{"id":125,"date":"2013-09-04T16:08:37","date_gmt":"2013-09-04T16:08:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/?p=125"},"modified":"2015-03-12T17:42:50","modified_gmt":"2015-03-12T20:42:50","slug":"projeto-de-pesquisa-memorias-de-professores-de-historia-refletindo-praticas-pedagogicas-a-partir-de-si-e-na-relacao-com-o-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/projeto-de-pesquisa-memorias-de-professores-de-historia-refletindo-praticas-pedagogicas-a-partir-de-si-e-na-relacao-com-o-outro\/","title":{"rendered":"Projeto de Pesquisa: Mem\u00f3rias de Professores de Hist\u00f3ria: refletindo pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas a partir de si e na rela\u00e7\u00e3o com o outro"},"content":{"rendered":"<address style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/address>\n<address style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/address>\n<address style=\"text-align: left;\"><div class=\"wp-block-button\">\n<a  data-e-Disable-Page-Transition=\"true\" class=\"dlm-download-link dlm-download-default wp-block-button__link wp-element-button\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/download\/126\/?tmstv=1792830072\" rel=\"nofollow\" id=\"download-link-126\" data-redirect=\"false\" >\n\tDownload Meinerz Projeto de Pesquisa\t(<span class=\"dlm-download-count-value\">812 downloads<\/span>\n\t)\n<\/a>\n<\/div>\n\u00a0<\/address>\n<address style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/address>\n<address style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/address>\n<p align=\"center\"><b>UNIVERSIDADE\u00a0 FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL <\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>FACULDADE DE EDUCA\u00c7\u00c3O <\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>DEPARTAMENTO DE ENSINO E CURR\u00cdCULO<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Mem\u00f3rias de Professores de Hist\u00f3ria: refletindo pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas a partir de si e na rela\u00e7\u00e3o com o outro<\/b><i>\u00a0<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Carla Beatriz Meinerz\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9741624321390195\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/letras.ucpel.tche.br\/img\/icone_lattes.jpg\" \/><\/a><\/b><\/p>\n<p>Projeto de Pesquisa apresentado ao Departamento de Ensino e Curr\u00edculo da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul como parte do\u00a0 Plano de Trabalho de Est\u00e1gio Probat\u00f3rio<b> <\/b><\/p>\n<p>Porto Alegre, mar\u00e7o de 2010.<!--more--><!--nextpage--><\/p>\n<p align=\"left\"><b>Apresenta\u00e7\u00e3o <\/b><\/p>\n<p>Partir de s\u00ed es uma pr\u00e1ctica al alcance de cualquiera, pero requiere el compromisso de asumirla y la humildad de aceptar que nunca podremos controlar la capacidad, poco o mucha, de transformaci\u00f3n que tiene em m\u00ed y en el mundo, porque v\u00e1 m\u00e1s all\u00e1 de lo que se puede medir y controlar. El acto de partir de s\u00ed no necesita conocimientos especializados, sino apertura hacia lo outro, que debe renovarse continuamente para dar inicio a uma nueva realidad no prevista completamente. La palabra \u201cpr\u00e1ctica\u201d aqui no significa ejecutar, hacer algo ni llevar a cabo o aplicar uma teoria (MONTOYA RAMOS, 2008,<\/p>\n<p align=\"center\">p. 97)<b>. <\/b><\/p>\n<p>Apresento essa ep\u00edgrafe da professora de hist\u00f3ria e historiadora Maria Milagros Montoya Ramos, para introduzir o presente projeto de pesquisa, com a inten\u00e7\u00e3o de desenvolv\u00ea-lo em meu est\u00e1gio probat\u00f3rio como docente do Departamento de Ensino e Curr\u00edculo da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tal cita\u00e7\u00e3o incita a pensar na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica como algo que engendra, mas, sobretudo, ultrapassa a determina\u00e7\u00e3o de teorias, metodologias, curr\u00edculos e pol\u00edticas p\u00fablicas, constituindo-se a partir de trajet\u00f3rias e mem\u00f3rias encarnadas em sujeitos sociais, no caso, educadores do campo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Penso que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel separar o \u201ceu pessoal\u201d do \u201ceu profissional\u201d, principalmente numa atividade laboral em que as rela\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o centrais. Antonio N\u00f3voa (1996) afirma que a vida do profissional \u00e9, antes de qualquer coisa, a vida da pessoa que trabalha como professor. Por isso, a pr\u00e1tica pedag\u00f3gica inclui o indiv\u00edduo e suas singularidades.<\/p>\n<p>Destaco que os grandes projetos de investiga\u00e7\u00e3o em que fui protagonista, como aqueles que resultaram na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado e na tese de doutorado, estiveram conectados com a minha trajet\u00f3ria de vida pessoal, acad\u00eamica e profissional, caracterizada pela busca de processos de autorreflex\u00e3o e autocr\u00edtica.<\/p>\n<p>Com varia\u00e7\u00f5es na intensidade e na explicita\u00e7\u00e3o, considero que toda pesquisa tem em seu processo e em seus resultados a subjetividade daquele que investiga. N\u00e3o \u00e9, portanto, um processo nem isento ou neutro, nem mec\u00e2nico.<\/p>\n<p>O tema deste projeto encontra-se no conjunto de indaga\u00e7\u00f5es surgidas em minhas experi\u00eancias acad\u00eamicas e profissionais. Sendo licenciada em hist\u00f3ria, estou vinculada a duas \u00e1reas de interesse: a educa\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria. O mestrado em educa\u00e7\u00e3o<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Geisson%20Oleques\/Desktop\/projeto%20pesquisa%20Carla%20Beatriz%20Meinerz%20vers%C3%A3o%20com%20novas%20informa%C3%A7%C3%B5es.pdf#_ftn1\"><sup><sup>[1]<\/sup><\/sup><\/a> foi um momento de intenso aprendizado, de lan\u00e7ar um outro olhar sobre minha doc\u00eancia.<\/p>\n<p>Desafiei-me a ler, discutir e pensar pedagogicamente sobre como se constr\u00f3i o conhecimento das ci\u00eancias humanas, especificamente da hist\u00f3ria. Confrontei caminhos te\u00f3ricos e metodol\u00f3gicos percorridos pela historiografia, com as representa\u00e7\u00f5es de hist\u00f3ria de um grupo de adolescentes, sujeitos do estudo. Realizei uma pesquisa qualitativa discutindo aspectos relativos ao conhecimento hist\u00f3rico, como o of\u00edcio do historiador, os fatos, a din\u00e2mica do tempo e o significado desse saber na escola, analisando as representa\u00e7\u00f5es dos adolescentes \u00e0 luz de autores como Michel de Certeau, Marc Bloch e Cornelius Castoriadis, no campo da hist\u00f3ria, e Paulo Freire e Jean Piaget, no campo da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tive como pressuposto que o estudo da hist\u00f3ria exige o conhecimento das diversas teorias e m\u00e9todos poss\u00edveis de interpreta\u00e7\u00e3o da mesma. Entretanto, n\u00e3o s\u00e3o apenas as teorias cient\u00edficas que conferem aos sujeitos as possibilidades de representar o mundo do ponto de vista hist\u00f3rico. As representa\u00e7\u00f5es cotidianas interferem nesse processo, pois nelas est\u00e3o impressas algumas no\u00e7\u00f5es compartilhadas pelo grupo social a que se pertence.