{"id":291,"date":"2018-03-23T21:06:18","date_gmt":"2018-03-24T00:06:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/?page_id=291"},"modified":"2025-11-17T11:16:42","modified_gmt":"2025-11-17T14:16:42","slug":"alers","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/alers\/","title":{"rendered":"ALERS"},"content":{"rendered":"<p class=\"titulo\"><strong>ATLAS LING\u00dc\u00cdSTICO-ETNOGR\u00c1FICO DA REGI\u00c3O SUL DO BRASIL (ALERS)<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\">Walter Koch, M\u00e1rio Silfredo Klassmann e Cl\u00e9o Vilson Altenhofen (Organizadores)Co-edi\u00e7\u00e3o UFRGS, UFSC e UFPR<\/p>\n<p><strong>Volume 1: Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n21 x 29,7 cm, 116 p\u00e1ginas, 2002.<br \/>\nISBN 85-7025-640-X<\/p>\n<p><strong>Volume 2: Cartas fon\u00e9ticas e morfossint\u00e1ticas<\/strong><br \/>\n21 x 29,7, 430 p\u00e1ginas, 2002<br \/>\nISBN 85-7025-641-8<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"280\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-430\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/alers-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/alers-211x300.jpg 211w, https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/alers.jpg 262w\" sizes=\"(max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 sempre que se tem a oportunidade de lan\u00e7ar um &#8220;atlas lingu\u00edstico&#8221;. No caso do <em>Atlas Ling\u00fc\u00edstico-Etnogr\u00e1fico da Regi\u00e3o Sul do Brasil,<\/em>&nbsp;<em>ALERS<\/em>, a g\u00eanese dos mapas envolveu longas viagens de campo para os lugares mais rec\u00f4nditos da \u00e1rea em estudo, representada pelo Rio Grande do Sul (com 95 pontos de inqu\u00e9rito), Santa Catarina (80 pontos) e Paran\u00e1 (100 pontos). O&nbsp;<em>ALERS<\/em> \u00e9 hoje, ali\u00e1s, o \u00fanico atlas lingu\u00edstico brasileiro a abranger mais de um Estado federativo, fato que lhe confere a possibilidade de delimitar \u00e1reas lingu\u00edsticas para al\u00e9m dos limites pol\u00edticos interestaduais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coleta e transcri\u00e7\u00e3o dos dados, obtidos atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de tr\u00eas question\u00e1rios b\u00e1sicos (fon\u00e9tico &#8211; fonol\u00f3gico, morfossint\u00e1tico e sem\u00e2ntico &#8211; lexical), acrescidos de grava\u00e7\u00f5es de conversas livres, resultou em um banco de cerca de 300 mil dados orais de 275 pontos de inqu\u00e9rito, aos quais se somam ainda os dados obtidos de 19 pontos urbanos, para an\u00e1lise da varia\u00e7\u00e3o diastr\u00e1tica. Disp\u00f5e-se, desta maneira, de um valioso banco de dados lingu\u00edsticos, representativo sobretudo da variedade do portugu\u00eas falado pela popula\u00e7\u00e3o rural de baixa escolaridade, na Regi\u00e3o Sul do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o obstante as m\u00faltiplas potencialidades de utiliza\u00e7\u00e3o do banco&nbsp;<em>ALERS<\/em>, restringiu-se a pesquisa, at\u00e9 o momento, \u00e0 finalidade principal de cartografia dos dados lingu\u00edsticos e sua disponibiliza\u00e7\u00e3o em forma de atlas. O <em>ALERS<\/em> busca registrar em cada ponto de inqu\u00e9rito a variante lingu\u00edstica com maior probabilidade de ser a mais frequente e mais representativa da localidade, n\u00e3o significando de modo algum que seja a \u00fanica. A partir da publica\u00e7\u00e3o dos dois primeiros volumes, incluindo cartas fon\u00e9ticas e morfossint\u00e1ticas (v. 2), projetam-se j\u00e1 os volumes relativos ao l\u00e9xico, em quantidade que depender\u00e1 do n\u00famero de vari\u00e1veis a serem selecionadas e da divis\u00e3o dos volumes conforme os campos sem\u00e2nticos enfocados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, vale destacar a contribui\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>ALERS<\/em> para o conhecimento mais amplo da realidade sociocultural e lingu\u00edstica do Sul do Brasil, em especial nos estudos de &#8220;varia\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a lingu\u00edstica&#8221; e