Glicemia capilar, hemoglobina glicada, frutosamina: o que são estes exames?

8 janeiro, 2018    tags: glicose hemoglobina glicada

Na prática clínica, a avaliação do controle glicêmico é feita mediante a utilização de dois recursos laboratoriais: os testes de glicemia e os de hemoglobina glicada (HbA1c).

Os testes de glicemia refletem o nível glicêmico atual e instantâneo no momento exato em que foram realizados. Podem ser realizados através da coleta de sangue no laboratório ou pela prática do automonitoramento glicêmico (glicemia capilar ou teste da ponta do dedo). O automonitoramento proporciona uma visão bastante realista do nível do controle glicêmico durante todo o dia. É um componente essencial para o controle adequado do diabetes, permitindo aos pacientes a avaliação da resposta individual à terapia, podendo também identificar hipoglicemia e hiperglicemias não sintomáticas.

Para avaliar o controle em longo prazo, utilizamos o teste laboratorial chamado hemoglobina glicada (HbA1c). A hemoglobina, uma proteína existente no interior dos glóbulos vermelhos (hemácias) do sangue. Durante este período, a glicose em excesso no sangue se liga à hemoglobina, a depender da concentração de glicose no sangue. Assim, quanto maior a concentração glicose no sangue, maior é o valor da hemoglobina glicada. Como a hemoglobina tem uma vida de 120 dias (4 meses), este exame reflete o controle da glicose dos últimos 4 meses.

Além da hemoglobina, outras proteínas também sofrem glicação (processo de ligação da glicose com uma proteína), podendo ser uma forma de avaliação do controle do diabetes. A frutosamina é o exame que mede a glicação de uma proteína do sangue chamada albumina e indica o controle glicêmico das últimas 2 semanas. Há uma boa correlação entre os valores de frutosamina e hemoglobina glicada. Geralmente, é utilizada nos pacientes em que a medição da hemoglobina glicada não é confiável.