<\/p>\n<p align=\"left\">Conclu\u00ed que o ensino de hist\u00f3ria, no contexto dos adolescentes pesquisados, n\u00e3o desenvolve a reflex\u00e3o de natureza hist\u00f3rica, no que diz respeito \u00e0 possibilidade do sujeito pensar a si mesmo e ao mundo, comparando a normalidade do presente com a de outros tempos e confrontando seus conhecimentos cotidianos com os da ci\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"right\">No doutorado, ampliei essa linha de pesquisa com adolescentes,<\/p>\n<p>incorporando novos aportes te\u00f3ricos. O desejo de imergir nas hist\u00f3rias de vida e nos discursos sociais produzidos por alguns adolescentes de periferia urbana, com trajet\u00f3rias de dif\u00edcil adapta\u00e7\u00e3o na escola p\u00fablica, ambiente de minhas atuais experi\u00eancias como educadora, foi o que me motivou. Essa motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 anterior \u00e0s minhas op\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e profissionais e tem a ver com minha indigna\u00e7\u00e3o diante da mis\u00e9ria, que toma corpo na vida de tantas crian\u00e7as e jovens com os quais j\u00e1 convivi e ainda convivo. H\u00e1 em mim, uma esp\u00e9cie de <i>ferida na alma,<\/i> assim definida por Saramago<i>:<\/i><\/p>\n<p>Tem, como ele pr\u00f3prio declarou, uma ferida na alma, e, n\u00e3o lhe consentindo a sua natureza esperar que lha sarasse o simples h\u00e1bito de viver com ela, at\u00e9 chegar a fech\u00e1-la essa cicatriz ben\u00e9vola que \u00e9 n\u00e3o pensar, foi \u00e0 procura do mundo, quem sabe para multiplicar as feridas e fazer, com todas elas juntas, uma \u00fanica e definit\u00f3ria dor (SARAMAGO, 1989, p. 200).<\/p>\n<p>A vontade de analisar os adolescentes e meu papel entre eles, fez-me ir <i>\u00e0 procura do mundo <\/i>atrav\u00e9s da investiga\u00e7\u00e3o realizada no doutoramento. O doutorado possibilitou-me uma reflex\u00e3o mais ampla sobre a escola, para al\u00e9m das paredes concretas e simb\u00f3licas de minhas aulas de hist\u00f3ria. A tese<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Geisson%20Oleques\/Desktop\/projeto%20pesquisa%20Carla%20Beatriz%20Meinerz%20vers%C3%A3o%20com%20novas%20informa%C3%A7%C3%B5es.pdf#_ftn2\"><sup><sup>[2]<\/sup><\/sup><\/a> desenvolvida foi de que os processos de escolariza\u00e7\u00e3o dos adolescentes de periferia urbana, cuja caracter\u00edstica central \u00e9 a circula\u00e7\u00e3o pelos espa\u00e7os escolares, revelam a escola como um local preferencial para praticar a sociabilidade e apontam para um rearranjo nas rela\u00e7\u00f5es de poder presentes na mesma.<\/p>\n<p>Tenho direcionado minhas abordagens especialmente aos jovens estudantes, ora buscando a constru\u00e7\u00e3o de seu conhecimento hist\u00f3rico, em espec\u00edfico, ora refletindo sobre seus processos de escolariza\u00e7\u00e3o, de forma geral. O desafio agora \u00e9 o de retornar ao campo de pesquisa do ensino de hist\u00f3ria, problematizado dentro do contexto hist\u00f3rico e da cultura escolar em que se situa, com abordagem\u00a0 voltada para os professores.<\/p>\n<p>Objetivo <i>compreender os discursos e as a\u00e7\u00f5es dos professores de hist\u00f3ria da rede p\u00fablica da cidade de Porto Alegre acerca da constru\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico, atrav\u00e9s do estudo de suas mem\u00f3rias. <\/i>A hip\u00f3tese \u00e9 a de que as mem\u00f3rias dos educadores acerca dos processos de escolariza\u00e7\u00e3o, especialmente aqueles relacionados ao conhecimento hist\u00f3rico, interferem na rela\u00e7\u00e3o com seus alunos e na compreens\u00e3o da maneira como eles constroem o conhecimento. Os educadores ainda t\u00eam dificuldade em construir propostas pedag\u00f3gicas a partir das trajet\u00f3rias de seus alunos, tendo ainda como refer\u00eancia suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias de vida, que necessitam de reconhecimento e compreens\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>Justificativa <\/b><\/p>\n<p>Sigo o pressuposto de que o saber cient\u00edfico \u00e9 uma das formas de explicar os fen\u00f4menos da vida e as ci\u00eancias sociais objetivam compreender as rela\u00e7\u00f5es\u00a0 entre os sujeitos que comp\u00f5em esses fen\u00f4menos. Os aportes cient\u00edficos, situados a partir de um ponto de vista sobre a realidade, ajudam a entender a complexidade social na qual estamos imersos, apontando para possibilidades de mudan\u00e7as em nossas pr\u00e1ticas. Contudo, a vida em sociedade escapa, muitas vezes, \u00e0s explica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. O reconhecimento de outras formas de compreens\u00e3o, como aquelas advindas do senso comum, da cultura e da tradi\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais, pois tamb\u00e9m comp\u00f5em formas de objetiva\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es e dos sujeitos sociais.<\/p>\n<p>A pesquisa em educa\u00e7\u00e3o, concebida no campo das ci\u00eancias sociais, pode ter um sentido de cr\u00edtica e revis\u00e3o de nossas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, na medida em que entrela\u00e7amos essas \u00faltimas com nossos projetos de vida e compromissos sociais.\u00a0 Uma investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o ter\u00e1 o poder de transformar imediatamente uma realidade ou de criar f\u00f3rmulas r\u00e1pidas, mas poder\u00e1 gerar processos de autorreflex\u00e3o e autocr\u00edtica que impulsionem nossas buscas por mudan\u00e7as. Historiadores como Fernand Braudel (1990) nos ensinam que as transforma\u00e7\u00f5es de fundo em nossas mentalidades, em nossas maneiras de ver e de agir sobre o mundo, processam-se num tempo de longa dura\u00e7\u00e3o, reincidindo no campo da cultura.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o relativa ao ensino de hist\u00f3ria, concebida no campo da educa\u00e7\u00e3o, tem frutificado em nosso pa\u00eds atrav\u00e9s de jornadas, semin\u00e1rios, disserta\u00e7\u00f5es, teses e publica\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas. Tal produ\u00e7\u00e3o contribui para a explicita\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o em torno de nossas pr\u00e1ticas enquanto professores de hist\u00f3ria, ao visar uma qualifica\u00e7\u00e3o de nosso trabalho. Defendo a import\u00e2ncia social do conhecimento hist\u00f3rico e por isso o valor de sua experimenta\u00e7\u00e3o qualificada na escola. Segundo pesquisadoras que tratam das produ\u00e7\u00f5es nessa \u00e1rea, como Selva Guimar\u00e3es Fonseca (1995) e Flavia Elo\u00edsa Caimi (2001), convivemos com uma diversidade de maneiras de pensar e de fazer o ensino de hist\u00f3ria. Para<\/p>\n<p>Caimi(2001), n\u00e3o \u00e9 mais suficiente pensar a hist\u00f3ria apenas do ponto de vista do ensino, \u00e9 preciso refletir sobre a rela\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica presente em nossas pr\u00e1ticas. Em outras palavras, \u00e9 preciso considerar a pr\u00e1tica pedag\u00f3gica a partir de si e na rela\u00e7\u00e3o com o outro. Nessa perspectiva, justifico o presente projeto de investiga\u00e7\u00e3o como uma poss\u00edvel contribui\u00e7\u00e3o para a reflex\u00e3o compartilhada em torno das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas no ensino de hist\u00f3ria, com base nas mem\u00f3rias de alguns professores da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Saliento ainda a exist\u00eancia, no campo das pesquisas em educa\u00e7\u00e3o, de uma produ\u00e7\u00e3o interessante sobre hist\u00f3rias de vida de professores, construindo essa rela\u00e7\u00e3o entre as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e as subjetividades dos sujeitos, a ressaltar autores como Antonio N\u00f3voa, em Portugal, e Sandra Kramer, no Brasil. No campo espec\u00edfico do ensino de hist\u00f3ria h\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de Selva Guimar\u00e3es Fonseca e de Fl\u00e1via Elo\u00edsa Caimi, mas \u00e9 necess\u00e1rio fazer um levantamento bibliogr\u00e1fico que aponte para os estudos nesse enfoque, o que tamb\u00e9m torna relevante o presente projeto.