| Equilíbrio Hídrico | |||||||
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Pressão Oncótica | ||||||
Soluções coloidais (constituídas por micelas hidrofílicas) apresentam uma pressão osmótica diferente, chamada pressão oncótica ou coloidosmótica. Em baixas concentrações o comportamento dos colóides é idêntico ao das demais soluções. O aumento da concentração causa um aumento de pressão superior ao padrão esperado.
Isto ocorre porque as micelas subtraem água do meio na formação da capa de solvatação, causando um aparente aumento de concentração. Assim, a partir de uma certa concentração, se forma uma espécie de pressão de embebição das micelas, que somada a pressão osmótica ideal, resultaria na pressão oncótica.
A pressão oncótica está envolvida na formação de edemas (excesso de líquidos no espaço intersticial ou em cavidades como pleural, pericárdica e peritonial) e ocorre em casos de desnutrição, cirrose e insuficiência cardíaca congestiva. Por exemplo, na desnutrição, o edema (que se apresenta como um inchaço abdominal) deve-se à diminuição das proteínas do plasma sangüíneo, reduzindo pressão oncótica intravascular. O aumento da pressão hidrostática intravascular e da pressão oncótica intersticial (figura abaixo), provocam a saída do plasma do vaso, acumulando-se na cavidade intersticial.
A drenagem linfática é responsável pela retirada de líquidos do espaço intersticial, portanto a obstrução linfática pode gerar edema.
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| Equilíbrio Hídrico - Última atualização - 14-agosto-08 | |||||||