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ALERS

ATLAS LINGÜÍSTICO-ETNOGRÁFICO DA REGIÃO SUL DO BRASIL (ALERS)

Walter Koch, Mário Silfredo Klassmann e Cléo Vilson Altenhofen (Organizadores)

Co-edição UFRGS, UFSC e UFPR

Volume 1: Introdução
21 x 29,7 cm, 116 páginas, 2002.
ISBN 85-7025-640-X

Volume 2: Cartas fonéticas e morfossintáticas
21 x 29,7, 430 páginas, 2002
ISBN 85-7025-641-8

Não é sempre que se tem a oportunidade de lançar um “atlas lingüístico”. No caso do Atlas Lingüístico-Etnográfico da Região Sul do Brasil, ALERS, a gênese dos mapas envolveu longas viagens de campo para os lugares mais recônditos da área em estudo, representada pelo Rio Grande do Sul (com 95 pontos de inquérito), Santa Catarina (80 pontos) e Paraná (100 pontos). O ALERS é hoje, aliás, o único atlas lingüístico brasileiro a abranger mais de um Estado federativo, fato que lhe confere a possibilidade de delimitar áreas lingüísticas para além dos limites políticos interestaduais.

A coleta e transcrição dos dados, obtidos através da aplicação de três questionários básicos (fonético-fonológico, morfossintático e semântico-lexical), acrescidos de gravações de conversas livres, resultou em um banco de cerca de 300 mil dados orais de 275 pontos de inquérito, aos quais se somam ainda os dados obtidos de 19 pontos urbanos, para análise da variação diastrática. Dispõe-se, desta maneira, de um valioso banco de dados lingüísticos, representativo sobretudo da variedade do português falado pela população rural de baixa escolaridade, na Região Sul do Brasil.

Não obstante as múltiplas potencialidades de utilização do banco ALERS, restringiu-se a pesquisa, até o momento, à finalidade principal de cartografia dos dados lingüísticos e sua disponibilização em forma de atlas. OALERS busca registrar em cada ponto de inquérito a variante lingüística com maior probabilidade de ser a mais freqüente e mais representativa da localidade, não significando de modo algum que seja a única. A partir da publicação dos dois primeiros volumes, incluindo cartas fonéticas e morfossintáticas (v. 2), projetam-se já os volumes relativos ao léxico, em quantidade que dependerá do número de variáveis a serem selecionadas e da divisão dos volumes conforme os campos semânticos enfocados.

Por fim, vale destacar a contribuição do ALERS para o conhecimento mais amplo da realidade sociocultural e lingüística do Sul do Brasil, em especial nos estudos de “variação e mudança lingüística” e de “bilingüismo e línguas em contato”. Ao apontar, através da macroanálise do uso da língua no espaço, áreas de variação do português, o ALERS fornece subsídios importantes para questões centrais como a melhoria do ensino de línguas, a história de ocupação do território, o pluralismo étnico-cultural e a política lingüística e educacional. Por isso, consideram-se como usuários em potencial do Atlas não apenas estudiosos da área de lingüística e pesquisadores com os mais variados interesses, mas também professores, administradores da cultura e da educação ou simplesmente curiosos da língua.

Atlas Lingüístico-Etnográfico da Região Sul do BrasilALERS, configura-se como um projeto interinstitucional, executado com o apoio do CNPq, FINEP, FAPERGS e das três universidades federais envolvidas, respectivamente do Rio Grande do Sul (UFRGS), Santa Catarina (UFSC) e Paraná (UFPR). A coordenação geral do ALERS encontra-se, desde seu início, no Instituto de Letras da UFRGS, onde são reunidos os dados dos três Estados e elaboradas a cartografia, editoração e publicação do Atlas.

Coordenador Geral do Projeto (até março de 2000): Walter Koch (UFRGS)
Coordenador Geral do Projeto (a partir de março de 2000): Cléo Vilson Altenhofen (UFRGS)
Coordenador da Equipe ALERS-RS: Mário Silfredo Klassmann (UFRGS)
Coordenador da Equipe ALERS-PR: José Luiz da Veiga Mercer (UFPR)
Coordenador da Equipe ALERS-SC (desligou-se do Projeto em 1996): Oswaldo Antônio Furlan (UFSC)
Coordenador da Equipe ALERS-SC (a partir de 1996): Hilda Gomes Vieira (UFSC).