<\/p>\n<p>O presente projeto de pesquisa incluir\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de um blog e de uma revista eletr\u00f4nica com o objetivo de divulgar as experi\u00eancias relacionadas \u00e0s pr\u00e1ticas de ensino de hist\u00f3ria constru\u00eddas nos processos de est\u00e1gio docente, assim como os memoriais constru\u00eddos na disciplina introdut\u00f3ria do ensino de hist\u00f3ria no Departamento de Ensino e Curr\u00edculo da FACED\/UFRGS. As pr\u00e1ticas docentes e os memoriais ser\u00e3o compreendidos\u00a0 como elementos de constitui\u00e7\u00e3o das trajet\u00f3rias e das mem\u00f3rias dos futuros educadores no campo do ensino de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p align=\"center\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>Objetivo Geral <\/b><\/p>\n<p><i>Compreender os discursos e as a\u00e7\u00f5es dos professores de hist\u00f3ria da rede p\u00fablica da cidade de Porto Alegre acerca da constru\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico no contexto escolar, atrav\u00e9s da abordagem de suas mem\u00f3rias. <\/i><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>Objetivos Espec\u00edficos<\/b><\/p>\n<p>1)\u00a0\u00a0\u00a0 Reconhecer algumas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas de professores de hist\u00f3ria, relacionando-as com as trajet\u00f3rias e mem\u00f3rias dos mesmos.<\/p>\n<p>2)\u00a0\u00a0\u00a0 Identificar e historiar a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica sobre trajet\u00f3rias de vida de professores de hist\u00f3ria no Brasil.<\/p>\n<p>3)\u00a0\u00a0\u00a0 Criar um blog e uma revista eletr\u00f4nica com o objetivo de divulgar as experi\u00eancias relacionadas \u00e0s pr\u00e1ticas de ensino de hist\u00f3ria constru\u00eddas nos processos de est\u00e1gio docente na FACED\/UFRGS, compreendendo-as\u00a0 como elementos de constitui\u00e7\u00e3o das trajet\u00f3rias e das mem\u00f3rias dos futuros educadores no campo do ensino de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>Fundamenta\u00e7\u00e3o Te\u00f3rica <\/b><\/p>\n<p>O presente estudo n\u00e3o tem caracter\u00edstica biogr\u00e1fica, mas busca reconhecer pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas situadas no presente, a partir de discursos sociais e de relatos em torno de trajet\u00f3rias individuais de professores de hist\u00f3ria, contextualizando-as num quadro de refer\u00eancia social e temporal. O qu\u00ea constitui a especificidade dessa abordagem \u00e9 o cruzamento entre a problem\u00e1tica da mem\u00f3ria e da identidade, tanto coletiva quanto individual, pois a mem\u00f3ria \u00e9 um crit\u00e9rio de <i>identiza\u00e7\u00e3o<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Geisson%20Oleques\/Desktop\/projeto%20pesquisa%20Carla%20Beatriz%20Meinerz%20vers%C3%A3o%20com%20novas%20informa%C3%A7%C3%B5es.pdf#_ftn3\"><sup><b><sup>[3]<\/sup><\/b><\/sup><\/a>, <\/i>entendida em seu car\u00e1ter m\u00faltiplo e din\u00e2mico.<\/p>\n<p>Existem diferentes formas de versar sobre o tema da mem\u00f3ria e diversos campos do conhecimento teorizam sobre a mesma, a citar, a psicologia, a neurologia, a sociologia, a antropologia, a hist\u00f3ria. Isoladamente, esses aportes n\u00e3o s\u00e3o suficientes para compreender as mem\u00f3rias dos professores na rela\u00e7\u00e3o com o objeto de minha investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para discutir o papel exercido pela mem\u00f3ria na vida do indiv\u00edduo e especificamente nas rela\u00e7\u00f5es com a escola e com o conhecimento cient\u00edfico, proponho pens\u00e1-la, didaticamente, em dois aspectos: a mem\u00f3ria, como processo individual, e a mem\u00f3ria, como processo coletivo, sendo que ambos n\u00e3o podem ser entendidos separadamente. Segundo Catroga:<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m se recorda exclusivamente de si mesmo, e a exig\u00eancia de fidelidade, que \u00e9 inerente \u00e0 recorda\u00e7\u00e3o, incita ao testemunho do outro; e, muitas vezes, a anamnesis pessoal \u00e9 recep\u00e7\u00e3o de recorda\u00e7\u00f5es contadas por outros e s\u00f3 a sua inser\u00e7\u00e3o em narra\u00e7\u00f5es coletivas \u2013 comumente\u00a0 reavivadas por liturgias de recorda\u00e7\u00e3o lhes d\u00e1 sentido (CATROGA, 2001, p. 45).<\/p>\n<p>O enfoque a ser desenvolvido quer compreender a articula\u00e7\u00e3o dos processos individuais e sociais. Para isso, recorro a Maurice Halbswachs como um autor fundamental, porque desenvolve sua argumenta\u00e7\u00e3o sobre a id\u00e9ia b\u00e1sica de que a mem\u00f3ria da pessoa est\u00e1 amarrada \u00e0 mem\u00f3ria do grupo e essa \u00faltima \u00e0 esfera maior da tradi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a mem\u00f3ria coletiva da sociedade e diferente, ainda, da mem\u00f3ria hist\u00f3rica. A <i>mem\u00f3ria individual <\/i>\u00e9 um ponto de vista sobre a mem\u00f3ria coletiva, conforme a posi\u00e7\u00e3o ocupada pelo sujeito no seu grupo social e a rela\u00e7\u00e3o que estabelece com outros grupos. A <i>mem\u00f3ria do grupo<\/i> \u00e9 constitu\u00edda pelo conte\u00fado \u00e9tico e est\u00e9tico do mesmo e \u00e9 a refer\u00eancia para entender o ponto de vista individual. Cada homem est\u00e1 mergulhado, simult\u00e2nea e sucessivamente, em v\u00e1rios grupos, que possuem valores, cren\u00e7as, atitudes e comportamentos diante da vida cotidiana. A <i>mem\u00f3ria coletiva <\/i>\u00e9 o quadro de refer\u00eancia social e cultural para compreender o grupo e o indiv\u00edduo, relativa \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es presentes no grupo como parte de uma comunidade. Ela \u00e9 um conceito-chave, pois compreendo as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas dos professores de hist\u00f3ria dentro das tradi\u00e7\u00f5es da comunidade em que vivem, nas quais estabelecem rela\u00e7\u00f5es concretas e simb\u00f3licas com a escola, com o saber, com os valores a\u00ed presentes.<\/p>\n<p>Sustento o pressuposto b\u00e1sico de que a mem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 lembran\u00e7a. Engendra as experi\u00eancias vividas no presente e relacionadas com o passado, implicando o reconhecimento, por um lado, das condi\u00e7\u00f5es sociais em que se desenvolve e, por outro, do contexto de intera\u00e7\u00e3o entre passado e presente em que se realiza, sob uma concep\u00e7\u00e3o n\u00e3o determinista e sim criadora do tempo.