de &#8220;bilinguismo e l\u00ednguas em contato&#8221;. Ao apontar, atrav\u00e9s da macroan\u00e1lise do uso da l\u00edngua no espa\u00e7o, \u00e1reas de varia\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas, o <em>ALERS<\/em> fornece subs\u00eddios importantes para quest\u00f5es centrais como a melhoria do ensino de l\u00ednguas, a hist\u00f3ria de ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, o pluralismo \u00e9tnico-cultural e a pol\u00edtica lingu\u00edstica e educacional. Por isso, consideram-se como usu\u00e1rios em potencial do Atlas n\u00e3o apenas estudiosos da \u00e1rea de lingu\u00edstica e pesquisadores com os mais variados interesses, mas tamb\u00e9m professores, administradores da cultura e da educa\u00e7\u00e3o ou simplesmente curiosos da l\u00edngua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O&nbsp;<em>Atlas Ling\u00fc\u00edstico-Etnogr\u00e1fico da Regi\u00e3o Sul do Brasil<\/em>,&nbsp;<em>ALERS<\/em>, configura-se como um projeto interinstitucional, executado com o apoio do CNPq, FINEP, FAPERGS e das tr\u00eas universidades federais envolvidas, respectivamente do Rio Grande do Sul (UFRGS), Santa Catarina (UFSC) e Paran\u00e1 (UFPR). A coordena\u00e7\u00e3o geral do&nbsp;<em>ALERS<\/em>&nbsp;encontra-se, desde seu in\u00edcio, no Instituto de Letras da UFRGS, onde s\u00e3o reunidos os dados dos tr\u00eas Estados e elaboradas a cartografia, editora\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o do Atlas.<\/p>\n<p>Coordenador Geral do Projeto (at\u00e9 mar\u00e7o de 2000): Walter Koch (UFRGS)<br \/>\nCoordenador Geral do Projeto (a partir de mar\u00e7o de 2000): Cl\u00e9o Vilson Altenhofen (UFRGS)<br \/>\nCoordenador da Equipe ALERS-RS: M\u00e1rio Silfredo Klassmann (UFRGS)<br \/>\nCoordenador da Equipe ALERS-PR: Jos\u00e9 Luiz da Veiga Mercer (UFPR)<br \/>\nCoordenador da Equipe ALERS-SC (desligou-se do Projeto em 1996): Oswaldo Ant\u00f4nio Furlan (UFSC)<br \/>\nCoordenador da Equipe ALERS-SC (a partir de 1996): Hilda Gomes Vieira (UFSC).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ATLAS LING\u00dc\u00cdSTICO-ETNOGR\u00c1FICO DA REGI\u00c3O SUL DO BRASIL (ALERS) Walter Koch, M\u00e1rio Silfredo Klassmann e Cl\u00e9o Vilson Altenhofen (Organizadores)Co-edi\u00e7\u00e3o UFRGS, UFSC<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-291","page","type-page","status-publish","hentry"],"magazineBlocksPostFeaturedMedia":{"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"thumblist":false,"thumbrelated":false,"meccarouselthumb":false,"gridsquare":false,"tileview":false,"wrgf_12_thumb":false,"wrgf_346_thumb":false,"wrgf_12_same_size_thumb":false,"wrgf_346_same_size_thumb":false,"rpg_gallery_admin_thumb":false,"rpg_gallery_thumb":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"colormag-highlighted-post":false,"colormag-featured-post-medium":false,"colormag-featured-post-small":false,"colormag-featured-image":false,"colormag-elementor-block-extra-large-thumbnail":false,"colormag-elementor-grid-large-thumbnail":false,"colormag-elementor-grid-small-thumbnail":false,"colormag-elementor-grid-medium-large-thumbnail":false},"magazineBlocksPostAuthor":{"name":"gerente","avatar":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38b270676014ac38dab0cb5343042457?s=96&d=mm&r=g"},"magazineBlocksPostCommentsNumber":false,"magazineBlocksPostExcerpt":"ATLAS LING\u00dc\u00cdSTICO-ETNOGR\u00c1FICO DA REGI\u00c3O SUL DO BRASIL (ALERS) Walter Koch, M\u00e1rio Silfredo Klassmann e Cl\u00e9o Vilson Altenhofen (Organizadores)Co-edi\u00e7\u00e3o UFRGS, UFSC","magazineBlocksPostCategories":[],"magazineBlocksPostViewCount":0,"magazineBlocksPostReadTime":4,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/291","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=291"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/291\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8647,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/291\/revisions\/8647"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/letras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}