Territórios Negros

O PROJETO
O Projeto Territórios Negros: Patrimônios afro-brasileiros em Porto Alegre é um desdobramento do projeto Territórios Negros que existe enquanto percurso de ônibus desde 2009, com funcionamento regular até 2016 em parceria entre a Companhia Carris Porto-Alegrense, Empresa Pública de Transporte Coletivo/EPTC e a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre/SMED. O crescimento do projeto, atendendo mais de 40 mil participantes de 2011 e 2015 entre alunos, professores e público em geral, motivou os Coordenadores a buscarem, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, outra instituição que ajudasse qualificar e ampliar as ações do projeto. Ao mesmo tempo, o projeto já era campo de estágio obrigatório do Curso de História da mesma Universidade e a temática da Educação das Relações Étnico-Raciais/ERER era de interesse do Laboratório de Ensino de História e Educação (LHISTE/UFRGS). Assim, constituiu-se um grupo de trabalho que elaborou o projeto de extensão, na Faculdade de Educação da UFRGS, com o objetivo de ampliar as ações dos Territórios Negros, envolvendo também, a formação de professores.

O conhecimento, valorização e compartilhamento das memórias e das histórias acerca dos espaços – públicos ou privados, vividos e criados pela população negra de nossa capital, em distintas temporalidades, são fundamentais para todos os cidadãos porto-alegrenses, pois trata-se da oportunização de acesso à uma história no plural (Michel De Certeau) da cidade, composta pela multiplicidade étnica-racial, até então pouco visibilizada nos espaços acadêmicos e escolares. O Projeto Territórios Negros, ao destacar positivamente espaços e memórias praticados pelos afro-brasileiros em nossa cidade, contribui na construção de outras relações com a cidade e seu patrimônio cultural e, especialmente na reeducação das relações étnico-raciais na capital porto-alegrense, recentemente divulgada como aquela que possui um dos piores índices sociais de diferença entre negros e brancos no país. Tal divulgação refere-se ao estudo sobre desigualdades sociais no Brasil apresentado em dez de maio de 2017, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP), cujo resultado apontou que a população negra da Região Metropolitana de Porto Alegre teve um dos piores índices de desenvolvimento humano entre as 20 Regiões Metropolitanas do país, em 2010. Estamos num contexto de continuidades das lutas por reconhecimento de uma pluralidade sociocultural que positive as etnias de ancestralidades não europeias e suas memórias em nosso país, colocando-as em posições sociais de equidade.

As principais ações do projeto envolvem atividades de ensino, pesquisa e extensão na medida em que é espaço de estágio, de produção de material didático, de formação de professores, aprofundando a história e a cultura afro-brasileira.

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