\u00a0 O fil\u00f3sofo e psicanalista Cornelius Castoriadis (1982) prop\u00f5e pensar o tempo como espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o, no sentido de suscitar novas formas, outras possibilidades. A hist\u00f3ria como for\u00e7a superior externa aos homens, que os conduz como um trem, n\u00e3o existe. H\u00e1, sim, tempos hist\u00f3ricos enquanto espa\u00e7os de cria\u00e7\u00e3o, condicionados pelas conforma\u00e7\u00f5es sociais que lhes s\u00e3o pr\u00f3prias, mas abertos \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o. O tempo hist\u00f3rico, desse modo, torna-se din\u00e2mico, espa\u00e7o em que passado e presente interagem, atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o dos homens que constroem e reconstroem suas hist\u00f3rias e suas mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>O tema da mem\u00f3ria articula-se com outros conceitos fundamentais como o de processo de <i>identiza\u00e7\u00e3o<\/i> e constru\u00e7\u00e3o de significados e faz alus\u00e3o ao conjunto de representa\u00e7\u00f5es e de a\u00e7\u00f5es sobre o mundo, os quais nos identificam como indiv\u00edduos pertencentes a uma sociedade. Est\u00e1 relacionado com o sentimento de integrar um grupo, que possui minimamente um espa\u00e7o e um tempo definidos, ou seja, uma hist\u00f3ria compartilhada. Quando relatamos nossas hist\u00f3rias de vida, de uma forma ou de outra, estamos nos reconhecendo dentro de um contexto mais geral, estamos nos dando um lugar no mundo.<\/p>\n<p align=\"left\">\u00a0<b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>Metodologia e Instrumentos de Pesquisa <\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b>Ni los grupos, ni los datos, hablan por s\u00ed solos. Hablan a trav\u00e9s de ese nudo que es el investigador. La comprensi\u00f3n de esto conduce a ubicar los procedimientos en instrumentos que sirven para desenredar el nudo. Para que el investigador se desnude.<\/p>\n<p>(CALLEJO, 2001, p. 10)<\/p>\n<p>A metodologia atinge seu sentido somente dentro do quadro de quest\u00f5es em que se move uma investiga\u00e7\u00e3o. Isso requer a objetiva\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio processo investigativo, assim como do pesquisador no momento em que busca os instrumentos mais adequados aos seus problemas. Cada recurso metodol\u00f3gico \u00e9 estabelecido num contexto hist\u00f3rico e deve ser reconhecido desse modo.<\/p>\n<p>Proponho uma metodologia que combine entrevistas abertas e grupos de discuss\u00e3o, t\u00e9cnicas pr\u00f3prias da pesquisa qualitativa.<\/p>\n<p>As entrevistas possibilitam a abordagem das mem\u00f3rias dos professores em rela\u00e7\u00e3o aos seus processos de escolariza\u00e7\u00e3o, sua op\u00e7\u00e3o pela licenciatura na hist\u00f3ria, sua rela\u00e7\u00e3o com o conhecimento hist\u00f3rico dentro e fora do contexto escolar, entre outros. Elas ajudam a compor o universo das mem\u00f3rias individuais, situadas no quadro de refer\u00eancia da mem\u00f3ria de seus grupos sociais e de suas coletividades. O grupo de discuss\u00e3o dar\u00e1 elementos para a compreens\u00e3o do quadro de refer\u00eancia social no qual situam-se essas mem\u00f3rias, captando discursos sociais produzidos pelos professores\u00a0 e\u00a0 que justificam suas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas nas escolas.<\/p>\n<p>O grupo de discuss\u00e3o, nascido na tradi\u00e7\u00e3o da sociologia espanhola, consiste em uma importante pr\u00e1tica qualitativa de an\u00e1lise social, na medida em que favorece uma profundidade e permite descobrir mecanismos sociais ocultos ou latentes. Abre\u00a0 a possibilidade de compreender as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas dos professores a partir de discursos sociais produzidos coletivamente e\u00a0 que justificam suas a\u00e7\u00f5es na escola. Favorece reconstituir as condi\u00e7\u00f5es sociais e ideol\u00f3gicas em que se desenvolve o fen\u00f4meno investigado, ao marcar os relatos individuais produzidos nas entrevistas abertas dentro de um contexto grupal.<\/p>\n<p>A entrevista aberta e o grupo de discuss\u00e3o apontam para algo muito precioso oferecido por esse tipo de pesquisa, que \u00e9 a possibilidade da escuta. Acredito que a postura de saber ouvir n\u00e3o \u00e9\u00a0 apenas te\u00f3rica ou metodol\u00f3gica, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma postura pol\u00edtica, afetiva e \u00e9tica do pesquisador, assim como do educador.<\/p>\n<p>Tal posicionamento remete \u00e0 concep\u00e7\u00e3o do pesquisador e do pesquisado como sujeitos em processo, biogr\u00e1fica e historicamente situados, capazes de transformarem-se ao longo da trajet\u00f3ria percorrida.<\/p>\n<p>Ort\u00ed (2001) nos d\u00e1 um exemplo claro dessa concep\u00e7\u00e3o de sujeito em processo, quando escreve sua biografia pessoal entrela\u00e7ada com a hist\u00f3ria da gera\u00e7\u00e3o de soci\u00f3logos espanh\u00f3is da d\u00e9cada de cinq\u00fcenta, mostrando que o sujeito \u00e9 feito na situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica em que vive, dentro de suas contradi\u00e7\u00f5es e incertezas. Para o autor,<\/p>\n<p>Desde el punto de vista \u00e9tico y pol\u00edtico de la raz\u00f3n pr\u00e1ctica, como sujetos sociales, tambi\u00e9n los soci\u00f3logos estamos internamente divididos, atravesados por conflictos, deseos e interpelaciones contradictoria. (ORT\u00cd, 2001, p. 161).<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de uma escuta atenta, sens\u00edvel e reconhecedora da rela\u00e7\u00e3o\u00a0 estabelecida entre investigador e investigado, exige uma abertura por parte do pesquisador, possibilitando, inclusive, aquilo que Ib\u00e1\u00f1ez (1989, p. 80) toma como o surgimento de qualquer \u201c[ . . . ] emergente inesperado [ . . . ]\u201d, algum dado ou fato\u00a0 surpreendente. A busca desse <i>emergente inesperado<\/i> n\u00e3o \u00e9 o objetivo principal da entrevista aberta ou do grupo de discuss\u00e3o, mas ele pode acontecer e torna-se um elemento enriquecedor da an\u00e1lise.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>Poss\u00edveis estrat\u00e9gias de an\u00e1lise <\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o dos grupos de discuss\u00e3o, e as entrevistas consecutivas aos mesmo, pressup\u00f5e a an\u00e1lise dos discursos sociais, ou seja, o reconhecimento das falas dos componentes como representativas de um contexto social maior, por um lado, e o estabelecimento de conex\u00f5es das mesmas com as pr\u00e1ticas cotidianas, por outro lado. Realiza-se em dois n\u00edveis: o n\u00edvel textual que busca a significa\u00e7\u00e3o do que foi produzido na reuni\u00e3o, e o n\u00edvel contextual que conecta esse discurso com o contexto social.\u00a0 Assim, o discurso n\u00e3o pode ser considerado fora das condi\u00e7\u00f5es sociais de sua produ\u00e7\u00e3o e de seus produtores.<\/p>\n<p>Produz-se uma esp\u00e9cie de mapa discursivo com diferentes perspectivas sobre o assunto. Tudo depende da posi\u00e7\u00e3o social do sujeito, no caso dos professores pesquisados, a principal variante est\u00e1 relacionada com exercerem o magist\u00e9rio em escolas p\u00fablicas. A an\u00e1lise reunir\u00e1 elementos dos discursos produzidos nos grupos de discuss\u00e3o e nas entrevistas, procurando chaves para entender o fen\u00f4meno investigado, no caso as mem\u00f3rias de professores de hist\u00f3ria em interface com suas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, a partir de elementos unificadores e diferenciadores da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O resultado do grupo de discuss\u00e3o fica registrado numa grava\u00e7\u00e3o, que \u00e9 transcrita e deve ser acompanhada dos comportamentos relevantes observados no grupo (risos, burburinhos, express\u00f5es de aprova\u00e7\u00e3o ou reprova\u00e7\u00e3o, etc). A an\u00e1lise, assim, est\u00e1 presente em todo o processo de investiga\u00e7\u00e3o, desde a sele\u00e7\u00e3o dos componentes at\u00e9 a forma como se desenrola a discuss\u00e3o. H\u00e1 uma an\u00e1lise projetada no momento em que se faz um esbo\u00e7o dos componentes do grupo, uma an\u00e1lise preliminar durante a realiza\u00e7\u00e3o das reuni\u00f5es e uma\u00a0 s\u00edntese final.