Meus filhos terão diabetes?

10 setembro, 2017    tags: DM1 DM2 genética

Os fatores de risco associados ao diabetes tipo 1 e 2 são diferentes, porém possuir um histórico familiar da doença coloca você em maior risco de desenvolver qualquer dos tipos. Entretanto, muitas pessoas com o tipo 1 não possuem histórico familiar conhecido. Já se sabe que há uma influência genética, ou seja, ter um parente próximo com a doença aumenta consideravelmente as chances de você ter também. O diabetes tipo 1 é mais comum entre os brancos. Por outro lado, membros dos grupos étnicos indígenas, negros e hispânicos correm maior risco de desenvolver o diabetes tipo 2. É possível que a estrutura genética desses grupos os predisponha à obesidade e diabetes, que tendem a ser consequências do estilo de vida sedentário.
Cada um de nós nasce com um conjunto de informações com instruções às nossas células de como crescer e funcionar. Essas informações ficam contidas em genes, que formam juntos uma estrutura chamada de DNA. Os pesquisadores identificaram vários tipos diferentes de genes que podem tornar uma pessoa mais propensa a desenvolver diabetes tipo 1, porém não encontraram um único gene que faça todas as pessoas que o tenham desenvolver a doença. Ao invés disso, parece haver diversos genes conhecidos como “suscetíveis ao diabetes”. Isto faz com que os pesquisadores suspeitem que as pessoas que têm esses genes são mais propensas a desenvolver o diabetes tipo 1. Entretanto, está não é a resposta completa, porque 45% das pessoas sem a doença possuem as variantes desses tipos de genes. Portanto só porque uma pessoa herda uma variante de um gene de suscetibilidade, não significa que desenvolverá diabetes. Entre os fatores “gatilhos” para o desencadeamento da doença em indivíduos geneticamente predispostos estão certas infecções virais, fatores nutricionais (por exemplo, introdução precoce de leite bovino), deficiência de vitamina D e outros.
Tudo indica que a genética parece desempenar um papel importante no desenvolvimento de diabetes tipo 2, sendo até mais forte do que no tipo 1. Como acontece no diabetes tipo 1, o tipo 2 também parece ser uma constante em certas famílias, e é bem provável que isso ocorra devido à herança de certos genes. Se um portador de diabetes tipo 1 tiver um irmão gêmeo idêntico, há de 30 a 40% de chances de que o irmão gêmeo desenvolva a doença. No caso do diabetes tipo 2, as chances de um irmão gêmeo vir a ter diabetes fica entre 60 e 75%. No caso do diabetes tipo 2, outro fator está associado ao desenvolvimento da doença que é o comprometimento da ação da insulina. O mecanismo responsável por essa resistência permanece pouco conhecido, porém uma teoria envolve o acúmulo de gordura abdominal. Já os outros fatores não genéticos, como obesidade, idade avançada, e sedentarismo, são bem esclarecidos e fundamentais para o desenvolvimento da doença, além de, em sua maioria, poderem ser evitados.