inseguran\u00e7a alimentar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estresse e a crescente preocupa\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade mundial podem ser importantes pontos que desencadeiam uma desregula\u00e7\u00e3o alimentar motivada pelo que chamamos de comer emocional. O comportamento alimentar est\u00e1 associado diretamente a emo\u00e7\u00f5es dos indiv\u00edduos, pois elas representam os chamados \u201cgatilhos\u201d para a compensa\u00e7\u00e3o emocional atrav\u00e9s do alimento. Podemos comer por raiva, ansiedade ou t\u00e9dio, por exemplo. Normalmente esses epis\u00f3dios ocorrem com produtos de baixa qualidade nutricional, resultando na inseguran\u00e7a alimentar, uma vez que essa situa\u00e7\u00e3o aparece quando uma fam\u00edlia n\u00e3o tem acesso permanente \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, em quantidade e qualidade adequadas. Nesse sentido, \u00e9 fundamental compreender a aceitar o que sentimos e buscar aux\u00edlio de profissionais como psic\u00f3logos e nutricionistas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 importante saber discernir a fome fisiol\u00f3gica da fome psicol\u00f3gica. A fome f\u00edsica \u00e9 o sinal de que \u00e9 necess\u00e1rio ingerir nutrientes para que o corpo possa realizar as suas fun\u00e7\u00f5es, e se manifesta atrav\u00e9s de dores no est\u00f4mago, irrita\u00e7\u00e3o e, em casos extremos, dores de cabe\u00e7a e tonturas. J\u00e1 a fome psicol\u00f3gica pode ser categorizada a partir de suas raz\u00f5es, s\u00e3o elas: fome emocional, fome social e a vontade. A fome emocional est\u00e1 atrelada a alimentos com alto teor de gordura e a\u00e7\u00facar , os quais promovem a sensa\u00e7\u00e3o de conforto e recompensa. \u00c9 a t\u00edpica refei\u00e7\u00e3o que acompanha a frase \u201ceu mere\u00e7o\u201d. A fome social \u00e9 a partilha de alimentos em eventos de confraterniza\u00e7\u00e3o ou de uni\u00e3o a familiares e amigos, como aquele churrasco de domingo. J\u00e1 a vontade, diz respeito ao desejo de um alimento espec\u00edfico despertada por alguma influ\u00eancia externa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em rela\u00e7\u00e3o a quarentena, podemos ressaltar a constante exposi\u00e7\u00e3o a comerciais televisivos bem como as redes sociais, com a dissemina\u00e7\u00e3o do home office (trabalho a dist\u00e2ncia), que incentivam o consumo de alimentos industrializados, em sua maioria ultraprocessados, e as refei\u00e7\u00f5es tipo fast foods, oferecidas pelos atendimentos de delivery . A ansiedade gerada pela pandemia e a afli\u00e7\u00e3o com a vida de familiares e amigos, tamb\u00e9m podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos alimentares, como a compuls\u00e3o alimentar peri\u00f3dica, por exemplo. Al\u00e9m disso, o comer emocional pode proporcionar um aumento de peso significativo. A possibilidade de preparar e realizar as refei\u00e7\u00f5es em casa, para muitas pessoas, \u00e9 sin\u00f4nimo de disponibilidade de comer alimentos prazerosos em grandes quantidades e em v\u00e1rios momentos do dia, gerando um comer exagerado sem respeitar os sinais da fome fisiol\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Portanto, \u00e9 importante estabelecer uma boa rela\u00e7\u00e3o com a comida, sem medo e compensa\u00e7\u00e3o, desmistificando a exist\u00eancia da dicotomia alimentar entre alimentos considerados \u201cvil\u00f5es\u201d e \u201cmocinhos\u201d. \u00c9 importante manter uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, diversa e colorida de forma natural. Uma pr\u00e1tica bastante interessante para se fazer as pazes com a comida \u00e9 o mindful eating ou \u201ccomer com aten\u00e7\u00e3o plena\u201d. Essa pr\u00e1tica se d\u00e1 prestando aten\u00e7\u00e3o no alimento desde a sua prepara\u00e7\u00e3o at\u00e9 a ingest\u00e3o, honrando a fome. \u00c9 de extrema import\u00e2ncia consultar um profissional qualificado para maiores informa\u00e7\u00f5es e tratamento diante de epis\u00f3dios recorrentes de comer emocional.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Texto resultado da parceria entre o NAN \/ Laranja na Colher com o curso de Nutri\u00e7\u00e3o UFRGS.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alunas: Anne Faversani, Louise Barbosa, J\u00e9ssica Ferrari, Helena Vaccari e Milena Soares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Supervis\u00e3o: Profa. Dr. Maurem Ramos e St\u00e9fani Schneider Nutricionista CRN2 10310<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Refer\u00eancia:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/sophiederam.com\/br\/comportamento-alimentar\/fome-psicologica\/<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia da COVID 19 contribuiu para transparecer a preocupante inseguran\u00e7a alimentar referente ao acesso de alimentos e a sua devida qualidade, bem como, um aumento gradativo dessa condi\u00e7\u00e3o como resultado da crise econ\u00f4mica instaurada pela pandemia. 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