Lançada Nona Arte, revista ligada ao Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA- USP

Revista Nona Arte

Acompanhando o crescente interesse acadêmico pelas narrativas gráficas sequenciais, o Observatório de Histórias em Quadrinhos iniciou suas atividades em 1990 na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, inicialmente com a denominação de Núcleo de Pesquisas em Histórias em Quadrinhos (NPHQ). No decurso de mais de duas décadas de atuação, o Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA- USP tornou-se um espaço para discussão teórica dos aspectos estéticos, históricos, sociais, entre outros temas, desse produto cultural midiático, fomentando estudos e pesquisas.

Para ampliar o debate acadêmico nesse campo e proporcionar o intercâmbio entre pesquisadores nacionais e estrangeiros, o Observatório de Histórias em Quadrinhos lança a revista 9ª Arte. Refletindo a diversidade dos quadrinhos, objetiva-se publicar artigos focados tanto na linguagem como no mercado editorial, em quadrinhos nacionais e de outras procedências, na produção comercial e alternativa, nas diferentes aplicações, na memória e na sistemática transformação dos quadrinhos, assim como nas áreas correlatas, a exemplo do humor gráfico.

Confira o site da revista.

Os invisíveis da produção jornalística

Chamada de trabalhos

Este número da revista Sobre jornalismo – About journalismSur le journalisme pretende focar nos produtores menos reconhecidos dentro do espaço jornalístico ( através da posse do registro profissional, da formação, da notoriedade..) e em sua participação na produção da obra coletiva, nas formas de engajamento que eles investem, em suas trajetórias sociais e profissionais, nas modalidades de deslegitimação e nos investimentos que eles podem utilizar para serem reconhecidos.

Prazo para submissão dos artigos: 15 de março de 2013

Coordenadores: Béatrice Damian-Gaillard, Jean Charron, Isabel Travancas

 

Confira o texto completo da chamada.

Lançamento Repressão e resistência: censura a livros na ditadura militar

Com lançamento no dia 7 de dezembro, às 18h30, na Livraria Martins Fontes em São Paulo [Av. Paulista, 509], a obra Repressão e resistência:  censura a livros na ditadura militar é de autoria de Sandra Reimão, membro do Núcleo de Produção Editorial e professora da Universidade de São Paulo.

O livro aborda a censura oficial à cultura e às artes e, especificamente, a livros de ficção de autores brasileiros durante a Ditadura Militar Brasileira. O estudo dos atos censórios do Departamento de Censura e Diversões Públicas (DCDP) em relação a livros nos possibilita delinear alguns elementos dos mecanismos de censura e também refletir sobre a repercussão desta censura no universo da produção da cultura brasileira. Inicialmente, a autora traça um panorama histórico da atuação censória nos governos militares em relação á cultura, às artes e aos livros em particular. A partir do quadro geral traçado no capítulo inicial, a autora se detém, nos capítulos seguintes, em alguns casos de vetos censórios a textos de ficção de autores brasileiros: os livros Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca, Zero, de Ignácio de Loyola Brandão, Dez histórias imorais, de Aguinaldo Silva, Em câmara lenta, de Renato Tapajós, e os contos “Mister Curitiba”, de Dalton Trevisan e “O cobrador”, de Rubem Fonseca, publicados na Revista Status.

 

REPRESSÃO E RESISTÊNCIA:
Censura a Livros na Ditadura Militar

de REIMÃO, Sandra
ISBN 10: 85-314-1308-7
ISBN 13: 978-85-314-1308-7
Formato: 20×24 cm
Nº de Páginas: 184 pp.

Impresso no Brasil é lançado em Porto Alegre

Impresso no Brasil foi lançado no dia 30 de maio na Livraria Palavraria em Porto Alegre. Na ocasião, os autores presentes apresentaram brevemente o tema e a abordagem de seus textos em uma uma mesa redonda coordenada por Christa Berger. Aníbal Bragança, que é também um dos organizadores, tratou de Antônio Isidoro da Fonseca e frei José Mariano da Conceição Veloso; já Antonio Hohlfeldt, presidente da Intercom, sobre publicações brasileiras destinadas ao público infantil. As professoras da UNISINOS, Elisabeth Torrensini e Marília Barcellos versaram, respectivamente, a respeito de livrarias e editoras no Rio Grande do Sul e acerca das editoras de médio e pequeno porte diante dos processos de concentração midiática. Christa Berger teceu uma homenagem à Sandra Pesavento, professora e historiadora falecida recentemente, que participa da obra com o artigo O que se lia em Porto Alegre: do romance da vida para a vida levada como um romance.

Da esquerda para a direita,

Antonio Hohlfeldt, Elisabeth Torrensini, Marília Barcellos,

Aníbal Bragança e Christa Berger.


Impresso no Brasil: dois séculos de livros brasileiros

Lançada em 2011, a obra reúne  diversos  ensaios  sobre o  percurso  da  produção  editorial  brasileira,  durante  seus  duzentos  anos  de  história. A  primeira  parte  da  obra,  intitulada  “Uma  nova  história  editorial  brasileira:  editores, tipógrafos  e  livreiros”,  apresenta  22  capítulos,  que  focalizam  os  aspectos  da  produção editorial  nacional.  Na  segunda  parte,  “Cultura  letrada  no  Brasil:  autores,  leitores  e leituras”,  13  trabalhos  analisam  e  interpretam  a  formação  do  leitor  e  do  público  para o qual se dirigiam nossas produções editoriais, ao longo das décadas.

O livro constrói um panorama, entre outros assuntos, da produção de livros escolares e de alfabetização, literatura de cordel, da produção em jornais e periódicos, e analisa a história  de  editoras  como  Garnier,  Melhoramentos,  Civilização  Brasileira,  Companhia das Letras e Abril. O direito de autor e casos como Harry Potter e Paulo Coelho recebem análises especiais, na composição de um panorama sobre mercado e consumo recentes. É organizado por Aníbal Bragança e Márcia Abreu  e editado em uma parceria da Fundação Biblioteca Nacional com a  Editora UNESP.

 

Confira aqui a resenha elaborada por Ana Elisa Ribeiro.