Quando o paciente tem de fazer a aplicação de insulina?

8 janeiro, 2018    tags: farmácia insulina tratamento

Todas as pessoas com diabetes tipo 1 e muitos dos que têm diabetes tipos 2 devem usar insulina no seu tratamento para manter um bom controle glicêmico. A insulina é um hormônio que atua como uma chave que abre a porta, permitindo que a glicose entre na célula e seja utilizada como combustível. A maioria das terapias com insulina tenta reproduzir os efeitos de um pâncreas normal. O pâncreas libera uma dose constante de insulina (uma dose basal) dia e noite, além de liberar uma dose extra de insulina (um bolo) quando são realizadas as refeições. Baseado nisso existem diferentes tipos de insulina que atuam de acordo com o seu tempo de ação.

Existe um tipo de insulina chamada de regular, que é de curta duração e começa agindo rapidamente, sendo usada pelo organismo ao mesmo passo. Há também uma forma ultrarrápida de insulina, como a lispro, glulisina ou asparte, que começa a funcionar em menos tempo que a insulina regular. Esses tipos de insulina funcionam como a dose extra de insulina que o pâncreas liberaria durante as refeições, portanto esta insulina rápida deve ser aplicada antes das refeições ou lanches maiores.

Já uma insulina de ação intermediária, como a NPH, tem uma absorção mais lenta, tornando os tempos de início, pico e duração mais longos. Uma insulina de ação lenta necessita de menos injeções diárias e funciona como a dose basal que seria liberada pelo pâncreas, e costuma ser aplicada antes do desjejum ou antes de dormir, sem relação com as refeições.

A frequência de aplicação de insulina difere a depender do tipo de diabetes e  diversos fatores individuais de cada paciente. Pacientes com diabetes tipo 2 muitas vezes necessitam utilizar junto com a insulina os medicamentos orais, além de melhorar a dieta e realizar exercícios.