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise \u00e9 feita baseada na articula\u00e7\u00e3o entre a s\u00edntese do discurso produzido nos grupos,\u00a0 o marco te\u00f3rico em que se insere a investiga\u00e7\u00e3o e\u00a0 as intui\u00e7\u00f5es do pesquisador. Trata-se de um processo de interpreta\u00e7\u00e3o, de uma leitura da realidade feita a partir da escuta e da fala, com a pretens\u00e3o de construir um saber cient\u00edfico consciente e capaz de apresentar uma forma a mais\u00a0 de explicar os fen\u00f4menos da vida.<\/p>\n<p>Para produzir uma an\u00e1lise de discurso social, faz-se necess\u00e1rio criar alguns mecanismos de sistematiza\u00e7\u00e3o que permitam recompor os elementos centrais do discurso, assim como reconhecer as nuan\u00e7as que aproximam ou separam as diferentes posi\u00e7\u00f5es representadas no grupo. Uma forma de sistematiza\u00e7\u00e3o \u00e9, num primeiro momento, organizar os tipos de discurso segundo a posi\u00e7\u00e3o de quem fala, para, posteriormente, destacar o que \u00e9 mais recorrente, o consenso e o dissenso, recuperando finalmente a unidade do discurso do grupo. \u00c9 importante observar que n\u00e3o se trata de fazer uma an\u00e1lise de conte\u00fado, nem ling\u00fc\u00edstico, nem psicanal\u00edtico, mas sim de reconstruir o sentido dos discursos em sua situa\u00e7\u00e3o de enuncia\u00e7\u00e3o,\u00a0 contextualizados em sua realidade micro e macrossituacional. Para tanto, \u00e9 fundamental pensar tamb\u00e9m no que n\u00e3o \u00e9 dito ou enunciado no grupo, mas aparece na pr\u00e1tica de seus componentes, observada anteriormente. Os descompassos entre o que se diz e o que se faz s\u00e3o essenciais para uma an\u00e1lise aprofundada do fen\u00f4meno em investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>Crit\u00e9rios de escolha dos sujeitos <\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios para a sele\u00e7\u00e3o dos componentes dos grupos ser\u00e3o constru\u00eddos no pr\u00f3prio processo, a partir das observa\u00e7\u00f5es e entrevistas anteriores \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do grupo.<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar os objetivos de um grupo de discuss\u00e3o \u00e9 preciso cumprir\u00a0 algumas condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, que dizem respeito ao n\u00edvel de funcionamento pr\u00e1tico dessa pr\u00e1tica:<\/p>\n<p><b>A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>O espa\u00e7o:<\/b> o espa\u00e7o tem um conte\u00fado simb\u00f3lico que afeta \u00a0os discursos ali produzidos. O local da reuni\u00e3o nunca \u00e9 neutro e sempre marcar\u00e1 o grupo, por isso deve ser distante do\u00a0 cotidiano de seus componentes e,\u00a0 ao mesmo tempo, deve lhes deixar\u00a0 a vontade, n\u00e3o causando inibi\u00e7\u00f5es ou constrangimentos (como seria, por exemplo, se lev\u00e1ssemos um grupo de favelados a um hotel de luxo para realizar um grupo de discuss\u00e3o). Acontece de forma ideal\u00a0 numa sala ambiente de composto por uma mesa redonda, em que os componentes possam\u00a0 sentar-se e enxergar uns aos outros. No caso, ser\u00e1 uma sala da FACED.<\/p>\n<p><b>B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>O tempo:<\/b> o grupo re\u00fane-se apenas uma vez e tem um tempo de dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 uma hora e meia.<\/p>\n<p><b>C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>Os componentes:<\/b> o n\u00famero ideal varia\u00a0 entre sete e dez membros. O grupo \u00e9 composto por pessoas previamente recrutadas, segundo crit\u00e9rios de representatividade, organizados por categorias como idade, sexo, classe social e rela\u00e7\u00e3o com o objeto da pesquisa. N\u00e3o se pode reunir no mesmo grupo pessoas com um grau muito grande de diferencia\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica, por exemplo, professores e alunos ou patr\u00f5es e empregados. Busca-se um equil\u00edbrio entre a homogeneidade e a heterogeneidade social. Os componentes n\u00e3o devem conhecer-se entre si e nem ao investigador. Todos recebem algo em troca de sua participa\u00e7\u00e3o, um pagamento ou um presente, como forma de distanciar sujeito investigado e sujeito investigador. No caso, ser\u00e1 um grupo de professores de escolas p\u00fablicas, cujo crit\u00e9rio \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o de um convite enviado \u00e0s redes municipal e estadual, via secretarias de educa\u00e7\u00e3o. E outro grupo ser\u00e1 composto de alunos de gradua\u00e7\u00e3o da licenciatura em hist\u00f3ria da UFRGS.<\/p>\n<p><b>D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>A sele\u00e7\u00e3o e o recrutamento dos componentes: <\/b>a sele\u00e7\u00e3o e o recrutamento s\u00e3o fundamentais para o bom andamento do grupo. Precedem esse momento, as observa\u00e7\u00f5es do campo social e as entrevistas abertas, fontes para a confec\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios para o mesmo. A sele\u00e7\u00e3o ocorre a partir de um esbo\u00e7o do grupo representado pelo maior n\u00famero de prot\u00f3tipos sociais correspondentes ao fen\u00f4meno investigado. O recrutamento n\u00e3o deve ser feito pelo investigador, para evitar aproxima\u00e7\u00f5es que influam na conforma\u00e7\u00e3o do discurso dentro do grupo. O recrutamento \u00e9 um convite que deve deixar clara a situa\u00e7\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o entrando muito nos detalhes do objeto da mesma. No caso, ser\u00e1 feito por um auxiliar de pesquisa, volunt\u00e1rio ou de PIBIC.<b> <\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>O moderador: <\/b>\u00e9 o investigador, ou seja, representa a demanda social da pesquisa e a ci\u00eancia. Seu papel \u00e9 de mediador e constr\u00f3i-se como\u00a0 autoridade no grupo. Deve apresentar o objetivo da reuni\u00e3o e instigar o grupo a falar. N\u00e3o deve emitir opini\u00f5es sobre o tema em debate, apenas confirmar o que foi expresso pelo grupo. Sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 de observa\u00e7\u00e3o e escuta, inclusive dos poss\u00edveis momentos de sil\u00eancio que se produzam no processo do grupo. Utiliza-se, com a permiss\u00e3o do grupo, de instrumentos como gravador, filmadora ou bloco de notas. Apesar do grupo n\u00e3o se configurar como uma situa\u00e7\u00e3o natural, o mediador deve valorizar a espontaneidade discursiva.<\/p>\n<p>Observa-se que o n\u00famero de sujeitos de pesquisa justifica-se pela metodologia dos grupos de discuss\u00e3o e pelo tempo planejado pela execu\u00e7\u00e3o da mesma.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Instrumentos de pesquisa<\/b>: as quest\u00f5es a serem abordadas nos grupos de discuss\u00e3o e nas entrevistas configuram-se como\u00a0 abertas, seguindo o seguinte roteiro de car\u00e1ter flex\u00edvel:<\/p>\n<p>1)\u00a0\u00a0\u00a0 Como se constitui sua trajet\u00f3ria pessoal e acad\u00eamica na perspectiva do ensino de hist\u00f3ria?