Já está disponível o quinto episódio do podcast “Sala de Bate-Papo”. Escute aqui .
Estes são os links desta edição:
Fórum: Entrevista com Jéder Janotti (coordenador do Póscom/UFBA) sobre indústria fonográfica;
Enquete: estudantes falam sobre sobre MP3 players e o novo iPod;
Banner Publicitário: jingles antigos da Nuget e Grapette;
Podcasting: entrevista com Alexandre Sena sobre videocasting;
Podsafe music: Escute o jazz “Sweet Blossom”, de Robin Stine.
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Não sei se podemos considerar os videoposts do Alexandre Sena (não é videocast! atenção, ele mesmo disse isso) como pioneiros no Brasil.
A muito tempo eu já assisto trechos de vídeo em blogs brasileiros e a algum tempo eu já assisto a videocasts daqui.
Meus conceitos*:
audiopost – inserção de uma trilha de audio em um post de um blog sendo este audio toda a informação ou um complemento dela. Pode ou não estar num feed para ser agregado.
videopost – como no audiopost mas usando vídeo.
podcast – onde o post é um arquivo de audio e é a informação integral do post e tem que estar num feed para ser agregado.
videocast – como no podcast mas usando vídeo.
Quanto ao iPod com vídeo eu acho que a grande sacada é a venda de conteúdo e a portabilidade desse conteúdo.
Antes dos dispositivos similares ao iPod com vídeo era necessário comprar um dvd ou vhs com o filme numa loja ou num site e levar os dvds para a casa de um amigo para assistir podia ser uma batalha (muitas caixas, discos que se arranham facilmente…) e uma vez lá, teria que ter um tocador adequado à mídia.
Com o iPod com suporte a vídeo compra-se o conteúdo online e o recebe em pouquíssimo tempo (considerando a banda larga existente lá fora que chega a ser 50 vezes mais rápida que o plano mais veloz hoje no Brasil e mais barata que este mesmo plano aqui), uma vez no iPod dispensa-se os intermédios frágeis e se conecta a qualquer tv (mesmo no Brasil).
Eu não imagino que alguém vá sair andando e assistindo um vídeo mas imagino que as pessoas estão assistindo seus filmes e seriados favoritos em trens, metros, ônibus, taxis, aviões, barcos enquanto vão para o trabalho ou para casa ou para qualquer destino.
Imagino amigos vendo estes conteúdos junos numa tv, apresentações de vídeos num bar, numa festa para um telão, um executivo mostrando apenas com um iPod (ou outro dispositivo de vídeo portátil) números da empresa para outros executivos.
Imagino que com criatividade e bom senso esse tipo de dispositivo vai se tornar indispensável para muita gente e divertido para muito mais.
*Esses são os meus conceitos já que não vi ainda em lugar algum definições finalizadas sobre os verbetes.
Tiago, os conceitos de audiopost, videoblog, podcast, videocast e “o escambau” ainda são muito fluidos e a gente ainda não chegou a um consenso quanto à terminologia correta. Mas, por enquanto, concordo com os conceitos que você apresentou.
Quanto à questão do uso do iPod vídeo, acredito que a maior vantagem é a portabilidade do aparelho e a possibilidade compartilhar vídeos com amigos, plugando o aparelho num televisor. Quanto a assistir vídeos no iPod mesmo, acredito que a dificuldade de assimilar esse conceito no Brasil está mais associada a questões sociais nas grandes cidades. Sem segurança nas ruas, ninguém pensa em assistir um vídeo no iPod no banco da praça ou dentro de um ônibus. Mas parece que o conceito nos EUA é diferente. Segundo ouvi no podcast 20 do Eddie Silva (http://www.eddiesilva.com), o público alvo da Apple são os trabalhadores de classe média que acordam muito cedo e percorrem grandes distâncias de trem para ir trabalhar. Eles podem assistir, no iPod, seriados do horário nobre da TV americana que normalmente eles não podem assistir, pois também dormem cedo. Com a possibilidade de assistir os programas no iPod, eles não se sentiriam tão “deslocados” nas rodas de conversa do trabalho.
Acho que se a Globo fizesse uma parceria com a Apple no Brasil e disponibilizasse cenas de novelas e trechos do Big Brother na loja virtual do iTunes, faria o maior sucesso. Mas isso é uma possibilidade remota: para a Apple, o Brasil não existe.
Me chamou a atenção daquele entrevistado que confessou que não assistiria a videos no ônibus por uma questão de segurança. Isso me faz pensar: temos estrutura urbana no Brasil para usar todas essas tecnologias que os países desenvolvidos propõem?
Eu morro de medo de fazer fotos com minha câmera digital na rua… E fico com água na boca de tantas coisas que vejo e gostaria de fotografar. Tecnicamente, tenho condições. Mas temo pela falta de segurança.
Para polemizar um pouco, gostaria de saber do Jéder por que se deve considerar um quarto de motel um lugar público tanto quanto um estande em um congresso. No primeiro, duas pessoas escutam rádio entre 4 paredes. No segundo exemplo, a música é tocada para atrair uma quantidade de pessoas passando pelo estande. Ou seja, trata-se de duas circunstâncias bem diferentes. Nesse sentido, como pode o ECAD querer cobrar direitos de execução em um quarto de motel? Não seria isso um abuso?
Alex, também não te esqueçe que nem sempre são só duas pessoas… Tem motel aí com quartos de dois andares e capacidade para mais de 10 viventes… aí a coisa muda de figura! hehehehe
Ps: para quem perguntar como eu sei a capacidade dos motéis: eu vi uma propaganda na TV! 😉
Caríssimas amigas e caríssimos amigos,
Claro que há diferenças entre festas, móteis, congressos. Na verdade, tanto os motéis, bem como as boates utilizam músicas que foram compostas, gravadas e armazenadas dentro das atuais leis de direito autoral, mas pensem bem, será que eles não deveriam dar uma pequena contribuição à indústria do entretenimento e seus contratados em troca do clima musical???? Na verdade, não se trata de ambientes públicos e privativo e sim, de uma discussão mais ampla sobre este enorme fantasma chamado ECAD.