<\/p>\n<p>2)\u00a0\u00a0\u00a0 Como voc\u00ea caracteriza suas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas no ensino de hist\u00f3ria?<\/p>\n<p>3)\u00a0\u00a0\u00a0 Como suas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas se relacionam com sua trajet\u00f3ria pessoal e acad\u00eamica na perspectiva do ensino de hist\u00f3ria?<\/p>\n<p align=\"left\"><b>Local de realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa:<\/b> Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o\/ UFRGS<\/p>\n<p align=\"left\"><b>Cronograma <\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>\u00a0A pesquisa est\u00e1 projetada para ser realizada em quatro etapas, ao longo de um ano e meio (dezoito meses):<\/p>\n<p><b>Primeira etapa: <\/b>Revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre o tema (quatro meses): MAIO, JUNHO, JULHO, AGOSTO DE 2010<\/p>\n<p><b>Segunda etapa: <\/b>Organiza\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o de dois grupos de discuss\u00e3o, com produ\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rio, um com professores e outros com estagi\u00e1rios do ensino de hist\u00f3ria (seis meses): SETEMBRO, OUTUBRO, NOVEMBRO, DEZEMBRO DE 2010; JANEIRO E FEVEREIRO DE 2011. Sujeitos envolvidos: dezesseis.<b> <\/b><\/p>\n<p><b>Terceira etapa: <\/b>Realiza\u00e7\u00e3o de oito entrevistas abertas com membros dos grupos de discuss\u00e3o e sistematiza\u00e7\u00e3o das mesmas (quatro meses): MAR\u00c7O, ABRIL, MAIO, JUNHO DE 2011\u00a0 Sujeitos envolvidos: oito.<\/p>\n<p><b>Quarta etapa: <\/b>An\u00e1lise para produ\u00e7\u00e3o de artigo com considera\u00e7\u00f5es sobre o tema proposto na investiga\u00e7\u00e3o; apresenta\u00e7\u00e3o da pesquisa em eventos da \u00e1rea de hist\u00f3ria e educa\u00e7\u00e3o (quatro meses): JULHO, AGOSTO, SETEMBRO, DEZEMBRO DE 2011.<\/p>\n<p><b>Financiamento da Pesquisa: <\/b>n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de financiamento da pesquisa al\u00e9m da\u00a0 solicita\u00e7\u00e3o de Bolsa PIBIC.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas <\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>BLOCH, Marc. <i>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Hist\u00f3ria<\/i>. Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica, 1966.<\/p>\n<p>BRAUDEL, Fernand. <i>Hist\u00f3ria e Ci\u00eancias Sociais<\/i>. Lisboa: De Presen\u00e7a, 1990.<\/p>\n<p>CAIMI, Fl\u00e1via Eloisa. <i>Conversas e Controv\u00e9rsias: o ensino de hist\u00f3ria no Brasil (1980-1998)<\/i>. Passo Fundo: UPF, 2001.<\/p>\n<p>_____. <i>Aprendendo a ser professor de hist\u00f3ria. <\/i>Passo Fundo: UPF, 2008.<\/p>\n<p>CALLEJO, Javier.<i> Grupo de Discusi\u00f3n<\/i>: introducci\u00f3n a una pr\u00e1ctica de investigaci\u00f3n. Barcelona: Ariel, 2001.<\/p>\n<p>CASTORIADIS, Cornelius. <i>A Institui\u00e7\u00e3o Imagin\u00e1ria da Sociedade<\/i>. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.<\/p>\n<p>CATROGA, Fernando. Mem\u00f3ria e Hist\u00f3ria. In: PESAVENTO, Sandra J. (Org.).<\/p>\n<p><i>Fronteiras do Mil\u00eanio<\/i>. Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 2001. P. 43-69.<\/p>\n<p>CERTEAU, Michel de. <i>\u00a0A Inven\u00e7\u00e3o do Cotidiano<\/i>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1994.<\/p>\n<p>FREIRE, Paulo. <i>\u00c0 Sombra desta Mangueira<\/i>. S\u00e3o Paulo: Olho d\u2019\u00c1gua, 1995.<\/p>\n<p>______. <i>Pedagogia da Autonomia<\/i>. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 1996.<\/p>\n<p>FONSECA, Selva Guimar\u00e3es. <i>Caminhos da Hist\u00f3ria Ensinada<\/i>. Campinas: Papirus, 1995.<\/p>\n<p>_____. <i>Ser Professor no Brasil: hist\u00f3ria oral de vida<\/i>. Campinas: Papirus, 1997.<\/p>\n<p>HALBSWACHS, Maurice. <i>A Mem\u00f3ria Coletiva<\/i>. S\u00e3o Paulo: V\u00e9rtice, 1990.<\/p>\n<p>IB\u00c1\u00d1EZ, Jes\u00fas. Como se Realiza una Investigaci\u00f3n Mediante Grupos de Discusi\u00f3n. In:<i> <\/i>EL AN\u00c1LISES de la Realidad Social: m\u00e9todos y t\u00e9cnicas de investigaci\u00f3n.<\/p>\n<p>Madrid: Alianza, 1989.<\/p>\n<p>KRAMER, S\u00f4nia. Hist\u00f3rias de Professores. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 1996.<\/p>\n<p>MEINERZ, Carla Beatriz. <i>Hist\u00f3ria Viva<\/i>: a hist\u00f3ria que cada aluno constr\u00f3i. Porto Alegre: Media\u00e7\u00e3o, 2001.<\/p>\n<p>_____. <i>Adolescentes no P\u00e1tio, Outra Maneira de Viver a Escola. <\/i>Porto Alegre: Editora Uniritter, 2009.<\/p>\n<p>MELUCCI, Alberto. <i>O Jogo do Eu<\/i>:<i> <\/i>a mudan\u00e7a de si em uma sociedade global<i>. <\/i>S\u00e3o Leopoldo: Ed. Unisinos, 2004.<\/p>\n<p>MONTOYA RAMOS, Maria Milagros. <i>Ense\u00f1ar: uma experiencia amorosa<\/i>. Madrid:<\/p>\n<p>Sabina Editorial, 2008.<\/p>\n<p>N\u00d3VOA, Antonio. <i>Vidas de Professores.<\/i> Porto: Porto Editora, 1996.<\/p>\n<p>ORT\u00cd, Alfonso. En el Margen del Centro: la formaci\u00f3n de la perspectiva sociol\u00f3gica de la generacion de 1956. <i>RES<\/i>, Madrid, n. 1, 2001.<\/p>\n<p>PIAGET, Jean; INHELDER, B\u00e4rbel. <i>Da L\u00f3gica da Crian\u00e7a \u00e0 L\u00f3gica do Adolescente<\/i>.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo: Pioneira, 1976.<\/p>\n<p>______. <i>Mem\u00f3ria e Intelig\u00eancia<\/i>. Rio de Janeiro: Artenova ; Ed. UnB, 1979.\u00a0\u00a0 SARAMAGO, Jos\u00e9. <i>O Evangelho Segundo Jesus Cristo<\/i>. S\u00e3o Paulo: Cia. das Letras, 1989.<\/p>\n<p align=\"center\"><b>UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL \u2013 FACULDADE DE <\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>EDUCA\u00c7\u00c3O <\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO <\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Caro(a) professor(a), aluno (a)<\/p>\n<p align=\"right\">O presente Projeto de Pesquisa, \u201cMem\u00f3rias de Professores de Hist\u00f3ria:<\/p>\n<p>refletindo pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas a partir de si e na rela\u00e7\u00e3o com o outro\u201d, realizado pela Prof\u00aa Dr\u00aa Carla Beatriz Meinerz, objetiva <i>compreender os discursos e as a\u00e7\u00f5es dos professores de hist\u00f3ria da rede p\u00fablica da cidade de Porto Alegre acerca da constru\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico, atrav\u00e9s do estudo de suas mem\u00f3rias.<\/i><i> Pretende analisar tamb\u00e9m os memoriais de estudantes do curso de licenciatura em hist\u00f3ria, produzidos na disciplina de introdu\u00e7\u00e3o ao ensino de hist\u00f3ria. <\/i>A hip\u00f3tese \u00e9 a de que as mem\u00f3rias dos educadores acerca dos processos de escolariza\u00e7\u00e3o, especialmente aqueles relacionados ao conhecimento hist\u00f3rico, inter<i> Pretende analisar tamb\u00e9m os memoriais de estudantes do curso de licenciatura em hist\u00f3ria, produzidos na disciplina de introdu\u00e7\u00e3o ao ensino de hist\u00f3ria.<\/i>ferem na rela\u00e7\u00e3o com seus alunos e na compreens\u00e3o da maneira como eles constroem o conhecimento. Os educadores ainda t\u00eam dificuldade em construir propostas pedag\u00f3gicas a partir das trajet\u00f3rias de seus alunos, tendo ainda como refer\u00eancia suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias de vida, que necessitam de reconhecimento e compreens\u00e3o.<\/p>\n<p>Para isso, gostaria de ser autorizada a tirar c\u00f3pia de tua produ\u00e7\u00e3o ou fragmentos dela, assim como fazer anota\u00e7\u00f5es sobre tuas contribui\u00e7\u00f5es concedidas na forma de entrevistas e participa\u00e7\u00e3o nos grupos de discuss\u00e3o para poder analis\u00e1las nos termos da investiga\u00e7\u00e3o proposta.<\/p>\n<p>Comprometo-me a respeitar os valores \u00e9ticos que permeiam este tipo de trabalho, o que significa que n\u00e3o haver\u00e1 qualquer ressentimento, caso n\u00e3o queira participar. Os dados e resultados individuais desta pesquisa estar\u00e3o sempre sob sigilo \u00e9tico, n\u00e3o sendo mencionados os nomes dos participantes em nenhuma apresenta\u00e7\u00e3o oral ou trabalho escrito que venha a ser publicado a n\u00e3o ser que em sua participa\u00e7\u00e3o como autor ou coautor. A participa\u00e7\u00e3o nesta pesquisa n\u00e3o oferece risco ou preju\u00edzo ao participante. Ap\u00f3s ter sido devidamente informado de todos os aspectos desta pesquisa e ter esclarecido todas as minhas d\u00favidas;<\/p>\n<p>Eu __________________________, concordo em participar da pesquisa, \u201cMem\u00f3rias de Professores de Hist\u00f3ria: refletindo pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas a partir de si e na rela\u00e7\u00e3o com o outro\u201d, estando de acordo com a solicita\u00e7\u00e3o da pesquisadora.<\/p>\n<p>_________________________<\/p>\n<p>Assinatura do\/a Participante<\/p>\n<p>_______________________________<\/p>\n<p>Assinatura da Pesquisadora<\/p>\n<p>Porto Alegre,____ de ____________ de________<\/p>\n<p>Dados da pesquisadora: Carla Beatriz Meinerz \u2013 Doutora em Educa\u00e7\u00e3o \u2013 Professora Adjunta do Departamento de Ensino e Curr\u00edculo da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. carlameinerz@gmail.com<\/p>\n<p>ADENDO COM INFORMA\u00c7\u00d5ES SOLICITADAS PARA EFEITOS DE APROVA\u00c7\u00c3O DO PROJETO JUNTO \u00c1 COMPESQ-EDU:<\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>1)\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>Crit\u00e9rios de escolha dos sujeitos da amostra e a justificativa do n\u00famero de sujeitos: inserido na p\u00e1gina 11 do projeto inicial <\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios para a sele\u00e7\u00e3o dos componentes dos grupos ser\u00e3o constru\u00eddos no pr\u00f3prio processo, a partir das observa\u00e7\u00f5es e entrevistas anteriores \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do grupo.<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar os objetivos de um grupo de discuss\u00e3o \u00e9 preciso cumprir\u00a0 algumas condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, que dizem respeito ao n\u00edvel de funcionamento pr\u00e1tico dessa pr\u00e1tica:<\/p>\n<p><b>F)\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>O espa\u00e7o:<\/b> o espa\u00e7o tem um conte\u00fado simb\u00f3lico que afeta\u00a0 os discursos ali produzidos. O local da reuni\u00e3o nunca \u00e9 neutro e sempre marcar\u00e1 o grupo, por isso deve ser distante do\u00a0 cotidiano de seus componentes e,\u00a0 ao mesmo tempo, deve lhes deixar\u00a0 a vontade, n\u00e3o causando inibi\u00e7\u00f5es ou constrangimentos (como seria, por exemplo, se lev\u00e1ssemos um grupo de favelados a um hotel de luxo para realizar um grupo de discuss\u00e3o). Acontece de forma ideal\u00a0 numa sala ambiente de composto por uma mesa redonda, em que os componentes possam\u00a0 sentar-se e enxergar uns aos outros. No caso, ser\u00e1 uma sala da FACED.<\/p>\n<p><b>G)\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>O tempo:<\/b> o grupo re\u00fane-se apenas uma vez e tem um tempo de dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 uma hora e meia.<\/p>\n<p><b>H)\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>Os componentes:<\/b> o n\u00famero ideal varia\u00a0 entre sete e dez membros. O grupo \u00e9 composto por pessoas previamente recrutadas, segundo crit\u00e9rios de representatividade, organizados por categorias como idade, sexo, classe social e rela\u00e7\u00e3o com o objeto da pesquisa. N\u00e3o se pode reunir no mesmo grupo pessoas com um grau muito grande de diferencia\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica, por exemplo, professores e alunos ou patr\u00f5es e empregados. Busca-se um equil\u00edbrio entre a homogeneidade e a heterogeneidade social. Os componentes n\u00e3o devem conhecer-se entre si e nem ao investigador. Todos recebem algo em troca de sua participa\u00e7\u00e3o, um pagamento ou um presente, como forma de distanciar sujeito investigado e sujeito investigador. No caso, ser\u00e1 um grupo de professores de escolas p\u00fablicas, cujo crit\u00e9rio \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o de um convite enviado \u00e0s redes municipal e estadual, via secretarias de educa\u00e7\u00e3o. E outro grupo ser\u00e1 composto de alunos de gradua\u00e7\u00e3o da licenciatura em hist\u00f3ria da UFRGS.<\/p>\n<p><b>I)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>A sele\u00e7\u00e3o e o recrutamento dos componentes: <\/b>a sele\u00e7\u00e3o e o recrutamento s\u00e3o fundamentais para o bom andamento do grupo. Precedem esse momento, as observa\u00e7\u00f5es do campo social e as entrevistas abertas, fontes para a confec\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios para o mesmo. A sele\u00e7\u00e3o ocorre a partir de um esbo\u00e7o do grupo representado pelo maior n\u00famero de prot\u00f3tipos sociais correspondentes ao fen\u00f4meno investigado. O recrutamento n\u00e3o deve ser feito pelo investigador, para evitar aproxima\u00e7\u00f5es que influam na conforma\u00e7\u00e3o do discurso dentro do grupo. O recrutamento \u00e9 um convite que deve deixar clara a situa\u00e7\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o entrando muito nos detalhes do objeto da mesma. No caso, ser\u00e1 feito por um auxiliar de pesquisa, volunt\u00e1rio ou de PIBIC.<b> <\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>J)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>O moderador: <\/b>\u00e9 o investigador, ou seja, representa a demanda social da pesquisa e a ci\u00eancia. Seu papel \u00e9 de mediador e constr\u00f3i-se como\u00a0 autoridade no grupo. Deve apresentar o objetivo da reuni\u00e3o e instigar o grupo a falar. N\u00e3o deve emitir opini\u00f5es sobre o tema em debate, apenas confirmar o que foi expresso pelo grupo. Sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 de observa\u00e7\u00e3o e escuta, inclusive dos poss\u00edveis momentos de sil\u00eancio que se produzam no processo do grupo. Utiliza-se, com a permiss\u00e3o do grupo, de instrumentos como gravador, filmadora ou bloco de notas. Apesar do grupo n\u00e3o se configurar como uma situa\u00e7\u00e3o natural, o mediador deve valorizar a espontaneidade discursiva.<\/p>\n<p>Observa-se que o n\u00famero de sujeitos de pesquisa justifica-se pela metodologia dos grupos de discuss\u00e3o e pelo tempo planejado pela execu\u00e7\u00e3o da mesma.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>2)\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>Poss\u00edveis estrat\u00e9gias de an\u00e1lise: inserido na p\u00e1gina 12 do projeto original <\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o dos grupos de discuss\u00e3o, e as entrevistas consecutivas aos mesmo, pressup\u00f5e a an\u00e1lise dos discursos sociais, ou seja, o reconhecimento das falas dos componentes como representativas de um contexto social maior, por um lado, e o estabelecimento de conex\u00f5es das mesmas com as pr\u00e1ticas cotidianas, por outro lado. Realiza-se em dois n\u00edveis: o n\u00edvel textual que busca a significa\u00e7\u00e3o do que foi produzido na reuni\u00e3o, e o n\u00edvel contextual que conecta esse discurso com o contexto social.\u00a0 Assim, o discurso n\u00e3o pode ser considerado fora das condi\u00e7\u00f5es sociais de sua produ\u00e7\u00e3o e de seus produtores.<\/p>\n<p>Produz-se uma esp\u00e9cie de mapa discursivo com diferentes perspectivas sobre o assunto. Tudo depende da posi\u00e7\u00e3o social do sujeito, no caso dos professores pesquisados, a principal variante est\u00e1 relacionada com exercerem o magist\u00e9rio em escolas p\u00fablicas. A an\u00e1lise reunir\u00e1 elementos dos discursos produzidos nos grupos de discuss\u00e3o e nas entrevistas, procurando chaves para entender o fen\u00f4meno investigado, no caso as mem\u00f3rias de professores de hist\u00f3ria em interface com suas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, a partir de elementos unificadores e diferenciadores da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O resultado do grupo de discuss\u00e3o fica registrado numa grava\u00e7\u00e3o, que \u00e9 transcrita e deve ser acompanhada dos comportamentos relevantes observados no grupo (risos, burburinhos, express\u00f5es de aprova\u00e7\u00e3o ou reprova\u00e7\u00e3o, etc). A an\u00e1lise, assim, est\u00e1 presente em todo o processo de investiga\u00e7\u00e3o, desde a sele\u00e7\u00e3o dos componentes at\u00e9 a forma como se desenrola a discuss\u00e3o. H\u00e1 uma an\u00e1lise projetada no momento em que se faz um esbo\u00e7o dos componentes do grupo, uma an\u00e1lise preliminar durante a realiza\u00e7\u00e3o das reuni\u00f5es e uma\u00a0 s\u00edntese final.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise \u00e9 feita baseada na articula\u00e7\u00e3o entre a s\u00edntese do discurso produzido nos grupos,\u00a0 o marco te\u00f3rico em que se insere a investiga\u00e7\u00e3o e\u00a0 as intui\u00e7\u00f5es do pesquisador. Trata-se de um processo de interpreta\u00e7\u00e3o, de uma leitura da realidade feita a partir da escuta e da fala, com a pretens\u00e3o de construir um saber cient\u00edfico consciente e capaz de apresentar uma forma a mais\u00a0 de explicar os fen\u00f4menos da vida.<\/p>\n<p>Para produzir uma an\u00e1lise de discurso social, faz-se necess\u00e1rio criar alguns mecanismos de sistematiza\u00e7\u00e3o que permitam recompor os elementos centrais do discurso, assim como reconhecer as nuan\u00e7as que aproximam ou separam as diferentes posi\u00e7\u00f5es representadas no grupo. Uma forma de sistematiza\u00e7\u00e3o \u00e9, num primeiro momento, organizar os tipos de discurso segundo a posi\u00e7\u00e3o de quem fala, para, posteriormente, destacar o que \u00e9 mais recorrente, o consenso e o dissenso, recuperando finalmente a unidade do discurso do grupo. \u00c9 importante observar que n\u00e3o se trata de fazer uma an\u00e1lise de conte\u00fado, nem ling\u00fc\u00edstico, nem psicanal\u00edtico, mas sim de reconstruir o sentido dos discursos em sua situa\u00e7\u00e3o de enuncia\u00e7\u00e3o,\u00a0 contextualizados em sua realidade micro e macrossituacional. Para tanto, \u00e9 fundamental pensar tamb\u00e9m no que n\u00e3o \u00e9 dito ou enunciado no grupo, mas aparece na pr\u00e1tica de seus componentes, observada anteriormente. Os descompassos entre o que se diz e o que se faz s\u00e3o essenciais para uma an\u00e1lise aprofundada do fen\u00f4meno em investiga\u00e7\u00e3o. Inser\u00e7\u00e3o a partir da p\u00e1gina<\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Indica\u00e7\u00e3o de Financiamento: <\/b>n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de financiamento da pesquisa al\u00e9m da solicita\u00e7\u00e3o de\u00a0 Bolsa PIBIC.\u00a0 <b>Inserido no projeto na p\u00e1gina 15 do projeto inicial.<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<div><\/div>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Geisson%20Oleques\/Desktop\/projeto%20pesquisa%20Carla%20Beatriz%20Meinerz%20vers%C3%A3o%20com%20novas%20informa%C3%A7%C3%B5es.pdf#_ftnref1\">[1]<\/a> A disserta\u00e7\u00e3o foi publicada e sua refer\u00eancia completa \u00e9: MEINERZ, Carla Beatriz. <i>Hist\u00f3ria Viva<\/i>: a hist\u00f3ria que cada aluno constr\u00f3i<i>. <\/i>Porto Alegre: Media\u00e7\u00e3o, 2001.<i> <\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Geisson%20Oleques\/Desktop\/projeto%20pesquisa%20Carla%20Beatriz%20Meinerz%20vers%C3%A3o%20com%20novas%20informa%C3%A7%C3%B5es.pdf#_ftnref2\">[2]<\/a> A tese foi publicada e sua refer\u00eancia completa \u00e9: MEINERZ, Carla Beatriz. <i>Adolescentes no P\u00e1tio \u2013 outra maneira de viver a escola.<\/i> Porto Alegre: Editora\u00a0 UNIRITTER, 2009.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Geisson%20Oleques\/Desktop\/projeto%20pesquisa%20Carla%20Beatriz%20Meinerz%20vers%C3%A3o%20com%20novas%20informa%C3%A7%C3%B5es.pdf#_ftnref3\">[3]<\/a> Utilizo a defini\u00e7\u00e3o de processos de identiza\u00e7\u00e3o proposta por Alberto Melucci (2004). O autor,\u00a0 ao tratar do conceito de identidade, prop\u00f5e que se utilize o termo identiza\u00e7\u00e3o, justificando que numa sociedade global, na qual a informa\u00e7\u00e3o exerce um papel fundamental e as mudan\u00e7as s\u00e3o aceleradas e cotidianas, a palavra\u00a0 identidade\u00a0 torna-se inadequada para expressar as m\u00faltiplas possibilidades de escolha, sendo necess\u00e1rio falar de identiza\u00e7\u00e3o para expressar o car\u00e1ter processual e autorreflexivo da defini\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos.\u00a0 O conceito de processos de identiza\u00e7\u00e3o parece incorporar as id\u00e9ias de movimento, de flexibilidade, de multiplicidade e de inacabamento, que s\u00e3o fundamentais na constitui\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria dos sujeitos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 UNIVERSIDADE\u00a0 FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE EDUCA\u00c7\u00c3O DEPARTAMENTO DE ENSINO E CURR\u00cdCULO \u00a0 Mem\u00f3rias de Professores de Hist\u00f3ria: refletindo pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas a partir de si e na rela\u00e7\u00e3o com o outro\u00a0 Carla Beatriz Meinerz\u00a0 Projeto de Pesquisa apresentado ao Departamento de Ensino e Curr\u00edculo da Faculdade de &hellip; <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/projeto-de-pesquisa-memorias-de-professores-de-historia-refletindo-praticas-pedagogicas-a-partir-de-si-e-na-relacao-com-o-outro\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Projeto de Pesquisa: Mem\u00f3rias de Professores de Hist\u00f3ria: refletindo pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas a partir de si e na rela\u00e7\u00e3o com o outro<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-125","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pesquisa"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":682,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125\/revisions\/682"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lhiste\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}